Rosalia Camargo Guarischi não poderia ter começado 2015 de maneira melhor. Após completar o Ultra Trail Du Mont Blanc (prova de 168 quilômetros que acontece na França) no ano passado, ela agora deu uma pausa na rotina (literalmente) corrida para esperar sua primeira filha. Mesmo com as mudanças que acontecem na maternidade, a atleta dona de uma logística invejável já traçou suas metas e, a partir de agosto, começará os treinos para o Endurance Challenge de San Francisco.
A campeã do circuito XTerra é arquiteta e de segunda a sexta-feira trabalha em escritório. Foto: Divulgação The North FaceA campeã do circuito XTerra é arquiteta e de segunda a sexta-feira trabalha em escritório, como grande parte da população. Mas é o que faz a caminho do trabalho e nas horas vagas que a diferencia da maioria. A autora do blog Vai Correndo, arquiteta, ultramaratonista e mamãe deu detalhes do seu cotidiano em oficina organizada pela The North Face. Confira abaixo.
#1 A cidade e as montanhas. Engana-se quem pensa que apenas os privilegiados que moram em meio à natureza conseguem se destacar no trail run. Rosalia mora na área urbana do Rio de Janeiro e diariamente vai do Leblon até a Urca (20km), onde trabalha, correndo.
#2 Planejamento. Para otimizar o tempo, a roupa social, o shampoo e a toalha de banho vão na mochila. Em horário comercial, quem a vê mal imagina o que ela já enfrentou naquela manhã.
É o que faz a caminho do trabalho e nas horas vagas que a diferencia da maioria. Foto: Divulgação The North Face#3 Sinta o sofrimento. Mas não acaba por aí. Treinar nas escadas do prédio ao chegar do trabalho é uma maneira de simular as corridas de montanhas. Sinta o sofrimento ao subir e descer vinte minutos. Se quiser eficiência nos resultados, tem que fazer loucuras.
#4 Procure especialistas. Alimentação é tentativa e erro e o que dá certo para muitos atletas, pode não funcionar para você. No começo, sempre que terminava uma prova, ia direto para o soro. Com o tempo, consultei uma nutricionista e ela resolveu o meu problema de alimentação que causava os desmaios.
#5 O tênis certo. Muitas vezes é o tênis que escolhe a pessoa e não a pessoa que escolhe o calçado. Para correr no asfalto, prefiro usar um modelo com amortecimento. Já em trilhas, um específico para isso.
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Este texto foi escrito por: Camila Pissolito