O fim de semana foi animado para os corredores que escolheram participar da 4 edição da Wings for Life World Tour no Brasil, que aconteceu em Brasília, capital do país. Cerca de 5 mil participantes foram em busca de uma distância inesperada, já que a prova não possui linha de chegada e ela só termina quando o catcher car passa por você.
Foto: Christina Volpe/WebrunAcontecendo simultaneamente em 23 países diferentes, a edição reuniu 155 mil inscrições no mundo todo e arrecadou 6,8 milhões de euros para as pesquisas que buscam a cura da lesão na medula espinhal. No Brasil, o campeão foi Luis Felipe Barboza, que percorreu 58,8 km e Letícia Saltori, que conquistou o bicampeonato com 44.9 km. Eu ia para a Polônia competir, já que ganhei a última edição e poderia escolher onde iria correr desta vez, mas devido um compromisso com outras provas não consegui. Senti que foi bem mais duro que no ano passado, mas estou feliz com a vitória, diz Letícia.
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O campeão da edição brasileira Foto: Christina Volpe/Webrun
Leticia tornou-se bicampeã da prova Foto: Christina Volpe/WebrunPresença
Cacá Bueno Foto: Christina Volpe/WebrunA animação da prova ficou por conta também de Cacá Bueno, o piloto da stock car dirigiu o catcher car e animou os corredores durante todo o percurso. Quem também marcou presença foram os atletas Fernanda Maciel, Fernando Fernandes e Igor Amorelli, que usou a prova como um de seus últimos treinos para o Iron, que acontece em 20 dias. Essa é minha terceira participação na Wings e correr pela causa é sempre incrível, uma ótima oportunidade de fazer o bem.
Fernando Fernandes Foto: Christina Volpe/WebrunCampeões mundiais
O cadeirante sueco Aron Anderson, que participou em Dubai, nos UAE, e percorreu 92,14 km, novo recorde da competição foi o grande campeão. Ele foi o último a ser alcançado entre todos os participantes, superando Bartosz Olszewski, da Polônia, que correu em Milão, na Itália e alcançou 88.24 km. Entre as mulheres, a vencedora foi a polonesa Dominika Stelmach, que estava em Santiago, no Chile, e percorreu 68.21 km.
Eu tive um câncer aos sete anos e, desde então, sou cadeirante. Vencer esta prova hoje, competindo contra mais de cento e cinquenta mil pessoas é a sensação mais especial da minha vida. E ainda mais trabalhar por essa causa que me alimenta o sonho de voltar a andar, comenta Aron.
Edição brasileira Foto: Christina Volpe/WebrunFalta de água e problemas no percurso
Relatos em redes sociais após a prova, denunciaram problemas como falta de água em alguns pontos de hidratação e erro na contagem de medalhas, já que alguns corredores ficaram sem.
A organização apresentou um comunicado oficial na página do evento. Confira
Gostaríamos de pedir desculpas para alguns dos corredores que deram tudo de si e no final da prova ficaram sem suas medalhas. Houve um problema logístico e agora faremos o envio, a partir da semana que vem, para os endereços cadastrados de cada um (caso não esteja completo entraremos em contato via telefone e e-mail).
Também estamos cientes dos problemas na distribuição de água em alguns pontos de hidratação. Iremos averiguar a falha para garantir que isso nunca mais aconteça nas próximas edições. As críticas são bem-vindas e estamos com todas guardadas para mantermos a excelência da Wings For Life World Run, que já está em sua quarta edição no Brasil.
Obrigado a todos os competidores e parabéns pelos resultados. Ao todo, foram mais de 111 mil participantes no mundo, percorrendo mais de um milhão de quilômetros em busca deste objetivo.
Vamos continuar correndo juntos por aqueles que ainda não podem. Até 2018.
Edição brasileira Foto: Christina Volpe/WebrunEste texto foi escrito por: Christina Volpe