Foto: FotoliaApós 18 anos de pesquisa o Óleo de Pequi em cápsulas chegou ao consumidor. O produto foi desenvolvido pela RTK Indústria a partir de uma parceria firmada com a Universidade de Brasília (UnB).
Rico em compostos antioxidantes e anti-inflamatórios, o Óleo de Pequi demonstrou efeitos benéficos contra a oxidação do corpo (efeito que normalmente ocorre de forma muito intensa em atletas que praticam esportes de longa duração e intensidade). Além de efeitos de proteção cardiovascular, prevenção de aterosclerose e redução de pressão arterial.
Um conduzido pelo Prof. Grisólia contou com 126 atletas. Eles correram uma maratona e fizeram os exames iniciais. Depois disso, usaram 400 mg de Óleo de Pequi em cápsulas durante 14 dias. Após este período, correram uma nova prova e realizaram mais testes a fim de analisar os radicais livres, mutações gênicas, pressão arterial e colesterol. Os resultados mostraram que, após ingerirem as cápsulas, os atletas tiveram menos inflamação muscular, menos danos no DNA das células e menos estresse oxidativo. As análises também mostraram que os atletas acima de 45 anos tinham produção de radicais livres mais altas. Embora os testes tenham sido positivos também com jovens, o Óleo de Pequi parece mais benéfico aos atletas mais velhos.
O extrato com o óleo de polpa de pequi apresenta propriedades nutracêuticas. Isto é, melhoram certas condições fisiológicas, como a cardiovascular. Além disso, tem propriedades antioxidantes que protegem o organismo conta processos degenerativos crônicos, explica o professor da UnB.
A pesquisa gerou uma patente para a UnB e o licenciamento da tecnologia foi adquirido pela marca Naiak, da RTK Indústria, de Brasília, que participou dos estudos e do desenvolvimento para produção em larga escala. O produto é enquadrado na categoria de novos alimentos. O Óleo de Pequi é vendido no site da marca.
Outros benefícios
Foto: FotoliaO pequi contém diversos antioxidantes como carotenóides, vitamina C e compostos fenólicos, e sua composição de ácidos graxos é representada principalmente pelo Ômega 9 (51,37 a 55,87%) e palmítico (35,17 a 46,79%). O produto obtido pelo fruto típico do cerrado já rendeu mais de dez artigos científicos, duas teses de doutorado e uma de mestrado. A tese de doutorado, desenvolvida por Ana Luisa Miranda Vilela, apontou que, em doses adequadas, o óleo de pequi tem potencial para ser usado como adjuvante na quimioterapia do câncer, na forma de suplemento na dieta, o que demanda mais estudos.
Este texto foi escrito por: Webrun