Corridas de Rua · 16 dez, 2009
Este ano as brasileiras Maria Zeferina Baldaia, Marizete Rezende e Lucélia Peres terão um motivo a mais para alcançar o primeiro lugar da São Silvestre e desbancar as africanas, que dominam a competição de forma ininterrupta há dois anos. O trio canarinho tentará o inédito bicampeonato.
A vitória de Baldaia em 2001, Marizete em 2002 e Lucélia em 2006 integra o seleto grupo de brasileiras que ergueram o caneco dourado da mais tradicional competição do calendário nacional. Além delas, apenas Carmen de Oliveira, em 1995, e Roseli Machado, em 1996 alcançaram o primeiro posto em 34 anos de história da prova feminina.
Em ritmo de preparação para a última prova do ano, Baldaia foi a 11ª na Volta da Pampulha no último dia seis, em Belo Horizonte (MG) e tenta se recuperar de um problema hormonal que a prejudicou nesta temporada. Estou treinando muito bem e espero repetir na prova o que estou fazendo na minha preparação", comenta a corredora de 37 anos.
Já a goiana Marizete Rezende, vice na São Silvestre em 2007, obteve apenas o 15º lugar na Pampulha e perdeu a liderança do Ranking Caixa/ CBAt para sua xará Marizete Moreira. "Estive muito perto do bi em 2007 e estou me preparando para correr melhor no final do ano. Usei a Pampulha apenas como uma fase de preparação", relata a atleta de 34 anos.
Quem também luta contra problemas na temporada é Lucélia Peres, que ficou afastada de grandes competições devido a uma lesão no pé. "Estou melhorando de semana para semana e acho que estarei bem melhor na São Silvestre", afirma a competidora de 28 anos, que foi a oitava colocada na Pampulha.
Largadas - Os tiros de partida serão os seguintes: 15h cadeirantes e handcycle (masculino e feminino); 15h05 - outras categorias de atletas com deficiência; 16h30 - elite feminina; e 16h47 - elite masculina e demais categorias. Mais uma vez os 15 quilômetros da disputa prometem uma grande festa para os corredores e para o público presente.
Corridas de Rua · 16 dez, 2009
As condições da tradicional Corrida de São Silvestre, que acontece no próximo dia 31 em São Paulo, são peculiares. Ao todo 20 mil pessoas participam da prova, além disso, a largada é por volta das 16h, o evento acontece no último dia do ano e dezembro é um dos meses mais quentes no Brasil. Por isso a prova paulista requer um pouco mais de estratégia se comprada com outras provas de 15 quilômetros.
O treinador Aulus Sellmer, da assessoria esportiva 4any1, já correu a São Silvestre na época em que a largada era noturna, e para ele toda cautela antes e durante a competição é válida. Por isso o participante deve fazer uma boa alimentação e hidratação antes e durante a prova.
Outro fato que acontece na São Silvestre é a longa espera pela largada. Muitos atletas chegam cedo à prova para garantirem um lugar bom na largada. Mas para isso, eles ficam muito tempo embaixo de sol e calor, algumas vezes sem necessidade.
O pelotão vai se formando na largada em função do ritmo. Quanto mais rápido você for fazer a prova, mais cedo você deve chegar lá. Mas para um iniciante e para alguém que não se preocupa muito com tempo, o ideal é chegar mais próximo da hora e deixar a muvuca passar. Até porque o chip dele só vai ser marcado quando ele passar pelo pórtico de largada, conta.
Depois de iniciada a prova, geralmente começa a euforia da corrida. Esse é outro ponto, que segundo o treinador, deve ser contido. A largada é num período de muito calor e umidade, por isso tem que ter cuidado com o ritmo que vai fazer a prova, explica. Eu dividiria a São Silvestre em três partes. Os cinco primeiros quilômetros faria de forma conservadora. A metade da prova correria um pouco mais rápido e os últimos cinco quilômetros faria mais lento, porque tem a subida da Av. Brigadeiro, acrescenta.
O miolo da prova também não é fácil. De acordo com Sellmer, lá o corredor encontra muitas subidas e descidas. Já a subida da Brigadeiro, o bicho papão da São Silvestre, deve ser feita também com cautela. A Brigadeiro acaba sendo difícil para quem não faz uma estratégia correta. Por isso eu sempre falo que o último trecho da São Silvestre deve ser feito mais leve, alerta.
Como conseguir bom tempo na São Silvestre? Para os atletas mais experientes, que buscam melhorar o tempo na corrida paulista, é importante estar ciente que lá não é possível manter o mesmo ritmo durante toda a prova. E esse é o segredo para se dar bem.
Não dá para você correr 5min/km, por exemplo, do começo ao fim, porque tem muitos aclives e declives e na subida o corredor não vai conseguir manter o ritmo, revela o treinador. O interessante, para ele, é além de dividir a prova em três partes, o corredor deve fazer os trechos de subida de forma mais lenta e compensar esse tempo nos trechos planos.
Indagado se a São Silvestre funciona como uma espécie de batismo para o corredor iniciante, Sellmer acredita que sim. Todo corredor deve participar da São Silvestre pelo menos uma vez na vida. É muito difícil, o calor é forte, tem gente que só quer fazer festa e acaba te atrapalhando. Mas ou mesmo tempo tem a torcida, gente incentivando, o desafio da Brigadeiro. Além de ser uma é uma prova tradicional, finaliza.
Corridas de Rua · 13 dez, 2009
Neste domingo (13/12) aconteceu em Santana, zona norte de São Paulo, a edição 2009 da Corrida Sargento Gonzaguinha, prova de 15 quilômetros que serviu como última seletiva para a São Silvestre. Sob forte chuva, Franck Caldeira venceu a disputa masculina, enquanto no feminino Zenaide Vieira chegou com sobra.
São Paulo - O domingo amanheceu chuvoso e com baixas temperaturas na zona norte da capital paulista, condição que não desanimou os milhares de corredores que logo cedo se aqueciam na Avenida Cruzeiro do Sul, em frente à Escola de Educação Física da Polícia Militar. Os primeiros a saírem foram os cadeirantes, logo em seguida a elite feminina e depois, às 8h, a elite masculina e pelotão geral.
A chuva não deu trégua durante todo o trajeto, o que obrigou os corredores a desviar de poças dágua e procurar a melhor tangência nas curvas com cuidado para não escorregar. Logo no começo da disputa masculina um grande pelotão se formou com vários atletas, entre eles Franck e alguns de seus companheiros da equipe do Cruzeiro.
A partir do quilômetro 10 o mineiro abriu em relação aos adversários e não foi mais alcançado até cruzar a linha de chegada em primeiro com o tempo de 45min40. Tirando a chuva e a umidade, fiz uma marca legal, comenta. Corri visando a preparação para a São Silvestre. Passei muito tempo longe das competições e meu tempo de treino é curto, então tenho que girar as pernas para chegar bem, completa.
Ainda segundo Franck, empolgação e motivação não vão faltar no último dia do ano para tentar o bicampeonato de umas das mais tradicionais prova do calendário nacional. Vou vestir a camisa da São Silvestre, ou seja, ter coração, alma, espírito e mais do que tudo preparação. Já são dois domingos que corro com chuva e nada melhor do que um dia 31 chuvoso, assim eu posso disfarçar as lágrimas caso vença novamente.
A segunda colocação ficou com Cristiano Machado, também do Cruzeiro, ao marcar 46min23, enquanto a terceira colocação ficou com outro integrante da equipe azul e branca, Marcos Elias, com 47min08. Foi uma prova muito boa, já que na Pampulha não corri bem e hoje consegui um pódio, relata o vice-campeão. Já Marcos, mesmo com dores na panturrilha, se superou para chegar em terceiro. Corri aqui pela primeira vez e gostei do percurso e da organização. Não estou treinando muito forte devido à dor, mas espero sarar logo e começar com tiros rápidos.
Mulheres - No feminino a disputa não foi tão acirrada, já que Zenaide dominou praticamente de ponta a ponta e não deu chances às adversárias, até cruzar com o tempo de 52min52. A chuva prejudica um pouco, mas o sol também seria ruim, então temos que nos adaptar, comenta a especialista em provas de 3.000m com obstáculos que competiu pela primeira vez um trajeto de 15 quilômetros. Usei a prova como teste, mas não consegui dar meu máximo, pois corri sozinha e fiquei com medo de quebrar. No quilômetro cinco passei muito rápido e fiquei preocupada, então cheguei com um pouco de gás no final.
A representante da equipe Rede Atletismo conta ainda que vai correr a prova do último dia do ano e algumas outras corridas de rua, mas não pretende abandonar as pistas de atletismo. Tenho meu foco maior na pista, até porque quero estar na Olimpíada. Na São Silvestre, pretendo correr com as meninas até onde der e tentar um ritmo mais forte do aqui na Gonzaguinha. Já que a ideia é estar bem preparada, as guloseimas no natal terão que ser sacrificadas. Vou ter que comer frutinha, peito de peru e só, brinca.
A segunda colocada foi Edielza Alves dos Santos com 53min52, enquanto a terceira foi Adriana Aparecida da Silva, com 54min01. Corri bem, estou melhorando cada vez mais e espero chegar bem na São silvestre, estou treinando para isso, relata a segunda colocada que também representa o Cruzeiro. Já Adriana, do Clube Pinheiros, acredita que pode melhorar. Hoje foi um teste para a São Silvestre e deu para ter uma noção de como mais ou menos será no dia. Acho que estarei bem, mas ainda tenho alguns dias para treinar e conseguirei correr junto com as primeiras.
A Sargento Gonzaguinha do ano que vem já começa a ser planejada pela Yescom desde agora, já que além de servir como seletiva para a São Silvestre como tem acontecido nos últimos anos, outro fato marcante deixará a prova ainda mais concorrida. Trata-se do centenário da Escola de Educação Física da Polícia Militar.
Corridas de Rua · 11 dez, 2009
A Corrida Internacional de São Silvestre chega este ano à sua 85ª edição e mais uma vez reunirá 20 mil corredores pelas ruas e avenidas do entorno do centro de São Paulo, entre eles muitos amadores e uma forte elite. Confira detalhes sobre a retirada de kits, bem como os horários de largada.
Os kits serão compostos por número de peito, camiseta oficial da prova e chip de cronometragem e devem ser retirados entre os dias 27, 28 e 29 das 9 às 19 horas, e no dia 30 das 9 às 17 horas no Ginásio Poliesportivo Mauro Pinheiros, sito à Rua Abílio Soares, 1.300, no Ibirapuera. No ato da entrega o corredor deve apresentar documento de identidade com foto e o comprovante de pagamento ou boleto bancário original.
As largadas acontecerão em frente ao Masp (Avenida Paulista, 1.578), enquanto a chegada será em frente ao prédio da Fundação Cásper Líbero (Avenida Paulista, 900). O primeiro tiro de partida será às 15h para cadeirantes e handcycle (masculino e feminino), às 15h05 sairão as outras categorias de atletas com deficiência, às 16h30 a elite feminina e 16h47 a elite masculina e demais categorias.
Corridas de Rua · 10 dez, 2009
A São Silvestre é uma das mais tradicionais corridas de rua do Brasil. Todos os anos o evento acontece no último dia do ano, 31 de dezembro, em São Paulo, e também todos os anos escutamos a seguinte frase: o bicho papão da São Silvestre é a subida da Av. Brigadeiro Luis Antônio. Mas será que a Brigadeiro é mesmo o trecho mais difícil da prova?
O treinador Nelson Evêncio acredita que sim. Além de ser íngreme, de acordo com ele, a subida da Brigadeiro também é longa, tem cerca de 2,5 quilômetros. A prova em si é muito difícil, além do forte calor que normalmente faz nesta época do ano. Por isso quando o corredor chega na Av. Brigadeiro, normalmente já está cansado e o corpo está hiper aquecido, conta.
Como a subida da Brigadeiro é no final da competição, Nelson Evêncio aconselha os corredores se pouparem no início da prova, que ao contrário do final, tem muitas descidas. Os primeiros quatro quilômetros são em descida. E isso engana muito o atleta. Além disso, é importante hidratar-se bem durante a prova, mesmo que não sinta sede.
Uma outra dica do treinador, para encarar a subida com mais facilidade, é saber lidar com a parte psicológica. Para isso, na brigadeiro, o atleta deve correr olhando para baixo, sem olhar muito para o final da subida. Isso ajuda enganar o psicológico já que paramos de pensar que falta muito, revela. Ele também deve inclinar o tronco para frente, pisar mais na parte anterior do pé, tentando não tocar os calcanhares no chão, além de movimentar bastante os braços. Vale lembrar também do chefe chato que o perturbou o ano todo ou da namorada que o trocou por outro. Isso pode ser um grande motivo de incentivo, brinca.
Independente da intenção de correr a São Silvestre, todo participante precisa treinar. Nos treinos é importante incluir subidas longas, principalmente na fase final para simular o que acontecerá na prova.
Como calcular o tempo na subida? Para os atletas mais ansiosos, que pretendem ter uma previsão em qual tempo completará a prova, Evêncio tem uma fórmula para calcular o tempo da Brigadeiro.
Atletas experientes - acrescentar 2min30seg a mais no seu tempo normal de um trecho de 2,5 quilômetros planos. Se o atleta faz, por exemplo, 2,5 quilômetros em 15 minutos, a conta será: 15min + 2min30 = 17min30seg (tempo previsto para subir confortavelmente a Brigadeiro).
Atletas iniciantes - para quem não está muito treinado, ou vai encarar a prova pela primeira vez, deve acrescentar uns 30 a 40 segundos de caminhada a cada quilômetro de subida. Isso irá acrescentar apenas 1min30seg a dois minutos no final de prova.
Corridas de Rua · 09 dez, 2009
O maratonista Franck Caldeira, campeão da São Silvestre em 2006, se prepara para a edição 2009 da competição. Para isso, ele tem feito um treinamento diferenciado durante o ano e pretende chegar à disputa 100% para tentar mais uma vez o título da prova. Em agosto passado, ele faturou a Dez Milhas Garoto, em Vitória (ES) e, desde então se manteve fora dos holofotes, até a conquista do terceiro lugar na Volta da Pampulha no último dia seis.
Precisei fazer alguns exames médicos logo após a Garoto e logo em seguida passei uns 25 dias na altitude de Campos do Jordão para me preparar para a Pampulha. O tempo de preparação foi pouco e me surpreendi com a terceira colocação, atrás de dois africanos fortes (Nicholas Koech e Martin Sule), comenta o fundista. Segundo ele, a disputa mineira foi boa para garantir ritmo de prova, mas não pode ser tomada como base para a São Silvestre, pois é um estilo de competição muito diferente.
O que vale muito é o dia, a disposição e encarar a prova como uma questão de vestir a camisa. Tudo muda, já que muitos chegam como favoritos e acabam sendo surpreendidos, avalia Franck. Não vou mudar nada na preparação, apenas vou intercalar treinos mais rápidos, completa o mineiro, que ainda não voltou para a altitude, já que competirá neste domingo (13), em São Paulo, a Sargento Gonzaguinha.
Durante a Pampulha ele usou como estratégia específica se manter no pelotão intermediário e atacar os líderes a partir da metade da prova, tática que acredita não ser efetiva na São Silvestre. A única parte tática desta prova é em relação à temperatura, pois apesar de ter um nível forte, certamente vai haver alguma quebra no final. Nenhum ser humano agüenta o calor que faz em São Paulo nessa época. Para Franck, a dica para vencer ou conquistar um dos três primeiros lugares do pódio, é não perder os ponteiros de vista, sempre tentar acompanhá-los. Se deixar abrir, não tem como recuperar, pois tem muitas subidas e descidas.
O mito da Av. Brigadeiro Luiz Antônio - Muitos corredores acreditam que a subida da Av. Brigadeiro Luiz Antônio, no trecho final do percurso, é uma das partes mais complicadas, mas Franck não acredita neste mito. Não tem como decidir a prova lá, a não ser que tenham dois ou mais atletas juntos. A pior parte para mim é o início, os primeiros cinco quilômetros, pois é uma descida muito intensa.
Caldeira define como um ritmo absurdo, para a São Silvestre, a marca de 2min45 a 2min40 por quilômetro, marca que geralmente os atletas passam neste primeiro trecho. No início ainda estamos na fase de aquecimento, depois vem o Elevado Costa e Silva, com uma subida forte. Imagina a musculatura tomando pancada direto e depois encarando uma subida?, deixa a pergunta no ar.
Sempre descontraído e bem humorado, ele fez uma comparação no mínimo curiosa sobre os diferentes tipos de condição que se encara no percurso e diz que a São Silvestre se assemelha a um rali. É como um Rali dos Sertões, você pega água, chuva, depois barro, realmente tem que ser um 4x4, motor flex não agüenta, tem que ser a diesel. E para que esse motor não deixe o piloto na mão, além de água, isotônico e gel, um outro combustível pode fazer muita diferença: a torcida.
A São Silvestre é uma das poucas competições em que o público sai às ruas para torcer e incentivar os atletas, principalmente os brasileiros, numa energia contagiante que Franck faz questão de absorver. Faz a diferença, o pessoal gosta de ver um brasileiro vencer. Dá para se desconcentrar um pouco da prova e pensar na torcida, que é a nossa motivação para brigar com os africanos e vencer.
Adversários - Já em relação aos adversários, além de um forte pelotão de estrangeiros, que todo ano vem em busca do caneco dourado e da farta premiação em dinheiro, muitos brasileiros conquistam boas posições, mesmo aqueles que não são considerados favoritos. Franck acredita que alguns de seus companheiros de equipe no Cruzeiro podem dar trabalho. Essa é uma prova boa para o João da Bota e para o Giomar Pereira, mas um está voltando de lesão e o outro está um pouco cansado por ter corrido todas as provas do Circuito Caixa em busca de pontuação, revela.
Outros nomes fortes segundo ele, seriam Clodoaldo Gomes, vice-campeão em 2006 e Marílson Gomes dos Santos, bicampeão da prova em 2003 e 2005. O Marílson por não ter vencido a Maratona de Nova York pode vir para a São Silvestre para não ter um ano apagado e seria um forte candidato à vitória, mas a participação de Marilson ainda não está confirmada.
Por fim, Franck fala que como bom mineiro tem sempre o pé atrás na hora de falar sobre uma possível vitória. Prefiro largar primeiro, avaliar a prova e chegar no pódio para ficar entre os cinco primeiros. No decorrer da disputa a gente começa a sonhar com uma possível vitória de acordo como as pernas vão reagindo.
Corridas de Rua · 08 dez, 2009
Os quenianos Nicholas Koech e Pasalia Chepkorir, campeões da Volta da Pampulha no último domingo (06) em Belo Horizonte, confirmaram presença na Corrida Internacional de São Silvestre, a ser disputada no último dia do ano em São Paulo. Os dois chegaram com sobras na disputa mineira e entram como favoritos ao título da mais tradicional corrida de rua do calendário brasileiro.
Ano passado Nicholas obteve o sexto lugar na São Silvestre e agora, após o bi na Pampulha, espera poder melhorar sua colocação na competição paulista. É uma prova muito difícil por causa do percurso, mais duro do que o da Pampulha, e pelo forte nível técnico dos adversários", relata o atleta de 27 anos. É uma corrida que deve ser encarada taticamente desde o começo e não deixar os adversários se distanciarem. Assim pretendo correr para garantir um lugar entre os primeiros e, quem sabe, vencer", completa.
Já Pasalia, fez sua estreia em solo brasileiro durante a Pampulha e estabeleceu o novo recorde para o percurso de 17,8 quilômetros, com 1h00min39, contra a 1h00min57 de Lucélia Peres em 2005. Agora ela chega à São Silvestre credenciada como uma das favoritas a levar o caneco dourado. "Não conheço o percurso. Só sei que vou treinar bastante para chegar na corrida na minha melhor forma", completa a atleta que completou 26 anos no último dia primeiro de dezembro.
A largada para os 15 quilômetros acontecerá em frente ao Masp, altura do número 1.578 da Avenida Paulista, enquanto a chegada será em frente ao prédio da Gazeta, altura do número 900 da Avenida. Em 2008 a vitória ficou com o queniano James Kipsang e a etíope Yimer Wude, enquanto Fabiana Cristine e Raimundo Nonato foram os melhores brasileiros, respectivamente em segundo e quarto lugar.
Corridas de Rua · 02 dez, 2009
Neste domingo (06/12) oito atletas do time principal do Clube Pinheiros estarão na disputa da Volta Internacional da Pampulha, em Belo Horizonte, prova que servirá como uma espécie de termômetro para a Corrida de São Silvestre, no próximo dia 31 em São Paulo. Maria Zeferina Baldaia, Adriana Aparecida da Silva, Sirlene Pinho, Rosângela Faria, Gladson Barbosa, Jose Teles e o novato Rafael defenderão as cores do clube.
Eles vêm fazendo um trabalho especial para a prova do último dia do ano e a participação ou não dependerá do desempenho nas provas de preparação, como a Pampulha. Espero que domingo eu consiga ter uma leitura mais real das possibilidades deles para a São Silvestre, comenta o treinador Cláudio Castilho. Quem não estiver em condições de brigar por boas posições não vai, completa.
Ainda segundo o técnico, ele prefere preservar o atleta que não estiver numa condição física 100%, para que possa iniciar bem o ano de 2010. Prefiro que ele entre na temporada íntegro, bem e pensando nos Jogos Pan-Americanos, Mundial 2011 e Olimpíada 2012.
Corridas de Rua · 01 dez, 2009
Já estão encerradas as inscrições para a 85ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre, competição a ser realizada no próximo dia 31 de dezembro na Avenida Paulista e região próxima. Ao todo 20 mil pessoas garantiram uma vaga nesta que é uma das mais tradicionais do calendário nacional.
Esse é o terceiro ano seguido que a prova reunirá essa quantidade de inscritos, número que os responsáveis pela organização consideram o limite técnico, para que não haja problemas para os corredores. O percurso de 15 quilômetros será o mesmo das edições anteriores, com largada em frente ao Masp (altura do número 1.578 da Avenida Paulista) e chegada em frente à Fundação Cásper Líbero (Avenida Paulista, 900).
Em 2008 os estrangeiros dominaram a disputa, já que o queniano James Kipsang e a etíope Yimer Wude ficaram com os títulos. Fabiana Cristine da Silva foi a melhor brasileira com o segundo lugar conquistado, enquanto Raimundo Nonato foi o melhor canarinho no masculino ao chegar em sétimo lugar.
kits - A retirada de kits e chip de cronometragem acontecerá no dia 26 de dezembro das 13h às 19h, nos dias 27, 28 e 29 das 10h às 19h e no dia 30 das 8h às 17h no Ginásio Poliesportivo Mauro Pinheiro, que fica na Rua Abílio Soares, 1.300, no Ibirapuera. Os organizadores salientam que não haverá entrega do material no dia do evento.
Atletismo · 26 nov, 2009
Estão abertas as inscrições para a edição 2009 da São Silvestrinha, tradicional competição para crianças e adolescentes que acontecerá no dia 27 de dezembro no Complexo Esportivo Constâncio Vaz Guimarães, o Ibirapuera. O evento terá 20 categorias, sendo 10 masculinas e 10 femininas.
A idade mínima para correr é seis anos, enquanto a máxima é de 15 anos, nas seguintes distâncias: 50m para atletas de seis e sete anos, 60m para oito e nove anos, 80m para 10 e 11 anos, 100m para 12 anos e 13 anos, 400m para 14 anos e 600m para atletas de 15 anos.
Em sua 16ª edição, a corrida foi idealizada pelo superintendente da Gazeta Esportiva.Net, Júlio Deodoro de Souza e tem como objetivo ser a versão infanto-juvenil de uma das mais importantes provas de rua da América Latina, a Corrida Internacional de São Silvestre.
Para garantir participação, basta acessar o site www.saosilvestrinha.com.br, preencher a ficha de inscrição e pagar a taxa de R$ 20. A data limite é o dia 20 de dezembro, ou assim que as 1.800 vagas forem preenchidas.
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