Consultor_MarcusTeshainer

Corra atrás de seus objetivos

Atletismo · 16 fev, 2004

Certa vez eu estava conversando com um amigo que me questionava como eu conseguia treinar tanto e não desistir. Falei de motivação, de superação, e de outras coisas que os psicólogos do esporte costumam falar. Foi quando ele disse que achava esporte muito chato, que cansava e que já tinha tentado praticar inúmeras vezes e nunca tinha dado continuidade, e que na última vez resolveu aceitar: definitivamente ele não gostava de esportes.

Fiquei pensando, é certo que há uma quantidade significativa de pessoas que não gostam de esportes, mas esse sujeito tinha tentado algumas vezes e eu me pergunto: O que o fez desistir?

Fui questionando como ele tinha começado a treinar, com quem, onde, e descobri informações fantásticas que me levaram a escrever esse artigo. Meu amigo praticava atividade física com objetivo emagrecer. Para isso começou a correr influenciado pelas inúmeras pessoas que nos últimos tempos lotam os parques fazendo seu trote ou sua caminhada, e pelas incontáveis revistas e competições que divulgam cada vez mais o esporte. Disse ele que corria uma vez por semana durante uma hora. Corria até cansar e depois caminhava para descansar, corria mais um pouco e caminhava mais um pouco. Após um mês ele constatou que os esforços foram inúteis, não estava mais magro, não tinha tido nenhum ganho com a atividade, pelo contrario, teve uma pequena lesão no joelho que trazia algumas dores.

Hoje eu posso dizer que o motivo da desmotivação do meu amigo é uma falta de planejamento, ou seja, ele tem um objetivo, mas não sabe o caminho para alcança-lo.

Por isso é muito importante ao iniciarmos uma atividade física consultarmos um profissional da área de Educação Física, só ele pode montar um treino adequado ao seu objetivo. Tenho certeza que meu amigo, se desde o início, tivesse procurado um bom profissional teria continuado a treinar pois, com o treino adequado para os seus objetivos, ele não teria se cansado tanto, não teria se lesionado e melhor, teria emagrecido como desejava. E não há nada mais motivador do que se aproximar ou alcançar uma meta.

Muitas vezes sou procurado por atletas ou pessoas que gostam de praticar esportes reclamando de suas atividades e que não conseguem atingir seus objetivos com a prática escolhida. Na maioria das vezes noto que a falta de um planejamento, ou melhor, de um acompanhamento para traçar esse planejamento, é a principal causa. Nesse caso tenho certeza, o psicólogo não tem muito o que fazer, o melhor é procurar um técnico ou educador físico.

Querer praticar um esporte é ter 50% do caminho andado para se iniciar uma prática esportiva, os outros 50% é vestir uma roupa esportiva e sair por aí fazendo seu esporte preferido, mas se quiser continuar a praticar, a atingir seus objetivos, é indispensável, até mesmo numa atividade tão corriqueira como correr, o acompanhamento técnico.


Corra atrás de seus objetivos

Atletismo · 16 fev, 2004

Certa vez eu estava conversando com um amigo que me questionava como eu conseguia treinar tanto e não desistir. Falei de motivação, de superação, e de outras coisas que os psicólogos do esporte costumam falar. Foi quando ele disse que achava esporte muito chato, que cansava e que já tinha tentado praticar inúmeras vezes e nunca tinha dado continuidade, e que na última vez resolveu aceitar: definitivamente ele não gostava de esportes.

Fiquei pensando, é certo que há uma quantidade significativa de pessoas que não gostam de esportes, mas esse sujeito tinha tentado algumas vezes e eu me pergunto: O que o fez desistir?

Fui questionando como ele tinha começado a treinar, com quem, onde, e descobri informações fantásticas que me levaram a escrever esse artigo. Meu amigo praticava atividade física com objetivo emagrecer. Para isso começou a correr influenciado pelas inúmeras pessoas que nos últimos tempos lotam os parques fazendo seu trote ou sua caminhada, e pelas incontáveis revistas e competições que divulgam cada vez mais o esporte. Disse ele que corria uma vez por semana durante uma hora. Corria até cansar e depois caminhava para descansar, corria mais um pouco e caminhava mais um pouco. Após um mês ele constatou que os esforços foram inúteis, não estava mais magro, não tinha tido nenhum ganho com a atividade, pelo contrario, teve uma pequena lesão no joelho que trazia algumas dores.

Hoje eu posso dizer que o motivo da desmotivação do meu amigo é uma falta de planejamento, ou seja, ele tem um objetivo, mas não sabe o caminho para alcança-lo.

Por isso é muito importante ao iniciarmos uma atividade física consultarmos um profissional da área de Educação Física, só ele pode montar um treino adequado ao seu objetivo. Tenho certeza que meu amigo, se desde o início, tivesse procurado um bom profissional teria continuado a treinar pois, com o treino adequado para os seus objetivos, ele não teria se cansado tanto, não teria se lesionado e melhor, teria emagrecido como desejava. E não há nada mais motivador do que se aproximar ou alcançar uma meta.

Muitas vezes sou procurado por atletas ou pessoas que gostam de praticar esportes reclamando de suas atividades e que não conseguem atingir seus objetivos com a prática escolhida. Na maioria das vezes noto que a falta de um planejamento, ou melhor, de um acompanhamento para traçar esse planejamento, é a principal causa. Nesse caso tenho certeza, o psicólogo não tem muito o que fazer, o melhor é procurar um técnico ou educador físico.

Querer praticar um esporte é ter 50% do caminho andado para se iniciar uma prática esportiva, os outros 50% é vestir uma roupa esportiva e sair por aí fazendo seu esporte preferido, mas se quiser continuar a praticar, a atingir seus objetivos, é indispensável, até mesmo numa atividade tão corriqueira como correr, o acompanhamento técnico.

Psicólogo ou Técnico: quem chamar primeiro?

Atletismo · 13 jan, 2004

Dizer que para um atleta ter um bom desempenho em provas é indispensável a presença de um técnico pode parecer óbvio, mas não é. Ainda há muitos atletas que desejam obter resultados em provas e treinam sozinhos. Muitos desses atletas são formados em Educação Física e montam suas próprias planilhas de treino.

Vamos iniciar nosso texto tratando de um desses casos, como o citado - o educador físico que prescreve seu próprio treino. Pensar nesse sujeito é o mesmo que pensar num cirurgião que opera a si mesmo, ou um advogado que vai a um tribunal sozinho, sem representação, ou de um modo caricato, um psicanalista que deita no seu próprio divã a fim de curar-se.

Essa situação pode ser pior quando o atleta não é um educador físico, pois este não conhece as especificidades necessárias ao treino, podendo causar lesões, ou no mínimo, não atingir os objetivos pretendidos e se sentir desmotivado por isso.

Nos exemplos acima notamos uma clareza da impossibilidade de uma...- digamos... - auto–ajuda, e podemos, então, perguntar-nos: porque um educador físico pode auto-ajudar-se?

Sobre o técnico - Falando do ponto de vista da psicologia podemos dizer que o técnico é imprescindível em qualquer caso no qual o objetivo seja o treinamento. Este profissional que garante a qualidade do treino, de modo a proporcionar qualidade de vida para aqueles que praticam uma atividade física, e melhores desempenhos para aqueles que buscam competir.

No primeiro caso o técnico é a melhor pessoa para avaliar os riscos e a qualidade da atividade que está sendo exercitada. É ele também que pode garantir a diversidade do treino, impedindo que este fique monótono e desestimulante para o praticante, motivo que leva muitos deles a desistirem após alguns meses. Nesse caso também é o técnico a melhor pessoa para avaliar a ocorrência de uma lesão, indicando uma parada ou simplesmente a redução da intensidade de treino.

No caso dos atletas, principalmente daqueles que buscam desempenho em competições, o técnico é uma figura fundamental, não só na melhoria do condicionamento físico, mas no trabalho psicológico que pode levar um atleta a ser campeão.

Um bom técnico não cuida só do corpo, é ele quem vai planejar as provas e os treinos, montar os ciclos, periodizar os treinos, discutir com o atleta sobre qual competição participar e em que momento. Ele baseia-se no desempenho físico para traçar metas, tanto nos treinos quanto em competições, que realizem os objetivos do atleta.

Mas parece que a pergunta ainda permanece: o atleta não pode traçar as suas próprias metas e realizar o seu próprio planejamento? Bem... Então vamos falar de outro modo. O técnico é a pessoa habilitada para cobrar de um atleta mais força, ou melhor, desempenho em um treino, baseado em suas observações. É ele também que pode avaliar o limite entre desejo e realidade, e, de modo objetivo, adequá-los.

Vou dar um exemplo: o atleta A sonha em ser campeão brasileiro de atletismo. Ele é formado em Educação Física e prescreve seus próprios treinos. Ele traça metas, mede seus tempos e acredita que poderá correr o Brasileiro no final do ano. Podemos perguntar: ele está flexibilizando seus tempos e suas metas aproximando-os de seus desejos ou está traçando caminhos realmente objetivos?

O técnico, no caso acima, tem condições de mensurar o desempenho desse atleta, cobrar dele que os treinos e as metas sejam cumpridas, e traçar estratégias adequadas a realidade do corredor, sem deixar-se influenciar pelas emoções que envolvem o desejo e as frustrações que a sua não realização acarretam. Quero dizer: o atleta A pensa em ser campeão Brasileiro de atletismo, mas não consegue vencer o campeonato regional, por isso fica frustrado e está acreditando que não é um bom corredor. Com a ajuda de um técnico pode-se avaliar o que o impede de vencer, e traçar um novo esquema de treino para superar essa dificuldade.

Devemos ter claro, que o trabalho do psicólogo do esporte é muito importante, mas só surte efeito numa equipe multidisciplinar. Sozinho o psicólogo não faz milagres, não passando de um luxo desnecessário junto com o técnico ele pode colaborar muito para a melhora do desempenho do atleta.

Por isso, se você prescreve seus próprios treinos e não está conseguindo atingir os seus objetivos, antes de pensar em contratar um psicólogo, contrate um técnico. Muitos dos problemas serão resolvidos e outros aparecerão. Converse com o seu novo técnico se ele topa ter um psicólogo trabalhando com ele.


Psicólogo ou Técnico: quem chamar primeiro?

Atletismo · 13 jan, 2004

Dizer que para um atleta ter um bom desempenho em provas é indispensável a presença de um técnico pode parecer óbvio, mas não é. Ainda há muitos atletas que desejam obter resultados em provas e treinam sozinhos. Muitos desses atletas são formados em Educação Física e montam suas próprias planilhas de treino.

Vamos iniciar nosso texto tratando de um desses casos, como o citado - o educador físico que prescreve seu próprio treino. Pensar nesse sujeito é o mesmo que pensar num cirurgião que opera a si mesmo, ou um advogado que vai a um tribunal sozinho, sem representação, ou de um modo caricato, um psicanalista que deita no seu próprio divã a fim de curar-se.

Essa situação pode ser pior quando o atleta não é um educador físico, pois este não conhece as especificidades necessárias ao treino, podendo causar lesões, ou no mínimo, não atingir os objetivos pretendidos e se sentir desmotivado por isso.

Nos exemplos acima notamos uma clareza da impossibilidade de uma...- digamos... - auto–ajuda, e podemos, então, perguntar-nos: porque um educador físico pode auto-ajudar-se?

Sobre o técnico - Falando do ponto de vista da psicologia podemos dizer que o técnico é imprescindível em qualquer caso no qual o objetivo seja o treinamento. Este profissional que garante a qualidade do treino, de modo a proporcionar qualidade de vida para aqueles que praticam uma atividade física, e melhores desempenhos para aqueles que buscam competir.

No primeiro caso o técnico é a melhor pessoa para avaliar os riscos e a qualidade da atividade que está sendo exercitada. É ele também que pode garantir a diversidade do treino, impedindo que este fique monótono e desestimulante para o praticante, motivo que leva muitos deles a desistirem após alguns meses. Nesse caso também é o técnico a melhor pessoa para avaliar a ocorrência de uma lesão, indicando uma parada ou simplesmente a redução da intensidade de treino.

No caso dos atletas, principalmente daqueles que buscam desempenho em competições, o técnico é uma figura fundamental, não só na melhoria do condicionamento físico, mas no trabalho psicológico que pode levar um atleta a ser campeão.

Um bom técnico não cuida só do corpo, é ele quem vai planejar as provas e os treinos, montar os ciclos, periodizar os treinos, discutir com o atleta sobre qual competição participar e em que momento. Ele baseia-se no desempenho físico para traçar metas, tanto nos treinos quanto em competições, que realizem os objetivos do atleta.

Mas parece que a pergunta ainda permanece: o atleta não pode traçar as suas próprias metas e realizar o seu próprio planejamento? Bem... Então vamos falar de outro modo. O técnico é a pessoa habilitada para cobrar de um atleta mais força, ou melhor, desempenho em um treino, baseado em suas observações. É ele também que pode avaliar o limite entre desejo e realidade, e, de modo objetivo, adequá-los.

Vou dar um exemplo: o atleta A sonha em ser campeão brasileiro de atletismo. Ele é formado em Educação Física e prescreve seus próprios treinos. Ele traça metas, mede seus tempos e acredita que poderá correr o Brasileiro no final do ano. Podemos perguntar: ele está flexibilizando seus tempos e suas metas aproximando-os de seus desejos ou está traçando caminhos realmente objetivos?

O técnico, no caso acima, tem condições de mensurar o desempenho desse atleta, cobrar dele que os treinos e as metas sejam cumpridas, e traçar estratégias adequadas a realidade do corredor, sem deixar-se influenciar pelas emoções que envolvem o desejo e as frustrações que a sua não realização acarretam. Quero dizer: o atleta A pensa em ser campeão Brasileiro de atletismo, mas não consegue vencer o campeonato regional, por isso fica frustrado e está acreditando que não é um bom corredor. Com a ajuda de um técnico pode-se avaliar o que o impede de vencer, e traçar um novo esquema de treino para superar essa dificuldade.

Devemos ter claro, que o trabalho do psicólogo do esporte é muito importante, mas só surte efeito numa equipe multidisciplinar. Sozinho o psicólogo não faz milagres, não passando de um luxo desnecessário junto com o técnico ele pode colaborar muito para a melhora do desempenho do atleta.

Por isso, se você prescreve seus próprios treinos e não está conseguindo atingir os seus objetivos, antes de pensar em contratar um psicólogo, contrate um técnico. Muitos dos problemas serão resolvidos e outros aparecerão. Converse com o seu novo técnico se ele topa ter um psicólogo trabalhando com ele.

Planejar para vencer

Atletismo · 09 dez, 2003

Parte do sucesso de um atleta tanto em competições quanto em sua carreira depende de sua capacidade de planejar e organizar sua vida profissional.

O atleta não deve ter somente um planejamento dos seus treinos, não que isso não seja importante, pelo contrário, é muito importante, mas deve ter um planejamento das provas que pretende participar durante o ano, da sua alimentação, do seu sono, e do momento de prova em que se encontra.

Planejar parece ser um tema difícil para alguns atletas, que estão muito mais preocupados em fazer o que mais gostam, praticar o esporte que escolheram, mas a falta de planejamento é uma das principais causas do insucesso, talvez essa seja a principal diferença entre atletas amadores e de alto desempenho.

O planejamento deve abranger todos os momentos de vida do atleta, ele deve traçar metas e objetivos desde a sua carreira, se perguntar onde quer chegar com eles, até o que fazer quando parar, inclusive os momentos antes de uma prova, se perguntando qual a colocação que pretende chegar, qual a importância da prova para o projeto de sua carreira.

O planejamento está intimamente ligado à motivação, um bom planejamento é aquele que estabelece metas reais e possíveis, e não há nada mais motivador do que alcançar cada uma das metas e se aproximar de um objetivo.

Por exemplo, um atleta que pretende correr o campeonato brasileiro de atletismo na prova de 400 metros e chagar entre os cinco primeiros deve antes se perguntar em quanto tempo ele quer conquistar esse objetivo.

Para responder a essa pergunta ele deve traçar uma séria de passos ou metas que o levam até seu objetivo maior, quanto mais passos entre sua vontade e a realização do seu objetivo, mais fácil será alcançá-lo.

Esse atleta pode iniciar como primeira meta chegar entre os três primeiros no campeonato regional na prova de 100 metros no final de dois meses. Alcançada essa meta pode se propor outra, agora a prova de 200 metros e posteriormente a de 400 metros, desse modo o atleta estará se habituando com a vivência em competições.

Chegando entre os três primeiros nos 400 metros da prova regional está na hora do atleta experimentar campeonatos mais competitivos, talvez seja o momento de tentar um o estadual. Cumprida as metas até o campeonato estadual, será o momento de se lançar no Brasileiro.

Construir um plano de carreira possibilita ao atleta vivenciar inúmeras conquistas e vitórias antes de atingir seu objetivo maior, e permite também a pensar e rever sua estratégia nas derrotas.

O planejamento deve estar presente em toda a carreira de um atleta, desde um plano macro, como o que foi dito acima, até num plano micro, ou seja, dias antes de uma prova, o que se alimentar, como treinar, o que esperar de uma prova, mas isso é tema para um outro artigo.


Planejar para vencer

Atletismo · 09 dez, 2003

Parte do sucesso de um atleta tanto em competições quanto em sua carreira depende de sua capacidade de planejar e organizar sua vida profissional.

O atleta não deve ter somente um planejamento dos seus treinos, não que isso não seja importante, pelo contrário, é muito importante, mas deve ter um planejamento das provas que pretende participar durante o ano, da sua alimentação, do seu sono, e do momento de prova em que se encontra.

Planejar parece ser um tema difícil para alguns atletas, que estão muito mais preocupados em fazer o que mais gostam, praticar o esporte que escolheram, mas a falta de planejamento é uma das principais causas do insucesso, talvez essa seja a principal diferença entre atletas amadores e de alto desempenho.

O planejamento deve abranger todos os momentos de vida do atleta, ele deve traçar metas e objetivos desde a sua carreira, se perguntar onde quer chegar com eles, até o que fazer quando parar, inclusive os momentos antes de uma prova, se perguntando qual a colocação que pretende chegar, qual a importância da prova para o projeto de sua carreira.

O planejamento está intimamente ligado à motivação, um bom planejamento é aquele que estabelece metas reais e possíveis, e não há nada mais motivador do que alcançar cada uma das metas e se aproximar de um objetivo.

Por exemplo, um atleta que pretende correr o campeonato brasileiro de atletismo na prova de 400 metros e chagar entre os cinco primeiros deve antes se perguntar em quanto tempo ele quer conquistar esse objetivo.

Para responder a essa pergunta ele deve traçar uma séria de passos ou metas que o levam até seu objetivo maior, quanto mais passos entre sua vontade e a realização do seu objetivo, mais fácil será alcançá-lo.

Esse atleta pode iniciar como primeira meta chegar entre os três primeiros no campeonato regional na prova de 100 metros no final de dois meses. Alcançada essa meta pode se propor outra, agora a prova de 200 metros e posteriormente a de 400 metros, desse modo o atleta estará se habituando com a vivência em competições.

Chegando entre os três primeiros nos 400 metros da prova regional está na hora do atleta experimentar campeonatos mais competitivos, talvez seja o momento de tentar um o estadual. Cumprida as metas até o campeonato estadual, será o momento de se lançar no Brasileiro.

Construir um plano de carreira possibilita ao atleta vivenciar inúmeras conquistas e vitórias antes de atingir seu objetivo maior, e permite também a pensar e rever sua estratégia nas derrotas.

O planejamento deve estar presente em toda a carreira de um atleta, desde um plano macro, como o que foi dito acima, até num plano micro, ou seja, dias antes de uma prova, o que se alimentar, como treinar, o que esperar de uma prova, mas isso é tema para um outro artigo.

Iniciação esportiva ou pequeno campeão?

Corridas de Rua · 18 nov, 2003

Muitos filhos de atletas vêem os seus pais treinando e pedem para praticar o mesmo esporte, até mesmo por identificação, mas vale perguntar: quando é o momento de especificar em uma modalidade?

É muito comum crianças até aproximadamente dez anos, quererem imitar os pais, e pedirem para praticar, treinar, ou jogar o mesmo esporte que o adulto. Aí a postura do adulto normalmente é de desconcerto que se baseia em questionamentos referente à intensidade do treino: será que o corpo da criança agüentaria? Ou de proibição: ele ainda não tem idade. Ou mesmo, no outro pólo, de orgulho, e logo colocando o filho numa escolinha, em um centro de treinamento, em uma consultoria esportiva.

Quando estamos tratando de crianças temos de tomar alguns cuidados ao encaminhá-las para o esporte, quem pratica sabe do beneficio que ele proporciona, e privar a criança desses benefícios seria um ‘pecado’, porém a rotina de treinos de competições pode estressar e traumatizar o infante de tal modo que resulte num desinteresse total por esporte quando ela chegar na vida adulta.

Nunca devemos esquecer também que as crianças estão em fase de crescimento, e que seus corpos estão em formação, e o desenvolvimento do corpo com uma atividade a fim de ganhar desempenho poderia trazer problemas de formação, no corpo da criança, irreparáveis.

O que fazer então? Qual é a solução para iniciar seu filho pequeno numa atividade esportiva?

A melhor solução é através da iniciação esportiva, que deve acontecer sempre de forma lúdica, com brincadeiras e jogos para que o futuro pequeno atleta aprenda as diversas possibilidades do seu corpo e de seus movimentos.

Especificar logo de início é impedir que a criança desenvolva uma boa educação física e impossibilitar a liberdade de escolher qual atividade mais lhe agrada.

Uma boa iniciação esportiva deve, como já foi dito, trabalhar principalmente com o lúdico e desenvolver as diversas potencialidades de movimentos que exige a atividade física. Conforme a criança cresce é interessante lentamente introduzindo as mais diversas modalidades esportivas: as coletivas e as individuais, para que ela, no final de sua infância, início da adolescência, quando é o momento das escolhas, decida qual caminho seguir, qual esporte praticar e como praticar.

Os pais atletas não devem se sentir culpados ou decepcionados caso seu filho não goste de esporte e prefira outras atividades, principalmente na adolescência é comum haver uma tentativa de diferenciação dos pais, e a forma que normalmente é encontrada para isso, é a negação dos valores familiares.

Um pai deve ficar orgulhoso por ter dado a seu filho a possibilidade de escolher o esporte que quisesse, e a possibilidade de praticar ou não esporte. Esse pai ensinou ao filho o exercício da liberdade e juntamente com ele o da responsabilidade.


Iniciação esportiva ou pequeno campeão?

Corridas de Rua · 18 nov, 2003

Muitos filhos de atletas vêem os seus pais treinando e pedem para praticar o mesmo esporte, até mesmo por identificação, mas vale perguntar: quando é o momento de especificar em uma modalidade?

É muito comum crianças até aproximadamente dez anos, quererem imitar os pais, e pedirem para praticar, treinar, ou jogar o mesmo esporte que o adulto. Aí a postura do adulto normalmente é de desconcerto que se baseia em questionamentos referente à intensidade do treino: será que o corpo da criança agüentaria? Ou de proibição: ele ainda não tem idade. Ou mesmo, no outro pólo, de orgulho, e logo colocando o filho numa escolinha, em um centro de treinamento, em uma consultoria esportiva.

Quando estamos tratando de crianças temos de tomar alguns cuidados ao encaminhá-las para o esporte, quem pratica sabe do beneficio que ele proporciona, e privar a criança desses benefícios seria um ‘pecado’, porém a rotina de treinos de competições pode estressar e traumatizar o infante de tal modo que resulte num desinteresse total por esporte quando ela chegar na vida adulta.

Nunca devemos esquecer também que as crianças estão em fase de crescimento, e que seus corpos estão em formação, e o desenvolvimento do corpo com uma atividade a fim de ganhar desempenho poderia trazer problemas de formação, no corpo da criança, irreparáveis.

O que fazer então? Qual é a solução para iniciar seu filho pequeno numa atividade esportiva?

A melhor solução é através da iniciação esportiva, que deve acontecer sempre de forma lúdica, com brincadeiras e jogos para que o futuro pequeno atleta aprenda as diversas possibilidades do seu corpo e de seus movimentos.

Especificar logo de início é impedir que a criança desenvolva uma boa educação física e impossibilitar a liberdade de escolher qual atividade mais lhe agrada.

Uma boa iniciação esportiva deve, como já foi dito, trabalhar principalmente com o lúdico e desenvolver as diversas potencialidades de movimentos que exige a atividade física. Conforme a criança cresce é interessante lentamente introduzindo as mais diversas modalidades esportivas: as coletivas e as individuais, para que ela, no final de sua infância, início da adolescência, quando é o momento das escolhas, decida qual caminho seguir, qual esporte praticar e como praticar.

Os pais atletas não devem se sentir culpados ou decepcionados caso seu filho não goste de esporte e prefira outras atividades, principalmente na adolescência é comum haver uma tentativa de diferenciação dos pais, e a forma que normalmente é encontrada para isso, é a negação dos valores familiares.

Um pai deve ficar orgulhoso por ter dado a seu filho a possibilidade de escolher o esporte que quisesse, e a possibilidade de praticar ou não esporte. Esse pai ensinou ao filho o exercício da liberdade e juntamente com ele o da responsabilidade.

Respiração e Pulsação – formas de ouvir o seu corpo

Atletismo · 01 set, 2003

Respirar é um ato tão prosaico e habitual que nem nos damos conta que o executamos. Porém, quando falamos de atletas, seja de final de semana ou de alto rendimento, esse ato ganha contornos específicos e merece maior atenção.

Na vida de um atleta o ato de respirar está associado ao desempenho, à fadiga e à qualidade da atividade esportiva. A respiração é um parâmetro de como está acontecendo o treino, uma referência dos limites do corpo.

Não pretendo discutir como se deve respirar durante uma prática, se devemos soltar o ar pela boca ou pelo nariz, se devemos inspirar de forma breve ou prolongada. Questões como essas são muito discutidas e estudadas entre fisiologistas do exercício e educadores físicos. O que pretendo é discutir os aspectos psicológicos do cuidado com a respiração.

Respirar, ou melhor, atentar para a respiração pode ser um momento precioso em que o praticante de um esporte pode tomar consciência do seu esforço, da sua capacidade. Pode até ser um momento de tomar a decisão de mudar a estratégia de uma prova. Estar atento à respiração é uma boa oportunidade de tomar consciência das condições de seu corpo.

Fique atento a como você respira em repouso - quando está vendo televisão por exemplo-, verifique: sua inspiração é mais longa ou mais breve que a expiração? Você realiza movimentos abdominais enquanto respira? Qual é o tempo de um ciclo respiratório inteiro?

Quando você estiver iniciando o exercício verifique as mesmas coisas, bem como durante todas as fases do treino e até meia hora depois do seu final e compare cada uma delas. Você perceberá diferentes momentos, formas distintas de respirar em momentos diversos.

Depois de ter feito essa observação vamos torná-la mais refinada. Enquanto você respira imagine o ar entrando e saindo pelas suas narinas ou boca, tente traçar o caminho que ele faz até seu pulmão, imagine-o inflando e esvaziando, tente sentir a quantidade de ar que você está capturando e expelindo.
Finalmente, tente relacionar sua respiração com o seu pulso sanguíneo, sinta o que acontece com o seu coração nos mais diversos tipos de respiração, imagine a quantidade de sangue e o percurso do sangue em cada batida.

Se você conseguir tomar consciência da sua respiração e pulsação você conseguirá perceber qual é o estado do seu corpo no momento exato do treino e poderá traçar estratégias para reduzir a fadiga ou evitá-la durante uma prova de longa duração, por exemplo.

Em um sentido mais amplo, você poderá controlar melhor suas reservas de energia, irá perceber o exato momento de dar um sprint ou de diminuir um pouco o ritmo, de mudar o padrão respiratório e tentar uma recuperação. Você poderá sentir a melhor hora de hidratar-se ou de suplementar-se, pois a atenção à sua respiração te colocará em contato com seu corpo. Você terá um indicador subjetivo do seu treino, sendo capaz de imprimir um ritmo mais leve ou pesado conforme seu técnico solicitar, ou conforme você planejar para aquele dia.

Resumindo: Atentar para a respiração e para a pulsação possibilita uma escuta das linguagens do corpo. Seu corpo está a toda hora te dizendo sobre você. É preciso saber escutá-lo.


Respiração e Pulsação – formas de ouvir o seu corpo

Atletismo · 01 set, 2003

Respirar é um ato tão prosaico e habitual que nem nos damos conta que o executamos. Porém, quando falamos de atletas, seja de final de semana ou de alto rendimento, esse ato ganha contornos específicos e merece maior atenção.

Na vida de um atleta o ato de respirar está associado ao desempenho, à fadiga e à qualidade da atividade esportiva. A respiração é um parâmetro de como está acontecendo o treino, uma referência dos limites do corpo.

Não pretendo discutir como se deve respirar durante uma prática, se devemos soltar o ar pela boca ou pelo nariz, se devemos inspirar de forma breve ou prolongada. Questões como essas são muito discutidas e estudadas entre fisiologistas do exercício e educadores físicos. O que pretendo é discutir os aspectos psicológicos do cuidado com a respiração.

Respirar, ou melhor, atentar para a respiração pode ser um momento precioso em que o praticante de um esporte pode tomar consciência do seu esforço, da sua capacidade. Pode até ser um momento de tomar a decisão de mudar a estratégia de uma prova. Estar atento à respiração é uma boa oportunidade de tomar consciência das condições de seu corpo.

Fique atento a como você respira em repouso - quando está vendo televisão por exemplo-, verifique: sua inspiração é mais longa ou mais breve que a expiração? Você realiza movimentos abdominais enquanto respira? Qual é o tempo de um ciclo respiratório inteiro?

Quando você estiver iniciando o exercício verifique as mesmas coisas, bem como durante todas as fases do treino e até meia hora depois do seu final e compare cada uma delas. Você perceberá diferentes momentos, formas distintas de respirar em momentos diversos.

Depois de ter feito essa observação vamos torná-la mais refinada. Enquanto você respira imagine o ar entrando e saindo pelas suas narinas ou boca, tente traçar o caminho que ele faz até seu pulmão, imagine-o inflando e esvaziando, tente sentir a quantidade de ar que você está capturando e expelindo.
Finalmente, tente relacionar sua respiração com o seu pulso sanguíneo, sinta o que acontece com o seu coração nos mais diversos tipos de respiração, imagine a quantidade de sangue e o percurso do sangue em cada batida.

Se você conseguir tomar consciência da sua respiração e pulsação você conseguirá perceber qual é o estado do seu corpo no momento exato do treino e poderá traçar estratégias para reduzir a fadiga ou evitá-la durante uma prova de longa duração, por exemplo.

Em um sentido mais amplo, você poderá controlar melhor suas reservas de energia, irá perceber o exato momento de dar um sprint ou de diminuir um pouco o ritmo, de mudar o padrão respiratório e tentar uma recuperação. Você poderá sentir a melhor hora de hidratar-se ou de suplementar-se, pois a atenção à sua respiração te colocará em contato com seu corpo. Você terá um indicador subjetivo do seu treino, sendo capaz de imprimir um ritmo mais leve ou pesado conforme seu técnico solicitar, ou conforme você planejar para aquele dia.

Resumindo: Atentar para a respiração e para a pulsação possibilita uma escuta das linguagens do corpo. Seu corpo está a toda hora te dizendo sobre você. É preciso saber escutá-lo.

Alongue sua saúde

Atletismo · 01 set, 2003

Todo técnico e todo educador físico reconhece a importância do alongamento antes e depois do exercício. Por outro lado muitos atletas não suportam ficar parados numa mesma posição com o desejo de praticarem sua modalidade preferida apertando.

Por que não aproveitar o – necessário - momento do alongamento para conhecer seu corpo e evitar lesões? O alongamento pode ser associado a um trabalho psicológico, o que pode tornar esse momento muito mais prazeroso.

Enquanto estiver alongando aproveite para concentrar-se. A concentração é de fundamental importância para o sucesso de uma prova ou para realizar um bom treino. Pode proporcionar maior precisão de movimentos e melhora de desempenho

Uma boa concentração pode permitir ao atleta que não ultrapasse demais os limites do seu corpo e assim evite lesões que o deixaria fora dos treinos por um bom tempo- o que seria desastroso. Se o atleta aprende a ouvir seu corpo, pode optar por interromper um treino ou diminuir a sua intensidade, o que permitiria que ele continue treinando no dia seguinte.

O alongamento é o momento perfeito para o atleta começar a desligar-se dos estimules externos e atentar para a tarefa que realizará. Enquanto estiver alongando sinta o músculo que está trabalhando, imagine o seu músculo sendo esticado, pense na atividade que ele realizará com o seu esporte, imagine-se já na atividade e visualize o esforço que o músculo exercerá.

Durante o alongamento respire profunda e pausadamente e calcule o tempo do alongamento pelo número de ciclos respiratórios. Assim você estará internalizando o tempo de sua respiração, que é um tempo do seu corpo, que pode ser muito útil numa prova e num treino.

Sinta o ar entrando e saindo e, enquanto alonga, visualize os músculos que serão mais exigidos enchendo-se de sangue e que isso vai aliviando sua dor. Nas expirações imagine mais sangue no músculo e force um pouquinho mais, percebendo e sem ultrapassar demais o seu limite. Esse é um bom momento para perceber o seu limite e entender que ultrapassá-lo deve ser uma conquista e não uma imposição - isso fica claro no alongamento e é uma lição para a vida.

Após o treino use o alongamento para fazer um inventario de como está seu corpo e para sentir o prazer que o final da prática te traz. Ao alongar-se após o treino verifique como estão os músculos, se há dor, como é essa dor, tente descrevê-la para si, dar um nome. Respire e descanse. Solte o ar e junto com o alongamento solte o corpo. Sinta cada parte do seu corpo e onde elas estão articuladas.

Esse é o um bom momento para rever seu treino ou prova, verificando o que você fez, como você exigiu dos músculos e em que trechos do treino ou da prova você exigiu mais. O alongamento é um bom momento para você concentrar-se no seu corpo apoderando se dele, criando uma harmonia entre o que você quer realizar e o que seu corpo pode realizar, otimizando o seu treino. Por isso repito: use o momento do alongamento para se concentrar no seu corpo e na sua prática e alongue cada vez mais a saúde do seu corpo.

Conhecer os limites do seu corpo é o primeiro passo para ultrapassá-los, e isso deve ser feito com respeito, por isso é importante conhecer até onde o seu corpo te permite ultrapassá-lo, pois se você negligenciá-lo certamente ele te responderá com uma lesão, que pode te tirar por muitos meses dos treinos e competições.

Começar a perceber até onde você pode alongar, e ir vendo que com o alongamento constante você aumentou a sua amplitude é um bom começo para você começar a planejar melhor seu treino e vencer suas barreiras.


Alongue sua saúde

Atletismo · 01 set, 2003

Todo técnico e todo educador físico reconhece a importância do alongamento antes e depois do exercício. Por outro lado muitos atletas não suportam ficar parados numa mesma posição com o desejo de praticarem sua modalidade preferida apertando.

Por que não aproveitar o – necessário - momento do alongamento para conhecer seu corpo e evitar lesões? O alongamento pode ser associado a um trabalho psicológico, o que pode tornar esse momento muito mais prazeroso.

Enquanto estiver alongando aproveite para concentrar-se. A concentração é de fundamental importância para o sucesso de uma prova ou para realizar um bom treino. Pode proporcionar maior precisão de movimentos e melhora de desempenho

Uma boa concentração pode permitir ao atleta que não ultrapasse demais os limites do seu corpo e assim evite lesões que o deixaria fora dos treinos por um bom tempo- o que seria desastroso. Se o atleta aprende a ouvir seu corpo, pode optar por interromper um treino ou diminuir a sua intensidade, o que permitiria que ele continue treinando no dia seguinte.

O alongamento é o momento perfeito para o atleta começar a desligar-se dos estimules externos e atentar para a tarefa que realizará. Enquanto estiver alongando sinta o músculo que está trabalhando, imagine o seu músculo sendo esticado, pense na atividade que ele realizará com o seu esporte, imagine-se já na atividade e visualize o esforço que o músculo exercerá.

Durante o alongamento respire profunda e pausadamente e calcule o tempo do alongamento pelo número de ciclos respiratórios. Assim você estará internalizando o tempo de sua respiração, que é um tempo do seu corpo, que pode ser muito útil numa prova e num treino.

Sinta o ar entrando e saindo e, enquanto alonga, visualize os músculos que serão mais exigidos enchendo-se de sangue e que isso vai aliviando sua dor. Nas expirações imagine mais sangue no músculo e force um pouquinho mais, percebendo e sem ultrapassar demais o seu limite. Esse é um bom momento para perceber o seu limite e entender que ultrapassá-lo deve ser uma conquista e não uma imposição - isso fica claro no alongamento e é uma lição para a vida.

Após o treino use o alongamento para fazer um inventario de como está seu corpo e para sentir o prazer que o final da prática te traz. Ao alongar-se após o treino verifique como estão os músculos, se há dor, como é essa dor, tente descrevê-la para si, dar um nome. Respire e descanse. Solte o ar e junto com o alongamento solte o corpo. Sinta cada parte do seu corpo e onde elas estão articuladas.

Esse é o um bom momento para rever seu treino ou prova, verificando o que você fez, como você exigiu dos músculos e em que trechos do treino ou da prova você exigiu mais. O alongamento é um bom momento para você concentrar-se no seu corpo apoderando se dele, criando uma harmonia entre o que você quer realizar e o que seu corpo pode realizar, otimizando o seu treino. Por isso repito: use o momento do alongamento para se concentrar no seu corpo e na sua prática e alongue cada vez mais a saúde do seu corpo.

Conhecer os limites do seu corpo é o primeiro passo para ultrapassá-los, e isso deve ser feito com respeito, por isso é importante conhecer até onde o seu corpo te permite ultrapassá-lo, pois se você negligenciá-lo certamente ele te responderá com uma lesão, que pode te tirar por muitos meses dos treinos e competições.

Começar a perceber até onde você pode alongar, e ir vendo que com o alongamento constante você aumentou a sua amplitude é um bom começo para você começar a planejar melhor seu treino e vencer suas barreiras.

Competições: motivação e stress

Atletismo · 29 ago, 2003

Em uma competição o atleta se vê afetado por uma série de emoções que muitas vezes não sabe reconhecer ou nomear. Muitas dessas emoções podem ser extremamente positivas no sentido de levar o atleta a atingir melhores resultados – nesse caso estamos falamos de motivação.

Por outro, lado existem emoções que impedem o atleta de atingir o ápice de seu rendimento, impedindo-o de realizar sua tarefa com competência – neste caso estamos falando do stress ou da ansiedade.

A motivação é, muitas vezes, entendida como o principal motivo do sucesso de um atleta e o fracasso dele, muitas vezes, é explicado através de uma “desmotivação”. Podemos dizer que existem dois tipos de motivação - a intrínseca e a extrínseca. A intrínseca refere-se ao prazer que um atleta tem em realizar uma tarefa, como este se sente após correr 10 Km, a busca por sentir as sensações corporais após um dia de treino. Essa motivação diz respeito a energia que o atleta encontra para realizar uma tarefa, a fim de conseguir uma sensação que se origina dele mesmo.

A motivação extrínseca refere-se a uma valorização que vem do meio externo: pode ser uma palavra do técnico, um aplauso da torcida, o carinho de alguém querido. É uma força originada pela vontade de conquistar um reconhecimento externo.

Podemos entender que a motivação intrínseca refere-se a um reconhecimento e uma valorização interna do próprio atleta, e a extrínseca a um reconhecimento que parte do ambiente.

Tanto a motivação intrínseca quanto a extrínseca são importantes pois ao vencer uma prova, um atleta competitivo recebe reconhecimentos tanto internos quanto externos. Perguntar-se por que quer vencer a prova, o que espera receber ao ganhá-la pode ajudar o atleta a identificar as suas motivações.
Há alguns fatores como o stress e a ansiedade que interferem negativamente na motivação. Muitas vezes são gerados por problemas pessoais ou do próprio treino, ou por incertezas do atleta em relação ao seu próprio preparo ou o preparo dos outros competidores. Uma prática que ajuda muito o atleta a se manter motivado é traçar, junto ao técnico um bom planejamento de metas e objetivos, tanto em relação a uma prova quanto ao calendário do ano. Saber o que pretende em cada prova, ter clareza da importância de cada uma delas e quais as reais possibilidades de atingir os objetivos.

Como exemplo imaginemos um atleta que começou a competir nesse ano. Ele ainda não tem experiência e nem alcançou resultados significativos. Seria um objetivo irreal esperar que ele fosse campeão brasileiro no final da temporada, isso desmotivaria o atleta, pois dificilmente ele conseguiria atingí-lo. Ao dividir esse objetivo final em diferentes etapas a serem cumpridas - como primeiro vencer os campeonatos regionais, para depois almejar os estaduais e finalmente o brasileiro - estamos traçando possibilidades reais de realização, o que de fato motiva o atleta.

Da mesma forma, muitos atletas preocupam-se excessivamente com seus adversários. Antes de competirem querem saber quem estará em seu balizamento e comparam-se com os outros atletas. Esse é um fator gerador de stress e muito desmotivador, uma vez que não é possível exercer nenhum controle sobre o treino e o preparo de outros, mas apenas sobre o próprio treino.

Assim, o atleta deve concentrar-se no próprio preparo, confiar no próprio treino e no técnico, traçar uma estratégia de prova e segui-la dentro do planejado, ter em mente que se o adversário te passou em uma prova de longa distância ele pode estar usando uma estratégia diferente daquela traçada por você e seu técnico, e que essa pode ser a melhor.

Por isso é importante uma boa visualização da prova. Antes de largar o atleta deve imaginar-se executando todo o percurso, como se já estivesse competindo, e tentar, após a largada, executar exatamente o que visualizou. O atleta que faz uma boa visualização não enfrenta surpresas durante a prova.


Competições: motivação e stress

Atletismo · 29 ago, 2003

Em uma competição o atleta se vê afetado por uma série de emoções que muitas vezes não sabe reconhecer ou nomear. Muitas dessas emoções podem ser extremamente positivas no sentido de levar o atleta a atingir melhores resultados – nesse caso estamos falamos de motivação.

Por outro, lado existem emoções que impedem o atleta de atingir o ápice de seu rendimento, impedindo-o de realizar sua tarefa com competência – neste caso estamos falando do stress ou da ansiedade.

A motivação é, muitas vezes, entendida como o principal motivo do sucesso de um atleta e o fracasso dele, muitas vezes, é explicado através de uma “desmotivação”. Podemos dizer que existem dois tipos de motivação - a intrínseca e a extrínseca. A intrínseca refere-se ao prazer que um atleta tem em realizar uma tarefa, como este se sente após correr 10 Km, a busca por sentir as sensações corporais após um dia de treino. Essa motivação diz respeito a energia que o atleta encontra para realizar uma tarefa, a fim de conseguir uma sensação que se origina dele mesmo.

A motivação extrínseca refere-se a uma valorização que vem do meio externo: pode ser uma palavra do técnico, um aplauso da torcida, o carinho de alguém querido. É uma força originada pela vontade de conquistar um reconhecimento externo.

Podemos entender que a motivação intrínseca refere-se a um reconhecimento e uma valorização interna do próprio atleta, e a extrínseca a um reconhecimento que parte do ambiente.

Tanto a motivação intrínseca quanto a extrínseca são importantes pois ao vencer uma prova, um atleta competitivo recebe reconhecimentos tanto internos quanto externos. Perguntar-se por que quer vencer a prova, o que espera receber ao ganhá-la pode ajudar o atleta a identificar as suas motivações.
Há alguns fatores como o stress e a ansiedade que interferem negativamente na motivação. Muitas vezes são gerados por problemas pessoais ou do próprio treino, ou por incertezas do atleta em relação ao seu próprio preparo ou o preparo dos outros competidores. Uma prática que ajuda muito o atleta a se manter motivado é traçar, junto ao técnico um bom planejamento de metas e objetivos, tanto em relação a uma prova quanto ao calendário do ano. Saber o que pretende em cada prova, ter clareza da importância de cada uma delas e quais as reais possibilidades de atingir os objetivos.

Como exemplo imaginemos um atleta que começou a competir nesse ano. Ele ainda não tem experiência e nem alcançou resultados significativos. Seria um objetivo irreal esperar que ele fosse campeão brasileiro no final da temporada, isso desmotivaria o atleta, pois dificilmente ele conseguiria atingí-lo. Ao dividir esse objetivo final em diferentes etapas a serem cumpridas - como primeiro vencer os campeonatos regionais, para depois almejar os estaduais e finalmente o brasileiro - estamos traçando possibilidades reais de realização, o que de fato motiva o atleta.

Da mesma forma, muitos atletas preocupam-se excessivamente com seus adversários. Antes de competirem querem saber quem estará em seu balizamento e comparam-se com os outros atletas. Esse é um fator gerador de stress e muito desmotivador, uma vez que não é possível exercer nenhum controle sobre o treino e o preparo de outros, mas apenas sobre o próprio treino.

Assim, o atleta deve concentrar-se no próprio preparo, confiar no próprio treino e no técnico, traçar uma estratégia de prova e segui-la dentro do planejado, ter em mente que se o adversário te passou em uma prova de longa distância ele pode estar usando uma estratégia diferente daquela traçada por você e seu técnico, e que essa pode ser a melhor.

Por isso é importante uma boa visualização da prova. Antes de largar o atleta deve imaginar-se executando todo o percurso, como se já estivesse competindo, e tentar, após a largada, executar exatamente o que visualizou. O atleta que faz uma boa visualização não enfrenta surpresas durante a prova.