A osteoporose é um tipo comum de doença óssea metabólica e se caracteriza pela redução difusa da quantidade de osso no esqueleto humano, fenômeno chamado de osteopenia. A redução na quantidade dos ossos ocorre normalmente com o envelhecimento, e a osteoporose se constitui em um dos principais problemas de saúde no idoso, sobretudo em mulheres, acarretando maior sensibilidade a fraturas graves e incapacidade importante.
A osteoporose se caracteriza por uma quantidade reduzida de osso, que é um tecido vivo e sofre remodelagem durante toda a vida, com processos equilibrados de destruição (osteólise) e fabricação (osteogênese). Esta perda óssea resulta de maior destruição, menor formação ou da combinação de ambos.
Nem sempre é possível determinar uma causa específica para a osteoporose em cada indivíduo, mas existem determinados fatores de risco bem estabelecidos na literatura:
A redução na quantidade dos ossos ocorre normalmente com o envelhecimento Foto: JPCPROD/FotoliaDiminuição do estrógeno: a osteoporose, mais comum em mulheres do que em homens, ocorre frequentemente após a menopausa, período em que pode ser verificada uma aceleração da perda óssea com a redução da função ovariana. Este hormônio tem função primordial no auxílio da captação e fixação do cálcio ao osso;
Nível inicial de densidade óssea: durante o período normal de vida do ser humano, a mulher perde cerca da metade de sua massa óssea e o homem cerca de um quarto em relação à quantidade presente no início da vida adulta. O desenvolvimento da osteoporose depende, em parte, do nível inicial de osso presente no esqueleto humano;
Ingestão e absorção de cálcio: caso ocorra insuficiência da absorção de cálcio para a reposição de perdas obrigatórias na urina e nas fezes (150 a 250 mg/dia), o mesmo será mobilizado a partir do esqueleto sob influência de um hormônio chamado de paratormônio;
Envelhecimento: existe uma perda óssea relacionada com a idade em homens e mulheres, sobretudo após os 75 anos, também chamada de osteoporose involucional.
A osteoporose costuma ser, em geral, assintomática, a menos que resulte em uma fratura. O sintoma mais típico consiste no início súbito de dor nas costas associada a compressão vertebral que pode surgir a partir de algum esforço moderado, como levantar algum objeto ou inclinar-se.
A compressão dos corpos vertebrais pode ocorrer de modo gradual, sem qualquer episódio agudo de dor, produzindo um aumento das curvaturas das colunas cervical e dorsal, caracteristicamente conhecido como “corcunda da viúva”. O diagnóstico da osteoporose pode ser estabelecido pela presença de alterações radiográficas típicas, sobretudo na coluna vertebral, incluindo deformidades nos corpos vertebrais como encunhamentos, achatamentos, fraturas e rarefação do tecido ósseo. O exame anual de densitometria óssea também é uma ferramenta no auxílio da confirmação diagnóstica da osteoporose, mas sempre deve ser analisado em conjunto com outros fatores.
A maioria dos pacientes com osteoporose sintomática é constituída de mulheres idosas, e o tratamento deste grupo de pacientes deve ser dirigida para a prevenção de qualquer perda adicional de osso. A reposição hormonal com estrógeno deve ser considerada, e a suplementação da dieta com cálcio (1,0 a 1,5 g/dia) pode aprimorar sua absorção suficientemente para reduzir a perda óssea.
Este texto foi escrito por: Dr. José Marques Neto