Terceira Ponte é destaque do percurso da Dez Milhas Garoto

Redação Webrun | Corridas de Rua · 03 set, 2012

Terceira Ponte gera opiniões divergentes entre corredores (foto: Paulo Gomes#8260; www.webrun.com.br)
Terceira Ponte gera opiniões divergentes entre corredores (foto: Paulo Gomes#8260; www.webrun.com.br)

Vila Velha (ES)– Mais do que a chegada em frente à fábrica de chocolates que dá nome à prova, o principal atrativo da Dez Milhas Garoto é a Terceira Ponte, marco da paisagem local e responsável por conectar Vitória à Vila Velha. Além de propiciar um visual espetacular aos corredores, a Terceira é um dos trechos mais temidos do percurso – são mais de três quilômetros com extensa subida e extensa descida – e gerou opiniões diversas entre os participantes.

Há quem goste, como os corredores de elite Joseph Aperumoi, vencedor da prova, e o melhor brasileiro, Giovani dos Santos. “Gosto de subidas, estou acostumado a treinar em altitude”, diz o queniano. Giovani, que treina em Petrópolis (RJ), afirma que está acostumado com a variação de altimetria. “Não tive dificuldade, subo muito e desço bem”, conta.

Pode parecer que para os profissionais é mais fácil, mas Mark Korir, queniano que foi segundo colocado, discorda. “O trecho da ponte foi um pouco difícil”, revela o fundista da Fila/ MMC.

Os pontos de vista divergem também entre os amadores. A corredora Leomar Franck, de Juiz de Fora (MG), por exemplo, é só elogios. “Eu já achava a ponte o máximo e foi mesmo, gostei muito”. Segundo Leomar, se for “correndo devagarzinho você sobe legal. Depois você solta e vai embora”, brinca.

Já para Jocimar Gomes, do Rio de Janeiro, é um trecho duro. “É uma ladeira mesmo, uma ‘subidona’. Falaram que era leve, mas só depois da descida que dá para retomar o ritmo. A ponte te dá essa quebrada e nos últimos três quilômetros você não tem mais força porque gastou tudo lá”, avalia.

Escassez de água preocupa– Os corredores que completaram os cerca de 16 quilômetros com mais de 1h40min reclamaram de falta de água no percurso entre eles os jornalistas Rodolfo Lucena, da Folha de S. Paulo, e Lena Castellón, do Meio & Mensagem. Foi relatado que o público que assistia à corrida amparou os corredores que passaram mal, inclusive oferecendo água de suas próprias residências.

Em apenas três horas, a temperatura subiu dez graus (18°C a 28°C, das 8h às 11h) e o sol esteve inclemente durante todo o trajeto. Preocupa que a hidratação de uma corrida não contemple todos os participantes e surpreende que isso ocorra em um evento desta dimensão.

Este texto foi escrito por: Paulo Gomes

Redação Webrun

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