
Corredores esbanjaram animação durante a largada (foto: Fabiana Coletta/www.webrun.com.br)
Direto de Foz do Iguaçu (PR) – Apesar do frio gelado de 4°C no último domingo (08/07), os amadores não desanimaram para percorrer 21 quilômetros logo pela manhã. A Meia Maratona das Cataratas reuniu cerca de 2.000 corredores para o percurso dentro do Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no Paraná. No entanto, a névoa que cobria o parque impediu que a bela paisagem das Cataratas ficasse visível.
Com a temperatura fria, os atletas contornaram a situação e fizeram uma largada muito animada. Com acenos, gritos e até fantasias, eles estavam prontos para enfrentar o longo percurso.
Na chegada, poucos reclamaram do frio. Depois do quilômetro cinco já esquentou bastante. A temperatura estava boa para correr, garante Marcos Gomes, do Corpo de Bombeiros, grande homenageado da edição. Para ele, a distância da Meia é a ideal. Nos dez quilômetros, quando você vê, já acabou. E a maratona cansa demais, afirma.
Para Rudinei Nunes, é preciso ter coragem para enfrentar o frio. Ainda assim, o corredor diz que nem pensou em desistir, só queria terminar a competição e superar o seu tempo. Eu estava tão focado que nem vi as cataratas, conta.
Treinar em climas frios ajuda na hora de encarar uma competição como essas. É o que conta o argentino radicado no Paraguai, Claudio Del Pueche. O clima aqui é como na Patagônia. Para mim, é perfeito, avalia o corredor acostumado a participar do Ironman (triathlon de longas distâncias). Claudio aproveita para elogiar a organização: Foi de primeiro nível. Não vi sujeira no percurso, estava tudo limpo, admira.
O grande número de ocorrências no setor médico montado logo após o pórtico de chegada é explicado justamente pela baixa temperatura. O fisioterapeuta Altair Sebastião explica que no frio os músculos se contraem e, com os exercícios, pode haver um estiramento das fibras musculares. Por isso que um bom aquecimento e alongamento antes e depois da prova são fundamentais, esclarece.
Este texto foi escrito por: Fabiana Coletta