
Atletas esperam a largada da prova no curral (foto: Donata Lustosa/ Webrun)
Direto de São Paulo A São Silvestre é uma corrida diferente das demais. Cerca das 20 mil pessoas que participam da prova no último dia do ano, 31 de dezembro, correm para festejar. A competição de 2009 não foi diferente e reuniu atletas de diversos estados brasileiros. Como sempre alguns correram fantasiados. Foi possível encontrar índios, morangos, anjos e até palhaço com perna de pau.
Mas o destaque foi para os amadores de outras cidades. Muitos atletas correram a São Silvestre e depois literalmente correram para passar a virada do ano em suas cidades. Sebastião Aparecido foi um desses atletas. Ele mora na cidade de Botucatu e há 15 anos participa da prova, mas gosta de passar a virada com a família. Gosto de correr por causa da saúde e daqui vou para casa, conta.
Sidinei Gomes, que se amontoava na largada junto com Sebastião, também iria correr e depois voltar para a cidade de Jaú, também em São Paulo. Mas essa era a primeira vez que ele participou da prova. A expectativa para a corrida é grande, comenta ansioso antes da largada.
Ansiedade também não faltou para Silvia Jacob, de Londrina. Momentos antes do início da competição, a atleta revelou que só de pensar em São Silvestre já ficava arrepiada. Estou tensa. A São Silvestre é o sonho de todo o corredor, diz.
Curral – Centenas de corredores chegam cedo a São Silvestre para garantir um lugar melhor na largada. Mas para isso ficam horas esperando o início e passam por situações desagradáveis.
Eliete Malta, por exemplo, resolveu encarar pela primeira vez o chamado curral da São Silvestre. A experiência, não agradou muito. Confesso que é a primeira e última vez que chego aqui tão cedo. Tive que agüentar urina e suor por todo lado, conta Eliete que chegou no curral às 14h30. A largada da prova foi dada às 16h45.
Já sua amiga, Nadia Camacho não liga de enfrentar todo o calor humano da largada. Ela corre há 20 anos e sempre chega cedo. Eu não ligo. Adoro correr a São Silvestre. Se eu não correr parece que o ano não acaba, finaliza.
Este texto foi escrito por: Donata Lustosa