Seminário debateu os negócios gerados pelo esporte

Redação Webrun | Corridas de Rua · 22 ago, 2003

Anguitta apresentou o perfil do público consumidor Ha (foto: Harry Thomas Jr  Arquivo WebRun)
Anguitta apresentou o perfil do público consumidor Ha (foto: Harry Thomas Jr Arquivo WebRun)

Organizado pelo projeto CARE da Amcham-SP (Câmara de Comercio Americana), aconteceu hoje, dia 22, o Seminário Novos Desafios do Negócios do Esporte no Brasil”, que contou com a participação de palestrantes como Lars Grael, José Montanaro Junior, Carla Dualib, José Carlos Brunoro, Mauro Betting entre outros que discutiram e debateram os rumos dos negócios esportivos no Brasil.

O Seminário foi dividido em vários painéis, entre os quais: “O Papel do Estado no Esporte”, “Desafios da nova legislação esportiva”, “Por que investir na formação de atletas Benefício social e ROI Retorno sobre investimento”, “Perfil do público consumidor no mercado esportivo”, “Oportunidades para o investidor em um mercado em expansão”, “Perspectivas para o patrocinador no atual cenário do mercado esportivo” e “Licenciamento e marcas”.

O mercado tem tudo para crescer, pois há muito potencial, segundo Heraldo Panhoca, advogado especializado em Legislação Esportiva. “Afinal desde 1988 o esporte passou a ser direito constitucional”, alertou.

A platéia formada por empresários do setor, anunciantes, jornalistas e estudantes assistiram ainda a apresentação de uma pesquisa que traçava o perfil do consumidor de produtos/serviços esportivos feita por Julio Anguitta. “Os números nos mostram que 74% das pessoas pesquisam um produto antes de efetuar a compra, e que 72% já tem a compra definida antes de entrar na loja”, revela Anguitta. “É interessante observar ainda, que 63% dos consumidores buscam alta tecnologia e que 66% experimentam novos produtos”, completa, sinalizando os anseios dos consumidores deste mercado que movimento 2 bilhõess de dólares por ano no Brasil e quase cinco vezes mais nos Estados Unidos.

Mas ainda existem algumas barreiras restritivas a serem quebradas pelo empresariado em termos de investimento. “As maiores dificuldades do patrocínio esportivo é o medo existente por parte do empresariado, falta de projetos claros e a cultura voltada a propaganda tradicional em detrimento dos patrocínios, que dão alto retorno para aqueles nele acreditam”, destacou José Carlos Brunoro, um dos maiores especialistas de marketing esportivo do Brasil.

Este texto foi escrito por: Webrun

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