Maratona · 20 dez, 2007
No dia 18 de janeiro acontece em Dubai, Emirados Árabes Unidos, a Maratona que leva o nome da cidade, competição que terá uma das maiores premiações da categoria, num montante total de um milhão de dólares. O campeão levará para casa US$ 250 mil e haverá ainda um bônus de mais um milhão caso alguém quebre o recorde mundial.
O valor oferecido nesta competição supera as cinco grandes provas mundiais, Nova York; Boston; Berlim; Chicago e Londres e a deixa como a mais rica do mundo, graças à colaboração dos órgãos governamentais. Isso fará com que a Maratona se eleve à outros grandes esportes em Dubai. Esse é um esporte que exige muito do físico e tenho certeza que agora os atletas farão desta uma das prioridades em suas agendas, enfatiza Larry Barthlow, um dos coordenadores.
Haile Gebrselassie, atual recordista na distância com o tempo de 2h04min26, será o principal destaque do pelotão de elite e diz que pode baixar ainda mais a marca. Quebrar o recorde em Berlim foi a realização de um sonho, mas eu sei que posso fazer melhor. Minha meta é marcar 2h03 e, com as condições de Dubai em janeiro, posso fazer ainda melhor, ressalta o etíope.
Já na categoria feminina, o destaque fica por conta da participação de Lornah Kiplagat, recordista da prova de 20 quilômetros e da Meia durante o Mundial de Corridas de Rua em Udine, na Itália este ano. A queniana naturalizada holandesa comenta que há alguns anos no Quênia as pessoas não acreditavam que as mulheres pudessem correr tão bem. Olha o desenvolvimento hoje, no Mundial de Osaka as mulheres conseguiram tantos destaques quanto os homens, enfatiza.
Com Haile e Lornah no field, teremos dois corredores com quase 30 recordes e seis ouros em maratonas nos currículos, ressalta Peter Connerton, diretor geral da competição. Agora estamos tentando trazer mais nomes de destaque, completa.
Atletismo · 06 dez, 2007
Atualizada às 19h10
Na noite de ontem a Revista O2 premiou em São Paulo os destaques do mercado das corridas de rua em diversas categorias, como Atleta Profissional de Destaque nas Corridas de Rua, Maratona mais Admirada em 2007, Circuito de Corridas mais Admirado em 2007, entre outras. Confira a lista dos premiados, assim como a opinião de alguns vencedores.
São Paulo - O prêmio teve como mestre de cerimônias Daniela Cicarelli, que foi acompanhada no palco de Carolina Del Lama, modelo que apresenta um programa de televisão ligado às corridas de rua. Antes da dupla falar sobre os indicados em cada categoria, o público acompanhou um vídeo sobre a Maratona de Nova York e sobre a vitória de Marílson Gomes dos Santos ano passado.
Logo em seguida o fundista proferiu algumas palavras sobre sua participação e sobre o primeiro lugar que lhe rendeu notoriedade mundial. Essa sem dúvida foi minha principal conquista até agora. Eu e meu técnico Adalto Domingues percebemos que essa prova é favorável para mim, pois combina com a minha forma de correr. Segundo o atleta, ele deverá participar de várias outras edições da Maratona da Big Aplle.
De forma irreverente e descontraída, Cicarelli brincava com os indicados e com as pessoas chamadas para anunciar o prêmio, geralmente diretores de alguma empresa ligada ao mercado. Carol também virou alvo e não escapou da apresentadora, que tentava incentivar a colega a se iniciar no esporte. Depois da premiação nós vamos fazer uma corridinha até o Ibira e voltar.
Entre os organizadors, o prêmio ficou com a Corpore, que esteve representada pelo seu presidente, o Dr. David Cytrynowicz. "É importante sermos reconhecidos pela totalidade da obra. Nos damos a mesma atenção para provas pequenas e para as grandes e os envolvidos no segmento souberam reconhecer isso".
Atletas - Franck Caldeira, vencedor da São Silvestre ano passado, da Maratona do Pan este ano e, recentemente tricampeão da Volta da Pampulha, foi premiado como Atleta Profissional Masculino de Destaque na Corrida de Rua em 2007. Para mim foi uma surpresa, vencer no meio de tantas feras, mas estou muito feliz e agradeço a todos pelos votos, comenta o mineiro sobre ter concorrido com Marílson e Vanderlei Cordeiro de Lima.
Já o troféu para Atleta Profissional Feminina de Destaque na Corrida de Rua em 2007 foi para Márcia Narloch, medalha de prata na Maratona do Pan. Fiquei muito feliz com esse prêmio e tenho certeza que os votos foram em reconhecimento não só ao meu trabalho este ano, como à minha carreira como um todo.
José João da Silva foi homenageado como Atleta do Passado e recebeu o prêmio das mãos de Franck e Marílson, enquanto o público acompanhava algumas imagens das participações dele na São Silvestre. Fiquei feliz com o reconhecimento e de ter recebido das mãos desses atletas que tem o tempo curto e estão sempre treinando.
Um total de 21 jurados escolhidos por um comitê da revista julgaram os indicados. Treinadores, atletas e executivos da área de running de todo o Brasil foram os responsáveis pela votação, que teve auditoria da PricewaterhouseCoopers.
Confira a seguir os vencedores em cada categoria.
Corridas de Rua · 03 dez, 2007
No último domingo aconteceu em Mogi das Cruzes (SP) a corrida Flex-Pé Sport Fast Run, que contou com distâncias de 15, 10 e cinco quilômetros em trajeto totalmente plano. A prova de 10 quilômetros teve disputas acirradas entre os homens, enquanto entre as mulheres a primeira colocada passeou sobre as concorrentes.
Nos 10k Jucimara dos Santos não teve problemas e faturou o primeiro posto da competição com 38min29, muito à frente de Adriana da Rocha, que concluiu com o tempo total de 42min19. A terceira mulher foi Giselda Mendes, que marcou 43min06. Já nos 15 quilômetros o caneco dourado foi para Sebastião Viana entre os homens (48min27) e para Denise Campos entre as mulheres (57min34).
Já nos cinco quilômetros a vitória ficou com Juliana Colacioppo, que não tomou conhecimento das adversárias e fechou com 20min51, dois minutos à frente da segunda colocada Caroline Pereira, que foi seguida de Priscila Ribeiro (24min29). Na categoria masculina quem faturou foi Anaildo Nunes (15min18), seguido por Cristiano Viana (16min05) e Rafael Santeramo (16min34).
De acordo com os organizadores, o objetivo do evento foi mesclar esporte, saúde, bem estar e qualidade de vida, além de muita informação, de forma responsável e consciente. Os três melhores na categoria geral receberam troféus e kits com produtos dos patrocinadores, enquanto os cinco melhores em cada categoria levaram troféus para casa.
Nos 15 quilômetros a premiação foi de kits e troféus para os três melhores na geral, assim como nos cinco quilômetros. Nesta última distância foram premiadas ainda as categorias 13/15 anos masculina e feminina, com troféus para os cinco melhores.
Corridas de Rua · 14 nov, 2007
A Corrida Internacional de São Silveira, competição que este ano chega à sua 32ª edição em Barueri (Grande São Paulo) vai na contramão dos grandes eventos de corrida de rua do Brasil e ainda oferece premiação menor para as mulheres. Confira a explicação dos organizadores, bem como a opinião de profissionais do meio.
São Paulo - O campeão da categoria masculina da São Silveira desse ano levará para casa o montante de R$ 5.000; o segundo R$ 3.000 e o terceiro R$ 2.000, enquanto as mulheres serão contempladas com R$ 1.500 para o primeiro lugar; R$ 800 para o segundo e R$ 700 para o terceiro. Além disso, os homens contarão com categorias Geral; Principal; Veterano e Infantil e as mulheres terão apenas a categoria geral e a feminina Barueri, que premiará a primeira atleta da cidade a completar.
De acordo com Roberto Silva, um dos responsáveis pela organização da corrida, todos os anos a prova conta com uma elite masculina mais competitiva do que a feminina, motivo pelo qual oferecem uma premiação diferenciada. A Elite feminina pouco prestigia a prova e, por mais que tenhamos várias formas de divulgação para trazer mais mulheres, não tem surtido efeito.
Já sobre o fato de as mulheres não terem premiação nas categorias, ele explica que da mesma forma que não vem muita elite feminina, também vem poucas atletas veteranas e adolescentes. Ele completa dizendo que em alguns anos abriram para categorias e mesmo assim o número de mulheres continuou baixo.
Contrapartida - Na elite feminina do ano passado estavam Pamela Bundotich, que ficou em quarto lugar na São Silvestre; Marily dos Santos, atual bicampeã do Circuito Caixa de Corridas de Rua; Fabiana Cristine; Nadir Sabino (ambas entre as 15 melhores do ranking CBAt nos 10 km), entre outras atletas de ponta. Para Gilmário Mendes, treinador de Marily, a diferença de premiação é um absurdo.
Segundo ele, no Nordeste algumas provas costumavam ter essa prática, pois os organizadores diziam que o número de inscritos entre as mulheres não era muito grande. Nós dissemos a eles que todos os custos, com passagem, hotel e inscrição eram os mesmos, não havia desconto para as mulheres e no ano seguinte eles igualaram os prêmios, fato que não aconteceu com a São Silveira.
Sobre a explicação do organizador, ao dizer que a prova não atraía competidoras fortes, Gilmário acredita que é uma forma estranha de se justificar. Ano passado a elite feminina estava mais forte do que a masculina, mas sempre haverá menos mulheres, porque a quantidade de praticantes do sexo feminino em corridas é menor mesmo.
Em março, época do Dia Internacional da Mulher, o Webrun entrevistou alguns organizadores de prova sobre o assunto e todos foram contrários à pratica de premiar as mulheres com valores separados. Apesar do número de mulheres em provas ser menor do que o de homens, sempre premiamos igual. Eu acho justo, não dá para fazer essa diferenciação, ressalta Oswaldo Felipe Júnior, da TH5 Eventos. Nós seguimos a norma de igualdade para todos, que é aplicada em nível mundial, que a IAAF utiliza. Ou premiamos igual ou não damos nada, enfatiza José João da Silva, da JJS Eventos.
A Corrida de São Silveira acontecerá no dia 15 de dezembro nas ruas de Barueri e servirá como seletiva para a São Silvestre. Quem quiser participar do evento, pode se inscrever através do site www.wmeventosesportivos.com.br.
Maratona · 15 jun, 2007
A Maratona do Rio de Janeiro, que acontece no próximo dia 24, recebeu um incentivo do prefeito César Maia, que dobrou o valor da premiação. Ainda com o intuito de aumentar a competitividade, os organizadores vão oferecer um bônus para a quebra de recorde, além de uma bonificação em dinheiro para os treinadores dos atletas campeões.
A premiação em dinheiro para os atletas das categorias masculino e feminino da Maratona, será a seguinte:
O vencedor que estabelecer um tempo igual ou abaixo de 2h13 entre os homens e 2h37 entre as mulheres, será contemplado com a quantia de quatro mil reais, como forma de bônus. Já os treinadores dos atletas campeões, serão premiados com os seguintes valores em dinheiro.
Mais valores - Haverá também premiação por idade masculina e feminina, nos seguintes valores: R$ 200 para o primeiro colocado, R$ 100 para o segundo e R$ 50 para o terceiro, de acordo com as faixas etárias listadas no site oficial da competição. Os Portadores de Necessidades Especiais (PNEs), nos quais se incluem os cadeirantes, receberão R$ 250 pelo primeiro lugar, R$ 150 pelo segundo e R$ 100 pelo terceiro.
A organização também vai oferecer premiação para as empresas com maior número de inscritos, assim como as equipes de personal trainer ou academias com maior número de participantes. A Meia Maratona também contará com premiação em dinheiro para a categoria Geral e troféus para as faixas etárias, PNEs e equipes.
Já a corrida de seis quilômetros, a Family Run, contará com troféus para as categorias geral e para as equipes. Para ter acesso ao regulamento completo, basta acessar o site oficial da competição, o www.maratonadorio.com.br.
De acordo com Maia, o evento será uma oportunidade para testar a estrutura dos Jogos Pan-americanos, já que o percurso passa por um trecho da Maratona do Pan. A Maratona mostra a imagem da cidade que vai para o mundo todo. Será um dos eventos mais importantes, pois vai testar esse grande equipamento que é o Rio de Janeiro e sua orla, declarou aos organizadores.
Ele ressalta ainda que a escolha do percurso e o fato de os corredores estarem divididos por categorias, pessoas de todas as idades poderão participar e a cidade terá um destaque maior. O Rio até hoje não conseguiu ter uma grande maratona, pelo seu desenho. Agora, dividindo as categorias, os profissionais e aqueles que participam por alegria e diversão, vai transformar a nossa maratona como uma das grandes do mundo.
A largada acontece a partir das 8h a Praça do Pontal do Tim Maia, no Recreio dos Bandeirantes e ainda haverá uma meia maratona e uma corrida de seis quilômetros, intitulada de Family Run.
Maratona · 14 jun, 2007
De acordo com Maia, o evento será uma oportunidade para testar a estrutura dos Jogos Pan-americanos, já que o percurso passa por um trecho da Maratona do Pan. A Maratona mostra a imagem da cidade que vai para o mundo todo. Será um dos eventos mais importantes, pois vai testar esse grande equipamento que é o Rio de Janeiro e sua orla, declarou aos organizadores.
Ele ressalta ainda que a escolha do percurso e o fato de os corredores estarem divididos por categorias, pessoas de todas as idades poderão participar e a cidade terá um destaque maior. O Rio até hoje não conseguiu ter uma grande maratona, pelo seu desenho. Agora, dividindo as categorias, os profissionais e aqueles que participam por alegria e diversão, vai transformar a nossa maratona como uma das grandes do mundo.
A largada acontece a partir das 8h a Praça do Pontal do Tim Maia, no Recreio dos Bandeirantes e ainda haverá uma meia maratona e uma corrida de seis quilômetros, intitulada de Family Run.
Mulheres · 08 mar, 2007
Em pleno século XXI, com o grande número de mulheres que se inseriram no mercado de trabalho, que até então era exclusivo para homens, ainda existem certas diferenças. Algumas competições insistem em oferecer valores menores para o tal sexo frágil; confira o depoimento de atletas e organizadores de prova sobre esse assunto.
São Paulo - Ainda hoje existe essa discriminação entre homens e mulheres, não é em todo lugar, mas em alguns lugares da Bahia, por exemplo, ainda há, comenta a atleta Marily dos Santos. Porém, em São Paulo esse problema também acontece como na São Silveira de Barueri, uma das seletivas para a tradicional São Silvestre.
Corri uma vez essa prova, que teve premiação de R$ 5.000 para os homens e R$ 1.500 para as mulheres, lamenta Marily. Nós tivemos o mesmo esforço que os homens e merecíamos a mesma coisa, completa a atleta, que diz não participar mais de eventos que tem essa prática.
Oswaldo Felippe Júnior, da TH5 eventos, se diz totalmente contra essa discriminação. Apesar do número de mulheres em provas ser menor do que o de homens, sempre premiamos igual. Eu acho justo, não dá para fazer essa diferenciação, diz o responsável pelo Circuito das Praias, Maratona de Revezamento do Guarujá, circuito Biathlon Series, entre outros.
Mesma visão - Já José João da Silva, bicampeão da São Silvestre e responsável pela JJS Eventos, partilha da mesma opinião. Nós seguimos a norma de igualdade para todos, que é aplicada em nível mundial, que a IAAF utiliza. Ou premiamos igual ou não damos nada, ressalta. Infelizmente ainda existem algumas corridas que fazem essa diferenciação, não as de expressão mundial, mas as menores.
Apesar de a participação feminina não ser tão grande quanto a masculina, cada mulher representa mais de três homens, pois ela, num certo momento da vida, leva uma criança. Elas deveriam até receber mais, brinca Zé João.
Entre as triathletas, Carla Moreno afirma que não chegou a pegar a época em que havia premiação diferenciada. Hoje as competições pagam a mesma coisa, pelo menos para o primeiro lugar, mas o que acontece às vezes, como no Long Distance, é ter premiação para três mulheres e cinco homens. Isso acontece, segundo ela, pois o número de mulheres é muito menor, às vezes são 50 concorrentes do sexo masculino contra 10 do sexo feminino.
O número de mulheres ainda é pequeno, mas vem crescendo e acredito que isso reflete nas academias, por exemplo. Antigamente academia era coisa para homens e hoje em dia tem muito mais mulheres treinando.
Uma das atletas que durante muito tempo brigou com os organizadores para que houvesse premiações iguais para ambos os sexos foi Fernanda Keller. Ela compete em provas de Ironman há 20 anos e conta que quando chegava num evento onde a premiação era diferente, ela arrumava as malas e ia embora.
Eu me espelhei em atletas de fora do Brasil, que faziam a mesma coisa e sempre levantavam o esporte. Não tem porque ser diferente, não há menos brilhantismo no esporte para mulher, pelo contrário, ela dá um charme ao esporte, comenta a triathleta.
Fernanda conta que uma vez foi participar de uma prova no Espírito Santo e, ao chegar, os organizadores já avisaram que a premiação seria menor, pois havia menos mulheres do que homens inscritos. Eu disse para eles ficarem com os homens, que eu ia embora. Naquele momento nenhuma mulher ficou do meu lado, pois como eu era favorita, queriam que eu desistisse. Depois, quando eu mudei a premiação, todas me agradeceram.
Apesar de brigar por valores iguais na hora de receber um prêmio, Fernanda diz não gostar quando a mulher tenta competir de igual para igual com os homens, tanto na forma de pensar, como na hora de competir. A mulher nunca vai ser igual, ela não tem que competir. Ela perde a razão, porque tem um jeito de pensar feminino que nunca vai ser igual ao do homem, além de ter uma fisiologia diferente.
Diferença ainda continua - Já faz alguns anos que as premiações foram igualadas nas competições oficiais, mas algumas pessoas ainda insistem em organizar eventos com premiações diferenciadas. Nesse caso, Keller diz que as atletas precisam se mobilizar e promover um boicote para tentar mudar essa questão.
Não tem porque ser diferente, a gente pedala, nada e corre o mesmo percurso e ainda por cima tem premiação menor, não é justo. Ainda por cima nós é que carregamos os homens na barriga, temos que trabalhar, ser atleta, sou fã das meninas. Não que sejamos melhores, mas sou fã da força da mulher, deixa o aviso.
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