yara coltro

É possível treinar em 8 semanas para maratona?

Maratona · 04 abr, 2008

Nome: Luciano Ortega
Idade: 37 anos
Dúvida: Corri a meia-maratona internacional de SP (21km - 1h51min), distância que nunca tinha efetuado. Há dois anos já fiz exames cardíacos (tudo normal), sou magro (71quilos e 1,80m) e venho treinando rotineiramente. Há tempo para treinar especificamente para a Maratona de SP que ocorrerá em junho próximo? Há algum risco? Como treinar e qual a alimentação?

Resposta: Olá Luciano! Você fez a sua meia maratona abaixo de duas horas para um iniciante isso é muito bom. Você correu praticamente a 5,29 o km, meu conselho é que não tenha pressa. Você conseguiria até de repente terminar a prova, mas eu não sei mais nada de você e dos seus treinamentos, além do que você me passou.

Tudo na vida tem uma maturidade e na corrida não é diferente, eu costumo pedir aos meus alunos para fazerem uma maratona só depois de dois a três anos de treinamentos. Mas cada um sabe de si. Eu sinceramente acho que você não deveria correr. Tudo bem que você se deu bem na meia, mas só faltam oito semanas e não é suficiente. As distâncias não podem ser aumentadas assim de 21 para 42 quilômetros.

Tome cuidado, procure um treinador, peça planilhas on line, faça um trabalho orientado. Esse é o meu conselho. Quanto a alimentação o indicado é a mais natural possível com carboidratos, proteínas, frutas, verduras e legumes. E não esqueça de procurar uma nutricionista que vai te ajudar nessa sua preparação. Cuide-se! Treine! Você verá a diferença.

Resposta concedida pela treinadora Yara Coltro. Professora de educação física formada pela OSEC, técnica nível I da IAAF e também da Cbat. Já foi colunista da Band News FM e hoje é diretora da IRONMAN Assessoria Esportiva.


É possível treinar em 8 semanas para maratona?

Maratona · 04 abr, 2008

Nome: Luciano Ortega
Idade: 37 anos
Dúvida: Corri a meia-maratona internacional de SP (21km - 1h51min), distância que nunca tinha efetuado. Há dois anos já fiz exames cardíacos (tudo normal), sou magro (71quilos e 1,80m) e venho treinando rotineiramente. Há tempo para treinar especificamente para a Maratona de SP que ocorrerá em junho próximo? Há algum risco? Como treinar e qual a alimentação?

Resposta: Olá Luciano! Você fez a sua meia maratona abaixo de duas horas para um iniciante isso é muito bom. Você correu praticamente a 5,29 o km, meu conselho é que não tenha pressa. Você conseguiria até de repente terminar a prova, mas eu não sei mais nada de você e dos seus treinamentos, além do que você me passou.

Tudo na vida tem uma maturidade e na corrida não é diferente, eu costumo pedir aos meus alunos para fazerem uma maratona só depois de dois a três anos de treinamentos. Mas cada um sabe de si. Eu sinceramente acho que você não deveria correr. Tudo bem que você se deu bem na meia, mas só faltam oito semanas e não é suficiente. As distâncias não podem ser aumentadas assim de 21 para 42 quilômetros.

Tome cuidado, procure um treinador, peça planilhas on line, faça um trabalho orientado. Esse é o meu conselho. Quanto a alimentação o indicado é a mais natural possível com carboidratos, proteínas, frutas, verduras e legumes. E não esqueça de procurar uma nutricionista que vai te ajudar nessa sua preparação. Cuide-se! Treine! Você verá a diferença.

Resposta concedida pela treinadora Yara Coltro. Professora de educação física formada pela OSEC, técnica nível I da IAAF e também da Cbat. Já foi colunista da Band News FM e hoje é diretora da IRONMAN Assessoria Esportiva.

Você já ouviu falar do hormônio ADH?

Atletismo · 25 set, 2007

Correr ou pedalar por longos períodos ajuda a aumentar a utilização dos ácidos graxos, isto é, das gorduras, produzindo energia para manter o corpo em movimento na atividade física prolongada. Contudo ao realizar exercícios a temperatura do seu corpo aumenta, e como resposta de defesa inicia-se a transpiração para emanar o calor produzido pela contração muscular.

O suor quando evapora da pele ajuda a resfriar o corpo, tentando assim regular a temperatura. Em contrapartida, quando a transpiração está exacerbada em função da atividade física intensa, entra em ação o ADH, hormônio antidiurético que age evitando a perda de água.

O ADH age nos túbulos coletores e dutos renais, localizados nos rins, que ficam mais permeáveis à água, estimulando assim a reabsorção da água que seria eliminada na urina. Muito pouca quantidade desse hormônio é necessária para produzir o efeito antidiurético, e quando esse hormônio está presente em quantidades maiores, provoca uma potente vasoconstrição das arteríolas, diminuindo o diâmetro do vaso sanguíneo, dificultando a passagem do sangue e conseqüentemente, aumentando a pressão arterial.

Desta forma, na desidratação pelo esforço físico, a ação antidiurética e o efeito vasopressor sobre as arteríolas periféricas, fazem com que órgãos nobres como o cérebro, recebam um fluxo contínuo e constante de sangue. Em poucas palavras, é nessa hora que o hormônio ADH entra em ação justamente para nos proteger no momento de “suadeira”, regulando a retenção de água no organismo. Ele é liberado quando o corpo é desidratado e impede a vontade de fazer xixi para que não fiquemos desidratados.

A produção de ADH só torna-se significativa quando o corredor já está com seu volume sanguíneo diminuído pelo início da desidratação, ou quando o exercício é de intensidade próxima ou acima do limiar ventilatório 2.

Por outro lado, se a presença do ADH protege nossos órgãos nobres, no caso dos maratonistas lentos que ingerem muito líquido durante a prova e não transpiram o suficiente, pode ser um risco. Sito porque o ADH pode potencializar o quadro de hiponatremia, podendo desenvolver o edema cerebral.

Curiosidade- o álcool inibe a produção de ADH, por isso quando bebemos urinamos bastante.


Você já ouviu falar do hormônio ADH?

Atletismo · 25 set, 2007

Correr ou pedalar por longos períodos ajuda a aumentar a utilização dos ácidos graxos, isto é, das gorduras, produzindo energia para manter o corpo em movimento na atividade física prolongada. Contudo ao realizar exercícios a temperatura do seu corpo aumenta, e como resposta de defesa inicia-se a transpiração para emanar o calor produzido pela contração muscular.

O suor quando evapora da pele ajuda a resfriar o corpo, tentando assim regular a temperatura. Em contrapartida, quando a transpiração está exacerbada em função da atividade física intensa, entra em ação o ADH, hormônio antidiurético que age evitando a perda de água.

O ADH age nos túbulos coletores e dutos renais, localizados nos rins, que ficam mais permeáveis à água, estimulando assim a reabsorção da água que seria eliminada na urina. Muito pouca quantidade desse hormônio é necessária para produzir o efeito antidiurético, e quando esse hormônio está presente em quantidades maiores, provoca uma potente vasoconstrição das arteríolas, diminuindo o diâmetro do vaso sanguíneo, dificultando a passagem do sangue e conseqüentemente, aumentando a pressão arterial.

Desta forma, na desidratação pelo esforço físico, a ação antidiurética e o efeito vasopressor sobre as arteríolas periféricas, fazem com que órgãos nobres como o cérebro, recebam um fluxo contínuo e constante de sangue. Em poucas palavras, é nessa hora que o hormônio ADH entra em ação justamente para nos proteger no momento de “suadeira”, regulando a retenção de água no organismo. Ele é liberado quando o corpo é desidratado e impede a vontade de fazer xixi para que não fiquemos desidratados.

A produção de ADH só torna-se significativa quando o corredor já está com seu volume sanguíneo diminuído pelo início da desidratação, ou quando o exercício é de intensidade próxima ou acima do limiar ventilatório 2.

Por outro lado, se a presença do ADH protege nossos órgãos nobres, no caso dos maratonistas lentos que ingerem muito líquido durante a prova e não transpiram o suficiente, pode ser um risco. Sito porque o ADH pode potencializar o quadro de hiponatremia, podendo desenvolver o edema cerebral.

Curiosidade- o álcool inibe a produção de ADH, por isso quando bebemos urinamos bastante.