
Provas como a realizada pelo IBCC-SP são exemplos de eventos-solidários (foto: Harry Thomas Jr Arquivo WebRun)
No início do mês de mês passado, em Memphis nos Estados Unidos, foi realizada a corrida beneficente batizada de Corrida de São Judas, prova de 5 quilômetros que reuniu dois mil participantes que pagaram 20 dólares pela inscrição. Toda verba arrecadada foi destinada para o programa de tratamento de câncer em crianças.
A Universidade Federal de São Paulo é um dos principais centros de apoio do mundo no tratamento de crianças portadoras de câncer. Por esta razão, foi escolhida pelo Hospital São Judas de Memphis Tenessie, nos Estados Unidos, para fazer parte do programa de colaboração com total apoio do governo americano.
O Hospital São Judas é o único centro de tratamento do mundo que presta serviço gratuito para crianças até os 18 anos.
O médico Henrique Lederman, 58 anos, que participou da corrida, afirmou: ‘É emocionante ver a solidariedade das pessoas em prol da campanha de ajuda as crianças portadoras de câncer’. Lederman é professor titular de radiologia da UNIFESP Universidade de São Paulo, Escola Paulista de Medicina e colaborador da campanha. Quando está no Brasil, costuma correr diariamente no Parque do Ibirapuera às 6 horas da manhã. Já participou de 6 maratonas internacionais, todas pitorescas, a última foi a Maratona da Itália.
A pé na terra da Ferrari – O doutor Henrique, como é conhecido no meio esportivo, costuma programar a época de férias com uma maratona e um local, cidade, estado ou país que deseja visitar. A opção do local tem a participação importante da sua esposa, companheira de viagem. Já correu a famosa Maratona de Nova Iorque por duas vezes, a charmosa Maratona de Paris, a típica Maratona da Philadelphia e a gélida Maratona de Anchorage no Alaska.
Na 14ª Maratona dItalia Memorial Enzo Ferrari, que vai de Maranello a Carpi, aproveitou para observar a paisagem, as belezas do percurso e, é claro, conversar com corredores de outros locais do mundo.
Entusiasmado, relata sua maratona esportiva: ‘Ficamos hospedado em um pequeno Hotel a 15 quilômetros de Carpi, local sede da maratona e chegada. No sábado, no local da chegada, já tudo preparado, após retirar o chip e o número, visitamos uma exposição de carros da Ferrari (confraria da Ferrari). Havia ao redor de 50 ´máquinas´ com seus respectivos donos. Um show!
No dia da corrida um ônibus passou pelo Hotel e nos levou para a largada, na cidade de Maranello, uma viagem de 45 minutos. O local da largada é dentro da fábrica da Ferrari, ao lado da pista de treino dos pilotos de fórmula 1 e do museu. Como o número de participantes era pequeno (quase 1600), a largada foi tranqüila, feita pelas cores dos números, de acordo com o tempo previsto pelo corredor.
O trajeto é espetacular, passando por inúmeras cidades e vilarejos, sendo os mais importantes: Maranello, Formigine, Modena, Soliera com chegada em Carpi. Corre-se ao lado de muralhas do século XV, castelos, praças com igrejas de 1600. Em Modena, o palácio que hoje é a Academia Militar é aberto para os corredores, que passam por dentro, com música e os cadetes fazendo saudações, entrando por ‘um tapete de madeira’, por cima das pedras. A chegada em Carpi, na praça central, é espetacular, com entrada através de uma arcada, rodeada por um museu de 1600, uma catedral de 1700 e uma torre com relógio funcionando, que é uma constante em todas as pequenas cidades que visitamos.
É uma maratona plana, com algumas pontes, estradas, rodeadas por plantações de uva (videiras) e de azeitonas (oliveiras).
Meu objetivo era completar a maratona bem, dentro do meu tempo, ao redor de 4h30. Após a maratona, visitamos a região e também Milão, Veneza, Verona, Lagos de Garda e Como.
Este texto foi escrito por: Wanderlei de Oliveira