Aprenda a identificar os sintomas e gatilhos da compulsão alimentar

Redação Webrun | Corridas de Rua · 14 jun, 2017

Em processos de emagrecimento, é muito comum sentir uma vontade consciente de parar de comer determinado alimento, que sabemos o quanto prejudica a dieta e não conseguir. É o chamado Transtorno de Compulsão Alimentar, ele tende a apresentar sinais ou alguns sintomas como, por exemplo:

– A pessoa demora a se sentir satisfeita, ou passa a comer continuamente, quase que sem intervalos entre as refeições.
– Sensação de falta de controle sobre a ingestão durante o episódio.
– Comer mais rapidamente do que o normal durante o episódio.
– Comer até se sentir desconfortavelmente cheio.
– Comer em excesso, mesmo sem apetite.
– Comer sozinho ou esconder evidências por vergonha da quantidade e da falta de controle.
– Geralmente associado a ansiedade ou depressão, seguido de uma sensação de culpa.
– Tendem a ingerir qualquer tipo de alimento, não necessariamente gordurosos e pesados, ou um tipo de alimento específico.

Foto: Andrey Armyagov/Fotolia Foto: Andrey Armyagov/Fotolia

Todos esses comportamentos, em sua maior parte, são acompanhados da culpa, pois o indivíduo tem a consciência de que não precisaria ter comido tanto, porém isso acontece após ingerir uma quantidade exagerada.

Pensamentos como os seguintes são muito comuns entre quem sofre de compulsão alimentar:

– Eu não consigo me controlar. Vou abrir a geladeira e comer não importa a hora do dia, mesmo que eu tenha acabado de tomar café da manhã, almoçado ou jantado.
– Sei que meus familiares vão sair, por isso, vou inventar uma desculpa para ficar em casa e comer.
– Estou com vergonha de mim mesmo por fazer isso, sei que é errado enquanto estou comendo, mas eu continuo. A comida está controlando minha vida.
– Eu como adequadamente diante dos outros, mas chego em casa e como muito quando ninguém está vendo.
– Vou sempre para a geladeira em busca de algo.

Essas atitudes se dão, muito provavelmente, por conta da serotonina, que é o hormônio responsável pela sensação de prazer em nosso organismo. O indivíduo compulsivo busca a todo momento experimentar essa sensação de bem-estar e parece saber fazê-lo, apenas através da alimentação. Isso provavelmente porque não descobriu outras formas de obter prazer (nos seus relacionamentos, em exercícios físicos ou até consigo mesma).

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Quando notamos que existem outras possibilidades que podem nos trazer o mesmo sentimento, temos a opção de mudar. Existe a informação que a cada quatro pessoas com compulsão, três são obesas. Vale lembrar que, para ser caracterizada como um transtorno, a compulsão precisa apresentar ao menos um episódio por semana, durante no mínimo três meses. E que não necessariamente o paciente precisa apresentar obesidade ou sobrepeso para sofrer de compulsão.

Foto: Kzenon/Fotolia Foto: Kzenon/Fotolia

A compulsão é um passo inicial para outros transtornos alimentares além da obesidade, como anorexia e bulimia nervosas. Geralmente o comportamento compulsivo está acompanhado de uma vida com faltas, pois o comer serve como uma maneira de compensá-las.

O antecedente mais comum dos episódios compulsivos é a restrição: quando o organismo fica determinado tempo muito restrito de algo que ele estava acostumado ou, que de certa forma, lhe dava prazer, ele tenta compensar o tempo de ausência desse alimento, gerando assim episódios compulsivos. Além disso, o afeto negativo, tédio e sentimentos repulsivos em relação ao peso corporal, à forma do corpo e ao alimento também podem desencadear o transtorno.

O tratamento se dá com a clássica psicoterapia + psiquiatria (quando necessário) + no caso, nutricionista, identificando os gatilhos que levam o paciente a chegar no episódio e assim quebrando esses ciclos de gatilho ataque culpa sofrimento punição.

Este texto foi escrito por: Elaine Lopes

Redação Webrun

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