Tragédias e os limites do corpo

Redação Webrun | Atletismo · 19 jan, 2005

Noticiários das últimas semanas foram ricos em tragédias, iniciada pela incrível e destruidora onda gigante Tsunami, seguida da tragédia na montanha Aconcágua e, mais uma vez entre nós, os soterramentos de pessoas pelo desabamento de morros e encostas. Nosso corpo poderia resistir às catástrofes? Jornais e revistas fizeram essa pergunta e a resposta sem dúvida é não. Condições extremas mesmo nos indivíduos treinados ou pelo menos que se acham treinados, são fisicamente inviáveis. A força das águas causou mortes por afogamentos e por traumas de partes nobres do corpo ou simplesmente por hemorragias, seguida da fome, sede e infecções também letais pela baixa resistência dos sobreviventes, após algumas horas mal-alimentados e sujeitos às intepéries.

A montanha de ventos fortes e gélidos com temperaturas abaixo de 35 graus negativos, aponta para um final inexorável e trágico. Quando as extremidades do nosso corpo: rosto, mãos e pés sofrem as baixas temperaturas, imediatamente os batimentos cardíacos diminuem e ainda associados à pouca oxigenação do ar, o resultado será o pouco oxigênio no sangue que chega no cérebro e coração. Acontece então o torpor e rapidamente a parada cardíaca.

O soterramento em poucos minutos pode impedir a respiração pelo peso sobre o tórax ou pela falta de espaços com ar próximos ao rosto. Hemorragias externas ou internas podem ocorrer pelo forte traumatismo.

Essa descrição fria do que acontece nos leva a pensar como somos frágeis e que devemos respeitar nosso corpo. Acidentes previsíveis devem ser evitados com o mínimo de bom senso seja da população, seja das autoridades. Impedir a construção de barracos ou casas efetivamente, em lugares de risco por todos conhecidos.

Impedir escaladas de montanhas como se fosse uma aventura inocente, sem o auxílio de equipes locais preparadas. Para as ondas gigantes, já foram definidas as obrigações preventivas dos países sujeitos a elas, mas que nunca foram implantadas, nesse contexto do absurdo de tragédias previstas, ficamos lamentando a morte de inocentes e os responsáveis fazendo a demagogia da ajuda que nunca vai chegar.

Este texto foi escrito por: MD PhD. Nabil Ghoarayeb

 

Redação Webrun

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