A queniana Maurine Kipchumba, que no ano passado correu vestindo as cores da equipe de atletismo do Cruzeiro, era apontada como a grande favorita para o bicampeonato da São Silvestre. Em 2013, a africana estava de volta o seu uniforme tradicional, o vermelho e cinza, cores da Luasa, equipe comandada por Luiz Antônio dos Santos, mas não conseguiu repetir o mesmo rendimento de 2012. A vitória da última corrida do ano ficou com Nacy Kipron, com tempo de 51min58.
Com início contido, todas as fundistas do pelotão feminino se pouparam nos primeiros quilômetros de prova. Durante a descida íngreme da Major Natanael, logo no começo do percurso, as corredores e preocuparam mais em segurar suas passadas, sem forçar o ritmo. Mas esse cenário uniforme logo começou a ser quebrado pelas africanas. Kipchumba foi a primeira a quebrar o pace do pelotão e começar a dividir as atletas. Correndo em 3min23/km, a queniana dava indícios que tentaria conquistar mais uma vez o título da última corrida do ano.
Porém o cenário se invertou quando Kipron assumiu a ponta e a função de alterar o pace do pelotão. Sempre aumentando cada vez mais o ritmo da prova, o grupo de atletas começou a diminuir, até que na altura do quilômetro 9 do percurso, a queniana se mantinha como líder isolada. Depois de tantas quebras de ritmo surgia alguma dúvida se a africana conseguiria encarar de fato os dois mil metros de subida da Brigadeiro Luiz Antônio como a primeira colocada, já que Kebede Gudeta, da Etiópia, começava a buscar a primeira colocada.
Apesar de reconhecer que forçou demais o ritmo durante a prova, Nancy Kipron conseguiu vencer com relativa folga a São Silvestre 2013 – Foto: Ana Gandolfo/ Webrun.com.brNo sacrifício– Ao iniciar o último trecho da São Silvestre, Kipron já acumulava relativa vantagem para a segunda e terceira coloadas. Com pace de 3min18/km até então, a atleta começou a dminuir o ritmo, mas aumentou as passadas para que a última subida a enfrentar em 2013 se tornasse o mais plana possível, já que o cansaço era visível no semblante da queniana “Exagerei no ritmo no começo da prova e paguei o preço no final”. A estratégia funcionou, tanto que ao colocar os pés na avenida Paulista, a queniana já tinha se dado conta que venceria a São Silvestre. Gudeta manteve-se em segundo lugar, com tempo final de 52min06. Em terceiro lugar terminou Jackeline Sakilu em 52min29.
Melhor brasileira– Novamente o pódio da São Silvestre entre as mulheres foi inteiro africano. A melhor brasileira, assim como aconteceu em 2012, figurou na sexta posição. Sueli Pereira da Silva conseguiu realizar uma prova em ritmo constante e assegurou o tempo mais rápido entre as atletas do país. “Fui bem melhor do que no ano passado, foi minha melhor corrida em 2013. Gostaria de estar no pódio, porque treinei bastante para isso, mas estou contento com o resultado”, finaliza a brasileira.
Confira o resultado final da São Silvestre 2013:
Este texto foi escrito por: Renato Aranda, com Ana Gandolfo