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Pele fina dos lábios exige cuidados redobrados nas provas

Atletismo · 11 jan, 2013

Preocupadas em manter a hidratação durante as corridas, muitas mulheres esquecem que a exposição ao sol também danifica áreas sensíveis da pele do rosto. Uma das principais regiões afetadas são os lábios, que possuem um tecido fino e constantemente sofrem com lesões.

De acordo com a dermatologista Denise Prior Travessa Siervo, todas as regiões da face são danificadas com o calor em excesso, mas as agressões aos lábios são muito mais severas. “Para evitar que a boca resseque é necessário passar um creme hidratante bem grosso e espesso, composto por vaselina, que aguente todo o percurso”, explica.

Apesar de existirem diversos produtos no mercado cosmético que ajudam as mulheres a manter a hidratação, como batom, balm - bálsamo labial - e lip gloss, segundo a especialista, nada supera o protetor solar específico para a região. “Os batons hidratam, mas não protegem a área exposta”, revela.

Uma dica para as mulheres é sempre passar o bloqueador solar por baixo da cor, e não vice-versa. “O protetor deve sempre estar em contato com a pele para que ele funcione efetivamente. Se você passá-lo depois de aplicar o batom, ele perde toda a função”, orienta.

Depois da chegada- Um grande erro cometido até hoje pelos corredores é utilizar a manteiga de cacau para proteger os lábios durante a prova. “Ela (manteiga de cacau) é para ser usada sempre depois da corrida e não durante, com a função de hidratar. Nada substitui o uso de protetor”, exclama a dermatologista.

Outro grande aliado para a hidratação da pele fina da boca é o uso do Bepantol, uma pomada hidratante vendida em farmácias que auxilia na recuperação da área lesionada. O produto é comercializado na versão creme e solução.

Para os corredores que gostam de encarar as provas em montanhas, o cuidado deve ser redobrado. “Aqui no Brasil, os lábios sofrem com o tempo quente, mas o frio definitivamente é mais agressivo para essa região do rosto”, conta a médica.

Homens- Os homens também não devem abrir mão de proteger os lábios da exposição ao sol. Apesar de não terem uma grande variedade de produtos para auxiliar na proteção, é o uso de um balm com protetor solar sem brilho é imprescindível.


Pele fina dos lábios exige cuidados redobrados nas provas

Atletismo · 11 jan, 2013

Preocupadas em manter a hidratação durante as corridas, muitas mulheres esquecem que a exposição ao sol também danifica áreas sensíveis da pele do rosto. Uma das principais regiões afetadas são os lábios, que possuem um tecido fino e constantemente sofrem com lesões.

De acordo com a dermatologista Denise Prior Travessa Siervo, todas as regiões da face são danificadas com o calor em excesso, mas as agressões aos lábios são muito mais severas. “Para evitar que a boca resseque é necessário passar um creme hidratante bem grosso e espesso, composto por vaselina, que aguente todo o percurso”, explica.

Apesar de existirem diversos produtos no mercado cosmético que ajudam as mulheres a manter a hidratação, como batom, balm - bálsamo labial - e lip gloss, segundo a especialista, nada supera o protetor solar específico para a região. “Os batons hidratam, mas não protegem a área exposta”, revela.

Uma dica para as mulheres é sempre passar o bloqueador solar por baixo da cor, e não vice-versa. “O protetor deve sempre estar em contato com a pele para que ele funcione efetivamente. Se você passá-lo depois de aplicar o batom, ele perde toda a função”, orienta.

Depois da chegada- Um grande erro cometido até hoje pelos corredores é utilizar a manteiga de cacau para proteger os lábios durante a prova. “Ela (manteiga de cacau) é para ser usada sempre depois da corrida e não durante, com a função de hidratar. Nada substitui o uso de protetor”, exclama a dermatologista.

Outro grande aliado para a hidratação da pele fina da boca é o uso do Bepantol, uma pomada hidratante vendida em farmácias que auxilia na recuperação da área lesionada. O produto é comercializado na versão creme e solução.

Para os corredores que gostam de encarar as provas em montanhas, o cuidado deve ser redobrado. “Aqui no Brasil, os lábios sofrem com o tempo quente, mas o frio definitivamente é mais agressivo para essa região do rosto”, conta a médica.

Homens- Os homens também não devem abrir mão de proteger os lábios da exposição ao sol. Apesar de não terem uma grande variedade de produtos para auxiliar na proteção, é o uso de um balm com protetor solar sem brilho é imprescindível.

Sucos podem ser os vilões da dieta

Atletismo · 26 maio, 2009

Um recente estudo feito pela conceituada Johns Hopkins School of Medicine concluiu que a redução da ingestão de bebidas açucaradas (na forma de sucos e refrigerantes) emagrece mais do que cortar parte dos alimentos sólidos da dieta diária. Eles avaliaram por 18 meses 810 adultos com idades entre 25 e 79 anos.

Nesse estudo foi possível observar que a diminuição de peso foi cinco vezes maior quando houve a redução dos líquidos. Pelo que parece, como já escrevi aqui, temos uma regulação melhor para determinados alimentos. Isso porque, aparentemente, identificamos melhor a quantidade calórica de alimentos sólidos e subestimamos os valores nas bebidas. Ou seja, para nós é mais fácil exagerar na ingestão de líquidos.

Além disso, o primeiro mecanismo de regulação da nossa saciedade começa na mastigação e é uma das hipóteses para o explicar o porquê de ser mais difícil regular a ingestão de bebidas do que de alimentos sólidos. Ao mastigar e deglutir um alimento são estimuladas regiões no cérebro responsáveis por regular a satisfação.

Mas faltou ainda por parte dos pesquisadores enfatizar o mecanismo dos líquidos no processo digestivo. Eles não causam a dilatação estomacal pelo mesmo período porque são absorvidos muito mais rapidamente, por isso acabam trazendo uma sensação de saciedade por um período mais curto fazendo com que se reduza o tempo entre as refeições. Além disso, por causa dessa maior velocidade de absorção, os líquidos podem causar picos glicêmicos, que teoricamente aumentaria o processo de armazenamento de gordura como resultado da insulina liberada em nosso sangue.

As pessoas também devem ter cuidado com a ingestão de sucos (seja industrializados ou naturais) porque eles são na maioria das vezes extremamente calóricos, mais até do que alguns “vilões” como cervejas e refrigerantes. Porém, não quero sugerir que eles devam ser evitados! Quero apenas lembrar que para produzir um copo de suco de laranja, por exemplo, às vezes se utilizam até quatro laranjas com todas as suas calorias, porém, muitas vezes há grande perda de nutrientes e vitaminas, se consumindo muito depois da hora em que o suco for feito.

Ironicamente, os sucos ganham mais importância na sociedade atual pelo fato das pessoas não consumirem frutas. Os sucos são alternativas práticas e saudáveis para substituir a ingestão das frutas. O problema é quando você está de olho na balança e começa a consumi-lo achando que seria a alternativa mais saudável entre tantas escolhas. Por isso gosto de enfatizar que é sempre melhor optar pela fruta! Mas se o suco for a única opção que você tem, que seja então cuidadoso e não exagere. Leve em consideração o quanto está consumindo a mais com essa escolha!

Refrigerante - O refrigerante diet/light não deveria ser vilão. É verdade que há muita gente que até hoje não acredita que ele não tenha “zero calorias”, como o anunciado. Mas ele tem praticamente tantas calorias como a água, ou seja, zero!

A despeito das versões do tipo “cola” que contêm cafeína, o maior problema está mesmo no teor ácido da bebida carbonada. Mas para aqueles que consomem poucos líquidos, o refrigerante não deixa de ser uma alternativa.

No estudo que tratei aqui, as pessoas consumiam refrigerantes “normais”, mas digo que independente de você querer ou não perder peso, já seria uma alternativa muito melhor se fizesse a troca do normal para as versões light/diet por não conterem açúcar simples. Mas beba sempre com moderação tal qual os sucos!


Sucos podem ser os vilões da dieta

Atletismo · 26 maio, 2009

Um recente estudo feito pela conceituada Johns Hopkins School of Medicine concluiu que a redução da ingestão de bebidas açucaradas (na forma de sucos e refrigerantes) emagrece mais do que cortar parte dos alimentos sólidos da dieta diária. Eles avaliaram por 18 meses 810 adultos com idades entre 25 e 79 anos.

Nesse estudo foi possível observar que a diminuição de peso foi cinco vezes maior quando houve a redução dos líquidos. Pelo que parece, como já escrevi aqui, temos uma regulação melhor para determinados alimentos. Isso porque, aparentemente, identificamos melhor a quantidade calórica de alimentos sólidos e subestimamos os valores nas bebidas. Ou seja, para nós é mais fácil exagerar na ingestão de líquidos.

Além disso, o primeiro mecanismo de regulação da nossa saciedade começa na mastigação e é uma das hipóteses para o explicar o porquê de ser mais difícil regular a ingestão de bebidas do que de alimentos sólidos. Ao mastigar e deglutir um alimento são estimuladas regiões no cérebro responsáveis por regular a satisfação.

Mas faltou ainda por parte dos pesquisadores enfatizar o mecanismo dos líquidos no processo digestivo. Eles não causam a dilatação estomacal pelo mesmo período porque são absorvidos muito mais rapidamente, por isso acabam trazendo uma sensação de saciedade por um período mais curto fazendo com que se reduza o tempo entre as refeições. Além disso, por causa dessa maior velocidade de absorção, os líquidos podem causar picos glicêmicos, que teoricamente aumentaria o processo de armazenamento de gordura como resultado da insulina liberada em nosso sangue.

As pessoas também devem ter cuidado com a ingestão de sucos (seja industrializados ou naturais) porque eles são na maioria das vezes extremamente calóricos, mais até do que alguns “vilões” como cervejas e refrigerantes. Porém, não quero sugerir que eles devam ser evitados! Quero apenas lembrar que para produzir um copo de suco de laranja, por exemplo, às vezes se utilizam até quatro laranjas com todas as suas calorias, porém, muitas vezes há grande perda de nutrientes e vitaminas, se consumindo muito depois da hora em que o suco for feito.

Ironicamente, os sucos ganham mais importância na sociedade atual pelo fato das pessoas não consumirem frutas. Os sucos são alternativas práticas e saudáveis para substituir a ingestão das frutas. O problema é quando você está de olho na balança e começa a consumi-lo achando que seria a alternativa mais saudável entre tantas escolhas. Por isso gosto de enfatizar que é sempre melhor optar pela fruta! Mas se o suco for a única opção que você tem, que seja então cuidadoso e não exagere. Leve em consideração o quanto está consumindo a mais com essa escolha!

Refrigerante - O refrigerante diet/light não deveria ser vilão. É verdade que há muita gente que até hoje não acredita que ele não tenha “zero calorias”, como o anunciado. Mas ele tem praticamente tantas calorias como a água, ou seja, zero!

A despeito das versões do tipo “cola” que contêm cafeína, o maior problema está mesmo no teor ácido da bebida carbonada. Mas para aqueles que consomem poucos líquidos, o refrigerante não deixa de ser uma alternativa.

No estudo que tratei aqui, as pessoas consumiam refrigerantes “normais”, mas digo que independente de você querer ou não perder peso, já seria uma alternativa muito melhor se fizesse a troca do normal para as versões light/diet por não conterem açúcar simples. Mas beba sempre com moderação tal qual os sucos!

É preciso beber muita água durante a atividade física?

Atletismo · 14 nov, 2008

Recentemente em um fórum na internet mantido por treinadores e profissionais da corrida levantaram a questão sobre a real necessidade de se hidratar nas provas na freqüência disponibilizada pelos organizadores, ou seja, 1 copo a cada 3km aproximadamente.

Um mito é o de que precisamos beber por volta de três litros diários de água. Não se sabe até hoje quem criou essa lenda urbana. A Nutrição não tem estipulada quantidades recomendadas para a água. Por ser saudável, não há problemas com esse valor. Mas quando falamos em treinamento ou desempenho já é uma outra questão.

As incontáveis pesquisas em Fisiologia do Esporte estabelecem diversos posicionamentos científicos que oferecem diretrizes para a reposição hídrica. Diretrizes essas que de forma unânime reconhecem a ingestão adequada como um comprovado meio de se aumentar o desempenho reduzindo-se o risco de problemas com o calor, sendo que nenhum estudo sugere “beber tanto quanto possível durante o exercício“, um comportamento que já foi conduta por parte de alguns orientadores físicos.

O maior problema da orientação dada ao corredor amador é que há a sugestão de se pesar antes e após uma prova ou treino. A diferença de peso resultante seria a recomendação de reposição hídrica a se fazer. Na prática do dia-a-dia o valor que achamos nessa conta é bem difícil de seguir.

É mais do que comum encontrarmos pessoas que não bebem água em todos os postos, atletas que passam longas distâncias sem beber água, uma falta de vontade de se hidratar após uma corrida ou a sensação de plena hidratação mesmo após o exercício.

Na minha experiência como treinador tendo participado de várias corridas estou seguro que há um excesso na recomendação que em casos muito raros pode causar um início de hiponatremia, como já falei aqui neste espaço. A hiponatremia geralmente é causada pela combinação da perda anormal de sódio pelo suor e pela ingestão excessiva de água sendo esta última por si só uma causa possível.

De modo geral podemos dizer que indivíduos que ingerem apenas água em excesso antes e durante exercícios prolongados e em ambientes quentes e úmidos correm riscos maiores de desenvolver o quadro.

Mas por que e onde tantas pesquisas estariam errando? Elas acertam na necessidade fundamental da reposição hídrica. Mas erram na quantidade por causa do glicogênio. Essa é a forma de reserva de carboidrato em nossos músculos para cada 1g armazenado tem com ele outros quase 4g de H2O. Um atleta bem treinado pode queimar quase 800g de glicogênio em uma prova de média ou longa duração. Não fica difícil calcular que ao final da prova ele terá um peso de aproximadamente 4kg a menos! Para um atleta de 70kg isso representa por volta de 5% de massa corporal!

Orientar esse sujeito a consumir esse valor em líquidos não resolve o problema porque a água estabilizada com o glicogênio, que agora não existe mais, não seria retida no organismo. Assim sendo, o que seria uma perda aceitável e natural acaba sendo tratada como algo que prejudicou ou limitou o desempenho.

Essa observação que já existe da observação por partes de muitos treinadores abre espaço para uma nova metodologia de pesquisa em um tema já tão discutido. Até lá, caso você também sinta dificuldade em consumir o grande volume de líquido recomendado talvez agora saiba o porquê.


É preciso beber muita água durante a atividade física?

Atletismo · 14 nov, 2008

Recentemente em um fórum na internet mantido por treinadores e profissionais da corrida levantaram a questão sobre a real necessidade de se hidratar nas provas na freqüência disponibilizada pelos organizadores, ou seja, 1 copo a cada 3km aproximadamente.

Um mito é o de que precisamos beber por volta de três litros diários de água. Não se sabe até hoje quem criou essa lenda urbana. A Nutrição não tem estipulada quantidades recomendadas para a água. Por ser saudável, não há problemas com esse valor. Mas quando falamos em treinamento ou desempenho já é uma outra questão.

As incontáveis pesquisas em Fisiologia do Esporte estabelecem diversos posicionamentos científicos que oferecem diretrizes para a reposição hídrica. Diretrizes essas que de forma unânime reconhecem a ingestão adequada como um comprovado meio de se aumentar o desempenho reduzindo-se o risco de problemas com o calor, sendo que nenhum estudo sugere “beber tanto quanto possível durante o exercício“, um comportamento que já foi conduta por parte de alguns orientadores físicos.

O maior problema da orientação dada ao corredor amador é que há a sugestão de se pesar antes e após uma prova ou treino. A diferença de peso resultante seria a recomendação de reposição hídrica a se fazer. Na prática do dia-a-dia o valor que achamos nessa conta é bem difícil de seguir.

É mais do que comum encontrarmos pessoas que não bebem água em todos os postos, atletas que passam longas distâncias sem beber água, uma falta de vontade de se hidratar após uma corrida ou a sensação de plena hidratação mesmo após o exercício.

Na minha experiência como treinador tendo participado de várias corridas estou seguro que há um excesso na recomendação que em casos muito raros pode causar um início de hiponatremia, como já falei aqui neste espaço. A hiponatremia geralmente é causada pela combinação da perda anormal de sódio pelo suor e pela ingestão excessiva de água sendo esta última por si só uma causa possível.

De modo geral podemos dizer que indivíduos que ingerem apenas água em excesso antes e durante exercícios prolongados e em ambientes quentes e úmidos correm riscos maiores de desenvolver o quadro.

Mas por que e onde tantas pesquisas estariam errando? Elas acertam na necessidade fundamental da reposição hídrica. Mas erram na quantidade por causa do glicogênio. Essa é a forma de reserva de carboidrato em nossos músculos para cada 1g armazenado tem com ele outros quase 4g de H2O. Um atleta bem treinado pode queimar quase 800g de glicogênio em uma prova de média ou longa duração. Não fica difícil calcular que ao final da prova ele terá um peso de aproximadamente 4kg a menos! Para um atleta de 70kg isso representa por volta de 5% de massa corporal!

Orientar esse sujeito a consumir esse valor em líquidos não resolve o problema porque a água estabilizada com o glicogênio, que agora não existe mais, não seria retida no organismo. Assim sendo, o que seria uma perda aceitável e natural acaba sendo tratada como algo que prejudicou ou limitou o desempenho.

Essa observação que já existe da observação por partes de muitos treinadores abre espaço para uma nova metodologia de pesquisa em um tema já tão discutido. Até lá, caso você também sinta dificuldade em consumir o grande volume de líquido recomendado talvez agora saiba o porquê.