Saude_Prevencao

O que é diabetes, como prevenir e tratar?

Atletismo · 14 jan, 2013

O diabetes representa a maior causa de cegueira da atualidade e, como veremos adiante, essa não é a sua única complicação. Existem 300 milhões de diabéticos no mundo, sendo que metade deles não sabe que é portador da doença. No Brasil, há 14 milhões de doentes, muitos deles sem diagnóstico e sem tratamento. O diabetes também é uma importante causa de morte nos dias atuais.

Definição e tipos de diabetes- Diabetes é uma doença metabólica que se caracteriza por aumento do nível de glicose no sangue (hiperglicemia). Para que funcionem adequadamente, as células precisam de um combustível, que é, justamente, a glicose. Porém, para que a glicose penetre nas células é necessário um hormônio chamado insulina.

Existem, basicamente, dois tipos de diabetes. Diabetes tipo 1, na qual a insulina está ausente.
Diabetes tipo 2, na qual a insulina está presente, porém as células não respondem a ela (é o que chamamos de resistência à insulina).

Possíveis sintomas- Sede, vontade de urinar com frequência, fome, perda de peso, visão turva, formigamento nas mãos e nos pés, infecções vaginais, são alguns dos sintomas que podem decorrer do diabetes. Mas ela também pode ser assintomática.

Fatores de risco- Os principais fatores para o desenvolvimento do diabetes são: obesidade, excesso de ingestão de açúcar e gordura, sedentarismo, stress, alcoolismo, idade e hereditariedade.

Possíveis complicações- Hipertensão, derrame cerebral, hemorragias na retina, cegueira, infartos, aumento do colesterol e dos triglicerídeos, distúrbios de cicatrização e amputações são complicações que podem decorrer do diabetes.

Tratamento- O tratamento do diabetes pode variar de acordo com o tipo e o nível de glicemia e pode incluir: alimentação apropriada, exercícios físicos, hipoglicemiantes orais e insulina.

Prevenção- Pode-se prevenir o diabetes tipo 2 da seguinte forma: controlando o peso, exercitando-se com regularidade, alimentando-se corretamente, evitando a ingestão de bebidas alcoólicas, dormindo bem e mantendo o stress sob controle. Infelizmente, não é possível prevenir o diabetes tipo 1.

Efeitos dos exercícios no controle do diabetes- Para começar, os exercícios combatem alguns fatores de risco para o diabetes como: obesidade, sedentarismo, stress. Mas não é só isso. Eles também favorecem a penetração da glicose nas células musculares (em atividade) mesmo na ausência de insulina.

Além disso, os músculos em exercício absorvem e queimam mais glicose proveniente da corrente sanguínea, favorecendo o controle da glicemia. Os exercícios também melhoram a sensibilidade à insulina em pacientes com resistência à substância.

Alimentação e diabetes- A principal recomendação alimentar para os diabéticos é evitar a ingestão de doces, bolos, tortas, sorvetes, refrigerantes e outras bebidas adoçadas. Eles também devem evitar massas elaboradas com farinha branca e arroz branco.
Todos esses itens têm alto índice glicêmico (fazem a glicemia aumentar rapidamente), por isso, devem ser substituídos por alimentos com índice glicêmico mais baixo (por exemplo: pães elaborados com farinha 100% integral e arroz integral). Deve-se evitar, ainda, o consumo de frituras, carnes gordurosas e bebidas alcoólicas. O consumo de vegetais frescos deve ser priorizado.

Sono e controle emocional- Ambos são importantes na prevenção e no tratamento do diabetes, pois seu descontrole representa uma fonte de stress, que, por sua vez, predispõe a resistência à insulina.


O que é diabetes, como prevenir e tratar?

Atletismo · 14 jan, 2013

O diabetes representa a maior causa de cegueira da atualidade e, como veremos adiante, essa não é a sua única complicação. Existem 300 milhões de diabéticos no mundo, sendo que metade deles não sabe que é portador da doença. No Brasil, há 14 milhões de doentes, muitos deles sem diagnóstico e sem tratamento. O diabetes também é uma importante causa de morte nos dias atuais.

Definição e tipos de diabetes- Diabetes é uma doença metabólica que se caracteriza por aumento do nível de glicose no sangue (hiperglicemia). Para que funcionem adequadamente, as células precisam de um combustível, que é, justamente, a glicose. Porém, para que a glicose penetre nas células é necessário um hormônio chamado insulina.

Existem, basicamente, dois tipos de diabetes. Diabetes tipo 1, na qual a insulina está ausente.
Diabetes tipo 2, na qual a insulina está presente, porém as células não respondem a ela (é o que chamamos de resistência à insulina).

Possíveis sintomas- Sede, vontade de urinar com frequência, fome, perda de peso, visão turva, formigamento nas mãos e nos pés, infecções vaginais, são alguns dos sintomas que podem decorrer do diabetes. Mas ela também pode ser assintomática.

Fatores de risco- Os principais fatores para o desenvolvimento do diabetes são: obesidade, excesso de ingestão de açúcar e gordura, sedentarismo, stress, alcoolismo, idade e hereditariedade.

Possíveis complicações- Hipertensão, derrame cerebral, hemorragias na retina, cegueira, infartos, aumento do colesterol e dos triglicerídeos, distúrbios de cicatrização e amputações são complicações que podem decorrer do diabetes.

Tratamento- O tratamento do diabetes pode variar de acordo com o tipo e o nível de glicemia e pode incluir: alimentação apropriada, exercícios físicos, hipoglicemiantes orais e insulina.

Prevenção- Pode-se prevenir o diabetes tipo 2 da seguinte forma: controlando o peso, exercitando-se com regularidade, alimentando-se corretamente, evitando a ingestão de bebidas alcoólicas, dormindo bem e mantendo o stress sob controle. Infelizmente, não é possível prevenir o diabetes tipo 1.

Efeitos dos exercícios no controle do diabetes- Para começar, os exercícios combatem alguns fatores de risco para o diabetes como: obesidade, sedentarismo, stress. Mas não é só isso. Eles também favorecem a penetração da glicose nas células musculares (em atividade) mesmo na ausência de insulina.

Além disso, os músculos em exercício absorvem e queimam mais glicose proveniente da corrente sanguínea, favorecendo o controle da glicemia. Os exercícios também melhoram a sensibilidade à insulina em pacientes com resistência à substância.

Alimentação e diabetes- A principal recomendação alimentar para os diabéticos é evitar a ingestão de doces, bolos, tortas, sorvetes, refrigerantes e outras bebidas adoçadas. Eles também devem evitar massas elaboradas com farinha branca e arroz branco.
Todos esses itens têm alto índice glicêmico (fazem a glicemia aumentar rapidamente), por isso, devem ser substituídos por alimentos com índice glicêmico mais baixo (por exemplo: pães elaborados com farinha 100% integral e arroz integral). Deve-se evitar, ainda, o consumo de frituras, carnes gordurosas e bebidas alcoólicas. O consumo de vegetais frescos deve ser priorizado.

Sono e controle emocional- Ambos são importantes na prevenção e no tratamento do diabetes, pois seu descontrole representa uma fonte de stress, que, por sua vez, predispõe a resistência à insulina.

Como evitar levar suas lesões para a nova temporada?

Corridas de Rua · 09 jan, 2013

Sempre que chegamos no final de temporada, metas batidas ou não, geralmente sobram algumas dorzinhas e incômodos de exageros causados pelos excessos na tentativa de bater a meta do semestre ou do ano.

Saiba que aquelas pequenas dores que você sente hoje que ainda não te impedem de correr, podem ser futuras lesões de tendões, músculos e articulações. Como eu sempre digo, nosso corpo é como um carro, primeiro faz pequenos barulhos indicando algum problema, depois acende uma luz no painel.

Se você não prestar atenção nestes sinais, uma hora o carro te deixa na mão quando você mais precisa. Portanto, aproveite esta época do ano para se recuperar das lesões e empurre suas novas metas para o meio do semestre.

Lesões comuns- Nesta época do ano recebemos muitos atletas no consultório com este tipo de lesão. São tendinopatias do calcâneo (Aquiles), lesões musculares, dores na região anterior do joelho por lesões no ligamento patelar, condromalácea patelar (lesão na cartilagem da patela) e muitas outras que ocorrem por sobrecarga de treino.

Estes pacientes normalmente vêm com a intenção de se curar o mais rápido possível, pois estão com viagem marcada ou já querem começar um novo ciclo de treinos para a próxima maratona no começo do ano. Mas não existe milagre, temos que respeitar a fisiologia.

Não é à toa que os médicos geralmente pedem logo de início dez sessões de fisioterapia, pois se o paciente fizer três sessões por semana, serão de três a quatro semanas de tratamento, o tempo mínimo para uma pequena cicatrização acontecer. Já em lesões mais graves e crônicas precisamos de pelo menos seis a oito semanas.

Infelizmente, muitos acabam não concluindo o tratamento e dão início a uma nova temporada com as lesões da temporada anterior. É exatamente isto que leva uma lesão a ficar crônica.

Que neste ano vocês possam correr muitos quilômetros! Até a próxima!


Como evitar levar suas lesões para a nova temporada?

Corridas de Rua · 09 jan, 2013

Sempre que chegamos no final de temporada, metas batidas ou não, geralmente sobram algumas dorzinhas e incômodos de exageros causados pelos excessos na tentativa de bater a meta do semestre ou do ano.

Saiba que aquelas pequenas dores que você sente hoje que ainda não te impedem de correr, podem ser futuras lesões de tendões, músculos e articulações. Como eu sempre digo, nosso corpo é como um carro, primeiro faz pequenos barulhos indicando algum problema, depois acende uma luz no painel.

Se você não prestar atenção nestes sinais, uma hora o carro te deixa na mão quando você mais precisa. Portanto, aproveite esta época do ano para se recuperar das lesões e empurre suas novas metas para o meio do semestre.

Lesões comuns- Nesta época do ano recebemos muitos atletas no consultório com este tipo de lesão. São tendinopatias do calcâneo (Aquiles), lesões musculares, dores na região anterior do joelho por lesões no ligamento patelar, condromalácea patelar (lesão na cartilagem da patela) e muitas outras que ocorrem por sobrecarga de treino.

Estes pacientes normalmente vêm com a intenção de se curar o mais rápido possível, pois estão com viagem marcada ou já querem começar um novo ciclo de treinos para a próxima maratona no começo do ano. Mas não existe milagre, temos que respeitar a fisiologia.

Não é à toa que os médicos geralmente pedem logo de início dez sessões de fisioterapia, pois se o paciente fizer três sessões por semana, serão de três a quatro semanas de tratamento, o tempo mínimo para uma pequena cicatrização acontecer. Já em lesões mais graves e crônicas precisamos de pelo menos seis a oito semanas.

Infelizmente, muitos acabam não concluindo o tratamento e dão início a uma nova temporada com as lesões da temporada anterior. É exatamente isto que leva uma lesão a ficar crônica.

Que neste ano vocês possam correr muitos quilômetros! Até a próxima!

Como prevenir e tratar a hipertensão arterial?

Atletismo · 17 dez, 2012

Você sabia que 30 milhões de brasileiros têm hipertensão arterial? Sabia que ela é uma das maiores causas de derrames cerebrais e infartos, podendo levar à morte? Sabia que uma medida de pressão de 140 por 90 mmHg já é considerada hipertensão leve?

A hipertensão arterial é uma das doenças mais comuns da atualidade. Em muitos casos, o paciente não apresenta sintomas, desconhece ser portador da doença e, portanto, não se trata, o que a torna ainda mais perigosa.

Fatores de predisposição- Existem alguns fatores que predispõem o desenvolvimento dessa doença. São eles: alimentação rica em sal ou gordura, alcoolismo, tabagismo, obesidade, estresse, sedentarismo, colesterol alto e hereditariedade.

E existem muitas formas de tratá-la; uma delas, obviamente, é com medicação. Há uma infinidade de medicamentos disponíveis para o tratamento da hipertensão; diuréticos e betabloqueadores são apenas dois exemplos. Porém, como todos os medicamentos, estes também têm um custo financeiro e causam efeitos colaterais, o que pode desestimular a adesão ao tratamento.

Contudo, é preciso mencionar que, muitas vezes, a hipertensão pode ser combatida de outra forma, sem custos financeiros. Quer saber como? Afastando os fatores de risco. Então, evite dieta rica em sal e gorduras, evite o consumo de bebidas alcoólicas, fique longe do cigarro e pratique exercícios físicos.

Efeito dos exercícios- Mas afinal, quais são os efeitos dos exercícios físicos no combate à hipertensão? Pode acreditar que são inúmeros – um verdadeiro milagre da natureza.

Em primeiro lugar, eles combatem a obesidade, o que por si só já diminui a pressão arterial. Mas eles também combatem o estresse, o colesterol alto e, ainda por cima, dão um drible na hereditariedade, ou seja, atuam nos fatores de risco.

Outros efeitos dos exercícios no controle da pressão arterial: fortalecem o coração e melhoram o calibre das artérias. O resultado disso é a diminuição tanto da pressão arterial, quanto da frequência cardíaca. É por essa razão que os atletas costumam ter frequência cardíaca baixa.

Tem mais. Os exercícios também promovem sudorese e com ela, a eliminação de água e sódio (um efeito parecido com o dos diuréticos) e diminuem o nível de adrenalina (um efeito semelhante ao dos betabloqueadores, porém, sem custos financeiros e sem efeitos colaterais).

Alimentação- A alimentação também é importante para o controle da hipertensão. Então, seguem algumas dicas: a primeira e mais importante é evitar o sal na dieta. Evite, também frituras, carnes gordas, embutidos, sorvetes, bolos, tortas e congêneres. Procure consumir as versões desnatadas do leite e seus derivados. Priorize o consumo de frutas, vegetais, azeite de oliva extra virgem, nozes, castanhas e evite a ingestão de bebidas alcoólicas.

Sono- O sono é outro fator que ajuda a controlar a pressão arterial. Quem dorme pouco ou mal corre maior risco de desenvolver hipertensão. Isso porque a privação crônica do sono promove a liberação de hormônios como a adrenalina e a noradrenalina que estreitam as artérias, favorecendo o aumento da pressão.

Quer fugir da hipertensão arterial?- Então se alimente corretamente, durma bem, mantenha o stress sob controle e, acima de tudo, faça exercícios moderados (dentro dos limites de frequência cardíaca ideal). O seu coração agradece!


Como prevenir e tratar a hipertensão arterial?

Atletismo · 17 dez, 2012

Você sabia que 30 milhões de brasileiros têm hipertensão arterial? Sabia que ela é uma das maiores causas de derrames cerebrais e infartos, podendo levar à morte? Sabia que uma medida de pressão de 140 por 90 mmHg já é considerada hipertensão leve?

A hipertensão arterial é uma das doenças mais comuns da atualidade. Em muitos casos, o paciente não apresenta sintomas, desconhece ser portador da doença e, portanto, não se trata, o que a torna ainda mais perigosa.

Fatores de predisposição- Existem alguns fatores que predispõem o desenvolvimento dessa doença. São eles: alimentação rica em sal ou gordura, alcoolismo, tabagismo, obesidade, estresse, sedentarismo, colesterol alto e hereditariedade.

E existem muitas formas de tratá-la; uma delas, obviamente, é com medicação. Há uma infinidade de medicamentos disponíveis para o tratamento da hipertensão; diuréticos e betabloqueadores são apenas dois exemplos. Porém, como todos os medicamentos, estes também têm um custo financeiro e causam efeitos colaterais, o que pode desestimular a adesão ao tratamento.

Contudo, é preciso mencionar que, muitas vezes, a hipertensão pode ser combatida de outra forma, sem custos financeiros. Quer saber como? Afastando os fatores de risco. Então, evite dieta rica em sal e gorduras, evite o consumo de bebidas alcoólicas, fique longe do cigarro e pratique exercícios físicos.

Efeito dos exercícios- Mas afinal, quais são os efeitos dos exercícios físicos no combate à hipertensão? Pode acreditar que são inúmeros – um verdadeiro milagre da natureza.

Em primeiro lugar, eles combatem a obesidade, o que por si só já diminui a pressão arterial. Mas eles também combatem o estresse, o colesterol alto e, ainda por cima, dão um drible na hereditariedade, ou seja, atuam nos fatores de risco.

Outros efeitos dos exercícios no controle da pressão arterial: fortalecem o coração e melhoram o calibre das artérias. O resultado disso é a diminuição tanto da pressão arterial, quanto da frequência cardíaca. É por essa razão que os atletas costumam ter frequência cardíaca baixa.

Tem mais. Os exercícios também promovem sudorese e com ela, a eliminação de água e sódio (um efeito parecido com o dos diuréticos) e diminuem o nível de adrenalina (um efeito semelhante ao dos betabloqueadores, porém, sem custos financeiros e sem efeitos colaterais).

Alimentação- A alimentação também é importante para o controle da hipertensão. Então, seguem algumas dicas: a primeira e mais importante é evitar o sal na dieta. Evite, também frituras, carnes gordas, embutidos, sorvetes, bolos, tortas e congêneres. Procure consumir as versões desnatadas do leite e seus derivados. Priorize o consumo de frutas, vegetais, azeite de oliva extra virgem, nozes, castanhas e evite a ingestão de bebidas alcoólicas.

Sono- O sono é outro fator que ajuda a controlar a pressão arterial. Quem dorme pouco ou mal corre maior risco de desenvolver hipertensão. Isso porque a privação crônica do sono promove a liberação de hormônios como a adrenalina e a noradrenalina que estreitam as artérias, favorecendo o aumento da pressão.

Quer fugir da hipertensão arterial?- Então se alimente corretamente, durma bem, mantenha o stress sob controle e, acima de tudo, faça exercícios moderados (dentro dos limites de frequência cardíaca ideal). O seu coração agradece!

Cutucar a unha pode trazer sérios problemas

Atletismo · 01 jul, 2011

Dores na lateral da unha, incômodo? Cutucar muitas vezes é a primeira atitude que tomamos, muitas vezes de forma automática. O podólogo Anderson Schmidt ressalta em seu novo artigo, alguns problemas que essa prática pode ocasionar.

Ao sentirmos algum incomodo no canto dos dedões, é comum termos o reflexo de cutucar.Porém, nunca se deve fazer este tipo de “limpeza”, pois muita das vezes ao puxar uma pele que está causando desconforto esta poderá inflamar e trazer, além de muita dor, sérios problemas relacionados a infecções e surgimento de patologias perigosíssimas.

Entre elas podemos citar erisipela, doença causada por uma bactéria que costuma penetrar em ferimentos abertos. A erisipela é uma patologia de tratamento demorado, que requer muita paciência e dedicação por parte do paciente, pois se não tomadas as devidas precauções, esta poderá desenvolver uma trombose e aí a coisa ficará bem mais séria!

Neste caso, quem corre deve redobrar a atenção, jamais cutuque ou tente limpar a lateral dos dedões antes de uma prova. Procure um especialista, este saberá como proceder neste caso.

Para mais detalhes, consulte nosso site www.centralfeet.com.br.

É isso aí, até a próxima.


Cutucar a unha pode trazer sérios problemas

Atletismo · 01 jul, 2011

Dores na lateral da unha, incômodo? Cutucar muitas vezes é a primeira atitude que tomamos, muitas vezes de forma automática. O podólogo Anderson Schmidt ressalta em seu novo artigo, alguns problemas que essa prática pode ocasionar.

Ao sentirmos algum incomodo no canto dos dedões, é comum termos o reflexo de cutucar.Porém, nunca se deve fazer este tipo de “limpeza”, pois muita das vezes ao puxar uma pele que está causando desconforto esta poderá inflamar e trazer, além de muita dor, sérios problemas relacionados a infecções e surgimento de patologias perigosíssimas.

Entre elas podemos citar erisipela, doença causada por uma bactéria que costuma penetrar em ferimentos abertos. A erisipela é uma patologia de tratamento demorado, que requer muita paciência e dedicação por parte do paciente, pois se não tomadas as devidas precauções, esta poderá desenvolver uma trombose e aí a coisa ficará bem mais séria!

Neste caso, quem corre deve redobrar a atenção, jamais cutuque ou tente limpar a lateral dos dedões antes de uma prova. Procure um especialista, este saberá como proceder neste caso.

Para mais detalhes, consulte nosso site www.centralfeet.com.br.

É isso aí, até a próxima.

Saiba alongar corretamente e evite lesões na corrida

Atletismo · 08 jan, 2010

Os 30 minutos que antecedem o início de uma competição ou sessão de treinamento constituem um de seus momentos mais importantes. Durante este período, o atleta deverá se alongar seja ele profissional, amador ou praticante de atividade física.

O alongamento é muito mais do que tocar a ponta dos pés por algumas vezes antes de começar a praticar alguma atividade. É a chance de sentir o próprio corpo e começar a se preparar para o jogo ou treino, tanto fisicamente quanto psicologicamente. O músculo que não está adequadamente alongado torna-se muito mais suscetível a estiramentos ou rupturas (lesões) quando submetido a forças repentinas. Já o músculo alongado permite ao atleta movimentos mais completos, mínimo risco de lesões e melhor desempenho físico.

A rotina de alongamentos também proporciona ao esportista uma excelente oportunidade para começar a se concentrar, rever sua tática para a prova e mentalizar a técnica correta de seus movimentos. Qualquer alongamento é sinônimo de relaxamento e, portanto não deve causar dor. Sempre deve ser realizado com movimentos suaves e contínuos, com ênfase no tempo de execução das diversas posições e não no número de repetições dos exercícios.

Apesar da prática do alongamento ser recomendada por inúmeros profissionais da área da atividade física, seu benefício para a prevenção de lesões não é consensual na literatura científica especializada. Entretanto, diversos estudos mostram que corredores com lesões prévias são menos propensos a incorporar uma rotina de alongamentos durante seus treinamentos1, e outros apontam uma redução drástica no índice de lesões em atletas que se alongam regularmente2.

A tabela a seguir apresenta a divisão dos períodos de uma sessão de treinamento em relação ao tempo total disponível, em porcentagem de minutos, contemplando os períodos de preparação pré-treino e recuperação pós-treino normalmente negligenciada pelos corredores.

1) Rotina de treino (% em relação ao tempo total disponível)

- Aquecimento = 5%
- Alongamento = 15%
- TREINO = 60%
- Desaquecimento = 5%
- Alongamento = 15%

Note que o alongamento inicial é precedido por um curto aquecimento para que a musculatura não seja submetida às forças deste estiramento controlado estando totalmente despreparada, enquanto que o alongamento final é precedido pelo desaquecimento e possui outra finalidade: promover ganhos de amplitude da musculatura e auxiliar sua recuperação metabólica após o trabalho físico realizado.

Comece a rotina de alongamentos com um leve trote de cinco a 10 minutos de duração (uma ou duas voltas na pista de atletismo). Durante os exercícios, os 10 segundos iniciais dos alongamentos compõem a fase de relaxamento, feitos de forma muito lenta e relaxada.

Segue-se então a fase de desenvolvimento, com movimentos mais intensos (sem causar dor) que devem duram por volta de 20-30 segundos. Nessa etapa respire de maneira lenta e controlada, pois respiração difícil é sinônimo de esforço desnecessário.

Produtos tópicos como cremes ou loções podem proporcionar uma sensação de alívio e calor pelo aumento da temperatura local da pele, porém, jamais devem substituir os alongamentos. Ao final do treino ou competição repita a rotina de alongamentos após o desaquecimento. Desta forma, seus músculos conseguirão metabolizar mais facilmente os resíduos biológicos produzidos pelo exercício físico e você estará mais bem recuperado e preparado para seu próximo treino.


Referências:
1. McCrory et al., ACSM, 1999
2. D’Ambrosia, Clin Sports Med, 1985


Saiba alongar corretamente e evite lesões na corrida

Atletismo · 08 jan, 2010

Os 30 minutos que antecedem o início de uma competição ou sessão de treinamento constituem um de seus momentos mais importantes. Durante este período, o atleta deverá se alongar seja ele profissional, amador ou praticante de atividade física.

O alongamento é muito mais do que tocar a ponta dos pés por algumas vezes antes de começar a praticar alguma atividade. É a chance de sentir o próprio corpo e começar a se preparar para o jogo ou treino, tanto fisicamente quanto psicologicamente. O músculo que não está adequadamente alongado torna-se muito mais suscetível a estiramentos ou rupturas (lesões) quando submetido a forças repentinas. Já o músculo alongado permite ao atleta movimentos mais completos, mínimo risco de lesões e melhor desempenho físico.

A rotina de alongamentos também proporciona ao esportista uma excelente oportunidade para começar a se concentrar, rever sua tática para a prova e mentalizar a técnica correta de seus movimentos. Qualquer alongamento é sinônimo de relaxamento e, portanto não deve causar dor. Sempre deve ser realizado com movimentos suaves e contínuos, com ênfase no tempo de execução das diversas posições e não no número de repetições dos exercícios.

Apesar da prática do alongamento ser recomendada por inúmeros profissionais da área da atividade física, seu benefício para a prevenção de lesões não é consensual na literatura científica especializada. Entretanto, diversos estudos mostram que corredores com lesões prévias são menos propensos a incorporar uma rotina de alongamentos durante seus treinamentos1, e outros apontam uma redução drástica no índice de lesões em atletas que se alongam regularmente2.

A tabela a seguir apresenta a divisão dos períodos de uma sessão de treinamento em relação ao tempo total disponível, em porcentagem de minutos, contemplando os períodos de preparação pré-treino e recuperação pós-treino normalmente negligenciada pelos corredores.

1) Rotina de treino (% em relação ao tempo total disponível)

- Aquecimento = 5%
- Alongamento = 15%
- TREINO = 60%
- Desaquecimento = 5%
- Alongamento = 15%

Note que o alongamento inicial é precedido por um curto aquecimento para que a musculatura não seja submetida às forças deste estiramento controlado estando totalmente despreparada, enquanto que o alongamento final é precedido pelo desaquecimento e possui outra finalidade: promover ganhos de amplitude da musculatura e auxiliar sua recuperação metabólica após o trabalho físico realizado.

Comece a rotina de alongamentos com um leve trote de cinco a 10 minutos de duração (uma ou duas voltas na pista de atletismo). Durante os exercícios, os 10 segundos iniciais dos alongamentos compõem a fase de relaxamento, feitos de forma muito lenta e relaxada.

Segue-se então a fase de desenvolvimento, com movimentos mais intensos (sem causar dor) que devem duram por volta de 20-30 segundos. Nessa etapa respire de maneira lenta e controlada, pois respiração difícil é sinônimo de esforço desnecessário.

Produtos tópicos como cremes ou loções podem proporcionar uma sensação de alívio e calor pelo aumento da temperatura local da pele, porém, jamais devem substituir os alongamentos. Ao final do treino ou competição repita a rotina de alongamentos após o desaquecimento. Desta forma, seus músculos conseguirão metabolizar mais facilmente os resíduos biológicos produzidos pelo exercício físico e você estará mais bem recuperado e preparado para seu próximo treino.


Referências:
1. McCrory et al., ACSM, 1999
2. D’Ambrosia, Clin Sports Med, 1985

Pesquisas apontam que vitamina C não previne o resfriado

Atletismo · 12 nov, 2009

Tem um trecho de uma música famosa dos Titãs que fala: “o sorvete me deixou gripado pelo resto da vida". E por falar em gripe, quando alguém está gripado sempre escuta a famosa frase: toma vitamina C. Por isso vou abordar um assunto recorrente na vida de muitos.

A Vitamina C é equivocadamente associada com a cura ou a prevenção de gripes e resfriados. As pessoas tomam aquelas pílulas de 1g na esperança de não ficarem doentes ou de se tornarem mais saudáveis mesmo que não haja nada que comprove. A vitamina C deve ser provavelmente a mais estudada das vitaminas, as pessoas talvez não saibam que uma pílula dessas dos suplementos fornece a quantidade para 20 dias, sem contar o consumido nas demais refeições! E tem ainda quem consuma a pílula de 2g (incríveis 40 dias)!

As pessoas acham ainda que tomar sorvete, beber líquidos gelados ou andar descalço pode causar gripe. Elas se esquecem do básico, o vírus. Se o alimento líquido ou piso gelado fizesse mal, na Dinamarca país frio, que consome nove vezes mais sorvete, haveria uma tremenda mortalidade.

Vitamina C também comprovadamente não evita gripes ou resfriados. Na onda da gripe suína, mais pesquisadores deram atenção ao problema fazendo surgir agora, sim, algo que realmente pode ser muito inovador. Um novo estudo mostra que não importa onde você esteja você estaria sempre mais suscetível a resfriados ou gripes durante o inverno. Mas isso não seria apenas pelas aglomerações.

Seguindo uma teoria antiga, pesquisas vêm mostrando que mesmo quando exposto ao vírus também no verão, o risco de contrair esses problemas é menor. Por quê? Isso seria por uma menor quantidade de vitamina D. A vitamina é sintetizada naturalmente pelo nosso organismo quando exposto à luz solar. Como no inverno em algumas regiões do planeta (ex: Europa) os dias ficam bem mais curtos, estaríamos menos expostos a ela. Ou seja, contrair essas doenças seria resultado também de uma redução da quantidade de luz solar, algo como a escuridão como um fator de dispersão dessas doenças em questão.

Ou seja, enquanto muitos focam na vitamina C, cuidados básicos como a ventilação dos ambientes e o consumo adequado da vitamina D (e não a C!) é que poderiam ser as soluções de um problema tão comum que mata crianças e idosos, além de deixar tanta gente afastada de suas atividades e treinos.


Pesquisas apontam que vitamina C não previne o resfriado

Atletismo · 12 nov, 2009

Tem um trecho de uma música famosa dos Titãs que fala: “o sorvete me deixou gripado pelo resto da vida". E por falar em gripe, quando alguém está gripado sempre escuta a famosa frase: toma vitamina C. Por isso vou abordar um assunto recorrente na vida de muitos.

A Vitamina C é equivocadamente associada com a cura ou a prevenção de gripes e resfriados. As pessoas tomam aquelas pílulas de 1g na esperança de não ficarem doentes ou de se tornarem mais saudáveis mesmo que não haja nada que comprove. A vitamina C deve ser provavelmente a mais estudada das vitaminas, as pessoas talvez não saibam que uma pílula dessas dos suplementos fornece a quantidade para 20 dias, sem contar o consumido nas demais refeições! E tem ainda quem consuma a pílula de 2g (incríveis 40 dias)!

As pessoas acham ainda que tomar sorvete, beber líquidos gelados ou andar descalço pode causar gripe. Elas se esquecem do básico, o vírus. Se o alimento líquido ou piso gelado fizesse mal, na Dinamarca país frio, que consome nove vezes mais sorvete, haveria uma tremenda mortalidade.

Vitamina C também comprovadamente não evita gripes ou resfriados. Na onda da gripe suína, mais pesquisadores deram atenção ao problema fazendo surgir agora, sim, algo que realmente pode ser muito inovador. Um novo estudo mostra que não importa onde você esteja você estaria sempre mais suscetível a resfriados ou gripes durante o inverno. Mas isso não seria apenas pelas aglomerações.

Seguindo uma teoria antiga, pesquisas vêm mostrando que mesmo quando exposto ao vírus também no verão, o risco de contrair esses problemas é menor. Por quê? Isso seria por uma menor quantidade de vitamina D. A vitamina é sintetizada naturalmente pelo nosso organismo quando exposto à luz solar. Como no inverno em algumas regiões do planeta (ex: Europa) os dias ficam bem mais curtos, estaríamos menos expostos a ela. Ou seja, contrair essas doenças seria resultado também de uma redução da quantidade de luz solar, algo como a escuridão como um fator de dispersão dessas doenças em questão.

Ou seja, enquanto muitos focam na vitamina C, cuidados básicos como a ventilação dos ambientes e o consumo adequado da vitamina D (e não a C!) é que poderiam ser as soluções de um problema tão comum que mata crianças e idosos, além de deixar tanta gente afastada de suas atividades e treinos.

Saiba periodizar seus treinos de forma correta para 2010

Atletismo · 10 nov, 2009

O treinamento esportivo deve obedecer a determinados princípios fisiológicos para que atinja os objetivos que foram propostos. Com a chegada do final de mais um ano, este se torna um momento propício para rever toda nossa estratégia de treinamento, identificar erros e acertos, organizar novas sessões de treinos e principalmente elaborar um calendário racional de competições em busca de melhores resultados.

Dessa forma, a importância da periodização do treinamento se baseia na determinação de períodos definidos dentro do nosso calendário. Assim podemos cumprir os objetivos estabelecidos focando a melhora do desempenho e à prevenção de lesões.

A literatura científica atual aponta para importantes princípios fisiológicos, que devem ser respeitados na elaboração do treinamento esportivo tanto para atletas de alto rendimento quanto para atletas amadores. Esses princípios são:

1) Princípio da sobrecarga: o aumento gradual na carga de treinamento, que tem como objetivo uma manutenção constante das adaptações orgânicas conquistadas;

2) Princípio da especificidade: os exercícios específicos provocam adaptações específicas no organismo;

3) Princípio da individualidade: as adaptações fisiológicas são dependentes das necessidades e capacidades individuais;

4) Princípio da reversibilidade: as adaptações são reversíveis e transitórias.

A imensa maioria dos programas de treinamento normalmente é elaborada com base nos seguintes componentes: volume, frequência e intensidade. Volume é a quantidade total de atividades ou tarefas realizadas durante uma sessão de treino, sendo um pré-requisito necessário para o desenvolvimento técnico e tático do atleta.

Frequência diz respeito ao número de sessões de treinamento dentro de um período pré-estabelecido, geralmente semanal. Intensidade é o componente qualitativo de uma determinada tarefa em um determinado período de tempo, sendo uma função da quantidade de força muscular necessária para desencadear uma resposta física frente a um estímulo.

A periodização é uma forma de estruturar o treinamento, em determinado tempo, através de períodos lógicos (ciclos) que compreendem as regulações da preparação do atleta. Os períodos de treinamento são elaborados por algumas razões: o atleta não pode manter por muito tempo sua melhor forma esportiva, as mudanças periódicas na estrutura e evolução do treinamento são condições necessárias para a melhora do rendimento, e também para evitar o aparecimento da síndrome do “overtraining” e lesões por “overuse”. Esass últimas classicamente causadas quando não se respeitam os períodos de repouso entre os treinos propostos pela literatura científica.

Os ciclos de treinamento possuem critérios e características próprias, e podem ser divididos em três categorias:

1) Microciclo: programa de treino semanal, durante o qual são determinados os objetivos, os métodos de trabalho e o nível de intensidade, volume e freqüência das sessões de treinamento;
2) Mesociclo: com duração média de três a seis semanas, tem como maior objetivo a condução adequada dos efeitos somativos dos microciclos;
3) Macrociclo: duração variável, por exemplo, quatro, seis ou 12 meses, com o intuito de controlar o volume e a intensidade do treinamento.

Os métodos de periodização mais utilizados atualmente são: a periodização linear ou a ondulatória. Esse é um método clássico e compreende quatro divisões básicas (base, pré-competição, competição e recuperação) que visa ao preparo do atleta para a obtenção do pico de desempenho durante uma competição específica.

Já o método de periodização ondulatória, ou não linear, é um conceito científico novo dentro do atual treinamento esportivo, no qual o objetivo é a manutenção das capacidades fisiológicas do atleta por longos períodos de tempo. Caracterizado por uma variação permanente do volume e da intensidade do trabalho, este método não melhora de forma máxima as diversas capacidades físicas, porém, as mantém em níveis aceitáveis durante um longo período, sendo recomendado para aqueles que participam de várias competições durante o ano.

Além disso, a periodização deve contemplar também um calendário racional de competições, no qual o praticante de atividade física deve priorizar sua participação em provas que tenham uma tradição de boa organização, respeito aos corredores e percurso previamente definido e aferido. O exagero na participação em competições não é recomendável, uma vez que provas são propícias a causar lesões pela alta intensidade de esforço realizado por todos que cruzam a linha de chegada, além de não permitirem uma recuperação adequada caso sejam disputadas semanalmente.

Não há um número máximo determinado pela literatura, mas acredito que entre 14 e 16 competições por ano seja o ideal para aqueles praticantes que já possuem alguns anos de experiência em corridas. Este conceito é muito importante para a orientação nas participações em maratonas, provas caracterizadas por um intenso esforço físico e mental, responsável por microlesões musculares significativas. Geralmente essas lesões necessitam de três a quatro semanas, em média, para sua completa restauração.

Por isso não recomendo correr mais do que uma maratona durante um período de 12 meses, e preconizo um período de três semanas sem correr, apenas realizando atividades físicas como caminhada, natação, “deep running” (corrida com flutuador) e bicicleta após uma competição deste tipo.


Saiba periodizar seus treinos de forma correta para 2010

Atletismo · 10 nov, 2009

O treinamento esportivo deve obedecer a determinados princípios fisiológicos para que atinja os objetivos que foram propostos. Com a chegada do final de mais um ano, este se torna um momento propício para rever toda nossa estratégia de treinamento, identificar erros e acertos, organizar novas sessões de treinos e principalmente elaborar um calendário racional de competições em busca de melhores resultados.

Dessa forma, a importância da periodização do treinamento se baseia na determinação de períodos definidos dentro do nosso calendário. Assim podemos cumprir os objetivos estabelecidos focando a melhora do desempenho e à prevenção de lesões.

A literatura científica atual aponta para importantes princípios fisiológicos, que devem ser respeitados na elaboração do treinamento esportivo tanto para atletas de alto rendimento quanto para atletas amadores. Esses princípios são:

1) Princípio da sobrecarga: o aumento gradual na carga de treinamento, que tem como objetivo uma manutenção constante das adaptações orgânicas conquistadas;

2) Princípio da especificidade: os exercícios específicos provocam adaptações específicas no organismo;

3) Princípio da individualidade: as adaptações fisiológicas são dependentes das necessidades e capacidades individuais;

4) Princípio da reversibilidade: as adaptações são reversíveis e transitórias.

A imensa maioria dos programas de treinamento normalmente é elaborada com base nos seguintes componentes: volume, frequência e intensidade. Volume é a quantidade total de atividades ou tarefas realizadas durante uma sessão de treino, sendo um pré-requisito necessário para o desenvolvimento técnico e tático do atleta.

Frequência diz respeito ao número de sessões de treinamento dentro de um período pré-estabelecido, geralmente semanal. Intensidade é o componente qualitativo de uma determinada tarefa em um determinado período de tempo, sendo uma função da quantidade de força muscular necessária para desencadear uma resposta física frente a um estímulo.

A periodização é uma forma de estruturar o treinamento, em determinado tempo, através de períodos lógicos (ciclos) que compreendem as regulações da preparação do atleta. Os períodos de treinamento são elaborados por algumas razões: o atleta não pode manter por muito tempo sua melhor forma esportiva, as mudanças periódicas na estrutura e evolução do treinamento são condições necessárias para a melhora do rendimento, e também para evitar o aparecimento da síndrome do “overtraining” e lesões por “overuse”. Esass últimas classicamente causadas quando não se respeitam os períodos de repouso entre os treinos propostos pela literatura científica.

Os ciclos de treinamento possuem critérios e características próprias, e podem ser divididos em três categorias:

1) Microciclo: programa de treino semanal, durante o qual são determinados os objetivos, os métodos de trabalho e o nível de intensidade, volume e freqüência das sessões de treinamento;
2) Mesociclo: com duração média de três a seis semanas, tem como maior objetivo a condução adequada dos efeitos somativos dos microciclos;
3) Macrociclo: duração variável, por exemplo, quatro, seis ou 12 meses, com o intuito de controlar o volume e a intensidade do treinamento.

Os métodos de periodização mais utilizados atualmente são: a periodização linear ou a ondulatória. Esse é um método clássico e compreende quatro divisões básicas (base, pré-competição, competição e recuperação) que visa ao preparo do atleta para a obtenção do pico de desempenho durante uma competição específica.

Já o método de periodização ondulatória, ou não linear, é um conceito científico novo dentro do atual treinamento esportivo, no qual o objetivo é a manutenção das capacidades fisiológicas do atleta por longos períodos de tempo. Caracterizado por uma variação permanente do volume e da intensidade do trabalho, este método não melhora de forma máxima as diversas capacidades físicas, porém, as mantém em níveis aceitáveis durante um longo período, sendo recomendado para aqueles que participam de várias competições durante o ano.

Além disso, a periodização deve contemplar também um calendário racional de competições, no qual o praticante de atividade física deve priorizar sua participação em provas que tenham uma tradição de boa organização, respeito aos corredores e percurso previamente definido e aferido. O exagero na participação em competições não é recomendável, uma vez que provas são propícias a causar lesões pela alta intensidade de esforço realizado por todos que cruzam a linha de chegada, além de não permitirem uma recuperação adequada caso sejam disputadas semanalmente.

Não há um número máximo determinado pela literatura, mas acredito que entre 14 e 16 competições por ano seja o ideal para aqueles praticantes que já possuem alguns anos de experiência em corridas. Este conceito é muito importante para a orientação nas participações em maratonas, provas caracterizadas por um intenso esforço físico e mental, responsável por microlesões musculares significativas. Geralmente essas lesões necessitam de três a quatro semanas, em média, para sua completa restauração.

Por isso não recomendo correr mais do que uma maratona durante um período de 12 meses, e preconizo um período de três semanas sem correr, apenas realizando atividades físicas como caminhada, natação, “deep running” (corrida com flutuador) e bicicleta após uma competição deste tipo.

Atletas mirins também devem ficar atentos aos exames de saúde

Caminhada · 29 jul, 2009

Como parte da educação e para a saúde futura, crianças iniciam a prática de esportes precocemente. A cobrança de alguns pais, não aceitando as derrotas é quase um modelo. O destaque esportivo da criança leva os responsáveis muitas vezes investir num futuro profissional (e rico) obrigando seu filho se submeter a treinamentos fortes, na maior parte das vezes, sem exame médico especializado. Neste cenário vemos crianças e adolescentes começando a sentir o peso das competições e a pressão por bons resultados. Além dos excessos físicos e risco para a saúde não são poucos os ótimos atletas mirins que desistem por estarem saturados das cobranças e dedicação espartana necessárias para vencerem como atletas.

Fizemos um levantamento com cerca de 700 garotos federados com idade entre 14 e 18 anos de um grande clube de São Paulo, e detectamos 23% deles com alterações benignas, ou duvidosa, no eletrocardiograma, sem nenhuma queixa de nada. Além disso, encontramos “sopro” no coração, pressão arterial no limite, anemia e incrível, até taxas elevadas de colesterol e triglicérides, provenientes de erros alimentares.

Outra pesquisa com 120 garotos da mesma faixa etária, das “peneiras de futebol” de quatro clubes paulistas, apontaram o mesmo tipo de alterações no eletrocardiograma em 17% dos garotos. No primeiro caso os garotos avaliados pertencem a uma classe social alta, enquanto que no segundo a classe é mais baixa. Isso revela que as anormalidades cardíacas independem de classe social e podem se manifestar em qualquer indivíduo. Por isso, a realização periódica de exames clínicos especializados é essencial.

A necessidade de maior força física implica em mais treinamento e, conseqüentemente, maior esforço para as articulações, deixando as mesmas mais propensas às lesões. Esses traumas podem ser apenas de ligamentos, ou até mesmo fraturas e deslocamentos dramáticos da articulação.

A prática esportiva fortalece o organismo e mantém as condições de vida saudável. Porém, para ter certeza que o exercício só trará benefício, é preciso ter em mente as principais precauções a serem tomadas, a fim de não ocorrerem lesões antes ou durante a prática do exercício.

Por isso é sempre bom seguir algumas recomendações:

  • Buscar informações com o pediatra;
  • Fazer pelo menos um eletrocardiograma anual (exigir laudo de um cardiologista);
  • Até os 12 anos fazer um “aprendizado dos esportes”, para a criança escolher o esporte que quer praticar. Não a force fazer o que não tem vontade;
  • Procurar um médico especialista caso a criança sinta qualquer anormalidade ao praticar esporte;
  • Realizar bateria de exames completos, caso participe de competição;
  • Não exagerar nos treinamento e cobranças. Muitos abandonaram carreiras promissoras na primeira oportunidade;
  • Escolher o material adequado para o esporte de sua preferência;
  • Antes de começar qualquer atividade física, procure um especialista;
  • Ao primeiro sinal de dor, pare o exercício;
  • Não aumente a carga no treino sem a orientação de um professor.


  • Atletas mirins também devem ficar atentos aos exames de saúde

    Caminhada · 29 jul, 2009

    Como parte da educação e para a saúde futura, crianças iniciam a prática de esportes precocemente. A cobrança de alguns pais, não aceitando as derrotas é quase um modelo. O destaque esportivo da criança leva os responsáveis muitas vezes investir num futuro profissional (e rico) obrigando seu filho se submeter a treinamentos fortes, na maior parte das vezes, sem exame médico especializado. Neste cenário vemos crianças e adolescentes começando a sentir o peso das competições e a pressão por bons resultados. Além dos excessos físicos e risco para a saúde não são poucos os ótimos atletas mirins que desistem por estarem saturados das cobranças e dedicação espartana necessárias para vencerem como atletas.

    Fizemos um levantamento com cerca de 700 garotos federados com idade entre 14 e 18 anos de um grande clube de São Paulo, e detectamos 23% deles com alterações benignas, ou duvidosa, no eletrocardiograma, sem nenhuma queixa de nada. Além disso, encontramos “sopro” no coração, pressão arterial no limite, anemia e incrível, até taxas elevadas de colesterol e triglicérides, provenientes de erros alimentares.

    Outra pesquisa com 120 garotos da mesma faixa etária, das “peneiras de futebol” de quatro clubes paulistas, apontaram o mesmo tipo de alterações no eletrocardiograma em 17% dos garotos. No primeiro caso os garotos avaliados pertencem a uma classe social alta, enquanto que no segundo a classe é mais baixa. Isso revela que as anormalidades cardíacas independem de classe social e podem se manifestar em qualquer indivíduo. Por isso, a realização periódica de exames clínicos especializados é essencial.

    A necessidade de maior força física implica em mais treinamento e, conseqüentemente, maior esforço para as articulações, deixando as mesmas mais propensas às lesões. Esses traumas podem ser apenas de ligamentos, ou até mesmo fraturas e deslocamentos dramáticos da articulação.

    A prática esportiva fortalece o organismo e mantém as condições de vida saudável. Porém, para ter certeza que o exercício só trará benefício, é preciso ter em mente as principais precauções a serem tomadas, a fim de não ocorrerem lesões antes ou durante a prática do exercício.

    Por isso é sempre bom seguir algumas recomendações:

  • Buscar informações com o pediatra;
  • Fazer pelo menos um eletrocardiograma anual (exigir laudo de um cardiologista);
  • Até os 12 anos fazer um “aprendizado dos esportes”, para a criança escolher o esporte que quer praticar. Não a force fazer o que não tem vontade;
  • Procurar um médico especialista caso a criança sinta qualquer anormalidade ao praticar esporte;
  • Realizar bateria de exames completos, caso participe de competição;
  • Não exagerar nos treinamento e cobranças. Muitos abandonaram carreiras promissoras na primeira oportunidade;
  • Escolher o material adequado para o esporte de sua preferência;
  • Antes de começar qualquer atividade física, procure um especialista;
  • Ao primeiro sinal de dor, pare o exercício;
  • Não aumente a carga no treino sem a orientação de um professor.

  • É perigoso fazer sauna e tomar banho após a refeição?

    Atletismo · 23 jan, 2009

    Interessante essa questão, ainda mais agora no verão. Quero fazer algumas considerações. Os variados tipos de banhos são hábitos sociais das várias populações no mundo. Todo ano, festejando o ano novo, cidadãos russos se lançam nos rios gelados sem problemas, o mesmo acontece na Itália (Roma). Já nos países Nórdicos (Escandinávia) a sauna é o lazer nacional, com seus “choques térmicos” (quente/frio/quente/frio...), também sem causar danos.

    Esses hábitos europeus se espalharam pelo mundo e hoje em dia a maioria das pessoas considera que a sauna, além de sinônimo de saúde, pode curar certas doenças. Infelizmente sauna não é remédio, nem retira toxinas nem nada, ela é um lazer com ótima sensação física de bem-estar pela liberação de endorfinas (substâncias euforizantes produzidas pelo organismo).

    Ainda fica uma pergunta, como essas variações térmicas são suportadas? Tudo pode ser resumido no fato de ocorrer uma adaptação metabólica para que haja maior capacidade orgânica em resistir às variações extremas e agudas da temperatura externa. Nesse assunto convém esclarecer que existem riscos para a saúde de alguns.

    Pessoas com doenças cardiovasculares ou que tomam medicações regularmente, como por exemplo, remédios para hipertensão arterial ou para as doenças das coronárias, insuficiência cardíaca etc, devem ter muito cuidado com esse lazer, evitando a sauna com seus contrastes de temperatura e em conseqüência ao elevado calor, geralmente ocorrem fortes quedas da pressão arterial.

    Afinal banhos em água fria e a ingestão de líquidos muito gelados por pessoas não acostumadas a isso, ou com alguma cardiopatia, devem ser restritos (até evitados), banhos muito frios, por exemplo, em piscina com menos de 28 graus de temperatura. Um fenômeno fisiológico de defesa do organismo contra o frio irá causar elevações abruptas da pressão arterial e diminuição progressiva da pulsação e surgimento de arritmias cardíacas e até desmaios ou síncopes.

    NOTA as pessoas sensíveis às baixas temperaturas, sentem o frio principalmente pelos receptores de temperatura existentes no rosto e extremidades.

    Comer e logo depois tomar banho, em geral não deve ter riscos. Indivíduos com saúde normal não devem se preocupar. Na praia, onde se come e se bebe com exagero existe o risco decorrente desses abusos chamado popularmente de CONGESTÃO onde a desidratação causada pela insolação extrema e maus hábitos no comportamento social (alcoolismo etc) é a causa desse fenômeno.

    Nos cardíacos o comer e banhar-se em seguida pode desencadear crises cardíacas graves como se estivessem fazendo exercícios intensos após refeição. Em resumo, a ocorrência da morte de um indivíduo que comeu bem e foi banhar-se, ou fazer sauna, é rara e na maior parte das vezes conseqüência à doença cardíaca pré-existente ou dos abusos alcoólicos/alimentares.


    É perigoso fazer sauna e tomar banho após a refeição?

    Atletismo · 23 jan, 2009

    Interessante essa questão, ainda mais agora no verão. Quero fazer algumas considerações. Os variados tipos de banhos são hábitos sociais das várias populações no mundo. Todo ano, festejando o ano novo, cidadãos russos se lançam nos rios gelados sem problemas, o mesmo acontece na Itália (Roma). Já nos países Nórdicos (Escandinávia) a sauna é o lazer nacional, com seus “choques térmicos” (quente/frio/quente/frio...), também sem causar danos.

    Esses hábitos europeus se espalharam pelo mundo e hoje em dia a maioria das pessoas considera que a sauna, além de sinônimo de saúde, pode curar certas doenças. Infelizmente sauna não é remédio, nem retira toxinas nem nada, ela é um lazer com ótima sensação física de bem-estar pela liberação de endorfinas (substâncias euforizantes produzidas pelo organismo).

    Ainda fica uma pergunta, como essas variações térmicas são suportadas? Tudo pode ser resumido no fato de ocorrer uma adaptação metabólica para que haja maior capacidade orgânica em resistir às variações extremas e agudas da temperatura externa. Nesse assunto convém esclarecer que existem riscos para a saúde de alguns.

    Pessoas com doenças cardiovasculares ou que tomam medicações regularmente, como por exemplo, remédios para hipertensão arterial ou para as doenças das coronárias, insuficiência cardíaca etc, devem ter muito cuidado com esse lazer, evitando a sauna com seus contrastes de temperatura e em conseqüência ao elevado calor, geralmente ocorrem fortes quedas da pressão arterial.

    Afinal banhos em água fria e a ingestão de líquidos muito gelados por pessoas não acostumadas a isso, ou com alguma cardiopatia, devem ser restritos (até evitados), banhos muito frios, por exemplo, em piscina com menos de 28 graus de temperatura. Um fenômeno fisiológico de defesa do organismo contra o frio irá causar elevações abruptas da pressão arterial e diminuição progressiva da pulsação e surgimento de arritmias cardíacas e até desmaios ou síncopes.

    NOTA as pessoas sensíveis às baixas temperaturas, sentem o frio principalmente pelos receptores de temperatura existentes no rosto e extremidades.

    Comer e logo depois tomar banho, em geral não deve ter riscos. Indivíduos com saúde normal não devem se preocupar. Na praia, onde se come e se bebe com exagero existe o risco decorrente desses abusos chamado popularmente de CONGESTÃO onde a desidratação causada pela insolação extrema e maus hábitos no comportamento social (alcoolismo etc) é a causa desse fenômeno.

    Nos cardíacos o comer e banhar-se em seguida pode desencadear crises cardíacas graves como se estivessem fazendo exercícios intensos após refeição. Em resumo, a ocorrência da morte de um indivíduo que comeu bem e foi banhar-se, ou fazer sauna, é rara e na maior parte das vezes conseqüência à doença cardíaca pré-existente ou dos abusos alcoólicos/alimentares.