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Marily dos Santos e Ênio Lima vencem a Maratona Maurício de Nassau

Com ‘início’ de carreira similar do corredor Adriano Bastos, o atleta pernambucano Ênio Cleiton Lima, de São Caetano, foi o campeão da Maratona Internacional Maurício de Nassau, realizada no domingo (31/07), em Recife (PE). Estreante nos 42 quilômetros, na própria disputa recifense, Ênio começou a correr incentivado pelo irmão. No feminino, a baiana Marily dos Santos foi a primeira mulher a cruzar a linha de chegada, repetindo o sucesso de 2010.

Direto de Recife - A frase clichê “uma maratona é imprevisível” define a segunda edição da disputa, que teve a largada atrasada no período da manhã, devido à forte chuva no litoral da cidade. As apostas foram muitas, alguns acreditavam na vitória de Franck Caldeira, ganhador do ano passado, enquanto outros pensavam que Adriano Bastos, heptacampeão da Disney, seria o vencedor. Entretanto, ambos se sentiram mal e desistiram da prova no meio do trajeto.

O resultado final, verde-amarelo, conquistado por um atleta não favorito, foi surpresa para muitos expectadores, mas não para o campeão (2h18), já que o título foi conquistado após longo duelo com atletas de elite do Brasil e também da África. “Venho treinando forte há dois meses, na Bahia, com o Gilmário Mendes. Cheguei aqui pensando no primeiro lugar”, afirma Ênio, mototáxi durante a semana.

Ênio decidiu se descolar de um pelotão compacto de corredores, que se formou desde o começo da competição, quando estava no quilômetro 34. Até então, a liderança se alternava entre ele, Franck, José Everaldo Mota e o etíope Marcos Ayelec. “Naquele trecho eu não poderia esperar mais, eram os oito quilômetros finais 'da minha vida'. Tenho certeza que minha esposa e meus filhos estão orgulhosos”, acrescenta o pernambucano da Multsport, que agora planeja competir a Maratona de Foz de Iguaçu, em setembro.

A campeã no feminino, Marily dos Santos (2h37), ao contrário de Ênio (colega de equipe), não tinha certeza se conseguiria subir ao lugar mais alto do pódio. “Dizer isso era difícil, mas confiei muito no que fazia”, relata. Durante a primeira parte da maratona, a fundista baiana optou em permanecer perto das outras participantes, para se proteger do vento. “Eu fiquei no meio das corredoras. Deixei que elas tomassem vento, mas saindo de Boa viagem eu não quis nem saber e abri liderança”, descreve.

A largada da Maratona Maurício de Nassau ocorreu no Marco Zero da cidade e, ao final da prova, os campeões foram premiados com R$32 mil. O evento reuniu milhares de participantes e deu oportunidade dos inscritos passarem por locais históricos e orla de duas cidades nordestinas, Recife (Boa Viagem) e Olinda, respectivamente. Confira abaixo os demais atletas que completaram o pódio:

Masculino

  • José Mota – 2h19 (2°colocado)

  • Musenduki Ikoki – 2h20 (3° colocado)

  • Giomar Pereira – 2h20 (4° colocado)

  • Jair da Silva 0 2h21 (5° colocado)
  • Feminino

  • Thabita Kibet – 2h44min38 (2ª colocada)

  • Nancy Kipron – 2h44min57 (3ª colocada)

  • Roselaine de Silva – 2h44min57 (4ª colocada)

  • Chemjor Jepkorir – 2h53min21 (5ª colocada)

  • Marily dos Santos e Ênio Lima vencem a Maratona Maurício de Nassau

    Maratona · 31 jul, 2011

    Com ‘início’ de carreira similar do corredor Adriano Bastos, o atleta pernambucano Ênio Cleiton Lima, de São Caetano, foi o campeão da Maratona Internacional Maurício de Nassau, realizada no domingo (31/07), em Recife (PE). Estreante nos 42 quilômetros, na própria disputa recifense, Ênio começou a correr incentivado pelo irmão. No feminino, a baiana Marily dos Santos foi a primeira mulher a cruzar a linha de chegada, repetindo o sucesso de 2010.

    Direto de Recife - A frase clichê “uma maratona é imprevisível” define a segunda edição da disputa, que teve a largada atrasada no período da manhã, devido à forte chuva no litoral da cidade. As apostas foram muitas, alguns acreditavam na vitória de Franck Caldeira, ganhador do ano passado, enquanto outros pensavam que Adriano Bastos, heptacampeão da Disney, seria o vencedor. Entretanto, ambos se sentiram mal e desistiram da prova no meio do trajeto.

    O resultado final, verde-amarelo, conquistado por um atleta não favorito, foi surpresa para muitos expectadores, mas não para o campeão (2h18), já que o título foi conquistado após longo duelo com atletas de elite do Brasil e também da África. “Venho treinando forte há dois meses, na Bahia, com o Gilmário Mendes. Cheguei aqui pensando no primeiro lugar”, afirma Ênio, mototáxi durante a semana.

    Ênio decidiu se descolar de um pelotão compacto de corredores, que se formou desde o começo da competição, quando estava no quilômetro 34. Até então, a liderança se alternava entre ele, Franck, José Everaldo Mota e o etíope Marcos Ayelec. “Naquele trecho eu não poderia esperar mais, eram os oito quilômetros finais 'da minha vida'. Tenho certeza que minha esposa e meus filhos estão orgulhosos”, acrescenta o pernambucano da Multsport, que agora planeja competir a Maratona de Foz de Iguaçu, em setembro.

    A campeã no feminino, Marily dos Santos (2h37), ao contrário de Ênio (colega de equipe), não tinha certeza se conseguiria subir ao lugar mais alto do pódio. “Dizer isso era difícil, mas confiei muito no que fazia”, relata. Durante a primeira parte da maratona, a fundista baiana optou em permanecer perto das outras participantes, para se proteger do vento. “Eu fiquei no meio das corredoras. Deixei que elas tomassem vento, mas saindo de Boa viagem eu não quis nem saber e abri liderança”, descreve.

    A largada da Maratona Maurício de Nassau ocorreu no Marco Zero da cidade e, ao final da prova, os campeões foram premiados com R$32 mil. O evento reuniu milhares de participantes e deu oportunidade dos inscritos passarem por locais históricos e orla de duas cidades nordestinas, Recife (Boa Viagem) e Olinda, respectivamente. Confira abaixo os demais atletas que completaram o pódio:

    Masculino

  • José Mota – 2h19 (2°colocado)

  • Musenduki Ikoki – 2h20 (3° colocado)

  • Giomar Pereira – 2h20 (4° colocado)

  • Jair da Silva 0 2h21 (5° colocado)
  • Feminino

  • Thabita Kibet – 2h44min38 (2ª colocada)

  • Nancy Kipron – 2h44min57 (3ª colocada)

  • Roselaine de Silva – 2h44min57 (4ª colocada)

  • Chemjor Jepkorir – 2h53min21 (5ª colocada)
  • Vanessa Gianini vence prova de abertura do Troféu Brasil de Triatlhon

    Sem a presença de Carla Moreno na primeira etapa do Troféu Brasil de Triatlhon, que é a octacampeã do evento, a briga pelo primeiro lugar foi mais intensa na disputa feminina. Para Vanessa Gianinni, campeã da prova, a chuva foi o maior adversário.

    Direto de Santos - No domingo (20/03), a triatleta Vanessa Gianinni deixou a cidade do interior de São Paulo, Campinas, e desceu a serra para disputar a 21ª edição do Troféu Brasil, no município portuário de Santos, no litoral paulista. Durante a prova de 1,5 quilômetro de natação, 40 de ciclismo e dez de corrida, a triatleta se destacou na primeira parte da competição, com largada na Ponta da praia, e reclamou da condições climáticas para o ciclismo.

    “Ninguém gosta de ciclismo quando está chovendo muito. Por pouco não caí em um dos retornos”, afirma Vanessa, que apesar da dificuldade no pedal conseguiu abrir vantagem nesta segunda modalidade da prova. “Na natação todas as competidoras saíram praticamente juntas e somente no pedal consegui liderar. Aí só administrei o ritmo na corrida”, revela a campineira, que já se prepara para o Ironman Brasil e para uma disputa de longa distância em Las Vegas, no final do ano.

    Vanessa cruzou a linha de chegada em 2h03min36, à frente de Fernanda Garcia e Carolina Galvão, segunda e terceira colocadas com os tempos de 2h07min40 e 2h10min33, respectivamente. Para a vice-campeã, a natação foi onde ela teve o melhor desempenho. “Eu nado desde os quatro anos, então fui muito bem. Além disso, tive sorte porque conheço bem esse trajeto, sei até onde estão os buracos”, acrescenta Fernanda.

    Enquanto a segunda colocada se considera uma triatleta de sorte, Carolina Galvão, terceira colocada, garante não ter vivenciado um dos seus melhores dias. “A água estava super quente e eu não peguei o roupão de borracha, porque sabia disso. Mesmo assim o uso da roupa foi liberado, então acabei ficando sem, na desvantagem, sem tanta flutuação como as outra competidoras”, relata Carolina.

    Apesar disso, a triatleta seguiu em frente, mas não por muito tempo, pois foi impedida de continuar, acusada de ter cometido uma irregularidade. “Na bike, sem motivos, recebi uma penalização e tive quer ficar um minuto com os pés no chão. Depois fui correr e a moto passou novamente do meu lado ameaçando que seria desclassificada, sem nenhuma razão”, descreve a triatleta, que ainda assim manteve o animo e conquistou o terceiro lugar.

    Já quem completou o pódio foi Priscilia Rocha (2h12min55), recém chegada na categoria profissional. “Dei uma vacilada na natação, mas acho normal, pois foi minha primeira vez fora do amador, ou seja, é muito mais difícil, sem contar a pressão de competir em casa”, diz a jovem triatleta, que busca uma vaga nos Jogos Pan-Americanos.


    Vanessa Gianini vence prova de abertura do Troféu Brasil de Triatlhon

    Triathlon · 21 mar, 2011

    Sem a presença de Carla Moreno na primeira etapa do Troféu Brasil de Triatlhon, que é a octacampeã do evento, a briga pelo primeiro lugar foi mais intensa na disputa feminina. Para Vanessa Gianinni, campeã da prova, a chuva foi o maior adversário.

    Direto de Santos - No domingo (20/03), a triatleta Vanessa Gianinni deixou a cidade do interior de São Paulo, Campinas, e desceu a serra para disputar a 21ª edição do Troféu Brasil, no município portuário de Santos, no litoral paulista. Durante a prova de 1,5 quilômetro de natação, 40 de ciclismo e dez de corrida, a triatleta se destacou na primeira parte da competição, com largada na Ponta da praia, e reclamou da condições climáticas para o ciclismo.

    “Ninguém gosta de ciclismo quando está chovendo muito. Por pouco não caí em um dos retornos”, afirma Vanessa, que apesar da dificuldade no pedal conseguiu abrir vantagem nesta segunda modalidade da prova. “Na natação todas as competidoras saíram praticamente juntas e somente no pedal consegui liderar. Aí só administrei o ritmo na corrida”, revela a campineira, que já se prepara para o Ironman Brasil e para uma disputa de longa distância em Las Vegas, no final do ano.

    Vanessa cruzou a linha de chegada em 2h03min36, à frente de Fernanda Garcia e Carolina Galvão, segunda e terceira colocadas com os tempos de 2h07min40 e 2h10min33, respectivamente. Para a vice-campeã, a natação foi onde ela teve o melhor desempenho. “Eu nado desde os quatro anos, então fui muito bem. Além disso, tive sorte porque conheço bem esse trajeto, sei até onde estão os buracos”, acrescenta Fernanda.

    Enquanto a segunda colocada se considera uma triatleta de sorte, Carolina Galvão, terceira colocada, garante não ter vivenciado um dos seus melhores dias. “A água estava super quente e eu não peguei o roupão de borracha, porque sabia disso. Mesmo assim o uso da roupa foi liberado, então acabei ficando sem, na desvantagem, sem tanta flutuação como as outra competidoras”, relata Carolina.

    Apesar disso, a triatleta seguiu em frente, mas não por muito tempo, pois foi impedida de continuar, acusada de ter cometido uma irregularidade. “Na bike, sem motivos, recebi uma penalização e tive quer ficar um minuto com os pés no chão. Depois fui correr e a moto passou novamente do meu lado ameaçando que seria desclassificada, sem nenhuma razão”, descreve a triatleta, que ainda assim manteve o animo e conquistou o terceiro lugar.

    Já quem completou o pódio foi Priscilia Rocha (2h12min55), recém chegada na categoria profissional. “Dei uma vacilada na natação, mas acho normal, pois foi minha primeira vez fora do amador, ou seja, é muito mais difícil, sem contar a pressão de competir em casa”, diz a jovem triatleta, que busca uma vaga nos Jogos Pan-Americanos.

    Franck Caldeira e Marily dos Santos vencem a Maratona de Recife

    Direto de Recife - “Na terceira cidade mais antiga do Brasil, Recife, às 5h, o sol já anunciava um dia quente para a 1ª Maratona Internacional Maurício de Nassau. Enquanto a cidade dormia, a dúvida sobre quem seria o grande vencedor da maratona ‘silenciava’. Após a largada da prova, às 7h, a expectativa crescia e só chegou ao fim quando os corredores Franck Caldeira e Marily dos Santos cruzaram a linha de chegada como campeões”.

    Nesta segunda-feira (15/11), os atletas brasileiros Franck Caldeira e Marily dos Santos não decepcionaram a torcida verde-amarela e foram os primeiros colocados da Maratona de Recife, com as marcas de 2h21 e 2h43, respectivamente. Ambos foram premiados com R$ 30 mil.

    “Nós tínhamos dois adversários, o calor e os africanos, mas eles ficaram para trás e isso mostra que o Brasil pode brigar de igual para igual”, afirma Franck, ganhador da Corrida de São Silvestre em 2006. “Na altura do quilômetro 35 eu já não tinha mais perna e em uma maratona sempre há dificuldades do começo ao fim”, completa.

    Apesar disso, Franck se diz satisfeito por conseguir, mais uma vez, mostrar o trabalho que desenvolve junto com sua equipe. “A gente fez um bom trabalho e o evento também está de parabéns. Trouxe nesta segunda-feira uma motivação a mais para as pessoas”, acrescenta o medalhista de ouro da maratona dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007.

    O segundo lugar na maratona desta segunda-feira ficou para outro mineiro, Valdir Oliveira, que enfrentou um percurso de 42 quilômetros pela primeira vez e foi vice-campeão em 2h22. “A gente sempre almeja ser um dos primeiros. Graças a Deus consegui subir ao pódio”, conta Valdir. “Muita gente inclusive diz que se um corredor nunca correu uma maratona ele não é um corredor. Então a partir de hoje eu já me tornei um”, brinca o atleta, que agora segue para a Volta Internacional da Pampulha e São Silvestre.

    Quem se consagrou como terceiro colocado foi Jair Silva, que finalizou a prova em 2h23, e não imaginava qual seria o seu desempenho, pois havia participado somente de uma maratona antes do evento de Recife. “Fui ultrapassado pelo Franck e pelo Valdir, mas pelo menos a vitória ficou para os brasileiros. Então estou muito feliz”, diz o atleta pernambucano, que foi vencedor da corrida do Círio, em Belém.

    Apesar do percurso ser plano, com duas pequenas subidas (em um viaduto e uma ponte), a forte umidade e o calor acabaram prejudicando o queniano Nicholas Kibor Sabulei, que passou mal durante a competição e não conseguiu prosseguir. Já o seu compatriota Jacob Kipleting Kendagor foi o quinto colocado na disputa.


    A campeã do feminino, a alagoana Marily dos Santos, garante que quando soube da participação de uma corredora queniana na maratona teve mais vontade de competir a prova. “Eu gosto de disputas fortes e acho que não vim aqui só por causa da premiação. Vim pelo desafio de brigar por uma vitória”, conta a corredora, que liderou a prova desde o primeiro quilômetro.

    A brasileira considera as competições do nordeste bem mais complicadas. “Aqui é totalmente diferente das provas do sudeste, lá os quenianos chegam e ganham com facilidade, aqui não, a temperatura não ajuda e eu também não ia deixar fácil”, afirma Marily, representante do Brasil na maratona feminina dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008.

    Já a vice-campeã dos 42 quilômetros, Jacqueline Chebor, sentiu cansaço durante o trajeto e agora deve voltar ao país de origem na próxima semana. “Estava muito quente hoje e acho que isso realmente atrapalhou, mas já voltarei para casa dentro de algumas semanas para descansar,” conta Chebor, de 41 anos, que chegou à frente da corredora Marluce Queiroz, terceira mulher a finalizar o percurso com o tempo de 2h50.

    A Maratona de Recife passou pelos cartões postais da cidade, como a praia de Boa Viagem, o Forte das Cinco Pontas, Fortim e Cais do Apolo. Quem participou do evento também pode contemplar a Orla de Olinda, segunda cidade brasileira a ser declarada como Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela Unesco, em 1982.

    Para o prefeito de Olinda, Renildo Calheiros, o evento despertou a curiosidade de centenas de pessoas e trouxe um clima de festa para a região. “Os moradores saíam de suas casas para ver os corredores durante o percurso. Isso com certeza estimula a participação de mais pessoas na corrida de rua, uma modalidade contagiante, que gera inúmeros benefícios para a sociedade”, diz Renildo.


    Franck Caldeira e Marily dos Santos vencem a Maratona de Recife

    Corridas de Rua · 15 nov, 2010

    Direto de Recife - “Na terceira cidade mais antiga do Brasil, Recife, às 5h, o sol já anunciava um dia quente para a 1ª Maratona Internacional Maurício de Nassau. Enquanto a cidade dormia, a dúvida sobre quem seria o grande vencedor da maratona ‘silenciava’. Após a largada da prova, às 7h, a expectativa crescia e só chegou ao fim quando os corredores Franck Caldeira e Marily dos Santos cruzaram a linha de chegada como campeões”.

    Nesta segunda-feira (15/11), os atletas brasileiros Franck Caldeira e Marily dos Santos não decepcionaram a torcida verde-amarela e foram os primeiros colocados da Maratona de Recife, com as marcas de 2h21 e 2h43, respectivamente. Ambos foram premiados com R$ 30 mil.

    “Nós tínhamos dois adversários, o calor e os africanos, mas eles ficaram para trás e isso mostra que o Brasil pode brigar de igual para igual”, afirma Franck, ganhador da Corrida de São Silvestre em 2006. “Na altura do quilômetro 35 eu já não tinha mais perna e em uma maratona sempre há dificuldades do começo ao fim”, completa.

    Apesar disso, Franck se diz satisfeito por conseguir, mais uma vez, mostrar o trabalho que desenvolve junto com sua equipe. “A gente fez um bom trabalho e o evento também está de parabéns. Trouxe nesta segunda-feira uma motivação a mais para as pessoas”, acrescenta o medalhista de ouro da maratona dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007.

    O segundo lugar na maratona desta segunda-feira ficou para outro mineiro, Valdir Oliveira, que enfrentou um percurso de 42 quilômetros pela primeira vez e foi vice-campeão em 2h22. “A gente sempre almeja ser um dos primeiros. Graças a Deus consegui subir ao pódio”, conta Valdir. “Muita gente inclusive diz que se um corredor nunca correu uma maratona ele não é um corredor. Então a partir de hoje eu já me tornei um”, brinca o atleta, que agora segue para a Volta Internacional da Pampulha e São Silvestre.

    Quem se consagrou como terceiro colocado foi Jair Silva, que finalizou a prova em 2h23, e não imaginava qual seria o seu desempenho, pois havia participado somente de uma maratona antes do evento de Recife. “Fui ultrapassado pelo Franck e pelo Valdir, mas pelo menos a vitória ficou para os brasileiros. Então estou muito feliz”, diz o atleta pernambucano, que foi vencedor da corrida do Círio, em Belém.

    Apesar do percurso ser plano, com duas pequenas subidas (em um viaduto e uma ponte), a forte umidade e o calor acabaram prejudicando o queniano Nicholas Kibor Sabulei, que passou mal durante a competição e não conseguiu prosseguir. Já o seu compatriota Jacob Kipleting Kendagor foi o quinto colocado na disputa.


    A campeã do feminino, a alagoana Marily dos Santos, garante que quando soube da participação de uma corredora queniana na maratona teve mais vontade de competir a prova. “Eu gosto de disputas fortes e acho que não vim aqui só por causa da premiação. Vim pelo desafio de brigar por uma vitória”, conta a corredora, que liderou a prova desde o primeiro quilômetro.

    A brasileira considera as competições do nordeste bem mais complicadas. “Aqui é totalmente diferente das provas do sudeste, lá os quenianos chegam e ganham com facilidade, aqui não, a temperatura não ajuda e eu também não ia deixar fácil”, afirma Marily, representante do Brasil na maratona feminina dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008.

    Já a vice-campeã dos 42 quilômetros, Jacqueline Chebor, sentiu cansaço durante o trajeto e agora deve voltar ao país de origem na próxima semana. “Estava muito quente hoje e acho que isso realmente atrapalhou, mas já voltarei para casa dentro de algumas semanas para descansar,” conta Chebor, de 41 anos, que chegou à frente da corredora Marluce Queiroz, terceira mulher a finalizar o percurso com o tempo de 2h50.

    A Maratona de Recife passou pelos cartões postais da cidade, como a praia de Boa Viagem, o Forte das Cinco Pontas, Fortim e Cais do Apolo. Quem participou do evento também pode contemplar a Orla de Olinda, segunda cidade brasileira a ser declarada como Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela Unesco, em 1982.

    Para o prefeito de Olinda, Renildo Calheiros, o evento despertou a curiosidade de centenas de pessoas e trouxe um clima de festa para a região. “Os moradores saíam de suas casas para ver os corredores durante o percurso. Isso com certeza estimula a participação de mais pessoas na corrida de rua, uma modalidade contagiante, que gera inúmeros benefícios para a sociedade”, diz Renildo.