
As mulheres dos 800m disseram não ter havido empurrões (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)
Direto do Rio de Janeiro – Correndo sob garoa, a brasileira Josiane Tito chegou em quinto lugar na prova dos 800 metros e reclamou da violência das adversárias. Não sou uma pessoa de violência, essas meninas batem muito. Não dá para correr levando cotoveladas e chutes. Ela diz ainda que não se incomoda em perder se for uma corrida limpa. Para a brasileira, a canadense, a cubana e a colombiana (respectivamente ouro, prata e bronze) foram agressivas.
Os árbitros têm o vídeo e viram na prova, agora tem que ver o que eles vão fazer, ressalta Josiane, explicando que começou a correr a prova dos 800 metros a pouco tempo e por isso foi surpreendida com a violência. Eu comecei a correr agora, não estou acostumada e não conhecia a tática delas.
Ontem Ednalva Laureano, a Pretinha, também reclamou da violência das competidoras internacionais e afirmou que nos 10 mil teve muita porrada”. Ela disse também que levou muito chute no pé.
As atletas ganhadoras dos 800m negaram e a canadense Diane Cummins revelou que viu Josiane empurrando a atleta cubana no treino. Ontem (23) eu vi a atleta brasileira empurrando a Zulia (Calatayud) e por isto minha estratégia na corrida de hoje foi de não me envolver.
Diane diz que infelizmente isso é uma prática comum nas competições e reclama dos juízes: eu acho que se os juízes prestassem mais atenção e punissem, isto não ocorreria.
Já Rosibel Garcia Mena, da Colômbia e Zulia Catayud, de Cuba, afirmam não terem visto nenhum empurrão durante a prova. Eu não vi nada, mas se ela acha que foi prejudicada pode pedir o vídeo da prova, se defende.
Este texto foi escrito por: Patrícia Serrão