Atletismo · 20 set, 2005
O ex-meio fundista alemão, Fritz Schilgen, morreu nessa última segunda-feira aos 99 anos. Por coencidência ele faleceu na mesma semana em que Berlim prepara sua maior maratona, marcada para o próximo domingo. Schilgen ficou famoso no mundo do atletismo por participar do primeiro revezamento da Tocha Olímpica.
Durante sua carreira ele foi três vezes campeão alemão dos 1500m rasos(1929, 1931, 1933), mas nunca disputou uma Olimpíada. Por isso ele recebeu a honra de carregar a tocha olímpica nos últimos quilômetros do Revezamento dos Jogos Olímpicos de 1936 em Berlim.
Schilgen faleceu ontem e foi enterrado em sua cidade natal, Kronberg, com a presença de importantes autoridades esportivas alemãs.
Atletismo · 13 set, 2005
Um absurdo essa outra morte de um jovem atleta treinando em Juiz de Fora. Pelas informações da imprensa o triathleta Thiago Machado entre os melhores do país teve sintomas de tonturas e palpitações dias antes, não valorizados. Infelizmente semana passada uma parada cardíaca não recuperada foi seguida de Morte Súbita irreversível durante treinamento. Tudo faz crer que era um problema cardíaco não suspeitado ou desvalorizado, possivelmente congênito (a principal suspeita na maioria dos casos abaixo dos 35 anos). Algumas considerações são necessárias:
1- Avaliações cardiológicas em todos os atletas competitivos, insisto, são obrigatórias. Escolha um cardiologista com experiência em esporte ou médico do esporte.
2- Exigir por ser de direito, que os exames de teste ergométrico e ecocardiograma sejam realizados por cardiologista habilitado no exame. Em algumas clínicas quem faz o exame é uma atendente ou "técnica" o que é totalmente irregular. A Sociedade Brasileira de Cardiologia emite certificado de habilitação médica em ecocardiograma e teste ergométrico.
3- É de estranhar que alguém (a família segundo os jornais) tenha impedido que fosse feita a necropsia (é obrigatória por lei, afinal ao menos deveríamos saber a causa de sua morte. E se fosse uma doença hereditária, alguém mais da família pode tê-la, o que no caso não é de se descartar essa possibilidade). A hipótese de infarto em jovem de 28 anos é a última causa a se pensar e nesse caso pelo menos dois fatores de risco não controlados, teriam de estar presentes, o que levantaria uma grande alerta para a família.
4- Os responsáveis pela preparação físico-técnica devem alertar seus atletas caso tenham algum sintoma por mais leve que seja e ocorrido durante o treinamento ou exercícios físicos, que pare seu treino e procure esclarecimento médico.
5- As federações e outros organizadores devem exigir a feitura de exames médicos prévios e quando for prova popular, que seja distribuído questionário com algumas perguntas de avaliação médica pré-participação aos inscritos, além de esclarecer dos riscos possíveis, do desconhecimento do estado médico de cada um. Um alerta a todos os esportistas ou atletas: qualquer sintoma como tonturas, palpitações ou pulso irregular, dores no peito ou no estômago, falta de ar anormal ou algo de estranho durante a prova ou no treinamento, é sinal de que deve-se parar imediatamente e solicitar atenção médica.
Triathlon · 09 set, 2005
O triathleta brasileiro Thiago Machado faleceu na manhã dessa sexta-feira durante um treino em Juiz de Fora (MG). Aos 29 anos, o mineiro, que há algum tempo apontava como umas das revelações do triathlon nacional, teve uma parada cardíaca fulminante dentro da Universidade Federal de Juiz de Fora. Um professor universitário disse que Thiago estava correndo quando diminuiu o ritmo e caiu no chão. Ele tentou acudi-lo, mas já era tarde.
Thiago treinava há cinco anos com o técnico Carlos Eugênio Ferraro, o Neném. Ele revelou que o triathleta passou mal no começo do mês. Há duas semanas atrás ele teve algo parecido foi um desmaio súbito. Ele estava chegando em casa depois de um treino e caiu, mas logo depois levantou. O amigo dele insistiu que ele fosse no médico para ver o que tinha acontecido. Mas o Thiago era muito teimoso e não quis ir, conta Neném.
Segundo Neném, a última vez que Thiago fez um exame médico específico para atleta foi no final de 2003. No ano de 2004 ele não fez nenhum tipo de exame esportivo. Eu sempre insistia e ele continuava indo a médicos de pessoas normais. O nível de esforço dele era muito grande o que exigia exames mais detalhados. Mas ele era muito tranqüilo e só queria saber de treinar, revela.
Alto e com jeitão sossegado, a vida de Thiago era voltada aos treinos. Mas nas horas de lazer ele gostava de tocar oboé. Logo de manhã Thiago já estava tocando alguma música. Eu tinha que fechar as portas do meu apartamento para não acordar o pessoal, descreve Neném uma das cenas freqüentes que acontecia na sua casa quando Thiago o visitava em Niterói.
A próxima prova de Thiago era o Troféu Brasil em Santos onde pretendia chegar entre os três primeiros colocados. O enterro será amanhã em Juiz de Fora às 10h. A família não liberou o corpo para fazer autópsia.
Triathlon · 09 set, 2005
Segundo agências de notícias, o triathleta Thiago Machado morreu nessa sexta-feira às 9h30 durante o treino na cidade de Juiz de Fora, Minas Gerais. A causa da morte ainda não foi divulgada, mas suspeita-se que o triathleta teve uma parada cardíaca.
Thiago Machado tinha 29 anos e fazia parte da elite dos triathletas brasileiros. No último mês de julho ele ficou em terceiro lugar do XTerra Brazil. No seu currículo ele tinha importantes títulos como o segundo lugar do Campeonato Sul-Americano de triathlon.
Corridas de Rua · 17 fev, 2005
Treinar nas ruas de noite pode ser perigoso para o atleta, mesmo que este esteja em um local tranqüilo. Nesta última quarta-feira, por exemplo, aconteceu no Havaí um caso de atropelamento fatal. A corredora americana, Gloria Brooks, destaque na categoria 50-59 anos, morreu após ser atropelada por um caminhão enquanto treinava a noite na cidade de Waianei. O motorista do veículo fugiu e os policias da cidade já estão investigando o caso.
Gloria era conhecida pela população por participar de provas americanas, como a Maratona do Havaí e a Maratona de Big Island, na qual conquistou o primeiro lugar de sua categoria.
Casos como o de Gloria são comuns e sempre acontecem com corredores e ciclistas. Para evitar a fatalidade o atleta que corre deve usar roupas e tênis refletivos, já os ciclistas devem ter adesivos e acessórios refletivos também na bicicleta. Quanto mais visível o atleta estiver menor é o risco de atropelamento.
Meia Maratona · 18 jan, 2005
Nessa última segunda-feira mais um jovem faleceu durante a prática de esporte. Dessa vez o caso foi nos Estados Unidos. A americana Grace Lovegrove de apenas 18 anos não se sentiu bem durante um treino de corrida e morreu subitamente. Ela treinava cross-country pelo colégio e segundo o técnico da jovem, Grace não apresentava problemas de saúde.
Outro caso semelhante aconteceu no começo do mês na Etíopia. A noiva do atleta etíope Keninisa Bekele morreu durante um treino rotineiro na cidade de Addis Ababa. Alem Techale também tinha 18 anos e era corredora. Um dos seus objetivos profissionais era participar das Olimpíadas de Pequim.
Segundo o médico cardiologista Dr. Renato Lotufo, a causa de morte súbita em jovens é na maioria das vezes problemas congênitos. Quando um jovem morre durante a prática de exercício físico a causa mais comum é a "Cardiomiopatia Hipertrófica", ou seja, um aumento da massa do coração. Outros casos tendem para anomalias congênitas e doenças pré-existentes, revela.
Não tem idade certa para fazer exame médico. O jovem esportista deve ir num consultório médico e bater um papo com o especialista. Depois fazer um teste de esforço, um hemograma, entre outros que o médico possa indicar, finaliza.
Atletismo · 12 jan, 2005
O atleta etíope Kenenisa Bekele não irá disputar o campeonato de Cross de Edimburgo. Bekele ficou abalado depois da morte de sua noiva e desde então não tem condições de participar da competição. "Ele ainda está tentando recuperar-se do golpe e não treinou desde o incidente", conta o representante de Bekele, Jos Hermens.
A namorada do etíope, Alem Tachle, faleceu na última semana enquanto treinava com ele em sua terra natal. Os dois pretendiam se casar no mês de maio desse ano. Alem Techale tinha apenas 18 anos e também era corredora. Um dos seus objetivos profissionais era participar das Olimpíadas de Pequim.
Maratona · 29 dez, 2004
O segundo mais rápido maratonista da história da África do Sul, Ian Syster, faleceu aos 29 anos após sofrer um acidente de carro no último dia 25. O acidente aconteceu na cidade de Keimoes, África do Sul e o carro do maratonista caiu cerca de 300 metros a baixo no Rio Orange.
Syster debutou na maratona com o tempo de 2:13:30. Seu melhor desempenho foi um quinto lugar conquistado na Maratona de Londres, em 2002, quando cravou o excelente tempo de 2:07:06.
Atletismo · 09 nov, 2004
O velocista jamaicano, Lennox Miller, morreu ontem nos Estados Unidos. Com 58 anos Miller não resistiu ao câncer. Na carreira de atleta ele foi prata nos 100 metros rasos da Olimpíada de 1968 e o ouro na Olimpíada de 1972.
A filha dele, Inger Miller, seguiu os mesmos passos do pai. Ela também é velocista e já tem algumas medalhas importantes no histórico. Inger conquistou o ouro em Atlanta no ano de 1996, no revezamento 4x100. E no ano de 1999 ela venceu os 200m do Campeonato Mundial da modalidade.
Corridas de Rua · 29 out, 2004
O caso da morte do zagueiro do São Caetano, Serginho, fez com que o assunto morte súbita voltasse a tona na mídia. O Cardiologista Dr. Nabil Ghorayeb, também colunista do WebRun, contou que a causa desse tipo de morte é causada, em 90% dos casos, em pessoas com problemas cardíacos.
Para evitar esse tipo de mal súbito o ideal é que o esportista faça exame médico cardiológico completo com profissionais sérios. Só com os exames que podemos saber se a pessoa tem uma doença pré-existente e até, se necessário, afasta-la da prática de esporte, revela o doutor.
Segundo o cardiologista, o ideal para tentar reverter o quadro de parada cardíaca é no primeiro momento a massagem cardíaca. O desfribilador (aparelho que emite impulsos elétricos), se usado até três minutos após o incidente, pode aumentar em 70% as chances do individuo sobreviver conta. O ideal naquela situação do Serginho é que tivesse um desfribilador atrás de cada gol, finaliza o Dr. Ghorayeb.
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