Brasileiros estão prontos para encarar o Pan do Rio

Redação Webrun | Atletismo · 03 maio, 2007

Marílson e Juliana querem fazer o Pan juntos (foto: Fernanda Paradizo)
Marílson e Juliana querem fazer o Pan juntos (foto: Fernanda Paradizo)

Os brasileiros que representarão o país nos Jogos Pan-americanos do Rio no triathlon e no atletismo estão confiantes e já se preparam para a competição, que acontece em julho. Na manhã dessa quinta-feira, 12 deles, patrocinados pelo grupo Pão de Açúcar, se reuniram em São Paulo numa coletiva de imprensa. Confira.

São Paulo – Vontade de medalha é o que não falta entre os atletas brasileiros que provavelmente estarão no Pan do Rio. Nem todos têm a certeza da vaga, que no atletismo, será definida somente no Troféu Brasil, em junho. Mas a garra para vencer é grande e conquistar uma, das duas vagas de cada modalidade do Pan, será acirrada.

No time de incertos para a competição carioca estão Marílson Gomes (cinco e 10 mil metros), Hudson de Souza (1.500 e cinco mil), Fernando Alex (três com obstáculos e cinco mil), Juliana de Paula Gomes dos Santos (800 metros e 1.500) e Fabiana Cristina da Silva (1.500 e cinco mil).

Marílson, vencedor da Maratona de Nova York 2006, desistiu de participar da Maratona do Pan e vai encarar as provas de pista. Na próxima sexta-feira ele retoma os treinos, já que estava em fase de recuperação da Maratona de Londres, que aconteceu no último dia 22 na Inglaterra. “Por enquanto eu vou ficar por São Paulo. Não tenho nenhuma pretensão de ir treinar fora do país. Conversei com o Adauto (seu treinador) e ele falou que é melhor ficar aqui. Vou fazer o que o mestre manda”, revela.

O brasileiro tem a melhor marca nos 10 mil metros, 28min28s, conquistada no Rio de Janeiro e para essa modalidade está mais tranqüilo. O seu problema, porém, será a briga pela vaga dos cinco mil metros, prova que enfrentará outro especialista da modalidade, Hudson de Souza. ”Nos cinco mil não tem ninguém garantido. Disputar com o Hudson vai ser um pega pra capar. Mas acredito que nós dois vamos tentar conquistar as duas vagas”, brinca.

Hudson também acredita que os dois irão representar o Brasil no Pan. Além dos cinco mil, ele também quer a vaga dos 1.500. “O Troféu Brasil vai ser o verdadeiro mata a mata. Ainda não fiz nenhuma prova esse ano e antes do Troféu vou para a Europa focar mais os 1.500”, conta.

Elas – No time feminino do atletismo, Juliana de Paula Gomes dos Santos, está ansiosa para conquistar a vaga do Pan nos 800 e 1.500 metros. Casada com o maratonista Marílson Gomes, se tudo der certo, essa será a primeira vez que os dois irão para o Pan juntos.

Hoje ela é a primeira do ranking nos 1.500 e a segunda nos 800. “Nesse Pan eu estou dando o máximo nos treinos para conseguir estar com ele”, diz. Ambos têm uma rotina puxada de treinos e tentam conciliar ao máximo a vida pessoal com a profissional. “Muitas vezes a gente acaba esquecendo do casal. Por que ele tem os objetivos deles e eu os meus. Mas a gente leva isso com muita felicidade. Ele muitas vezes é meu técnico, pela sua experiência. Já eu sou uma conselheira, dou o suporte antes da prova. Isso é muito bom,” revela.

Triathlon – Enquanto o atletismo ainda não está definido, o time brasileiro de triathlon já está certo. Representarão o Brasil no Pan: Mariana Ohata, Sandra Soldan, Carla Moreno, Virgílio Castilho, Juraci Moreira e Antonio Marcos.

Para eles disputar uma prova no Rio de Janeiro será um motivo a mais para conquistar o pódio. “Pode esperar que vai vir medalha para o Brasil. Um Pan na nossa casa vai ser inesquecível”, conta Sandra, que mora em Niterói.

“No Pan a gente vai levar não só o treinamento, mas a emoção de levar a bandeira do Brasil”, diz Mariana Ohata. Para ela, além desse incentivo, o percurso da prova, em Copacabana será um bom aliado. “O único problema no dia do triathlon pode ser a água fria. Fora isso, Rio de Janeiro é Rio de Janeiro. Espero que esteja um dia quente. O percurso é tranqüilo. A avenida Atlântica não tem segredo nenhum. Tanto a bike como a corrida vai acontecer lá. É só se concentrar e correr para vitória”, acrescenta.

Já Carla Moreno também aposta na sorte do dia da competição. “É uma prova que não tem nada definido, não tem uma pessoa garantida. Tudo pode acontecer, mesmo porque é um esporte que tem três modalidades diferentes. Uma delas é o ciclismo. Você não pode contar com problemas de bicicleta, como um pneu furado, que pode te tirar da prova. O favorito será aquele que cruzar primeiro a linha de chegada”.

Os brasileiros no triathlon não pretendem trabalhar em equipe no Pan. “Como a medalha de ouro do Pan trás uma vaga garantida para as Olimpíadas de Pequim, ninguém vai estar pensando num trabalho de equipe. Todos vão lutar por essa medalha. Esse é o caminho mais curto para Pequim”, revela Mariana. Os Jogos Pan-americanos do Rio começam no dia 13 de julho na capital carioca.

Este texto foi escrito por: Donata Lustosa

Redação Webrun

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