Quando o glúten virou o assunto do momento, dezenas de produtos no supermercado acrescentaram em seus rótulos a etiqueta gluten-free, e milhares de dietas milagrosas sem a substância surgiram como a melhor forma de perder peso.
Desconforto abdominal pode ter o glúten como causa. Foto: patrick/FotoliaMas isso é realmente verdade? Segundo o nutricionista Danilo Balu, quem não tem a doença celíaca, mas opta por reduzir ou zerar o consumo de farinha, deixando de comer pães, bolos e outras massas brancas (alimentos ricos em carboidratos) pode, sim, emagrecer.
Mas é importante tomar cuidado: muitos alimentos calóricos, como chocolates, bolinhos e outras massas na versão “não contém glúten” possuem tantas ou mais calorias quanto as originais.
A pessoa precisa saber que o tipo de amido presente no trigo é o alimento que mais eleva a glicose no sangue, estimulando a fome e o apetite, relata Danilo.
Então o mais inteligente seria fugir das comidas industrializadas, optando por grãos, ovos, frutas e vegetais.
Para o corredor Quando se fala em treinamentos e competições, qualquer desconforto atrapalha o rendimento. E o glúten, de acordo com Danilo está associado a reações de intolerância (ainda que leves) que provocam inchaço abdominal, dificuldades digestivas e do funcionamento do intestino.
E essas reações são as mesmas que contribuem para o acúmulo de peso, já citado anteriormente. De modo que a retirada da substância evita alguns desses problemas.
Há muitos registros na ciência dando conta da associação dessa proteína com várias doenças, inclusive com processo inflamatório nas articulações, relata Balu.
Artrite, dores articulares, dores musculares, e doenças autoimunes que afetam o sistema músculo-esquelético já aparecem na relação de males que podem ser extintos com a dieta. São doenças que influenciam diretamente prática da corrida, conclui o nutricionista.
Por isso, é importante a investigação dos sintomas com um médico especializado, somada a atenção máxima ao que se põe no prato. Afinal, quem sabe a solução para um melhor desempenho esportivo não esteja nos alimentos?
Este texto foi escrito por: Camila Pissolito