Maratona de Revezamento Pão de Açúcar

Mais de 25 anos da Maratona de Revezamento Pão de Açúcar

Corridas de Rua · 28 ago, 2018

A Maratona de Revezamento Pão de Açúcar completou 25 anos de existência no ano passado e nesta edição teve a participação de mais de 36 mil inscritos. Como treinador estive presente em todas as etapas de São Paulo. Vale a […]


Mais de 25 anos da Maratona de Revezamento Pão de Açúcar

Corridas de Rua · 28 ago, 2018

A Maratona de Revezamento Pão de Açúcar completou 25 anos de existência no ano passado e nesta edição teve a participação de mais de 36 mil inscritos. Como treinador estive presente em todas as etapas de São Paulo. Vale a […]

Atletas da Maratona Pão de Açúcar falam das mudanças na São Silvestre

Corridas de Rua · 20 set, 2011

A modificação no trajeto da São Silvestre continua repercutindo entre os corredores de rua. Durante a Maratona de Revezamento Pão de Açúcar, disputada em São Paulo no domingo (18/09), atletas de elite falaram sobre o assunto.

O ex-maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima dá a sua opinião sobre o fim da tradicional chegada na Avenida Paulista. “A prova perde um pouco de suas características, as pessoas talvez não assimilem essa mudança de imediato”. No entanto, o medalhista olímpico compreende a alteração. “Com o crescimento da prova e da cidade é preciso buscar alternativas”, conta.

Opiniões contrárias - Alguns atletas deram depoimentos mais severos. Clayton Elias Gomes, da Corre Corinthians/M Calçados foi um deles. “Acabou com a tradição da prova. Acho que fizeram isso pra ter mais gente correndo. Não aprovei não”, disse, visivelmente contrariado.

Gilson Rodrigues de Miranda, corredor do Palmeiras, também demonstrou indignação com o assunto. “É horrível [a mudança]. Não podem tirar a tradição da São Silvestre”, comenta Gilson, que ficou em segundo no revezamento por duplas. “Acho péssimo. Todo mundo já está acostumado a sair da Paulista e chegar na Paulista”, acrescenta o fundista, que já foi 15º colocado na prova de 31 de dezembro. “Provavelmente não vou correr neste ano”, dispara Gilson.

Outros corredores, no entanto, veem a mudança como positiva. “Achei bacana porque gosto de finalizar em descida, dar o sprint”, diz Marcos Roberto Silva Teixeira, terceiro na disputa entre equipes de oito participantes da Maratona Pão de Açúcar.

A descida na parte final, no entanto, pode ter efeito contrário, como argumenta Vilma da Silva, campeã nas duplas. “Muita gente pode se machucar”, aponta ela. José Rodrigues da Fonseca, vencedor nos quartetos, entende a alteração como melhoria. “Se for pra ajudar os corredores é válido. Infelizmente vai perder a chegada tradicional, mas faz parte da organização”, explica. “Se é pra melhorar, tem que correr de qualquer jeito, não tem outra solução”, afirma o fundista.

Amadores defendem tradição - Entre os amadores, cresce o apoio pelo antigo trajeto. Antônio Colucci organizou um treino na véspera da prova do Pão de Açúcar, batizado de São Silvestre Anos 80, com trajeto e horário utilizados na década de 80, quando a distância ainda era de 8,9 quilômetros e a prova era realizada próxima à meia-noite.

“Foi um sucesso”, comemora Colucci. “Tivemos a presença de umas 100 pessoas e hoje mais um monte veio falar comigo durante a prova para dizer que queriam ir mas tinham que acordar cedo para estar aqui”, explica. José João da Silva, bicampeão da São Silvestre na década de 80, correu o percurso inteiro e foi homenageado pelos participantes.

“Fizemos uma festa legal, foi bom porque pela alta adesão deu pra ver que tem muita gente contra a mudança”, avalia Colucci, acrescentando que todos os membros de sua equipe na Maratona Pão de Açúcar correram também no treino de sábado à noite.

Mesmo com tantas opiniões diferentes, Hudson de Souza sugere que o evento deve manter sua força. “São Silvestre é São Silvestre”, conclui o atual campeão dos 1.500 metros nos Jogos Pan-americanos.


Atletas da Maratona Pão de Açúcar falam das mudanças na São Silvestre

Corridas de Rua · 20 set, 2011

A modificação no trajeto da São Silvestre continua repercutindo entre os corredores de rua. Durante a Maratona de Revezamento Pão de Açúcar, disputada em São Paulo no domingo (18/09), atletas de elite falaram sobre o assunto.

O ex-maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima dá a sua opinião sobre o fim da tradicional chegada na Avenida Paulista. “A prova perde um pouco de suas características, as pessoas talvez não assimilem essa mudança de imediato”. No entanto, o medalhista olímpico compreende a alteração. “Com o crescimento da prova e da cidade é preciso buscar alternativas”, conta.

Opiniões contrárias - Alguns atletas deram depoimentos mais severos. Clayton Elias Gomes, da Corre Corinthians/M Calçados foi um deles. “Acabou com a tradição da prova. Acho que fizeram isso pra ter mais gente correndo. Não aprovei não”, disse, visivelmente contrariado.

Gilson Rodrigues de Miranda, corredor do Palmeiras, também demonstrou indignação com o assunto. “É horrível [a mudança]. Não podem tirar a tradição da São Silvestre”, comenta Gilson, que ficou em segundo no revezamento por duplas. “Acho péssimo. Todo mundo já está acostumado a sair da Paulista e chegar na Paulista”, acrescenta o fundista, que já foi 15º colocado na prova de 31 de dezembro. “Provavelmente não vou correr neste ano”, dispara Gilson.

Outros corredores, no entanto, veem a mudança como positiva. “Achei bacana porque gosto de finalizar em descida, dar o sprint”, diz Marcos Roberto Silva Teixeira, terceiro na disputa entre equipes de oito participantes da Maratona Pão de Açúcar.

A descida na parte final, no entanto, pode ter efeito contrário, como argumenta Vilma da Silva, campeã nas duplas. “Muita gente pode se machucar”, aponta ela. José Rodrigues da Fonseca, vencedor nos quartetos, entende a alteração como melhoria. “Se for pra ajudar os corredores é válido. Infelizmente vai perder a chegada tradicional, mas faz parte da organização”, explica. “Se é pra melhorar, tem que correr de qualquer jeito, não tem outra solução”, afirma o fundista.

Amadores defendem tradição - Entre os amadores, cresce o apoio pelo antigo trajeto. Antônio Colucci organizou um treino na véspera da prova do Pão de Açúcar, batizado de São Silvestre Anos 80, com trajeto e horário utilizados na década de 80, quando a distância ainda era de 8,9 quilômetros e a prova era realizada próxima à meia-noite.

“Foi um sucesso”, comemora Colucci. “Tivemos a presença de umas 100 pessoas e hoje mais um monte veio falar comigo durante a prova para dizer que queriam ir mas tinham que acordar cedo para estar aqui”, explica. José João da Silva, bicampeão da São Silvestre na década de 80, correu o percurso inteiro e foi homenageado pelos participantes.

“Fizemos uma festa legal, foi bom porque pela alta adesão deu pra ver que tem muita gente contra a mudança”, avalia Colucci, acrescentando que todos os membros de sua equipe na Maratona Pão de Açúcar correram também no treino de sábado à noite.

Mesmo com tantas opiniões diferentes, Hudson de Souza sugere que o evento deve manter sua força. “São Silvestre é São Silvestre”, conclui o atual campeão dos 1.500 metros nos Jogos Pan-americanos.