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Entrega antecipada das medalhas da São Silvestre continua gerando polêmica

Corridas de Rua · 20 dez, 2010

Entre as mudanças anunciadas pelos organizadores da Corrida Internacional de São Silvestre este ano, a notícia sobre a entrega antecipada das medalhas permanece provocando insatisfação entre os participantes. Apesar de diversos argumentos mencionados pela organização, a medalha vir junto ao kit, na opinião de muitos corredores, não se justifica.

“No final da prova, já cansado, a melhor coisa é pegar a sacolinha de frutas e olhar a medalha. A banana e a maçã não sobra porque a gente come. Mas quando a gente sai da disputa com medalha no pescoço a sensação é outra”, garante Sérgio Borges, que participa da competição pela décima vez este ano. “Acho que o conceito da medalha é depois da conquista. Não faz o menor sentido você pegar antes”, acrescenta.

Assim como Sérgio Borges, o corredor Nelson Valente, outro veterano da prova, também reclama da mudança. “Já existem algumas questões complicadas, como o horário da largada da prova, que já desmotiva por conta do forte calor. Agora saber que finalizarei o percurso e não receberei a medalha logo depois desanima ainda mais”, reclama o atleta que já marcou presença sete vezes na São Silvestre.

“Eu e muitos outros competidores nos preparamos o ano inteiro para este evento. De repente a gente descobre que muita gente despreparada, incapaz de completar o trajeto, também terá uma medalha como a minha e a de quem enfrentou os 15 quilômetros até o fim. Isso é completamente injusto”, ressalta Nelson. Para o corredor, o ideal seria que essa mudança fosse informada antes das inscrições serem abertas, pois todos estariam conscientes em participar da prova mesmo com essa alteração.

Em entrevista concedida a uma emissora de rádio da capital paulista, na última sexta-feira, um dos organizadores da competição, Julio Deodoro, afirmou que a entrega das medalhas acontecia no estacionamento do antigo Casarão Matarazzo, mas o local virou canteiro de obras para a construção de um edifício. Diante desta situação foi preciso pensar em uma maneira de fazer rapidamente a dispersão, para evitar tumulto e garantir a segurança dos atletas.

Uma das alternativas sugeridas pelos organizadores, de acordo com Deodoro, foi mudar a chegada para o Parque do Ibirapuera, o que foi negado pela CET. Além disso, o diretor disse que essa mudança vinha sendo discutida há algum tempo, pois enquanto alguns corredores estão finalizando a prova, muita gente está indo para Av. Paulista passar o Reveillón. Já em nota oficial ao Webrun, a organização da prova informou que a medida inédita foi tomada porque este ano o chip de cronometragem será descartável e até o ano passado a medalha era trocada pelo chip (não descartável), após a corrida.


Entrega antecipada das medalhas da São Silvestre continua gerando polêmica

Corridas de Rua · 20 dez, 2010

Entre as mudanças anunciadas pelos organizadores da Corrida Internacional de São Silvestre este ano, a notícia sobre a entrega antecipada das medalhas permanece provocando insatisfação entre os participantes. Apesar de diversos argumentos mencionados pela organização, a medalha vir junto ao kit, na opinião de muitos corredores, não se justifica.

“No final da prova, já cansado, a melhor coisa é pegar a sacolinha de frutas e olhar a medalha. A banana e a maçã não sobra porque a gente come. Mas quando a gente sai da disputa com medalha no pescoço a sensação é outra”, garante Sérgio Borges, que participa da competição pela décima vez este ano. “Acho que o conceito da medalha é depois da conquista. Não faz o menor sentido você pegar antes”, acrescenta.

Assim como Sérgio Borges, o corredor Nelson Valente, outro veterano da prova, também reclama da mudança. “Já existem algumas questões complicadas, como o horário da largada da prova, que já desmotiva por conta do forte calor. Agora saber que finalizarei o percurso e não receberei a medalha logo depois desanima ainda mais”, reclama o atleta que já marcou presença sete vezes na São Silvestre.

“Eu e muitos outros competidores nos preparamos o ano inteiro para este evento. De repente a gente descobre que muita gente despreparada, incapaz de completar o trajeto, também terá uma medalha como a minha e a de quem enfrentou os 15 quilômetros até o fim. Isso é completamente injusto”, ressalta Nelson. Para o corredor, o ideal seria que essa mudança fosse informada antes das inscrições serem abertas, pois todos estariam conscientes em participar da prova mesmo com essa alteração.

Em entrevista concedida a uma emissora de rádio da capital paulista, na última sexta-feira, um dos organizadores da competição, Julio Deodoro, afirmou que a entrega das medalhas acontecia no estacionamento do antigo Casarão Matarazzo, mas o local virou canteiro de obras para a construção de um edifício. Diante desta situação foi preciso pensar em uma maneira de fazer rapidamente a dispersão, para evitar tumulto e garantir a segurança dos atletas.

Uma das alternativas sugeridas pelos organizadores, de acordo com Deodoro, foi mudar a chegada para o Parque do Ibirapuera, o que foi negado pela CET. Além disso, o diretor disse que essa mudança vinha sendo discutida há algum tempo, pois enquanto alguns corredores estão finalizando a prova, muita gente está indo para Av. Paulista passar o Reveillón. Já em nota oficial ao Webrun, a organização da prova informou que a medida inédita foi tomada porque este ano o chip de cronometragem será descartável e até o ano passado a medalha era trocada pelo chip (não descartável), após a corrida.