Saiba como foi a Corrida Shalom em SP

Redação Webrun | Corridas de Rua · 04 dez, 2006

A festa começou cedo no dia três de dezembro. Corredores, caminhantes e crianças chegavam aos poucos para a 6ª Corrida Shalom A Corrida Pela Paz que foi realizada na Cidade Universitária. O clima festivo e de confraternização era evidente com famílias inteiras e muitos amigos chegando juntos para participar do evento.

Por falar em clima, um dia bonito amanheceu trazendo mais animação para as pessoas, que acompanharam um aquecimento às 8h30. Após o aquecimento, os atletas se dirigiram ao pórtico de largada, posicionado-se calmamente e esperando a buzina soar para partir para os 6km de corrida ou 3km de caminhada.

Apesar de ser uma corrida festiva, sem chip ou classificação oficial, quando a largada foi dada, às 9h, os primeiros colocados já imprimiram um ritmo forte. A disputa foi dura entre Adriano Bastos e Fabio Chagas até os últimos metros e quando ninguém esperava, os atletas deram as mãos e cruzaram juntos a linha de chegada. “A idéia veio do Adriano no meio do percurso, quando vimos que estávamos bem e resolvemos chegar de mãos dadas. Como é a corrida pela paz acho que isso é um incentivo para todo mundo ficar em paz”, afirmou Fabio.

Eles chegaram de mãos dadas, mas não diminuíram o ritmo em nenhum momento da prova. “A corrida foi pra valer, tanto que fechamos em 17min52 que é minha melhor marca em 6km. Corremos forte, mas teve esse clima festivo depois que vimos que estávamos com bastante vantagem dos outros participantes”, contou Adriano.

Após completar o percurso e retirar o kit, ainda não era hora de ir para casa. Às 10h começaram as provas infanto-juvenis, que contaram com uma maior organização que nas edições anteriores, nas quais os atletas-mirins foram divididos pela idade e correram de 50m a 200m. Pais, avós e espectadores se amontoaram na av. Professore Mello Moraes para ver cada uma das baterias disputadas pelos garotos. “É importante trazer as crianças porque queremos as famílias aqui, queremos que elas corram, se não corram, que andem, se não andem que venham ver as crianças”, disse o rabino Adrian Gottfried.

Ao término das provas infantis, diversos sorteios, premiações, homenagens e muita música foi o que se viu no palco. Durante toda a cerimônia, houve a participação de integrantes da OAT Oficina Abrigada de Trabalho, entidade que recebe toda a renda do evento. “A ajuda que esse evento traz para a OAT é essencial. A prova faz parte do orçamento da OAT, que trabalha para colocar coloca as pessoas com necessidades especiais no mercado de trabalho que já é difícil para pessoas normais, imagine para pessoas com necessidades especiais”, afirmou o rabino Adrian.

Este texto foi escrito por: Marcel Trinta/ www.corpore.com.br

Redação Webrun

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