Aquecer ou alongar: eis a questão

Redação Webrun | Corridas de Rua · 19 mar, 2015

A comunidade científica parece não chegar a um consenso sobre alongamentos. Enquanto algumas publicações propagam a ideia de que ele é fundamental para melhorar o desempenho e prevenir de lesões, outras questionam sua eficácia.

Estudos feitos pelo médico Karl b. Fields, professor da Universidade da Carolina do Norte e publicados no periódico Sports Science Exchange apontam que o alongamento antes do exercício pode causar déficit de força temporário. Por outro lado, o risco de lesões parece ser menor em atletas com melhor preparo aeróbico.

Alongar ou aquecer? Foto:  Robert Kneschke/Fotolia Alongar ou aquecer? Foto: Robert Kneschke/Fotolia

Dor nos dedos do pé, alongamento alivia incômodo?

O fato é que o alongamento é essencial em atividades como o ballet, que exige flexibilidade, mas pode ser inadequado para atividades esportivas que necessitam de estabilidade nas articulações, como a corrida.

Após uma sessão de alongamento, três experimentos feitos na primeira década do ano 2000 (Fowles, Kokkonen e Cramer,col.), comprovaram perda de força por até uma hora.

Mas e quanto ao aquecimento? Em 2003, Young e Behm fizeram diversos testes em dois grupos: os que alongaram e aqueceram (através da corrida) e os que apenas aqueceram. Os resultados foram medidos através de quatro categorias, que basicamente avaliavam a altura do drop jump e o desenvolvimento da força. O desempenho no salto do grupo que aqueceu foi maior que o grupo que também alongou este inclusive sofreu impactos negativos na performance.

Porém é necessário cautela na hora de tomar decisões a respeito do assunto. Há dois tipos de alongamento: o regular e o agudo. O agudo é realizado minutos antes do exercício, já o regular é realizado por semanas, sem relação com o exercício em si.

Estudos posteriores comprovaram a eficácia do alongamento regular (como a yoga ou pilates) na força, altura do salto e velocidade da corrida. Segundo Fields, não adiantaria treinar a corrida depois de uma aula de pilates, por exemplo, porque os benefícios do alongamento seriam anulados pelo exercício posterior.

Por se tratar de uma pesquisa envolvendo pessoas com características biológicas diferentes, parece ser cada vez mais difícil chegar a um consenso sobre a questão. Para solucioná-la, a observação pessoal pode ser de extrema importância. Ou seja, reparar os efeitos que o alongamento causam na sua performance. E claro, contando com a supervisão de profissionais qualificados e que respeitem a individualidade e diferenças fisiológicas de cada um.

*As informações usadas neste texto são encontradas no periódico Sport Science Challenge.

Este texto foi escrito por: Camila Pissolito

Redação Webrun

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