
A concentração antes da largada foi no inicio do caminho Niemayer (foto: Patricia Serrão/ www.webrun.com.br)
A Corrida da Ponte reuniu cerca de oito mil corredores no último domingo (20/05) no Rio de Janeiro e teve vitória de Damião Ancelmo de Souza e Marily dos Santos. O grande desafio para os amadores, porém, foi encarar um percurso onde eles não têm a oportunidade de treinar no dia a dia.
A animação para a corrida da Ponte começou muito antes da largada. Já era grande a ansiedade dos atletas nas barcas que levaram os corredores do Rio de Janeiro para o local de início da prova, em Niterói. A barca das 6h estava lotada e os competidores disputavam a varanda da embarcação para apreciar a vista da Baía de Guanabara com o amanhecer de um lindo dia de sol, céu praticamente sem nuvens e temperatura na marca dos 20˚C.
Olhando a ponte da barca dá para ter uma boa dimensão de tudo o que a gente vai correr e dá um nervoso, ficamos ansiosos para chegar logo, afirmava Gabriel Souza, 29 anos, que participou da prova pela primeira vez.
Preocupados com o calor que castigou os participantes ano passado, a organização tomou algumas medidas para amenizar o problema. A largada foi às 7h30, meia hora antes do que em 2011, para que os competidores passassem menos tempo com o sol forte, uma vez que os 13 quilômetros da prova em cima da Ponte não contam com sombras. Também como forma de amenizar o desconforto causado pelo calor, foram utilizados chuveirinhos no trajeto e a data de realização mudou de abril (ano passado) para maio, mês que tradicionalmente faz menos calor na região.
As mudanças agradaram os competidores. Eu fiz a prova ano passado e este ano a organização está impecável. O horário de início foi muito melhor e sofremos menos com o sol na nossa cabeça, relata Maria Vargas, de 48 anos, que deixa uma sugestão. Acho que a prova poderia ser em junho, já que o Rio é muito quente e úmido, e é muito fácil ficar desidratado neste tipo de prova. A dica que dou para quem vai participar da próxima é se hidratar bastante para não passar mal.
Como o percurso não está disponível para treinos, alguns marinheiros, ou melhor, corredores de primeira viagem na Ponte, sentiram dificuldades. Foi o caso de Leonardo Molasco, de 28 anos. É bem difícil. Sol na cabeça o tempo inteiro e para correr aqui tem que ter preparo físico e mental. Eu treinei com sol, mas o vento da ponte atrapalha bastante e quanto a isto não tem como treinar.
O paulista Jaíro Alascon Filho, de 47 anos veio para terras fluminenses especialmente para esta competição e acha que uma dos principais pontos a se ficar atento quando se corre no Rio é o calor e a umidade. Hoje (domingo) estava gostoso, sem aquele calorão. E também não estava ventando muito na ponte. Achei a Perimetral mais difícil do que a ponte, conta em relação a um dos trechos do percurso fora da Ponte.
Natanilson Vieira, 35 anos, também achou a saída da ponte mais difícil do que os 13 quilômetros que passou em cima dela. Este ano estava mais frio do que o ano passado e eu não senti muito o vento. Como parte da preparação para a competição, ele e os amigos Rosenilton Oliveira, Edjanio Lourenço e José Nascimento montaram uma equipe e fizeram treinos longos para conseguirem terminar a prova bem. Alcançado o objetivo, agora eles já pensam em começar os treinos para o ano seguinte.
Este texto foi escrito por: Patricia Serrão