Chico, que antes fazia corrida de aventura, vem se destacando nas montanhas. Foto: Alexandre Koda/ WebrunNeste sábado, atletas de todo o Brasil irão se encontrar no coração da Floresta Amazônica para encarar um percurso de 204 quilômetros entre corrida, canoagem e mountain bike na Red Bull Kirimbawa. O percurso passará por locais como o quadrilátero da morte e terá chegada no cruzamento entre os rios Negro e Solimões, na orla de Ponta Negra, em Manaus.
As equipes serão sorteadas no local e aumentam ainda mais a expectativa dos participantes. Além disso, a previsão de que existe possibilidade de chuva gera estresse e excitação entre os competidores.
O corredor de montanha Chico Santos é um dos participantes que está pronto para viver a aventura em terreno molhado. Se chover no dia da prova será espetacular, pois o percurso ficará mais técnico e difícil. As single tracks têm muitas raízes e curvas. Enquanto o estradão fica com um barro argiloso, a trilha fica com bastante lama. Vai ser bem bacana!, conta.
Apesar de gostar de enfrentar um grande desafio, Chico relembra que a umidade da região pode ser um problema. O aquecimento tem que ser bem intenso e, por conta disso, pode haver perda de rendimento, diz.
Além disso, para tornar a prova ainda mais emocionante, a largada está programada para acontecer de dentro da tribo Inhaã-bé. Não sabemos se ficaremos em algum hotel ou teremos que dormir nas redes da tribo, brinca o corredor.
Surpresas – Apesar de a largada ocorrer no coração da floresta e a previsão de chuva poder se concretizar, Chico acredita que algumas surpresas ainda se escondem nessa prova. Recebi a altimetria da prova e vi que não tem nada demais. Tratando-se de uma prova da Red Bull, tenho certeza que existirá alguma novidade no meio do percurso. Provavelmente teremos que atravessar algum rio ou algo parecido, reflete.
Estratégia – Chico conta que o objetivo é não gastar todas as energias, mas não ficar para trás. A estratégia é largar num ritmo não muito forte, mas constante, para conseguir acompanhar o pelotão. Não quero me desgastar muito o início, mas também não vou segurar muito o pé porque será difícil recuperar, conclui.
Este texto foi escrito por: Rafaela Castilho