
“Tô com uma dor aqui no (coloque aqui o local cativo de sua lesão). Mas não é nada de mais, daqui a pouco passa”.
“A dor tinha passado, mas fui correr hoje cedo e ela voltou mais pentelha do que nunca”.
“Tenho feito compressa de gelo e massagens para aliviar um pouco. Não há de ser nada, ainda é muito cedo para ir ao médico”.
“Não sei o que está acontecendo. Tem dias que eu corro 18 km e não sinto nada; em compensação às vezes corro 5 km e parece que fiz 50 km de tanta dor que sinto depois”.
“Estou tomando um anti-inflamatório que a prima do primo da minha amiga indicou e disse que é ótimo. Já posso sentir a melhora chegando mais perto!”

2 meses depois
“É, acho melhor eu ir ao ortopedista, vai. Tenho uma ultramaratona de 100 km daqui a duas semanas e preciso estar bem para correr atrás do prejuízo, já que só estou rodando 35 km por semana por causa dessa dor (quem nunca?)”.
“Fui no ortopedista e ele disse que preciso fazer uma ressonância, um ultrassom e também ficar em repouso até descobrirmos o que é. Socorro, minha inscrição tá paga e a prova é daqui a duas semanas!”

“Ok, tenho que aceitar que preciso dar um tempo para a recuperação. Vou ocupar minha cabeça com outras coisas nesse período”.
(Ligação do amigo da assessoria esportiva) – “Você viu que vai ter um treino especial lá no Pico do Jaraguá? Eu te busco, nem precisa se preocupar, todo mundo vai. Vamos?”
E você:

Algum tempo depois…
“Fiz todos os exames e entreguei para o médico. É uma inflamação no (local preferido de sua lesão). Acontece que eu vou ter que fazer 80 sessões de fisioterapia e tomar um anti-inflamatório que custa mais que o meu fígado”.
3 meses depois
“Perdi desafios importantes, mas já me sinto melhor e mais confiante para correr. O tratamento ainda não acabou, mas vou ali dar uma corridinha só para ver como a minha lesão reage…”
Depois da corrida
“MEU DEUS PORQUE EU CORRI TÁ DOENDO TUDO DE NOVO NÃO ACREDITO”.

… E depois a gente volta todo arrependido para o médico e jura de pé junto que ficou sem fazer nada e que a lesão reapareceu misteriosamente.
Este texto foi escrito por: Amanda Preto