Blog Ironmãe

Gratidão pelo 9º IM

· 30 maio, 2018

  Despertador tocou as 4h da manhã. Tomei café e levei o que restava na área de transição. Estava esperando mais um dia especial em minha vida: a realização de um Ironman. Não era um IM qualquer, era minha nona […]

O Dia Internacional da Mulher que EU SOU!

· 08 mar, 2018

Às vezes, na vida, precisamos dar dois passos para trás para dar um para frente. Precisamos aprender que é perdendo que se ganha. Sabe a história de empurrar a sua vaca do penhasco? Não conhece? Então, vou contar um breve resumo […]

(Re)Iniciando o Início

· 08 fev, 2018

É tradição, não tem jeito…  Todo brasileiro sabe disso… O ano só começa mesmo depois do Carnaval. E todo início deve ter um pouquinho a mais de atenção. Festas, final de ano, “saco cheio” dos treinos. Nada como olhar essa […]

Amor ao esporte e a Vida

· 24 jan, 2018

Desde pequena, me lembro que já tinha uma veia esportiva muito latente. Aos sete anos comecei na natação por causa de uma bronquite. Quando tinha 15 anos, iniciei no biathlon, esporte que alia corrida e natação. Percebendo o meu potencial […]

Rumo a Kona 2018

· 19 dez, 2017

A triatleta Rosecler Costa, a Ironmãe, conquistou mais um grande resultado na sua vitoriosa carreira. Desta vez, a atleta do Team Wine e Embraport faturou o título do inédito Ironman de Mar del Plata, na prova disputada no último domingo […]

IronMãe palestra na 6ª Convenção Wine em Vitória (ES)

· 01 nov, 2017

A triatleta Rosecler Costa, mais conhecida como IronMãe, esteve no último sábado (28), em Vitória (ES), onde proferiu uma palestra na empresa de distribuição de vinhos Wine, durante a sua 6ª Convenção de Final de Ano. Na ocasião, a triatleta […]

Mecânica de Bike para Mulheres Triatletas

· 29 set, 2017

Olá pessoal, Estou de volta neste espaço cedido tão gentilmente pelo pessoal da WEBRUN e, a partir de agora, procurarei periodicamente compartilhar com vocês o meu entusiasmo sobre o esporte e, sobretudo, pela VIDA. E para comemorar o meu retorno […]

Ironman Fortaleza: desafio ao limite


Apenas um mês após a minha segunda experiência em Kona, lá estava eu para mais um desafio: o Ironman Brasil, de Fortaleza (CE). Adrenalina a mil e muita vontade de estar novamente entre os melhores do país.

Bem vamos a prova!!

O mar estava bem mexido no dia e a saída da água, no meio do percurso, acabou sendo um fator novo nesta edição. Os tempos da natação aumentaram um pouco. Mas o mar de lá é assim mesmo...

Já o pedal deste ano foi extremamente duro e cruel. Os ventos fortes sopravam sem dó nem piedade... Mas o que acabou comigo (e com a minha prova) foi a falta de água, aproximadamente, no km 100. Foram quase 60 km sem uma gota de água ou bebida isotônica e, consequentemente, sem comer.

Passei por dois postos de hidratação e tudo zerado! No terceiro posto me ofereceram garrafa de gelo e gatorade quente... Aí vi o quanto a minha prova estava condenada.

Faltando aproximadamente 30 ou 20km para terminar o pedal, finalmente consegui me hidratar.  Mas, nesse momento, já sentia as consequências da desidratação.

Cheguei na T2, com muita calma, coloquei o tênis, bebi muita água e joguei água no corpo para tentar esfriar a pele. Posteriormente, sai para correr num ritmo até que confortável, tentando dizer ao meu corpo que estava tudo bem. Mas não estava!!

As consequências da desidratação começaram a surgir. Meu estômago "travou" e já não conseguia ingerir quase nada: cãibras, dores em excesso e quase um desmaio...

Sinceramente, não sei como cruzei a linha de chegada! Acredito que minha vontade era maior, além da torcida da galera, que me impulsionou até a chegada. Aliás, diga-se de passagem: ouvir o pessoal gritar meu nome sem parar... Isso não tem preço!

Bem, voltando a chegada, cruzei o pórtico final e fui direto pra enfermaria quase desmaiada! Soro, remédio e, enfim... Todo o procedimento necessário para voltar "ao normal". Óbvio que não era assim que planejei completar essa prova que tanto adoro. Todavia, vamos em frente!!

Ano que vem será mais um ano de muitos desafios e superações... Porque, sabe como é né gente!! Eu quero sempre mais!!

Beijos e obrigado pelo carinho de sempre.



Ironman Fortaleza: desafio ao limite

· 08 dez, 2016


Apenas um mês após a minha segunda experiência em Kona, lá estava eu para mais um desafio: o Ironman Brasil, de Fortaleza (CE). Adrenalina a mil e muita vontade de estar novamente entre os melhores do país.

Bem vamos a prova!!

O mar estava bem mexido no dia e a saída da água, no meio do percurso, acabou sendo um fator novo nesta edição. Os tempos da natação aumentaram um pouco. Mas o mar de lá é assim mesmo...

Já o pedal deste ano foi extremamente duro e cruel. Os ventos fortes sopravam sem dó nem piedade... Mas o que acabou comigo (e com a minha prova) foi a falta de água, aproximadamente, no km 100. Foram quase 60 km sem uma gota de água ou bebida isotônica e, consequentemente, sem comer.

Passei por dois postos de hidratação e tudo zerado! No terceiro posto me ofereceram garrafa de gelo e gatorade quente... Aí vi o quanto a minha prova estava condenada.

Faltando aproximadamente 30 ou 20km para terminar o pedal, finalmente consegui me hidratar.  Mas, nesse momento, já sentia as consequências da desidratação.

Cheguei na T2, com muita calma, coloquei o tênis, bebi muita água e joguei água no corpo para tentar esfriar a pele. Posteriormente, sai para correr num ritmo até que confortável, tentando dizer ao meu corpo que estava tudo bem. Mas não estava!!

As consequências da desidratação começaram a surgir. Meu estômago "travou" e já não conseguia ingerir quase nada: cãibras, dores em excesso e quase um desmaio...

Sinceramente, não sei como cruzei a linha de chegada! Acredito que minha vontade era maior, além da torcida da galera, que me impulsionou até a chegada. Aliás, diga-se de passagem: ouvir o pessoal gritar meu nome sem parar... Isso não tem preço!

Bem, voltando a chegada, cruzei o pórtico final e fui direto pra enfermaria quase desmaiada! Soro, remédio e, enfim... Todo o procedimento necessário para voltar "ao normal". Óbvio que não era assim que planejei completar essa prova que tanto adoro. Todavia, vamos em frente!!

Ano que vem será mais um ano de muitos desafios e superações... Porque, sabe como é né gente!! Eu quero sempre mais!!

Beijos e obrigado pelo carinho de sempre.


Como descrever Kona

Divulgação/Ironmãe

Para uns, loucura... Para outros, prazer...

São muitos os adjetivos que podemos utilizar para aqueles que competem uma prova de Ironman, em Kona (Havaí). Afinal, os 3.800 metros de natação + 180km de ciclismo + 42km de corrida é um duro desafio para qualquer atleta. Loucura?

Antes do tão esperado momento de competir, os dias são de treinos e de muitos encontros, como, por exemplo, com a minha inspiração no triathlon, Fernanda Keller e com o Sr. Tanaka Ceepo Nobuyuki, dono da Ceepo Bike, um dos meus patrocinadores. O ambiente é de total descontração, amizade e alegria por estar em Kona. Prazer total!

No dia da prova, a largada da natação acontece na praia de Dig Me Beach e a alegria se transforma em tensão. Será que conseguirei??

Mergulho nas águas cristalinas do Píer de Kailua e, a partir deste momento, serei eu e a minha força interior. Após 1 hora e 7 minutos a transição para a bike. Iniciamos pela Kwakini Highway, uma das principais vias locais e, depois, até a subida da Palani Road. Neste instante as pernas já começam a ficarem pesadas. Mas vamos lá: foco e fé. Loucura?

Ainda na bicicleta, acessamos a Queen K. Highway e o retorno, feito em apenas uma volta, onde estaria um dos momentos de maior dificuldade durante a prova: a subida de Hawi. Localizado ao noroeste, no meio do Oceano Pacífico, o local exige-me o extremo das minhas forças, e o calor e o vento parecem sugar cada gota de energia do meu corpo. Mas, consegui!

Em exatos 5 horas, 47 minutos e 45 segundos consigo superar o desafio da bike e entrar no último round da prova: a maratona. A partir daí, entra em cena outro adjetivo citado apenas agora neste breve relato: a superação.

Daqui pra frente é pura adrenalina. Os 16km iniciais são realizados na Alií Drive, que dá acesso novamente à subida da Palani Road e à Queen K. Highway. Momento de pensar nos filhos, na família, nos amigos... Pensar sobre todo o investimento financeiro, de treinos e de sonhos feitos nos últimos meses, justamente para que eu vivesse esse momento.

Hora de tirar as últimas energias, forças e suor para conquistar a tão almejada linha de chegada. Retorno pela Energy Lab e sigo pela Palani Road. Neste momento meu corpo suplica por descanso!! Minhas pernas se compadece de parar!! Mas não desisto...

Quase que por um milagre, eis que surge a reta final na Ali´i Drive e o pórtico de chegada. Acrescente ai mais 4 horas, 25 minutos e 25 segundos. No geral, quase uma hora a mais do que em 2015, durante a minha primeira participação.

Mas, para falar a verdade, o grande prêmio de Kona é participar e, talvez, chegar. Eu consegui!!  Loucura?? Que nada!!

Prazer e superação é que move qualquer atleta. Que venha Kona 2017.


Como descrever Kona

· 31 out, 2016

Divulgação/Ironmãe

Para uns, loucura... Para outros, prazer...

São muitos os adjetivos que podemos utilizar para aqueles que competem uma prova de Ironman, em Kona (Havaí). Afinal, os 3.800 metros de natação + 180km de ciclismo + 42km de corrida é um duro desafio para qualquer atleta. Loucura?

Antes do tão esperado momento de competir, os dias são de treinos e de muitos encontros, como, por exemplo, com a minha inspiração no triathlon, Fernanda Keller e com o Sr. Tanaka Ceepo Nobuyuki, dono da Ceepo Bike, um dos meus patrocinadores. O ambiente é de total descontração, amizade e alegria por estar em Kona. Prazer total!

No dia da prova, a largada da natação acontece na praia de Dig Me Beach e a alegria se transforma em tensão. Será que conseguirei??

Mergulho nas águas cristalinas do Píer de Kailua e, a partir deste momento, serei eu e a minha força interior. Após 1 hora e 7 minutos a transição para a bike. Iniciamos pela Kwakini Highway, uma das principais vias locais e, depois, até a subida da Palani Road. Neste instante as pernas já começam a ficarem pesadas. Mas vamos lá: foco e fé. Loucura?

Ainda na bicicleta, acessamos a Queen K. Highway e o retorno, feito em apenas uma volta, onde estaria um dos momentos de maior dificuldade durante a prova: a subida de Hawi. Localizado ao noroeste, no meio do Oceano Pacífico, o local exige-me o extremo das minhas forças, e o calor e o vento parecem sugar cada gota de energia do meu corpo. Mas, consegui!

Em exatos 5 horas, 47 minutos e 45 segundos consigo superar o desafio da bike e entrar no último round da prova: a maratona. A partir daí, entra em cena outro adjetivo citado apenas agora neste breve relato: a superação.

Daqui pra frente é pura adrenalina. Os 16km iniciais são realizados na Alií Drive, que dá acesso novamente à subida da Palani Road e à Queen K. Highway. Momento de pensar nos filhos, na família, nos amigos... Pensar sobre todo o investimento financeiro, de treinos e de sonhos feitos nos últimos meses, justamente para que eu vivesse esse momento.

Hora de tirar as últimas energias, forças e suor para conquistar a tão almejada linha de chegada. Retorno pela Energy Lab e sigo pela Palani Road. Neste momento meu corpo suplica por descanso!! Minhas pernas se compadece de parar!! Mas não desisto...

Quase que por um milagre, eis que surge a reta final na Ali´i Drive e o pórtico de chegada. Acrescente ai mais 4 horas, 25 minutos e 25 segundos. No geral, quase uma hora a mais do que em 2015, durante a minha primeira participação.

Mas, para falar a verdade, o grande prêmio de Kona é participar e, talvez, chegar. Eu consegui!!  Loucura?? Que nada!!

Prazer e superação é que move qualquer atleta. Que venha Kona 2017.

Contagem Regressiva – IM Floripa – Sinal Amarelo

Pois bem... Aquele friozinho na barriga, aquelas dores que nunca haviam aparecido durante os treinos, ansiedade, dor de barriga... São os primeiros sinais para a grande maioria dos atletas que vão encarar o tão temido Ironman.
Calma!!! Respire fundo e acredite...Vai dar tudo certo!
TRABALHE SUA MENTE
Feche seus olhos por alguns instantes e imagine você na prova. Mentalize cada movimento, cada momento. Desde o inicio da natação, passando pelas transições, pedalando e correndo até cruzar a linha de chegada. Isso faz com que você não esqueça nenhum item e já te prepara para a realização de uma prova mais impecável.
FORÇA
Dê o SEU melhor daquele dia. Não fique se comparando com os outros, você é você. Cada um treinou de um jeito, com seu equipamento e sua realidade de vida. Faça a prova pra você! Sem se preocupar com o que vão falar ou pensar.
IMPREVISTOS
Aprenda a lidar com eles. Saiba que nem sempre é como nós queremos. TUDO pode acontecer, mas jamais se abale! Aprenda a lidar com aquela situação inesperada e pensa rápido num plano B. Será ele te te fará continuar a prova.
DORES
Saiba quais são. Ouça seu corpo. Se você ja tem alguma dor crônica, já conhece ela, ok! Ela te pertence. Ela está lá e você já deve saber lidar com ela, não será essa dor que irá tirar você de uma prova. Já novas dores que surgem no meio da prova, essas sim...Torne-se "amigo" delas...Saiba lidar com elas no meio da prova, administre, lute e não deixe que elas estreguem esse seu dia.
Lembre-se que esse período é muito importante! Esteja em sinal de alerta. Não deixe seu castelo desmoronar nos 45 minutos do 2o. tempo. Continue fazendo tudo o que fez! Não mude hábitos, tenha calma que na vida, tudo passa!
Bons treinos! 


Contagem Regressiva – IM Floripa – Sinal Amarelo

· 20 maio, 2016

Pois bem... Aquele friozinho na barriga, aquelas dores que nunca haviam aparecido durante os treinos, ansiedade, dor de barriga... São os primeiros sinais para a grande maioria dos atletas que vão encarar o tão temido Ironman.
Calma!!! Respire fundo e acredite...Vai dar tudo certo!
TRABALHE SUA MENTE
Feche seus olhos por alguns instantes e imagine você na prova. Mentalize cada movimento, cada momento. Desde o inicio da natação, passando pelas transições, pedalando e correndo até cruzar a linha de chegada. Isso faz com que você não esqueça nenhum item e já te prepara para a realização de uma prova mais impecável.
FORÇA
Dê o SEU melhor daquele dia. Não fique se comparando com os outros, você é você. Cada um treinou de um jeito, com seu equipamento e sua realidade de vida. Faça a prova pra você! Sem se preocupar com o que vão falar ou pensar.
IMPREVISTOS
Aprenda a lidar com eles. Saiba que nem sempre é como nós queremos. TUDO pode acontecer, mas jamais se abale! Aprenda a lidar com aquela situação inesperada e pensa rápido num plano B. Será ele te te fará continuar a prova.
DORES
Saiba quais são. Ouça seu corpo. Se você ja tem alguma dor crônica, já conhece ela, ok! Ela te pertence. Ela está lá e você já deve saber lidar com ela, não será essa dor que irá tirar você de uma prova. Já novas dores que surgem no meio da prova, essas sim...Torne-se "amigo" delas...Saiba lidar com elas no meio da prova, administre, lute e não deixe que elas estreguem esse seu dia.
Lembre-se que esse período é muito importante! Esteja em sinal de alerta. Não deixe seu castelo desmoronar nos 45 minutos do 2o. tempo. Continue fazendo tudo o que fez! Não mude hábitos, tenha calma que na vida, tudo passa!
Bons treinos!