
Sarah Attar competirá nos 800 metros em Londres (foto: Reprodução/ COI)
Os Jogos Olímpicos costumam ser palco de histórias de superação, que emocionam o público em todo o mundo. Foi assim quando o guineense Eric Moussambani nadou os 100 metros no estilo cachorrinho em Sidney 2000, ou quando o brasileiro Vanderlei Cordeiro seguiu na Maratona em Atenas 2004, mesmo após ser interrompido por um católico fanático.
Em ambos os casos, a persistência dos competidores ante às adversidades apresentadas uma desistência não seria malvista rendeu o reconhecimento dos espectadores. Em Londres, não deve ser diferente. Pela primeira vez, países muçulmanos como a Arábia Saudita e Brunei levarão mulheres para competir em uma Olimpíada.
Com costumes rigorosos, a religião islâmica é muitas vezes restritiva, principalmente com o gênero feminino. Portanto, é uma vitória que mulheres estejam presentes nestas delegações, representando seus países.
O Comitê Olímpico Internacional (COI) têm lutado para garantir maior equilíbrio de gêneros nos Jogos Olímpicos e com a participação das competidoras da Arábia Saudita, Catar e Brunei, cada delegação em Londres terá uma representante feminina, afirma Jacques Rogge, presidente do COI.
A bruneana Maziah Mahusin, dos 400 metros, diz estar orgulhosa de si mesma. Sinto-me honrada por ser a primeira mulher a representar meu País nas Olimpíadas. É como ser uma embaixadora de Brunei, conta.
Sarah Attar, da Arábia Saudita, acredita que sua presença nos Jogos pode influenciar a prática esportiva entre as mulheres. Espero que possamos obter alguns avanços neste sentido não apenas nas Olimpíadas, mas nos esportes em geral, conclui a competidora dos 800 metros rasos.
Este texto foi escrito por: Webrun