
Arisvaldo sempre corre de sunga porque acha mais confortável (foto: Rafaela Castilho/ webrun.com.br)
Enquanto o etíope Belete Assefa Terefe e a queniana Ednah Mukhwana chamavam a atenção do público por ocuparem as primeiras posições da 15K Sargento Gonzaguinha, outros personagens que vinham mais atrás se destacavam por características bem diferentes. Além das fantasias natalinas, muitos competidores apareceram em trajes não convencionais e atraíram os olhos da torcida.
Entre eles estava o mecânico Arisvaldo Silva, que decidiu se diferenciar dos outros competidores e cruzou a linha de chegada só de sunga. Está muito calor. Quanto menos roupa eu levar, mais leve eu fico e melhor será a corrida, conta. O competidor prendeu o número de peito na roupa de banho e completou o percurso de dez quilômetros.
Já o aposentado de 63 anos, Jedemiro Rodrigues, chamou a atenção dos outros competidores logo de cara. Com uma roupa que imita a pele de uma jaguatirica, o uniforme é composto por um macaquinho e joelheiras customizadas. Quando eu era menino eu matei uma jaguatirica e pedi para uma amiga fazer uma roupa que imitasse a pele do animal para eu correr. Já tem 20 anos que eu vou às provas assim, conta.
Experiência– Tomico Mori Saiko foi outra competidora que atraiu os olhares, porém sem usar nenhum tipo de roupa ou artifício. O que chama a atenção na corredora que participa da prova todos os anos é a idade da senhora japonesa: 86 anos. Treino todos os dias por uma hora e não tenho nenhum problema de saúde. Vou correr até não poder mais, afirma.
Este texto foi escrito por: Rafaela Castilho