Saude_Doping

Esporte e doping …Isso está chato

Estamos às vésperas dos Jogos Pan Americanos, dos Jogos Militares Mundiais e em plena Copa América de futebol, como também o Mundial feminino de futebol, todos em 2011 e da esperada Copa do Mundo de futebol e dos Jogos Olímpicos! Nos últimos dois anos mais de 37 atletas de elite brasileiros foram pegos no exame antidoping, fora de competições. Doping no esporte é usar de meios ilícitos físicos ou farmacológicos para melhorar o desempenho, ou então causar no adversário e queda da performance.

Os exames antidoping não têm dia nem hora para serem realizados nos principais atletas. Todos são exaustivamente informados com palestras e cartilhas, que não devem ingerir deglutir ou usar nada, sequer pomadas, suplementos “inocentes” etc., sem antes perguntar ao médico especialista responsável pela equipe. Caso usem fármacos para tratamentos médicos, devem manter uma ficha médica atualizada e informada nas competições, não sendo considerado doping.

O pior: alguns profissionais da saúde não médicos foram os agentes que induziram os atletas ao uso de substâncias proibidas, como os anabolizantes (melhoram e aumentam a força muscular) e eritropoetina, diuréticos (furosemide), que por alterar a densidade urinária tornando-a mais diluída, dificultam a detecção quantitativa das substâncias proibidas.

O mundo mudou... O Comitê Olímpico Brasileiro, seguindo recomendações da Agencia Mundial Anti Doping (WADA) formou um grupo de médicos especialistas com todas as condições a partir de agora para controlar o doping entre os atletas brasileiros, visando os Jogos Olímpicos de 2016. Quanto mais exames forem feitos, mais detecções teremos. Já não era sem tempo, pois curiosos, terapeutas ortomoleculares e alguns comerciantes de medicamentos atuam livremente pela internet, algo inaceitável

Atletas e esportistas preferem perguntar ao amigo se aquele suplemento faz mal ou não. As pessoas estão utilizando suplementos, hormônios de crescimento, eritropoetina e energéticos, sem nenhuma preocupação quanto aos riscos de desenvolver câncer, hipertensão arterial, aterosclerose e infarto. É duro ver destruição de carreiras, intoxicações por estimulantes desconhecidos, raízes de plantas, com graves efeitos colaterais como o tribullus, a Ma Huang e outras. Cuidado, muito cuidado... pesquisa oficial da WADA detectou que 27,5 % dos suplementos famosos vendidos livremente entre nós, usam número falsos do Ministério da Saúde e estão “contaminados” (misturados) com anabolizantes, sibutramina e outras drogas, nenhuma delas constando dos rótulos.

Afinal esperamos que os atletas cuidem rigorosamente de suas carreiras, não aceitem amostras grátis, nem acreditem em terapeutas não médicos e os culpados sejam excluídos do esporte, afinal a população precisa de ídolos limpos, que estão fazendo falta entre nós.


Esporte e doping …Isso está chato

Atletismo · 12 jul, 2011

Estamos às vésperas dos Jogos Pan Americanos, dos Jogos Militares Mundiais e em plena Copa América de futebol, como também o Mundial feminino de futebol, todos em 2011 e da esperada Copa do Mundo de futebol e dos Jogos Olímpicos! Nos últimos dois anos mais de 37 atletas de elite brasileiros foram pegos no exame antidoping, fora de competições. Doping no esporte é usar de meios ilícitos físicos ou farmacológicos para melhorar o desempenho, ou então causar no adversário e queda da performance.

Os exames antidoping não têm dia nem hora para serem realizados nos principais atletas. Todos são exaustivamente informados com palestras e cartilhas, que não devem ingerir deglutir ou usar nada, sequer pomadas, suplementos “inocentes” etc., sem antes perguntar ao médico especialista responsável pela equipe. Caso usem fármacos para tratamentos médicos, devem manter uma ficha médica atualizada e informada nas competições, não sendo considerado doping.

O pior: alguns profissionais da saúde não médicos foram os agentes que induziram os atletas ao uso de substâncias proibidas, como os anabolizantes (melhoram e aumentam a força muscular) e eritropoetina, diuréticos (furosemide), que por alterar a densidade urinária tornando-a mais diluída, dificultam a detecção quantitativa das substâncias proibidas.

O mundo mudou... O Comitê Olímpico Brasileiro, seguindo recomendações da Agencia Mundial Anti Doping (WADA) formou um grupo de médicos especialistas com todas as condições a partir de agora para controlar o doping entre os atletas brasileiros, visando os Jogos Olímpicos de 2016. Quanto mais exames forem feitos, mais detecções teremos. Já não era sem tempo, pois curiosos, terapeutas ortomoleculares e alguns comerciantes de medicamentos atuam livremente pela internet, algo inaceitável

Atletas e esportistas preferem perguntar ao amigo se aquele suplemento faz mal ou não. As pessoas estão utilizando suplementos, hormônios de crescimento, eritropoetina e energéticos, sem nenhuma preocupação quanto aos riscos de desenvolver câncer, hipertensão arterial, aterosclerose e infarto. É duro ver destruição de carreiras, intoxicações por estimulantes desconhecidos, raízes de plantas, com graves efeitos colaterais como o tribullus, a Ma Huang e outras. Cuidado, muito cuidado... pesquisa oficial da WADA detectou que 27,5 % dos suplementos famosos vendidos livremente entre nós, usam número falsos do Ministério da Saúde e estão “contaminados” (misturados) com anabolizantes, sibutramina e outras drogas, nenhuma delas constando dos rótulos.

Afinal esperamos que os atletas cuidem rigorosamente de suas carreiras, não aceitem amostras grátis, nem acreditem em terapeutas não médicos e os culpados sejam excluídos do esporte, afinal a população precisa de ídolos limpos, que estão fazendo falta entre nós.

Anabolizantes, Hormônio do Crescimento e outros: são drogas?

O uso de anabolizantes triplica. Um levantamento feito pelo Cebrid indica que 1,2 milhão de jovens, em 108 cidades, inclusive na capital paulista, fazem uso de esteróides injetáveis ou de pílulas. Esses dados foram publicados no Jornal da Tarde e no Estado de São Paulo no dia 15 de março de 2009, na matéria feita pela jornalista Fernanda Aranda.

Participei dessa matéria e mais uma vez discuti sobre o assunto. Abordei essa doida distorção de substâncias medicamentosas (os esteróides anabolizantes e o famoso GH - hormônio de crescimento), e aprofundei o alerta em relação aos suplementos conhecidos como “Fat Burns” (termogênicos e estimulantes para emagrecer). Além disso, também falei dos suplementos de proteínas (aminoácidos) onde cerca de 25 a 30% deles escondem criminosamente que estão contaminados pela adição de anabolizantes. Também falei dos “Burns” (denunciados pela WADA – Agência Mundial antidoping e da nossa ANVISA).

Essas drogas citadas causam, mesmo em pessoas sem doenças, sintomas sérios como taquicardias (aceleração ou irregularidades dos batimentos (extrassistoles), elevação da pressão arterial até angina do peito ou infarto do miocárdio. As recomendações de suplementação devem ser de nutricionistas ou de médicos especialistas. Cabe um outro alerta, já detectamos profissionais (inclusive médicos), receitando anabolizantes e hormônios para melhorar performance ou remoçar (anti-envelhecimento), o que ainda é pura BALELA e pior ainda, essas substâncias são doping no esporte, já as anfetaminas, são drogas proibidas pela ANVISA.

O que são esteróides anabolizantes? Nandrolona, dihidrotestosterona e outros, são drogas médicas, portanto lícitas, usadas por esportistas até na formulação veterinária! Descobertas no pós-segunda Guerra Mundial, para recuperar as vítimas dos campos de concentração, gravemente desnutridas. Com o passar dos anos, o seu uso foi incrementado nos pós-operatórios de grandes cirurgias, para mais rápida recuperação, principalmente na força muscular e estado geral.

Aí entrou o lado “tirar vantagem” do ser humano. Alguns atletas descobriram essa qualidade e passaram a usá-las para aumentar a força e o volume dos músculos. Até os nossos dias, a coisa avolumou-se e depois disso, vocês já conhecem a história.

Danos à saúde - A lista é grande mesmo em doses não muito elevadas, como: elevação dos níveis de gorduras, principalmente o perigoso LDL-colesterol que se deposita nos vasos sanguíneos do coração, cérebro e pernas obstruindo a circulação e podendo causar infarto do miocárdio e derrame cerebral e aumento dos níveis sanguíneos de outra gordura, os triglicérides.

Na seção de CardioEsporte do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia examinamos usuários de anabolizantes com menos de 30 anos e constatamos doenças graves: infarto do miocárdio e hipertensão arterial (cientistas europeus constataram algumas mortes de jovens por infarto do miocárdio relacionadas ao uso de esteróides anabolizantes). Doenças como câncer de fígado e de testículo ou dos ovários, impotência sexual, obesidade, mudança nas características masculinas ou femininas da voz, aparecimento de barba e pelos anormais nas mulheres entre outras reações.

Não se pode fingir que não existe problema, desculpas do tipo: afinal é por pouco tempo, desconheço alguém que passou mal etc... Não servem! A maioria nega, mas no ganho excepcional de massa muscular, desconfie. Não existe trabalho físico (musculação) que faça isso num nível extraordinário, sem essas “bombas”. Lembrem dos atletas pegos no doping por anabolizantes que acabaram com a bela carreira esportiva e de jovens investigados na TV e jornais, que morreram ou tiveram doenças terríveis.


Anabolizantes, Hormônio do Crescimento e outros: são drogas?

Corridas de Rua · 26 mar, 2009

O uso de anabolizantes triplica. Um levantamento feito pelo Cebrid indica que 1,2 milhão de jovens, em 108 cidades, inclusive na capital paulista, fazem uso de esteróides injetáveis ou de pílulas. Esses dados foram publicados no Jornal da Tarde e no Estado de São Paulo no dia 15 de março de 2009, na matéria feita pela jornalista Fernanda Aranda.

Participei dessa matéria e mais uma vez discuti sobre o assunto. Abordei essa doida distorção de substâncias medicamentosas (os esteróides anabolizantes e o famoso GH - hormônio de crescimento), e aprofundei o alerta em relação aos suplementos conhecidos como “Fat Burns” (termogênicos e estimulantes para emagrecer). Além disso, também falei dos suplementos de proteínas (aminoácidos) onde cerca de 25 a 30% deles escondem criminosamente que estão contaminados pela adição de anabolizantes. Também falei dos “Burns” (denunciados pela WADA – Agência Mundial antidoping e da nossa ANVISA).

Essas drogas citadas causam, mesmo em pessoas sem doenças, sintomas sérios como taquicardias (aceleração ou irregularidades dos batimentos (extrassistoles), elevação da pressão arterial até angina do peito ou infarto do miocárdio. As recomendações de suplementação devem ser de nutricionistas ou de médicos especialistas. Cabe um outro alerta, já detectamos profissionais (inclusive médicos), receitando anabolizantes e hormônios para melhorar performance ou remoçar (anti-envelhecimento), o que ainda é pura BALELA e pior ainda, essas substâncias são doping no esporte, já as anfetaminas, são drogas proibidas pela ANVISA.

O que são esteróides anabolizantes? Nandrolona, dihidrotestosterona e outros, são drogas médicas, portanto lícitas, usadas por esportistas até na formulação veterinária! Descobertas no pós-segunda Guerra Mundial, para recuperar as vítimas dos campos de concentração, gravemente desnutridas. Com o passar dos anos, o seu uso foi incrementado nos pós-operatórios de grandes cirurgias, para mais rápida recuperação, principalmente na força muscular e estado geral.

Aí entrou o lado “tirar vantagem” do ser humano. Alguns atletas descobriram essa qualidade e passaram a usá-las para aumentar a força e o volume dos músculos. Até os nossos dias, a coisa avolumou-se e depois disso, vocês já conhecem a história.

Danos à saúde - A lista é grande mesmo em doses não muito elevadas, como: elevação dos níveis de gorduras, principalmente o perigoso LDL-colesterol que se deposita nos vasos sanguíneos do coração, cérebro e pernas obstruindo a circulação e podendo causar infarto do miocárdio e derrame cerebral e aumento dos níveis sanguíneos de outra gordura, os triglicérides.

Na seção de CardioEsporte do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia examinamos usuários de anabolizantes com menos de 30 anos e constatamos doenças graves: infarto do miocárdio e hipertensão arterial (cientistas europeus constataram algumas mortes de jovens por infarto do miocárdio relacionadas ao uso de esteróides anabolizantes). Doenças como câncer de fígado e de testículo ou dos ovários, impotência sexual, obesidade, mudança nas características masculinas ou femininas da voz, aparecimento de barba e pelos anormais nas mulheres entre outras reações.

Não se pode fingir que não existe problema, desculpas do tipo: afinal é por pouco tempo, desconheço alguém que passou mal etc... Não servem! A maioria nega, mas no ganho excepcional de massa muscular, desconfie. Não existe trabalho físico (musculação) que faça isso num nível extraordinário, sem essas “bombas”. Lembrem dos atletas pegos no doping por anabolizantes que acabaram com a bela carreira esportiva e de jovens investigados na TV e jornais, que morreram ou tiveram doenças terríveis.