Frio e desânimo? Exercício reduz em 30% risco de depressão; triatleta dá dicas para manter a constância

Redação Webrun | Bem Estar · 26 jun, 2026

Com a chegada de frentes frias e a queda das temperaturas no Sul e Sudeste do Brasil, a rotina de quem pratica atividade física nessas regiões costuma ficar mais desafiadora. Nos boletins mais recentes, o INMET apontou temperaturas abaixo de 10°C em algumas das principais cidades sulistas do país, cenário que tende a afetar a disposição e a frequência dos treinos.

Foto: Divulgação

Do ponto de vista da saúde, manter o corpo em movimento pode ajudar justamente nos períodos em que o desânimo aumenta. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a prática regular de atividade física pode reduzir em até 30% o risco de depressão, além de contribuir para a melhora do humor, do sono e da qualidade de vida. Em uma época em que as temperaturas mais baixas costumam impactar a disposição, o exercício físico passa a desempenhar um papel que vai além da performance e da estética, tornando-se um importante aliado para o equilíbrio físico e emocional.

Para Larissa Fabrini, multicampeã do Ironman e atleta de endurance, é durante o inverno que a disciplina deixa de ser uma ferramenta voltada apenas para resultados esportivos e passa a exercer um papel importante na organização da rotina e no bem-estar. Acostumada a manter a intensidade nos treinos, ela afirma que a chave para atravessar os períodos de menor motivação não está em exigir mais do corpo, mas em diminuir a pressão e preservar a frequência. “Muita gente acha que disciplina é fazer tudo perfeitamente todos os dias, mas para mim é justamente o contrário. Tem dias em que você vai conseguir treinar forte e outros em que uma caminhada ou uma hora de atividade já são suficientes. O importante é não perder o hábito”, afirma a atleta.

Nas redes sociais, Larissa costuma compartilhar os bastidores dos treinos e reforça uma filosofia baseada em pequenas decisões repetidas ao longo do tempo. Segundo ela, esperar pela motivação perfeita é um dos principais erros de quem tenta manter uma rotina saudável durante o frio.

Para a atleta, a constância pode ser construída a partir de estratégias simples. Entre elas, reduzir a exigência em dias mais frios, aproveitar os horários mais quentes para treinar, preparar roupas e equipamentos com antecedência e encarar o descanso como parte da estratégia, e não como sinal de fracasso.

Outro ponto importante, segundo Larissa, é abandonar a ideia de que a rotina precisa ser perfeita para funcionar. A evolução, afirma ela, acontece de forma gradual e é construída muito mais pela repetição do que por grandes esforços isolados. Segundo a triatleta, “Ninguém acorda motivado todos os dias. O que sustenta uma rotina não é a motivação, é a frequência. Quando você entende isso, deixa de depender da vontade para cuidar de si”

Em um país de dimensões continentais como o Brasil, em que as regiões Sul e Sudeste enfrentam quedas mais acentuadas de temperatura durante o inverno, manter-se em movimento pode representar mais do que preservar a forma física. Para Larissa, a atividade física funciona como uma ferramenta de estabilidade, ajudando a afastar o desânimo e a manter uma sensação de equilíbrio em períodos naturalmente mais desafiadores.

 

Redação Webrun

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