
Ana Maria participou de todas as provas da ponte com exceção deste ano (foto: Patrícia Serrão/ www.webrun.com.br)
A corrida da ponte reuniu oito mil corredores na manhã do último domingo (19/05), que saíram de Niterói e percorreram 21,4 quilômetros em direção ao Aterro do Flamengo. No meio dos atletas, foi fácil achar pessoas com os mais diferentes estilos participando. Todos com idades, nacionalidades, línguas e etnias diferentes correndo juntos um dos percursos mais especiais do Rio de Janeiro.
Um destes atletas era Jorge Freitas, que começou a correr para parar de fumar e hoje lidera um grupo que se chama amigos corredores do Rio de Janeiro . Na prova deste domingo tinham oito inscritos. A gente faz várias provas juntos e a da Ponte participamos desde que voltou a ter e acho que a cada ano está melhorando. O único problema é que o intervalo das barcas tinha que ser menor para dar vazão à quantidade de corredores, avalia.
A aposentada Ana Maria Martins, de 64 anos e corredora há 44, conta orgulhosa que participou de todas as corridas da Ponte. Porém, este ano ela veio apenas dar suporte à sua equipe. Somos um grupo de quase 200 amigos chamado “Rio Felicidade” e participamos de provas por todo Brasil há quase 15 anos”, relata. “A ideia do grupo é mostrar que o Rio de Janeiro tem coisas boas também. Eu participei de todas as provas da Ponte, menos desta, porque estou em crise renal, mas vim mesmo assim dar apoio ao pessoal, completa.
Assiduidade – Outro que também participou de todas as provas foi José Antonio Vieira de Sousa, de 59 anos. Ele conta orgulhoso que há 25 anos, na ultima prova da Corrida da Ponte, seu tempo era de 1h18. Agora levo muito mais tempo, mas o importante é terminar. Eu corri todas as três edições desde que voltou a ter, afirma.
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| Jorge começo a correr para parar de fumar. Foto: Patrícia Serrão/ Webrun |
Seu José sente saudades das provas antigas: tinham menos pessoas competindo, então acho que era mais bem organizado. Agora tem muita gente lenta que quer largar na frente, reclama.
E não são só brasileiros que se inscreveram na corrida. Este é o segundo ano que Niall Ogara participa da competição. Eu vi o anuncio e achei muito legal, porque é um percurso que não pode ser feito normalmente, conta o representante da Irlanda do Norte.
A prova também teve indígena participando e correndo de pés descalços. Raimundo Akzuy, de 66 anos, da etnia Tabajara, participou da prova representando todos os indígenas do país. Eu só corro descalço e pintado porque é tradição da minha aldeia. Quando tem festa nos pintamos para celebrar. Eu represento os índios no atletismo brasileiro, conta.
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| Raimundo Akzuy representou os índios na Ponte. Foto: Patrícia Serrão/ Webrun |
Na chegada, os corredores das diferentes tribos se misturaram, comemoraram os resultados, tiraram fotos juntos e já começaram a pensar na prova do ano que vem.
Este texto foi escrito por: Patrícia Serrão

