Londres 2012

Conheça as brasileiras com mais chances de ir para a Maratona Olímpica

Seis corredores podem representar o Brasil na Maratona dos Jogos Olímpicos, três homens e três mulheres. No mínimo serão dois representantes, os já classificados Marílson Gomes – confira aqui o panorama da briga pela vaga masculina – e Adriana Aparecida da Silva, que diz não acreditar em medalha.

O índice feminino definido pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) é de 2h30min07 e Adriana tornou-se a única brasileira em atividade a correr os 42,195 quilômetros abaixo da marca – entenda como é definido o índice. Veja quem são as principais concorrentes das duas vagas em aberto:

Cruz Nonata- A piauiense começou tarde no atletismo, após os 30 anos, mas já acumula bons resultados – como vitórias nos 5.000 metros e nos 10.000 metros do Troféu Brasil de Atletismo. Em 2011, conquistou a medalha de prata nas mesmas provas nos Jogos Pan-Americanos e disputou sua primeira maratona, em Chicago (EUA), quando marcou 2h35min.

Ela corre em 15 de abril a Maratona de Viena para tentar bater o índice. “Se Deus reservou (a vaga) para as três, acho que a gente vai conseguir”, conta Cruz. Sobre a pressão de fazer o tempo agora que Adriana já está classificada, a corredora demonstra fé.

“Ela já conseguiu e está de parabéns, mas não temos de dizer ‘ai, não vou conseguir’. Estou confiante". Caso não consiga a vaga, ela deve tentar a classificação nos 5.000 e 10.000 metros. “Mas o objetivo é a maratona”, reforça.

Sueli Pereira- Goiana de Jataí, Sueli foi a sensação do ranking brasileiro de corredores de rua em 2011. A fundista foi a vice-campeã, dez vezes a melhor brasileira nas provas válidas e recordista em duas etapas do Circuito Caixa.

Sueli irá correr a Maratona de Londres (22/04) para obter o índice. “Estou tranquila, se treinar bem ‘treinadinho’ dá para conseguir fazer o ritmo como ela (Adriana) fez. Ela treinou bastante, fez o trabalho ‘certinho’. Estou confiante, com certeza!”, afirma a jataiense, que tem 2h39min como sua melhor marca.

Marily dos Santos- Única representante feminina do País na Maratona dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, a alagoana radicada em Juazeiro (BA) demonstra certa inquietação. “Depois do que aconteceu na Meia de São Paulo em 2011 eu nunca mais fui a mesma”, conta.

A declaração faz referência ao batedor que a direcionou para uma entrada errada quando liderava a prova no ano passado. Ela já havia sido prejudicada nos Jogos Olímpicos, quando teve de correr a Maratona com um uniforme masculino, mais largo. “Esse tipo de coisa me desestimula totalmente”, protesta.

“Vou tentar uma prova fora para baixar meu tempo, só não sei se dará índice. Mas (o índice) não é um bicho de sete cabeças”, finaliza a fundista, que tem como melhor marca 2h35min31.


Conheça as brasileiras com mais chances de ir para a Maratona Olímpica

Maratona · 08 mar, 2012

Seis corredores podem representar o Brasil na Maratona dos Jogos Olímpicos, três homens e três mulheres. No mínimo serão dois representantes, os já classificados Marílson Gomes – confira aqui o panorama da briga pela vaga masculina – e Adriana Aparecida da Silva, que diz não acreditar em medalha.

O índice feminino definido pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) é de 2h30min07 e Adriana tornou-se a única brasileira em atividade a correr os 42,195 quilômetros abaixo da marca – entenda como é definido o índice. Veja quem são as principais concorrentes das duas vagas em aberto:

Cruz Nonata- A piauiense começou tarde no atletismo, após os 30 anos, mas já acumula bons resultados – como vitórias nos 5.000 metros e nos 10.000 metros do Troféu Brasil de Atletismo. Em 2011, conquistou a medalha de prata nas mesmas provas nos Jogos Pan-Americanos e disputou sua primeira maratona, em Chicago (EUA), quando marcou 2h35min.

Ela corre em 15 de abril a Maratona de Viena para tentar bater o índice. “Se Deus reservou (a vaga) para as três, acho que a gente vai conseguir”, conta Cruz. Sobre a pressão de fazer o tempo agora que Adriana já está classificada, a corredora demonstra fé.

“Ela já conseguiu e está de parabéns, mas não temos de dizer ‘ai, não vou conseguir’. Estou confiante". Caso não consiga a vaga, ela deve tentar a classificação nos 5.000 e 10.000 metros. “Mas o objetivo é a maratona”, reforça.

Sueli Pereira- Goiana de Jataí, Sueli foi a sensação do ranking brasileiro de corredores de rua em 2011. A fundista foi a vice-campeã, dez vezes a melhor brasileira nas provas válidas e recordista em duas etapas do Circuito Caixa.

Sueli irá correr a Maratona de Londres (22/04) para obter o índice. “Estou tranquila, se treinar bem ‘treinadinho’ dá para conseguir fazer o ritmo como ela (Adriana) fez. Ela treinou bastante, fez o trabalho ‘certinho’. Estou confiante, com certeza!”, afirma a jataiense, que tem 2h39min como sua melhor marca.

Marily dos Santos- Única representante feminina do País na Maratona dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, a alagoana radicada em Juazeiro (BA) demonstra certa inquietação. “Depois do que aconteceu na Meia de São Paulo em 2011 eu nunca mais fui a mesma”, conta.

A declaração faz referência ao batedor que a direcionou para uma entrada errada quando liderava a prova no ano passado. Ela já havia sido prejudicada nos Jogos Olímpicos, quando teve de correr a Maratona com um uniforme masculino, mais largo. “Esse tipo de coisa me desestimula totalmente”, protesta.

“Vou tentar uma prova fora para baixar meu tempo, só não sei se dará índice. Mas (o índice) não é um bicho de sete cabeças”, finaliza a fundista, que tem como melhor marca 2h35min31.

Associação Olímpica Britânica cria regras polêmicas para delegação

A Associação Olímpica Britânica (BOA) anunciou que todos os 560 atletas que representarão o Reino Unido nos Jogos Olímpicos de Londres deverão assinar um livro de regras para participar. O diário britânico Telegraph teve acesso ao manual confidencial de 34 páginas e apontou os pontos mais questionáveis.

Caso um atleta se recuse a assinar o termo, sua participação nos Jogos não será permitida. Entre as regras de conduta estabelecidas, está a exigência de não criticar colegas de delegação ou denegrir algum dos patrocinadores – mesmo se algum seja alvo de controvérsia.

Além disso, os atletas britânicos serão proibidos de vender ou modificar qualquer item do uniforme oficial (linha da Adidas). Isso inclui a utilização de qualquer peça de outra marca em ambiente dos Jogos que não seja o momento exato da competição.

Por exemplo, a maratonista Paula Radcliffe – recordista mundial – é patrocinada pela Nike. Isso significa que só poderá utilizar o tênis – e apenas o tênis – de sua patrocinadora na hora de correr. Em coletivas de imprensa e uma eventual entrega de medalha, Radcliffe terá que usar o tênis da Adidas – o que gerou o boato de que atletas de outras marcas iriam descalços às premiações, em protesto.

Apesar de não poderem vender as peças, a doação para caridade “não política” é permitida e a BOA se reserva o direito de ficar com uma peça de uniforme por competidor e vendê-la para gerar dinheiro. Os atletas também serão banidos se utilizarem qualquer tatuagem, corte de cabelo, piercings, brincos ou lentes de contato com mensagens comerciais ou políticas – tatuagens já existentes com esse teor devem ser cobertas.

Reincidência- Não é a primeira vez que a Associação é criticada por formular um acordo restritivo aos seus esportistas. Antes dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, foi redigido um termo que proibia os integrantes de fazer qualquer crítica ao sistema político chinês. A forte reação negativa fez com que o texto fosse revisado na época.

Entre os impedimentos da nova versão, estão ainda comparecer em qualquer coletiva de imprensa não programada pela organização das Olimpíadas com o uniforme oficial ou medalhas; apostar ou se envolver em apostas referentes aos Jogos; e não comparecer à festa pós-Olimpíadas organizada pela BOA.


Associação Olímpica Britânica cria regras polêmicas para delegação

Atletismo · 29 fev, 2012

A Associação Olímpica Britânica (BOA) anunciou que todos os 560 atletas que representarão o Reino Unido nos Jogos Olímpicos de Londres deverão assinar um livro de regras para participar. O diário britânico Telegraph teve acesso ao manual confidencial de 34 páginas e apontou os pontos mais questionáveis.

Caso um atleta se recuse a assinar o termo, sua participação nos Jogos não será permitida. Entre as regras de conduta estabelecidas, está a exigência de não criticar colegas de delegação ou denegrir algum dos patrocinadores – mesmo se algum seja alvo de controvérsia.

Além disso, os atletas britânicos serão proibidos de vender ou modificar qualquer item do uniforme oficial (linha da Adidas). Isso inclui a utilização de qualquer peça de outra marca em ambiente dos Jogos que não seja o momento exato da competição.

Por exemplo, a maratonista Paula Radcliffe – recordista mundial – é patrocinada pela Nike. Isso significa que só poderá utilizar o tênis – e apenas o tênis – de sua patrocinadora na hora de correr. Em coletivas de imprensa e uma eventual entrega de medalha, Radcliffe terá que usar o tênis da Adidas – o que gerou o boato de que atletas de outras marcas iriam descalços às premiações, em protesto.

Apesar de não poderem vender as peças, a doação para caridade “não política” é permitida e a BOA se reserva o direito de ficar com uma peça de uniforme por competidor e vendê-la para gerar dinheiro. Os atletas também serão banidos se utilizarem qualquer tatuagem, corte de cabelo, piercings, brincos ou lentes de contato com mensagens comerciais ou políticas – tatuagens já existentes com esse teor devem ser cobertas.

Reincidência- Não é a primeira vez que a Associação é criticada por formular um acordo restritivo aos seus esportistas. Antes dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, foi redigido um termo que proibia os integrantes de fazer qualquer crítica ao sistema político chinês. A forte reação negativa fez com que o texto fosse revisado na época.

Entre os impedimentos da nova versão, estão ainda comparecer em qualquer coletiva de imprensa não programada pela organização das Olimpíadas com o uniforme oficial ou medalhas; apostar ou se envolver em apostas referentes aos Jogos; e não comparecer à festa pós-Olimpíadas organizada pela BOA.

Americana Deena Kastor busca vaga em terceira maratona olímpica seguida

A fundista norte-americana Deena Kastor já esteve em três edições de Jogos Olímpicos. Disputou os 10.000m em 2000 (em Sidney) e a Maratona nas edições de Atenas - 2004 (onde foi medalhista de bronze) e Pequim - 2008.

Ela é a detentora do recorde norte-americano em maratonas, com 2h19min36 obtidos na Maratona de Londres de 2006. Aos 38 anos, prestes a fazer 39, Deena busca no sábado (14/01), em Houston (EUA) a vaga em sua quarta Olimpíada, a terceira como maratonista – feito inédito nos EUA.

Em 2011, teve sua primeira filha, o que forçou um intervalo na vida de corredora. “Não pude correr nos cinco meses finais de minha gravidez. Então, depois que minha filha nasceu, eu estava simplesmente curtindo a corrida. Até que coloquei meu frequencímetro e descobri que estava em um pace de 10 minutos. Foi um choque de realidade”, relembra.

A corredora então estabeleceu um programa de treinamento para voltar à antiga forma e brigar por uma vaga em Londres. “Sinto como se tivesse cumprido todo o meu planejamento. Fiz minha lição de casa por um longo período, agora me sinto forte e eficiente de novo”, revela a fundista.

Abandono em Pequim - A norte-americana abandonou a prova nos Jogos Olímpicos de Pequim devido a uma fratura no pé direito, mas afirma que não corre o risco de sofrer o mesmo problema. “Dez dias antes da Maratona eu fiz a minha melhor marca em treino de 30 quilômetros. Pensei ‘uau, estou pronta para correr pelo ouro’. Então tive aquele problema súbito no quinto quilômetro”, conta.

Segundo Deena, a fratura foi devido ao baixo nível de vitamina D em seu organismo e a baixa absorção de cálcio nos seus ossos. “Hoje sou mais experiente, me certifico de incluir bastante vitamina D na minha dieta e não acredito que possa ocorrer de novo”, esclarece.

Expectativa - Nos Estados Unidos, as vagas olímpicas são definidas em eventos específicos. Para a Maratona, a prova eleita foi a de Houston (14/01). Deena afirma estar confiante na conquista de uma vaga.

“Definitivamente não vou fazer minha melhor marca. Não estou em forma para 2h19min. Mas estou pronta para correr o meu melhor em anos e estou empolgada com isso. Aprendi a me esforçar mais mentalmente”, afirma.

A maratonista não considera sua idade como uma desvantagem contra outras atletas. “Algumas pessoas olham para mim e pensam que sou mais velha que a média, que isso é um ponto fraco. Acredito que minha experiência me dá uma grande vantagem sobre minhas adversárias. Acho que é um dos meus pontos fortes”, conclui.


Americana Deena Kastor busca vaga em terceira maratona olímpica seguida

Maratona · 10 jan, 2012

A fundista norte-americana Deena Kastor já esteve em três edições de Jogos Olímpicos. Disputou os 10.000m em 2000 (em Sidney) e a Maratona nas edições de Atenas - 2004 (onde foi medalhista de bronze) e Pequim - 2008.

Ela é a detentora do recorde norte-americano em maratonas, com 2h19min36 obtidos na Maratona de Londres de 2006. Aos 38 anos, prestes a fazer 39, Deena busca no sábado (14/01), em Houston (EUA) a vaga em sua quarta Olimpíada, a terceira como maratonista – feito inédito nos EUA.

Em 2011, teve sua primeira filha, o que forçou um intervalo na vida de corredora. “Não pude correr nos cinco meses finais de minha gravidez. Então, depois que minha filha nasceu, eu estava simplesmente curtindo a corrida. Até que coloquei meu frequencímetro e descobri que estava em um pace de 10 minutos. Foi um choque de realidade”, relembra.

A corredora então estabeleceu um programa de treinamento para voltar à antiga forma e brigar por uma vaga em Londres. “Sinto como se tivesse cumprido todo o meu planejamento. Fiz minha lição de casa por um longo período, agora me sinto forte e eficiente de novo”, revela a fundista.

Abandono em Pequim - A norte-americana abandonou a prova nos Jogos Olímpicos de Pequim devido a uma fratura no pé direito, mas afirma que não corre o risco de sofrer o mesmo problema. “Dez dias antes da Maratona eu fiz a minha melhor marca em treino de 30 quilômetros. Pensei ‘uau, estou pronta para correr pelo ouro’. Então tive aquele problema súbito no quinto quilômetro”, conta.

Segundo Deena, a fratura foi devido ao baixo nível de vitamina D em seu organismo e a baixa absorção de cálcio nos seus ossos. “Hoje sou mais experiente, me certifico de incluir bastante vitamina D na minha dieta e não acredito que possa ocorrer de novo”, esclarece.

Expectativa - Nos Estados Unidos, as vagas olímpicas são definidas em eventos específicos. Para a Maratona, a prova eleita foi a de Houston (14/01). Deena afirma estar confiante na conquista de uma vaga.

“Definitivamente não vou fazer minha melhor marca. Não estou em forma para 2h19min. Mas estou pronta para correr o meu melhor em anos e estou empolgada com isso. Aprendi a me esforçar mais mentalmente”, afirma.

A maratonista não considera sua idade como uma desvantagem contra outras atletas. “Algumas pessoas olham para mim e pensam que sou mais velha que a média, que isso é um ponto fraco. Acredito que minha experiência me dá uma grande vantagem sobre minhas adversárias. Acho que é um dos meus pontos fortes”, conclui.