
Agustin foi o último a chegar mas não desistiu (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)
Na última sexta-feira aconteceu em Foz do Iguaçu (PR) a primeira edição da Maratona Internacional das Águas, competição que teve como cenário de fundo a Usina Hidrelétrica de Itaipu e as Cataras do Iguaçu. Além da elite, os centenas de participantes da categoria geral também aprovaram a organização do evento.
Foz do Iguaçu – O trajeto começou no mirante da Usina binacional de Itaipu e percorreu avenidas e ruas da cidade paranaense, o que mobilizou a Polícia Militar, o Exército, a Marinha, os agentes de trânsito, além de muitos staffs, para dar conforto e segurança aos atletas. Ente os muitos elogios, Mário de Oliveira sugere que tenham mais postos com isotônico. Fora isso foi tudo perfeito, esse povo do sul sabe como tratar bem a gente.
Foi uma das melhores organizações que eu já vi, com certeza estarei aqui ano que vem, ressalta Geraldo Talavera. Segundo ele o percurso foi um pouco complicado, mas foi possível terminar no tempo esperado. Estou satisfeito, agora devo correr a Volta da Pampulha e depois a São silvestre, completa o atleta que corre há dois anos.
Todos os que completavam a prova eram prontamente amparados pelos staffs da área de fisioterapia e levados para uma tenda, onde recebiam um primeiro atendimento para se recuperarem do desgaste. Além de aplicações de gelo, os maratonistas recebiam isotônico, água, refrigerante, e eram lavados com esponja para limpar o suor.
Superação – Caroline Martins, após completar sua primeira prova nesta distância, se emocionou ao cruzar a linha de chegada, já que sentiu muitas dores. É uma sensação indescritível completar. Foi uma luta pela sobrevivência, aproveitei cada passo e quero voltar em todas as maratonas, diz enquanto os staffs avaliavam o tamanho das bolhas em seu pé. Eu cheguei mal, mas eu venci para mim mesmo, mostrei que eu consigo correr 42 quilômetros, enfatiza.
Já o paulista Joel Stucchi, que completou após 5h22, fala que tinha se preparado para correr a Maratona de Chicago no final de semana passado, mas devido à problemas pessoais, não pôde viajar. Para não perder o treino resolvi correr aqui em Foz, mesmo não tendo me preparado para subidas. Ele se deu bem, pois a prova americana foi marcada por diversos incidentes, como forte calor e falta dágua, ao contrário do que se viu na Maratona das Águas.
Quero parabenizar o Sesc pela organização maravilhosa, os batedores acompanharam os corredores durante todo o percurso e a preocupação com o abastecimento foi enorme. Ele comenta ainda que apesar de não ter se preparado para as longas subidas e descidas, o visual ajudou a atenuar a fadiga. Quero voltar ano que vem melhor treinado para baixar meu tempo.
O último a cruzar a linha de chegada foi o paraguaio Agustin Paradeda, que diz adorar o Brasil, principalmente as mulheres brasileiras. Ao ser atendido pelas staffs, ele disse estar num paraíso, num harém e falou sobre a prova. Foi muito bom, eu sou um pouco lento porque tenho artrose, mas isso não me impediu de chegar no objetivo. O médico disse que eu não podia mais correr uma maratona, mas eu o desafiei e agradeço por ter completado. Gracias!.
Este texto foi escrito por: Alexandre Koda