Maratona · 11 nov, 2004
Falando em Olimpíadas, infelizmente temos que falar do seu maior inimigo, o doping ou dopagem, cuja definição pelo Código Antidoping do Movimento Olímpico, citado pelo brasileiro responsável pelos exames do Comitê Olímpico Internacional, Dr Eduardo De Rose é o uso de um expediente que pode ser potencialmente prejudicial à saúde dos atletas, capaz de incrementar sua performance e que resulta na presença de uma substância proibida ou na evidência do uso de um método proibido, no corpo do atleta. Ainda contado pelo Dr De Rose, o primeiro caso de doping ocorreu no Paraíso, quando Eva ofereceu a Adão, o fruto proibido a maçã, que se fosse comida, o transformaria num ser tão forte e poderoso quanto DEUS.
Na verdade, as notícias são tristes, vários recordistas mundiais norte-americanos, medalhados em Sidney-Austrália, foram denunciados por terem usado substâncias dopadoras e desistiram ou foram excluídos da delegação que vai para Atenas. O que sabemos é que utilizaram de derivados de hormônio masculino, os anabolizantes, que aumentam o tamanho e a força dos músculos. Outros tipos de substâncias proibidas são os estimulantes, os narcóticos, os diuréticos, hormônios e semelhantes. Os métodos proibidos são transfusões de sangue e outros que modificam a urina. Alguns medicamentos têm seu uso restrito em algumas modalidades esportivas.
O que nós torcedores e aficionados do esporte limpo, desejamos que os casos detectados sejam exemplarmente punidos e que sirvam de alerta para que certos atletas jovens, que querem usar do jeitinho para vencerem uma competição. Não existem inocentes em nossa opinião, a informação e os cuidados estão à disposição de todos, principalmente com um noticiário farto e transparente. O cuidado serve para os esportistas em geral, pois vários suplementos comercializados por aí, contém substâncias proibidas e perigosas, como anabolizantes, estimulantes, energéticos emagrecedores, mas não citados nas bulas. Lembrem do Xenadrine, Ripped Fuel, alguns MEGA-coisa, que muitos usuários de certas academias consomem, apesar de proibidas pela Vigilância Sanitária.
Esperamos que cada vez menos tenhamos falsos e dopados ídolos de barro, vencer é um ato humano de supremacia técnica, psicológica e de força física, que não deve ser maculado por marginais do esporte.
Esperamos emocionantes vitórias brasileiras na Olimpíada de Atenas, afinal temos atletas com garra e ótima técnica em várias modalidades, mas o ufanismo de alguns jornalistas poderá nos trazer grandes frustrações diante da realidade dos Jogos de Atenas.
Maratona · 24 ago, 2004
Há exatamente quatro anos atrás, acompanhando a Olimpíada de Sydney escrevi um artigo com esse título... pois a história se repetiu. Grande parte da mídia nos deixou a impressão que nesta de Atenas iríamos faturar muitas medalhas (ouro de preferência), superando o total dos últimos Jogos Olímpicos de 2000, quando ganhamos apenas 12 medalhas (seis de prata e seis de bronze). Disseram-nos após os Jogos Pan-americanos deste ano, que seríamos a nova nação esportiva emergente, e assim La Nave se Va !!!
Eis um trecho do artigo: ...terminou melancolicamente a última Olim-piada do século XX, de 2000. Cadê a(s) conquista(s) dos nossos atletas ? Foram bem preparados ou foram para a vitrine??? Não é novidade que o patro$$ínio manda e desmanda. Caros torcedores que, como nós, passaram madrugadas torcendo por alguns atletas, muitos deles incrivelmente incompetentes, minhas condolências !! Muitos de nós médicos fomos procurados por atletas do baixo clero (sem fama e sem $$$) que haviam conseguido o índice olímpico e estavam se preparando para Sidney, e para surpresa geral vieram fazer exames cardiovasculares completos. Evidentemente incluímos, orientação nutricional para esporte, testes psicológicos etc. tudo no Dante Pazzanese, instituição pública paulista sem invenções ou pajelanças como andar sobre brasas etc. Esses atletas vieram por decisão própria, porque não tinham as facilidade$$ de alguns atletas. É incrível que a relação matemática entre população brasileira/boas colocações seja baixíssima na hora do vamos ver!!! Perdemos de países que não tem um COB- comitê olímpico brasileiro com a verba que ele tem...
Não cito nomes de atletas, porque na maioria são uns abnegados. Quem não é patrocinado, não tem um bom preparo e fim. Aguardemos o Pan-americano no Rio de Janeiro é esse será mais uma promessa com muito ufanismo. Soluções existem, chega de cartolagem hospedada no Queen Mary, o super transatlântico fundeado no porto grego, precisamos de apoio verdadeiro aos atletas com e sem patrocinador. Profissionais competente existem, dinheiro existe, mas...o que acontece afinal ?
Até breve, com os cumprimentos sinceros aos atletas que deram sangue suor e lágrimas pelo nosso Brasil.
Maratona · 29 jul, 2004
Época de Olimpíada, de incentivo às atividades físicas e esportivas, ídolos esportivos como exemplos para todos...e o outro lado desses esportistas ?
Convenhamos que em geral a mídia só mostra o sucesso, mas esquece do sofrimento para atingir a vitória ou a forma física ideal para a ter saúde. Contamos nos dedos os atletas que após alguns anos de carreira estão inteiramente saudáveis, recentemente a nossa campeã Daiane dos Santos foi submetida à nova cirurgia do joelho, segundo soubemos foi a terceira vez que isso ocorreu. O campeão Nalber do vôlei, ainda se recupera de grave lesão do ombro esquerdo. O Guga, ainda não se recuperou da cirurgia que tentou curar a lesão do púbis, causada pela postura como costuma jogar. Alcançam a glória, mas...
No futebol lembram do joelho do Zico? Diariamente ficamos sabendo de futebolistas jovens com lesões graves do joelho e assim por diante. Essa resumida relação de excepcionais atletas lesionados, mostra o que o esporte competitivo exige de quem o pratica em busca do sucesso. Imaginem quantas horas são dedicadas ao treinamento diário e além de (nos que conseguem patrocínio) competente preparação física, nutricional e psicológica para não ocorrerem lesões. Para o nosso praticante comum da atividade física em casa, na academia, no parque ou pelas ruas, várias recomendações são obrigatórias. Inicialmente a sempre lembrada avaliação médica completa, em seguida a escolha do melhor local para a prática dessa atividade e por fim procurar um profissional (professor de educação física ou fisioterapeuta) que lhe oriente como faze-la.
Um exemplo de erro é a famosa esteira domiciliar ou da academia, após algum tempo a pessoa se acostuma e passa a acelerar mais e mais, deixando de correr e passando, sem perceber, a pular na esteira, desse modo a repetição desse procedimento causa lesões ortopédicas das mais variadas gravidades, devido a isso nunca se deve ficar num aparelho único, deve-se alternar com bicicleta, outros locais como piscina, pisos macios (terra batida) evitando, se possível, os pisos de cimento. As várias formas de exercícios com ou sem equipamentos, quando repetidos sem limites, tem risco de causar tendinites, sinusites e outros itens!, portanto, conheça até onde você pode chegar, aproveitando o exercício com saúde.
PS.: Aquela atleta suíça que chegou cambaleante no final da maratona na Olimpíada de Los Angeles, teve derrame cerebral devido a grave desidratação e esgotamento físico extremo, e ficou com hemiplegia (paralisia de um lado do corpo). Não foi impedida de continuar nem socorrida a tempo, porque na época era proibido auxílio ao atleta durante as provas olímpicas.
Maratona · 29 jul, 2004
O Brasil participou pela primeira vez dos Jogos Olímpicos no ano de 1920 a convite do Comitê Olímpico Internacional (Coi). O evento aconteceu na Bélgica e a delegação canarinha conquistou três medalhas no tiro esportivo. Em Atenas será 19ª vez que o Brasil participará dos jogos.
Até agora o país conquistou 66 medalhas. Destas 12 são de ouro, 19 de prata e 35 de bronze. E entre as modalidades que conquistaram ou ouro está o atletismo, foram três no total, alem de três de prata e seis de bronze.
O ano que o Brasil conquistou mais medalhas foi em 1996, nas Olimpíadas de Atlanta, nos Estados Unidos. Ao todo o país faturou 15 medalhas. A expectativa é que para esse ano o país supere essa marca.
E o país que até agora tem o maior número de metal é os Estados Unidos. Este é o primeiro do ranking com 2087 medalhas.
Maratona · 17 jul, 2004
Na história das maratonas e corridas de longa distancia diversas pessoas, sobretudo amadoras já enfrentaram problemas graves de saúde, outros até faleceram, mas muitos destes nem tinham preparo suficiente ou desafiavam seus médicos ou nem os consultavam. Mas dois atletas de elite também já perderam suas vidas.
O primeiro deles foi o português Francisco Lazaro na maratona Olímpica de 1912 em Estocolmo e que em 1910 havia ganho o primeiro campeonato português em 2:57.35. Como em Estocolmo estava muito quente e sol, Lazaro decidiu se untar com óleos e graxas para se proteger e quando chegou á linha de partida seu técnico ainda tentou limpar ou tirar os óleos, mas pelos efeitos não teve tanto sucesso, pois os pretensos produtos protetores do sol vedaram o suor e a pele de respirar e Lazaro faleceu. No dia 20 de julho, 24.000 pessoas foram ao Estádio prestar as homenagens póstumas a Lazaro a primeira vítima dos Jogos Olímpicos.
O ugandes John Mwanila, medalha de bronze nos Jogos Centro Africanos de 1969 foi atingido e atropelado por um veiculo nos Jogos Centro Africanos de 1979 em Nairobi e morreu em conseqüência das lesões. Mas a prova não foi interrompida e acabou vencida pelo etíope Yetneberk Belete em 2:18.48.4
Há o caso do tanzaniano Richard Mbewa que treinava para a Maratona de Los Angeles de 1984 e, um policial, o confundiu com um assaltante e o abateu a tiros.
Uma históra de glória e determinação é a do haitinao Dieudonne Lamothe, que em Montreal (1976), havia sido o último colocado nos 5.000 metros com 18:50.07 e voltou a competir nos Jogos Olímpicos Los Angeles (1984) , desta vez na maratona, e, numa demonstração de força e coragem se arrastou até o final do percurso, mesmo sentindo dores, para terminar em 78º e último com 2:52.18. Depois se soube que o violento ditador haitiano Baby Doc Duvalier o havia ameaçado caso não concluísse o percurso. E em Seul o bravo e corajoso Lamothe voltou à maratona em 88 terminando em 2:16.15
Um caso intrigrante é de um americano, Dennis Rainear, na maratona de Allendale, no Michigan. No meio do percurso sentiu uma pancada violenta na cabeça com o se fosse uma pedrada mas ainda assim prosseguiu até o final. Disse que os joelhos bambearam na hora mas decidiu continuar e quando foi hospitalizado descobriu que tinha uma bala calibre 22 alojada na cabeça, provavelmente uma bala perdida.
E os desmaios? Temos alguns históricos como o do Italiano Dorando Petri na maratona de 1908 quando entrou no Estádio liderando a maratona olímpica, mas totalmente desorientado pegou o sentido errado e ainda acabou caindo, desmaiado e foi desclassificado por ter sido auxiliado pelos árbitros para se levantar.
A mesma sensação foi vivida pelo Belga Etienne Gailly que desabou na Maratona de 1948, também em Londres, mas como não foi auxilaido conseguiu levantar-se e ainda obter a medalha de bronze.
E o britânico Jim Peters na época considerado um expert e exímio maratonista que nos Jogos da Commonwealth de 1954. Peters era de longe o melhor corredor do mundo de maratona, mas, havia feito duas maratonas em 60 dias e além do treinamento árduo e de outras provas. Num dia de 27° Celsius saiu procurando desafiar o clima e fazer novamente uma maratona sub 2:20 e abriu larga margem sobre os adversários e fazendo com que seu amigo, também britânico, que tentou seguir-lhe próximo desmaiasse no meio do percurso.
Depois de percorrer 41.850 metros já no estádio, com grande vantagem sobre os adversários Peters caiu uma vez, depois outra e mais outras vezes e ninguém o socorria para que ele não fosse desclassificado, mas o martírio não chegava ao final e Peters cada vez mais desorientado e se arrastando caiu uma ultima vez e companheiros de sua equipe entraram para retirá-lo do local e o levarem para ser socorrido faltando apenas cerca de 50 metros para o fina. Peters recobrou os sentidos apenas uns 5 minutos após os médicos começarem a atendê-lo. O escocês Joseph Mc Gheer, prudente e cauteloso cruzou a linha de chegada com campeão da prova 20 minutos após o desmaio de Peters.
A história da Suíça Gabriele Andersen-Scheiss nós já contamos no capitulo as Mulheres nos jogos Olímpicos mas quem não se lembra desta brava suíça capengando, desorientada se arrastando no final da maratona Olímpica de 1984, em Los Angeles, também num calor infernal, e Gabriele desafiou a natureza e o clima ao não aceitar água no ultimo posto dagua no percurso. Gabriele disse depois que estava com 39 anos e não teria outra oportunidade de honrar o seu diploma de participação olímpica então cumprir o seu calvário nos últimos 500 metros para completar a maratona em 2:48.42. E a suíça Gabriele é hoje mais lembrada que a própria Joan Benoit vencedora da primeira maratona de 1984 exatamente a primeira maratona olímpica feminina. O que poucos sabem é que foi por causa deste incidente que a IAAF fez o artigo Andersen-Scheissque permite aos atletas receberem auxilio médico durante o percurso sem serem desclassificados.
Atletismo · 10 jul, 2004
Conta a história que os Jogos Olímpicos tiveram seu início em 776 a.C. na cidade de Olímpia, na Grécia antiga e continuaram por mais de mil anos. Já os jogos olímpicos da era moderno, começaram em fins do século XIX, exatamente em 1896 e seguiram o costume inicial de serem realizados a cada quatro anos.
Algumas regras rígidas eram seguidas na Grécia antiga, por exemplo somente os homens poderiam participar das provas, deveriam ser jovens e que falassem a língua grega, pois a cidade de Olímpia era dedicada ao deus Zeus, protetor dos homens. Os atletas chegavam um mês antes, para terem orientação física, moral e espiritual.
Todos competiam nus, (depois das provas, o suor deles poderia ser ingerido pois traria mais força ao seu usuário), percebem que já existia algo parecido com o doping !! A corrida de 85 metros era a única prova e só depois de alguns anos entraram as lutas, boxe, o pentatlo e a corrida de bigas.
O vitorioso recebia uma coroa de ramos de Oliveira e também ganhava dos poderosos da época, outros benefícios como alimentação pelo resto da vida e melhores lugares nos teatros. Outra história dramática é a da maratona. Inúmeros relatos diziam que um soldado-mensageiro grego chamado Pheidippides, em 490 a.C. foi correndo da cidade de Maratona até Atenas para comunicar a vitória dos gregos sobre os Persas morreu em em seguida morreu. A distância percorrida foi próxima a da nossa conhecida maratona: 42 km. Recentemente a história foi reinterpretada pelas descobertas feitas, o famoso mensageiro percorreu em dois dias, nada menos que 240 Km de ida para Esparta, para pedir mais tropas, o que foi recusado porque os espartanos estavam ocupados em festa local. O mensageiro então voltou para Maratona e depois foi até Atenas, onde morreu, ufa !!
Nessas histórias ressalte-se o espírito da vitória da força física, mas que foi dignificado pelo organizador dos Jogos Olímpicos modernos, o Barão Pierre de Cubertain com a charmosa e famosa frase competir é mais importante do que vencer. Até os Jogos de Amsterdam em 1928 não tivemos casos de doping, porém um costume infeliz surgiu a partir da Olimpíada de 1936 com o ditador Hitler, passou-se a usa-la como gigantesca arma de propaganda política.
Continuaremos nas próximas semanas com mais curiosidades sobre os jogos olímpicos.
Até breve!
Maratona · 25 nov, 2002
Muito tem se escrito sobre a história da Maratona e colocam em duvida que a origem seja o feito do soldado Filipides que teria percorrido o percurso de Maratona a Atenas para anunciar a vitória de Atenas sobre os persas.
Sabendo que o fato se deu em 490 a.c. fica difícil de se saber ao certo se houve ou não tal proeza até porque os que contrariam a tese se baseiam nos relatos , sempre fieis do escritor Heródoto omitindo o fato, mas devemos lembrar que Heródoto se preocupava muito mais em descrever e transmitir através do tempo a vida em sua época e não se atinha a fatos isolados e ouvia com atenção a padres, oráculos e inúmeros gregos testemunhas de seu tempo. Precisa ser dito que Heródoto era nascido em 485 a.c e portanto tinha apenas 5 anos por ocasião do possível feito de Filipedes.
Na época os gregos realmente usavam estafetas para transmitirem suas mensagens e noticias e sabe-se de feitos muito maiores e retumbantes que o que deu nome e origem à Maratona. Diga-se ainda que os estafetas andavam armados e com trajes de soldados para não levantarem suspeitas maiores de que eram desertores e preferiam mandar as mensagens a pé do que a cavalo por julgarem mais seguro.
Quando Coubertin estava idealizando os Jogos olímpicos de 1896 o filólogo Michel Bréal sugeriu a realização de uma prova de Maratona a Atenas e ainda ofereceu um Taça de Prata para ser dada ao ganhador da prova imitado pelo milionário Georgios Averoff que também ofereceu um Vaso antigo e dizem que ainda deu 1 milhão de dracmas ao ganhador..
Sem querer entrar no mérito se Filipedes fez ou não o percurso de Maratona a Atenas vamos lembrar que dias antes tinha ido a Esparta mais de 200 km para solicitar reforço para que Atenas pudesse enfrentar o poderoso exercito Persa comandado por Darius e acredita-se que Filipedes tenha feito o percurso de ida e volta a Esparta (mais de 400 km ida e volta em apenas 3 dias). E, o que falar do exército de 2.000 soldados vindo de Esparta que em 3 dias percorreram os 215 km até Esparta, marchando em grupo, em bloco.
Porque Miltiade que comandava o exército de Atenas não enviaria seu melhor estafeta para dar a excelente noticia à população da cidade que nem esperava a vitória e até aguardava a entrada triunfante dos Persas comandados por Darius.. E diga-se que o percurso possível feito por Filipedes tinha apenas 34 km mais curto e muito mais inóspito que o usado no percurso da Martona de 1896.
E devemos lembrar que esta história de Filipides é a que dá o romantismo, e a simbologia das maratonas nos dias de hoje.
Outras histórias da antiguidade que fazem e justificam o romantismo das provas de longa distancia: Na Roma antiga um grego correu 235 km sem descanso num dos circos romanos, em 68 a.c um garoto de 8 anos percorreu 111 km em um dia e uma noite, ou o feito de Philonides, estafeta de Alexandre o grande que em 24 horas percorreu 200 km, sem falar de mensageiros e estafetas que percorriam distancias entre Constantinopole e Andrinopole em 2 dais cobrindo 320 km.
Alias a corrida de Morat a Friburgo na Suíça também tem a origem em um fato relatado ou uma lenda que relata que um soldado que saiu a cavalo de Morar para dar a noticia d vitória teve seu cavalo abatido e mesmo a pé cumpriu a missão. E apesar de sabermos ser um pouco lendária a grande e tradicional prova Morat Friburo se origina nesta.
E, o que falar da Maratona de Boston que teria sua origem nas batalhas de Lexington e Corcorde.
A primeira corrida longa organizada com classificação e tempos foi em 1831 na Grã Bretanha entre Londres e Brighton num percurso de mais de 80 km. Em 1837 o amador George Dunning vence uma prova de 40km em 2:33.44.
Tem se noticias de provas de longa distancia na Hungria, Noruega e Grécia. Sendo que na Grécia foram feitas 2 seletivas para escolher os representantes gregos para os Jogos Olímpicos e o futuro campeão Spyridon Louis foi apenas o 5º de uma das seletivas.
Para encerrar vamos contar uma história antiga , referente aos Jogos Olímpicos de 1896. Os organizadores italianos do esporte não julgavam que seus atletas tinham chances de conquistar medalhas em Atenas e não enviou a Atenas para os primeiros Jogos Olímpicos atletas como Giovanni Biggini que tinha 4 horas e quatro minutos em um percurso de 50 km entre Milão e Cerbonio nem Carlo Airoldi que venceu prova de 50 km em 4 horas e 22 minutos entre Lecco e Milão. Inconformado Airoldi pediu autorização para competir como avulso em Atenas e como não tinha dinheiro para o transporte decidiu ir à pé a uma média de mais de 50 km por dia. E chegou em ótimas condições mas não pôde participar pois o Comitê de organização acabou não aceitando sua inscrição por que ele eventualmente teria o status de profissional. Dizia-se na época que havia sido uma patriotada grega pois colocavam como objetivo maior dos Jogos Olímpicos a vitória na maratona e o italiano certamente seria um forte obstáculo.
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