Caminhada · 01 fev, 2005
Na última semana eu participei do VIII Troféu Cidade de São Paulo. A prova aconteceu no Parque do Ibirapuera no dia do aniversário da capital paulista e mais de oito mil pessoas participaram da prova de 10km. Além da corrida, também tinha uma caminhada de 5km e eu optei pela segunda opção. A verdade é que não estou preparada para correr 10 quilômetros então fiz o percurso da caminhada correndo.
Normalmente as pessoas que optam pela caminhada não estão preparadas para correr uma distância maior, ou então gostam apenas de caminhar. É por isso que é mais comum encontrar nesse tipo de modalidade mulheres e pessoas mais velhas. Mas fiquei surpresa de ver uma boa quantidade de homens na caminhada.
Nunca tinha participado de uma caminhada e achei a experiência válida. Todos ali estavam em busca de uma vida mais saudável e aparentavam praticar atividade física constantemente. O curioso foi observar algumas mulheres que participaram da caminhada empurrando o carrinho de bebê. Isso que é ser Super-Mãe.
Terminei a prova bem disposta e já fui correndo para o pódio fazer as entrevistas com os vencedores. Afinal estava ali para trabalhar também.
Corridas de Rua · 18 jan, 2005
Depois de ficar quase dois meses sem correr eu voltei para os treinos e isso significa que o diário também voltou. Essa semana vou treinar de manhã, acho que começar o dia com um exercício físico dá mais disposição.
5h30 da manhã. O meu despertador tocou. Levantei para desliga-lo. (Anotem essa dica nunca deixem o despertador perto da cama, assim você corre o risco de desliga-lo e voltar a dormir). Fui ao banheiro joguei uma água fria no rosto e fiz todas as higienes básicas de uma pessoa comum. Depois coloquei uma bermuda preta e uma camiseta branca, combinação de cores infalíveis para não errar no visual quando se está com sono. Tomei um café light e fui rumo ao Parque do Ibirapuera.
6h00 da manhã. Cheguei no Parque. O dia ainda era noite. Isso mesmo o céu estava escuro apesar do relógio marcar AM. E pasmem muitos corredores morcegos, aqueles que freqüentam o Ibirapuera bem cedinho, já estavam suando a camisa.
Por causa de um erro meu de cálculo (nunca fui boa de matemática) cheguei um pouco antes do horário de treino da 4any1 (minha assessoria esportiva). Pensei que o treino fosse às 6h00, mas na verdade era às 6h30. Para não ficar parada esperando fui dar uma volta pelo parque.
6h30 da manhã. Completei uma volta de 3km alternando caminhada e trote. Depois encontrei a treinadora Gabi e fiz o treino da minha planilha. Hoje eram tiros de 500m com abdominais nos intervalos. Até que foi tranqüilo.
7h15 da manhã. Voltei para casa. Tomei um banho e fui trabalhar com mais disposição.
Corridas de Rua · 23 nov, 2004
Depois de algum tempo sem treinar voltei com força total. Quando apareci no Parque do Ibirapuera, na semana passada, o meu treinador, o Aulus, achou que era um milagre. O pior é que agora no fim do ano começam as festinhas de encerramento. Hoje, por exemplo, tenho uma festa da faculdade bem no horário do treino, ou seja, não poderei correr no parque. Mas podem ficar tranqüilos Carol e Aulus vou correr na esteira. Prometo!
Dado os recadinhos vou falar o que interessa. Nessa minha retomada quero tentar conciliar cuidados extras para a minha corrida. O primeiro deles é ter uma alimentação mais balanceada. Digo comer menos junk food, fast food, todos os tipos de food que só dão quilos a mais para as pessoas.
O refrigerante eu já aboli da minha vida faz uns 6 anos. E aconselho os viciados a pararem também. Não é nenhuma pesquisa científica, mas eu pude observar que quando parei de tomar refrigerante a minha barriga desinchou. E hoje tenho menos celulites, ou quase nenhuma, em relação a muitas mulheres que adoram essa bebida gasosa.
O segundo cuidado extra é com a musculação. O corredor precisa ter pernas para correr e também músculos que agüentem o impacto desse esporte. Por isso quero começar a fazer um fortalecimento muscular. Vou fazer musculação pelo menos duas vezes por semana com exercícios de pouca carga, mas com muitas repetições. Assim que eu começar a sentir os resultados eu conto para vocês.
Corridas de Rua · 05 nov, 2004
Na última semana o caso de morte súbita do jogador do São Caetano fez com que a mídia retomasse o assunto: a importância do exame médico antes da prática de esporte. Parece que isso é um clichê de médico e de treinadores. Engano.
Antes de sair correndo a pessoa deve fazer um exame médico para saber se têm condições de praticar o esporte. Eu comecei a correr do zero, não fazia nenhuma atividade física e meu treinador, o Aulus da 4any1, me pediu para eu fazer dois exames básicos, um hemograma completo e um teste ergométrico.
Só que até agora eu não fiz esses exames. Toda vez que eu lembro de fazer esqueço de ligar para o médico e acabo adiando. Mais isso é algo sério, eu posso ter uma doença pré-existente e estar correndo risco de morte. Só estou mais tranqüila porque há um ano atrás eu fiz uma bateria de exames que não constatou nada. Mais não custa faze-lo de novo.
Não é exagero meu. O WebRun promoveu no começo do ano uma palestra com o cardiologista Dr. Nabil Ghorayeb. Nesta ele falou que a melhor forma de reduzir as chances de ter um problema cardíaco é através da prática de esporte. Porém antes de começar a suar a camisa é importante fazer alguns exames médicos.
Ele também alertou sobre uma coisa importante que às vezes o corredor ignora. Quando você está correndo e começa a sentir dor o melhor é parar. Isto porque a dor é o sintoma de que algo grave pode estar acontecendo. Se a pessoa continua com o exercício ela pode até correr o risco de ter uma morte súbita, revelou o Dr. Ghorayeb.
Portanto, para evitar casos como o de Serginho do São Caetano, deve-se fazer exames médicos regularmente e prestar atenção no corpo durante a prática de esporte. Eu vou fazer o meu exame. E você?
Corridas de Rua · 22 out, 2004
Depois de ter participado da minha primeira prova fiquei com vontade de correr mais. Só que faz três semanas que eu não treino. Isso significa que meu rendimento deve ter caído bastante. Infelizmente não tive tempo de treinar e a preguiça também contribuiu um pouco.
Preguiça para ir treinar. Esse é o meu problema. Ir até o Parque do Ibirapuera se torna às vezes um empecilho. Porém quando chego no treino é muito bom. Eu relaxo e aproveito a corrida.
Por isso eu arranjei uma maneira de correr nos dias de preguiça: esteira. Transfiro o meu treino de rua para a esteira e faço tudo certinho. Mas correr em esteira é bem diferente. O ritmo é sempre constante e por isso eu tenho a sensação de que consigo correr mais na esteira.
Como fiquei um pouco parada não vou enrolar. Realmente não tenho assunto para falar neste capítulo do diário. Mas prometo que na próxima matéria coisas interessantes estarão aqui.
Mulheres · 28 set, 2004
Depois de correr no Parque do Ibirapuera fiz minha primeira prova neste fim de semana. A competição não poderia ser outra o Revezamento do Pão de Açúcar. Para estrear corri numa equipe de oito pessoas e todos eram jornalistas/ atletas.
Cada um percorreu 5,250m e eu fui a segunda integrante a largar. Por sorte comecei a correr às 9h50 e o calor não estava tão forte. Empolgada corri o primeiro quilômetro num ritmo acelerado e logo percebi que daquele jeito não conseguiria terminar o percurso. Então diminui um pouco e comecei a reparar nas pessoas a minha volta.
Tinha gente de todas as idades e classes sociais. Mas o que me chamou a atenção foi a silêncio que havia entre os corredores. A única coisa que se escutava era o barulho das pisadas ou então dos copinhos de água caindo no chão. Às vezes os assistentes da prova davam incentivos para os corredores.
Na metade do percurso minha panturrilha começou a doer. E no segundo posto de água confesso que andei um pouco. O mais engraçado é que na hora que comecei a andar um outro competidor também foi andar. Ele virou e falou: nossa eu estou acabado.
Dei risada, voltei a correr e peguei um novo ritmo. A reta final foi a pior porque não tinha sombra. E minha panturrilha voltou a doer. Mas quando chegou no tapete para a troca me senti muito bem por estar no final.
Fiquei atenta para achar o meu companheiro de equipe para passar a pulseira. Tudo deu certo. O meu tempo foi 40 minutos. Poderia ser melhor, mas a minha treinadora, a Carol, achou bom.
Minha equipe, a Nike Team Imprensa, terminou a prova em 4h02min. Agora quero correr 10km em dezembro no Ayrton Senna Racing Day. Será que eu vou conseguir?
Corridas de Rua · 10 set, 2004
Eu já estou bem adaptada a corrida. Mas algo curioso aconteceu comigo nessa semana. Durante um dos meus treinos eu comecei a sentir uma dorzinha na parte da canela de ambas a pernas. O Aulus, meu treinador, falou que poderia ser canelite. Mas o que seria canelite?
Canelite: inflamação dos tendões e músculos da tíbia. Existem várias causas para essa dorzinha chata como: treinar em solo muito duro, pisar em pronação (para dentro) excessivamente, jogar o peso do corpo para frente, usar tênis duro entre outros.
Essa dor que eu senti durante a corrida provavelmente surgiu porque eu não estava pisando de forma correta ou então usando o tênis errado. E exatamente naquela semana eu tinha comprado um tênis novo, que ainda estava duro e meu pé não estava acostumado. Talvez isso possa ter ocasionado a dor. Depois do treino eu coloquei bolsa de gelo nas canelas durante 15 minutos. E no outros dias eu não senti mais nada.
Por isso vale a dica: é importante que a pessoa antes de sair correndo com o tênis novo use ele para caminhar. Assim os pés se adaptam ao novo calçado e ele fica amaciado.
Também é muito importante comprar um tênis adequado para o seu tipo de pisada. Ao todo existem três tipos de pisadas:
Pisada normal: onde se inicia o contato com o solo do lado externo do
calcanhar e então ocorre uma rotação moderada para dentro, terminando a
passada no centro da planta do pé.
Pronação: onde a pisada também se inicia do lado externo do calcanhar, ou algumas vezes um pouco mais para a parte interna, para então ocorrer uma rotação acentuada do pé para dentro, terminando a passada perto do dedão.
Supinação: onde a pisada inicia no calcanhar do lado externo e se mantêm o contato do pé com o solo do lado externo, terminando a pisada na base do dedinho.
A melhor forma de se avaliar a pisada é com uma avaliação biomecânica em laboratório Mas como isso gasta tempo e dinheiro eu fiz a avaliação mais simples possível verifiquei a sola de um tênis velho.
Ao olhar o desgaste, na parte da planta do pé, pude descobrir o meu tipo de pisada. Eu tenho uma pisada normal, ou neutra como também é conhecida, porque a sola do meu tênis apresentava desgaste no centro da planta do pé.
Mas se este desgaste ocorrer do lado interno na planta do pé a pessoa tem tendência a pronação; se este desgaste ocorrer do lado de fora na planta do pé a pessoa apresenta tendência a supinação.
Corridas de Rua · 10 ago, 2004
Feito o teste, vou começar a treinar. Quando cheguei no Ibira me surpreendi com o número de corredores que treinam lá. Só no meu grupo de assessoria correm em média umas 50 pessoas de noite. Eles não são atletas profissionais, mas buscam uma boa performance e qualidade de vida.
Na minha planilha dessa semana havia treinos que intercalavam caminhadas e trote. Isso mesmo trote, que eu defino como uma caminhada mais rápida e uma corrida bem devagar. Para começar eu fiz um aquecimento e depois segui a risca minha planilha. Eu tive que fazer cinco séries de 800 metros. Mas metade era trotando e a outra metade do percurso caminhando.
E nesse dia eu descobri o quanto é bom correr. A noite em São Paulo estava maravilhosa e por incrível que pareça tinha estrelas no céu. Eu estava um pouco irritada com algumas coisas da faculdade e o meu treino me deixou mais leve.
Ah, eu esqueci de falar como vai ser o meu treino. Eu tenho que correr três vezes por semana, terça e quinta às 19h00 no Ibira e sábado de manhã na Usp. Como eu já falei treino com o pessoal da 4any1. O responsável por esse grupo de corredores é o Aulus. Junto com ele há uma equipe com outros treinadores.
Normalmente o meu treino é supervisionado pela Carol, que a pessoa que cuida da minha planilha. Mas também sempre estão no parque a Gabriela e o Natálio que fazem ótimos alongamentos.
Corridas de Rua · 28 jul, 2004
A partir de hoje você confere o diário de corrida da nossa repórter Donata Lustosa. Quinzenalmente relatos dela estarão no ar. O mais curioso é que ela nunca havia praticado esse esporte que encanta tantos. E o desafio dela será participar de uma prova de no mínimo 10km no fim do ano. Alguns amigos querem que ela participe da São Silvestre. Será que a Donata vai conseguir?
São Paulo - Começar a correr não é uma tarefa fácil. Principalmente quando você está afastado dos esportes a mais de um ano. E esse é o meu caso. No final de 2003 eu comecei a trabalhar no WebRun e confesso que o pique dos corredores, principalmente aqueles com mais de 40 anos, me fez parar e pensar sobre o meu sedentarismo.
No auge dos meus 21 anos, trabalhando em um veículo de esportes, eu estava completamente parada. O máximo que eu fazia no dia era uma caminhada do estacionamento da faculdade até a sala de aula. O que não é uma tarefa tão simples assim, porque para chegar na sala às duas horas da tarde, os alunos são obrigados a subirem uma rampa enorme.
E de repente numa das minhas saídas da redação para entrevistar a galera saudável do Parque do Ibirapuera (Ibira), em São Paulo, eu tive uma idéia. Vou começar a correr e até o fim do ano eu participo de uma prova.
Levei a idéia para o pessoal do WebRun e eles adoraram. Só que eu não imaginei que iria começar a treinar tão rápido. Após uma semana estava eu no Ibira fazendo um teste com a assessoria esportiva 4any1.
Logo de cara enfrentei um percurso de 3km para ver como estava minha resistência. Meu irmão foi me acompanhar sem acreditar que eu iria mesmo começar a correr. E lá fui eu.
Quando cheguei no Parque uma surpresa, a luz do Ibira tinha acabado. E eu, que sempre morei perto do parque e nunca tinha ido lá de noite, comecei a entrar em pânico. Pensei que aquela escuridão era normal.
Na hora até achei que iria desistir dos treinos. Mas encontrei uns amigos que me falaram que a luz tinha acabado. Só que isso não atrapalhou o meu teste, que foi aplicado na única parte clara do parque, perto da praça do Porquinho.
O teste era assim: eu tinha que andar 1km, depois andar 1km mais rápido e por fim trotar 1km. Na hora que a Gabi, treinadora, me falou isso eu imaginei, que seria fácil.
E foi tranqüilo até eu começar a trotar. Porque nessa hora minhas pernas passaram a se movimentar automaticamente. E no final os meus pés e minhas pernas doíam um pouco. Mas até que não foi ruim para a primeira vez.
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