Importância de check-up prévio para corredores de rua foi assunto no  3º Summit ABRACEO CBAt

Redação Webrun | Evento · 01 abr, 2025

Para Karina Hatano, médica especializada em esporte, um check-up prévio de quem se propõe a correr é fundamental na prevenção de riscos maiores, mas também para melhorar performance. Esse check-up esportivo é “uma foto de sua saúde”, como destacou aos participantes do 3o Summit ABRACEO CBAt, na palestra de segunda-feira (31/3), no Mercado Livre Arena Pacaembu.

Ao mesmo tempo, a avaliação dos corredores é importante para os organizadores de eventos, justamente pelo maior respaldo quanto a participantes que possam estar arriscando a vida. Por isso, destaca, existem competições, principalmente as internacionais, que exigem atestado médico dos inscritos.

Coordenadora do Grupo Médico Assistencial de Medicina do Esporte do Hospital Israelita Albert Einstein, Karina Hitano assinala que a demanda pelo check-up esportivo vem aumentando, para quem começa a correr ou já corre e busca longevidade, ou quer aumentar distâncias percorridas de forma protegida, entendendo sua condição de saúde.

“O check-up esportivo não visa apenas a avaliar coração, mas também metabolismo, gordura, colesterol, músculos, articulações, alimentação… Existe a sensação de que se faz esporte para ter saúde”, diz, alertando pelo perigo – que é maior ainda no caso dos chamados “atletas de fim de semana” porque o risco cardiovascular aumenta com sobrecarga de exigência sobre um organismo não preparado.

Assim, continua a médica, os exames levam a avaliações que em última instância previnem paradas cardíacas ou mesmo morte súbita, por doenças pré-existentes, comorbidades. No caso do Einstein, profissionais voltados a medicina, nutrição e fisioterapia analisam as informações obtidas sobre coração e pulmões, sua condição aeróbia, articulações, aspectos biomecânicos, e ainda os caminhos para maior fortalecimento e recuperação muscular, para alimentação mais adequada e suplementação – se necessária.

Bruno Barros/Fotop

A partir dos exames e seus resultados, o corredor recebe orientações de maneira personalizada – lembrando ainda que a tecnologia se tornou aliada importante na condensação desses dados, para acompanhamento online durante sua prática esportiva.

O check-up esportivo ainda trata de respostas sobre “o que motiva o corredor, o que faz bem a ele – para o corpo e para a saúde mental”, mas também de quadros psicológicos reconhecidos mais recentemente.  Karina Hatano destaca a virorexia, como a obsessão pelo corpo perfeito e que leva ao extremo na prática de exercícios, e a ortorexia, transtorno alimentar em que o indivíduo se preocupa ao extremo em “fazer tudo certinho”, mas pode reverter em problemas para o organismo.

Assim, é a partir da “foto da saúde”, que alguém interessado em corrida pode se motivar, passar a gostar e dar continuidade, com ritmo, preocupado com longevidade, por exemplo. Ou ser informado sobre o que pode fazer para melhorar a performance (é essa a faixa que mais cresce, quanto à busca de avaliações e orientações). Karina ainda fala de outro aspecto interessante: muita gente não vai a médico porque “tem medo de doença” e a busca pelo check-up esportivo parece mais leve. “Pode partir da curiosidade, mas então desperta um pensar maior sobre a saúde”, observa.

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Redação Webrun

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