meia-maratona

Estrangeiros competirão na Meia do Rio

Meia Maratona · 24 ago, 2001

Além dos quenianos John Gwako, John Kiyai, Gilbert Rutto, Fred Kiprop e Sammy Korir que confirmaram presença amanhã, domingo (26) na V Meia Maratona Internacional do Rio mais atletas estrangeiros disputarão essa excelente prova.

O etíope Mola Demeke também integra o time de estrangeiros de elite e seu melhor tempo em meia-maratona é de 1:03:m16, registrado na Bélgica, no ano passado.

No feminino, a polonesa Violetta Kriza é outra veterana do percurso.

Esta é a terceira vez que ela vem ao Rio para correr a Meia Maratona e também quer melhorar o tempo de 1:16:29, que lhe garantiu o quinto lugar no ano passado.

A atleta Larisa Timkina, da Moldávia, foi terceira na Meia
Maratona de Paris em 2000 e primeira na Maratona de Mainz, com 2:34:03, vai fazer sua estréia na prova, ao lado de Janete Ongera, do Quenia, jovem e promissora atleta que vai dar muito trabalho para as demais corredoras.

Janete obteve seu melhor tempo em meia-maratona em Sevilha 99: 1h12m.

Gwako quer melhorar marca

Meia Maratona · 21 ago, 2001

Depois de conquistar o bicampeonato na Meia Maratona Internacional do Rio (99 e 2000), batendo os recordes da prova, o queniano John Gwako já avisou que está de malas prontas para embarcar mais uma vez para o Brasil.

Gwako quer melhorar a própria marca de 1h01m48s, obtida no ano passado, tarefa que não será muito fácil, já que a corrida esse ano vale como Sul-Americano da modalidade e como seletiva para o Mundial, aumentando o nível técnico da disputa.

Logo na primeira vez que correu a Meia Maratona Internacional do Rio, em 98, fez o melhor tempo (1h01m49s).

Em 99, ficou apenas dois segundos atrás de Luiz Antonio dos Santos. E ano passado, bateu o próprio recorde, ganhando da imprensa carioca o título de "Rei do Rio".

O queniano é fã confesso das belezas da cidade e diz que adora o percurso de São Conrado ao Flamengo, do qual já é profundo
conhecedor.

Além de Gwako, quatro outros quenianos estarão na corrida. John Kiyai, cujo melhor tempo em meia-maratona é de 1h1m53s, não chega a ser uma ameaça para Gwako, mas atravessa ótima fase e é forte candidato ao topo do pódio.

Gilbert Rutto, que tem seu melhor tempo em maratona registrado em Berlim (2h10m) e 1h3m como melhor marca em meia-maratonas; Fred Kiprop, terceiro na Maratona de Paris deste ano, além de Sammy Korir.

Bicampeão mundial disputará a Spartathlon

Dono da 3ª melhor marca de todos os tempos nos 100 Km, o corredor brasileiro Valmir Nunes (Memorial) enfrentará amanhã (28) o maior desafio de sua carreira.

Nunes (toto) depois de vencer mais de 20 ultramaratonas por todo o Mundo, ele disputará a famosa “Spartathlon”, uma corrida por terreno montanhoso com 246 Km (praticamente seis maratonas), feita ininterruptamente. O percurso será entre Atenas e Sparta.

Esta é a primeira vez que um brasileiro participa da prova, que tem a largada no nível do mar e trechos alcançando mais de 1.200 metros de altitude.

A temperatura é outro fator determinante, variando de 9 a 36 graus. “Uma das dificuldades será a luta contra a hipotermia e a desidratação. Para isto fiz um treinamento intenso e estou indo muito bem preparado”, afirma Valmir, campeão do Mundo nos 100 Km em 1991, na Itália, e 95, na Holanda, ano que estabeleceu o 3º melhor tempo de toda a história, 6h18m09s.

A prova tem um limite de 36 horas e o recorde é de 20h25m, estabelecido em 1984 pelo grego Yannis Kourus, sem dúvida o maior corredor do Mundo de distâncias acima de 100 Km.

No ano passado o vencedor foi o japonês Masayuki Ohtaki, em 24h01m. Um dos pontos mais duros do trajeto é a Montanha de Parthenio, depois de ter corrido 164 Km, com a subida feita geralmente à noite, usando lanternas, marcadores e com auxílio de guias.

A inclinação é chamada de “traiçoeira”, com muitas rochas pelo caminho.

“É um grande sonho participar desta prova, tanto pelo desafio da distância quanto por ser a origem da maratona. Me preparei exclusivamente para esta vitória, abrindo mão até da disputado Mundial de 100 Km, em agosto, na França. Primeiro quero vencer a distância, que é muito difícil”, destaca Valmir que está com 37 anos de idade e em sua preparação correu, em média, de 40 a 70 km diários pelas praias de Santos, onde mora, no porto, morros da Cidade e estradas do litoral.

Durante a prova, além de vencer a distância, o cansaço e as dores musculares, o importante é repor a glicose. Para isto, ele consumirá nada menos que 60 latinhos de refrigerante, além de barras energéticas, caboidratos em gel e banana. Outro número que parece ser exagerado, mas tem de ser levado em conta pela grande distância, será a troca de tênis. Serão oito pares da marca Adidas.

Dentre as mais de 20 conquistas em ultramaratonas, a maioria em provas de 100 Km, destacam-se a vitória na prova de Nova Iorque e o bicampeonato na Prova Pico Subida de Veleta, na Espanha, considerada a corrida mais difícil do mundo.

Foram 50 Km só de subida íngreme, saindo de 656 metros de altitude e chegando a 3.470 metros acima do nível do mar. A temperatura também tem mudanças drásticas. Os corredores largam num calor de 36 graus e terminam a 10 negativos.

Outro feito memorável foi o Desafio 450 km pela Rodovia Rio Santos, numa disputa particular com o russo tricampeão mundial, Konstantin Santalov. Os dois correram 50 km por dia, em ritmo de competição. Neste mesmo estilo, correu novamente pela Rio-Santos, desta vez 500 KM, com o corredor brasileiro Adilson Dama (Memorial), revelação do Mundial de 1999, na França.

Este ano, ele foi o vice-campeão nos 100 Km da Bélgica, a 22ª Nacht Van Vlaanderen, uma prova tradicional no calendário internacional, em Tourhut. Completou o percurso em 6h44m27s, apenas 34 segundos do vencedor, o belga Gino Delue.


Bicampeão mundial disputará a Spartathlon

Ultra Maratona · 27 jun, 2001

Dono da 3ª melhor marca de todos os tempos nos 100 Km, o corredor brasileiro Valmir Nunes (Memorial) enfrentará amanhã (28) o maior desafio de sua carreira.

Nunes (toto) depois de vencer mais de 20 ultramaratonas por todo o Mundo, ele disputará a famosa “Spartathlon”, uma corrida por terreno montanhoso com 246 Km (praticamente seis maratonas), feita ininterruptamente. O percurso será entre Atenas e Sparta.

Esta é a primeira vez que um brasileiro participa da prova, que tem a largada no nível do mar e trechos alcançando mais de 1.200 metros de altitude.

A temperatura é outro fator determinante, variando de 9 a 36 graus. “Uma das dificuldades será a luta contra a hipotermia e a desidratação. Para isto fiz um treinamento intenso e estou indo muito bem preparado”, afirma Valmir, campeão do Mundo nos 100 Km em 1991, na Itália, e 95, na Holanda, ano que estabeleceu o 3º melhor tempo de toda a história, 6h18m09s.

A prova tem um limite de 36 horas e o recorde é de 20h25m, estabelecido em 1984 pelo grego Yannis Kourus, sem dúvida o maior corredor do Mundo de distâncias acima de 100 Km.

No ano passado o vencedor foi o japonês Masayuki Ohtaki, em 24h01m. Um dos pontos mais duros do trajeto é a Montanha de Parthenio, depois de ter corrido 164 Km, com a subida feita geralmente à noite, usando lanternas, marcadores e com auxílio de guias.

A inclinação é chamada de “traiçoeira”, com muitas rochas pelo caminho.

“É um grande sonho participar desta prova, tanto pelo desafio da distância quanto por ser a origem da maratona. Me preparei exclusivamente para esta vitória, abrindo mão até da disputado Mundial de 100 Km, em agosto, na França. Primeiro quero vencer a distância, que é muito difícil”, destaca Valmir que está com 37 anos de idade e em sua preparação correu, em média, de 40 a 70 km diários pelas praias de Santos, onde mora, no porto, morros da Cidade e estradas do litoral.

Durante a prova, além de vencer a distância, o cansaço e as dores musculares, o importante é repor a glicose. Para isto, ele consumirá nada menos que 60 latinhos de refrigerante, além de barras energéticas, caboidratos em gel e banana. Outro número que parece ser exagerado, mas tem de ser levado em conta pela grande distância, será a troca de tênis. Serão oito pares da marca Adidas.

Dentre as mais de 20 conquistas em ultramaratonas, a maioria em provas de 100 Km, destacam-se a vitória na prova de Nova Iorque e o bicampeonato na Prova Pico Subida de Veleta, na Espanha, considerada a corrida mais difícil do mundo.

Foram 50 Km só de subida íngreme, saindo de 656 metros de altitude e chegando a 3.470 metros acima do nível do mar. A temperatura também tem mudanças drásticas. Os corredores largam num calor de 36 graus e terminam a 10 negativos.

Outro feito memorável foi o Desafio 450 km pela Rodovia Rio Santos, numa disputa particular com o russo tricampeão mundial, Konstantin Santalov. Os dois correram 50 km por dia, em ritmo de competição. Neste mesmo estilo, correu novamente pela Rio-Santos, desta vez 500 KM, com o corredor brasileiro Adilson Dama (Memorial), revelação do Mundial de 1999, na França.

Este ano, ele foi o vice-campeão nos 100 Km da Bélgica, a 22ª Nacht Van Vlaanderen, uma prova tradicional no calendário internacional, em Tourhut. Completou o percurso em 6h44m27s, apenas 34 segundos do vencedor, o belga Gino Delue.

Meia do Rio será seletiva para Mundial em Bristol

Meia Maratona · 16 jun, 2001

Em sua quinta edição, a Meia Maratona Internacional do Rio valerá como Campeonato Sul-Americano da modalidade e também será seletiva de quatro vagas (os dois primeiros brasileiros no masculino e no feminino) para o Mundial, que acontecerá em 8 de outubro na Inglaterra.

Valendo como Sul-Americano, a prova também deverá atrair a nata do atletismo de países vizinhos, esquentando ainda mais
a disputa.