
Adriana brigará por medalha em Guadalajara (foto: Paulo Gomes/ www.webrun.com.br)
A fundista brasileira Adriana Aparecida da Silva despede-se do público brasileiro nesse sábado (08/10) e embarca para San Luis Potosi, no México, para o período de adaptação à altitude da região.
Em entrevista na loja conceito de sua patrocinadora Asics, em São Paulo, Adriana falou sobre a expectativa para o Pan. Estou indo para a reta final de preparação, conta a maratonista, que esteve por 34 dias na Colômbia, treinando e competindo na altitude.
Depois de duas semanas no Brasil no domingo (02/10) fez o seu melhor tempo em provas de dez quilômetros no País, 33min59 na etapa paulista do Circuito Caixa Adriana volta para a altitude. Já é próximo ao que vou enfrentar na competição, comenta, sobre a altura de San Luis Potosi (cerca de 1.900 km acima do nível do mar, Guadalajara fica a 1.600).
Lá os treinos serão mais leves. Não muda muito, o que muda é a intensidade, diz a corredora brasileira. Tem que tirar um pouco o pé, brinca. Por conta da altitude, Adriana prevê uma prova muito equilibrada. Não vai ser uma prova rápida, mas de nível forte, muito alto, analisa.
Para a fundista, o nível das competidoras é o mesmo e fatores como clima e horário apenas contribuirão para o equilíbrio. As minhas adversárias tem um histórico de melhores tempos parecido, entre 2h28min e 2h32min [o melhor tempo de Adriana é de 2h32min, na Maratona de Berlim de 2010], a altitude vai dificultar para todas e vai estar bem quente, já que a prova será às 16h, pondera a maratonista.
Vai ser uma dificuldade a mais, mas é pra todas nós, considera. Como eu costumo dizer, serão duas corridas. Uma até o quilômetro 30 e outra até o final, conclui Adriana, que representa o Brasil na prova, ao lado de Michele Cristina.
A Maratona dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara deve ser disputada em circuito de quatro voltas, às 19h do horário de Brasília no dia 23 de outubro.
Este texto foi escrito por: Paulo Gomes