Cobertura_Sao Silvestre_2004

Cadeirantes: Foca vence São Silvestre

Esporte Adaptado · 06 jan, 2005

O último dia do ano é marcado em São Paulo pela a São silvestre. E na categoria especial, para deficientes físicos, o paraense Elieser Moraes, conhecido como Foca, foi o grande vencedor. Novato e treinando a apenas um mês, Foca surpreendeu os atletas mais experientes.

O segundo lugar do pódio ficou com o amazonense Francisco Barros seguido pelo maratonista Ronilson Bispo, que ficou na terceira posição. O triathleta santista, Pauê, também participou da corrida. Ele completou a prova com deificuldade, mas o que o motivou foi a luta pelo o incentivo ao esporte paradesporto.

“Essa é minha primeira São Silvestre e meu intuito aqui é incentivar o esporte para deficientes físicos. E com isso alavancar a categoria que prospera no país fazendo que o esporte paraolímpico se torne referência para aqueles que tem algum tipo de deficiência”, finaliza Pauê.

Calor: o inimigo número um

Sexta-feira, 31 de dezembro de 2004, a octagésima edição da Corrida Internacional de São Silvestre reuniu 15 mil corredores, divididos em 2 mil mulheres e 13 mil homens. A prova feminina teve inicio às 15h15 e a masculina às 17h06. A grande maioria dos corredores que participam da mais antiga e tradicional corrida da América Latina o faz pelo prazer de completar a distância de 15 quilômetros. Já os profissionais, os atletas qualificados de elite, não mais do que cem corredores, lá estão para tentar uma posição de destaque. Esses atletas são extremamente preparados para enfrentar a principal adversidade da prova: o calor. O percurso. que tanto falam, é difícil, sem dúvida; mas não afeta a saúde dos participantes.

Temperatura alta, rendimento baixo - Segundo pesquisas realizadas pelo médico fisiologista Dr. Rogério José Neves, maratonista, medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Atenas com o futebol feminino, membro do Colégio

Americano de Medicina Esportiva e diretor do Sportslab (Laboratório de Performance Esportiva), que acompanhou a prova e estava no posto médico, afirmou: “o calor afeta o organismo dos corredores em situações extremas”.Quando está quente, o corpo luta para manter a temperatura corporal de 36,5 graus. A sobrecarga no coração e vasos sangüíneos podem causar taquicardia e outros problemas “. Os vasos sangüíneos se dilatam, e o coração fica mais acelerado para aumentar o fluxo sangüíneo. A evaporação do suor é eliminada do corpo através da pele. Em situações de umidade relativa do ar alta, esse processo é retardado. Se o suor não evapora, a temperatura corporal aumenta, “é como se estivéssemos correndo envolto por um saco plástico “, afirma o Dr. Rogério Neves. Quando o corpo está muito aquecido, o hipotálamo que é o termostato do corpo localizado no cérebro, dá o primeiro sinal de alerta. Se os líquidos perdidos com o suor não forem repostos de imediato, o corpo começa a se desidratar. Embora a organização da prova segue a risca no que diz respeito à regra internacional de ter postos de água a cada cinco quilômetros, não podemos esquecer que estamos em um país de clima tropical, onde as temperaturas em pleno verão chegam aos 40 graus.

O ideal é se hidratar a cada 15 minutos em corridas de longa duração, como foi apresentado recentemente no Colégio Americano de Medicina Esportiva, realizado em São Francisco nos Estados Unidos. Portanto, poderiam ser colocados postos de abastecimentos a cada três quilômetros.

Outra evidência de que o calor excessivo com temperaturas superiores aos 30 graus apresentado na Corrida de São Silvestre, relacionado com a umidade relativa do ar superior aos 70%, o Dr. Rogério Neves, diz que, “os exercícios tornam-se mais cansativos, 'pode ocorrer exaustão, cãibra, 'cansaço e fraqueza. Mas, o maior perigo é o risco de um colapso com sensação de sono, irritabilidade e perda de consciência.

Outro fato que demonstra bem o efeito negativo do calor e umidade relativa do ar, é o resultado dos atletas vencedores. A queniana Lydia Cheromey, que se sagrou tricampeã da prova com vitórias em 1999 e 2000 completou os 15 quilômetros em 53min01seg, seis minutos acima da sua melhor marca de 47min02seg, estabelecido na Holanda (em percurso plano) e temperatura abaixo dos 10 graus. Com o resultado deste ano, Cheromey seria a quarta colocada na São Silvestre de 2003. Já no masculino, não foi diferente, Robert Cheruiyot do Quênia que garantiu o bi-campeonato com 44min43seg , não passaria de um sétimo lugar na edição de 2003.

Wanderlei de Oliveira, 45, maratonista, é técnico de atletismo, participa da Corrida Internacional de São Silvestre desde 1978, foi o comentarista da prova masculina na TV Gazeta.


Calor: o inimigo número um

Corridas de Rua · 04 jan, 2005

Sexta-feira, 31 de dezembro de 2004, a octagésima edição da Corrida Internacional de São Silvestre reuniu 15 mil corredores, divididos em 2 mil mulheres e 13 mil homens. A prova feminina teve inicio às 15h15 e a masculina às 17h06. A grande maioria dos corredores que participam da mais antiga e tradicional corrida da América Latina o faz pelo prazer de completar a distância de 15 quilômetros. Já os profissionais, os atletas qualificados de elite, não mais do que cem corredores, lá estão para tentar uma posição de destaque. Esses atletas são extremamente preparados para enfrentar a principal adversidade da prova: o calor. O percurso. que tanto falam, é difícil, sem dúvida; mas não afeta a saúde dos participantes.

Temperatura alta, rendimento baixo - Segundo pesquisas realizadas pelo médico fisiologista Dr. Rogério José Neves, maratonista, medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Atenas com o futebol feminino, membro do Colégio

Americano de Medicina Esportiva e diretor do Sportslab (Laboratório de Performance Esportiva), que acompanhou a prova e estava no posto médico, afirmou: “o calor afeta o organismo dos corredores em situações extremas”.Quando está quente, o corpo luta para manter a temperatura corporal de 36,5 graus. A sobrecarga no coração e vasos sangüíneos podem causar taquicardia e outros problemas “. Os vasos sangüíneos se dilatam, e o coração fica mais acelerado para aumentar o fluxo sangüíneo. A evaporação do suor é eliminada do corpo através da pele. Em situações de umidade relativa do ar alta, esse processo é retardado. Se o suor não evapora, a temperatura corporal aumenta, “é como se estivéssemos correndo envolto por um saco plástico “, afirma o Dr. Rogério Neves. Quando o corpo está muito aquecido, o hipotálamo que é o termostato do corpo localizado no cérebro, dá o primeiro sinal de alerta. Se os líquidos perdidos com o suor não forem repostos de imediato, o corpo começa a se desidratar. Embora a organização da prova segue a risca no que diz respeito à regra internacional de ter postos de água a cada cinco quilômetros, não podemos esquecer que estamos em um país de clima tropical, onde as temperaturas em pleno verão chegam aos 40 graus.

O ideal é se hidratar a cada 15 minutos em corridas de longa duração, como foi apresentado recentemente no Colégio Americano de Medicina Esportiva, realizado em São Francisco nos Estados Unidos. Portanto, poderiam ser colocados postos de abastecimentos a cada três quilômetros.

Outra evidência de que o calor excessivo com temperaturas superiores aos 30 graus apresentado na Corrida de São Silvestre, relacionado com a umidade relativa do ar superior aos 70%, o Dr. Rogério Neves, diz que, “os exercícios tornam-se mais cansativos, 'pode ocorrer exaustão, cãibra, 'cansaço e fraqueza. Mas, o maior perigo é o risco de um colapso com sensação de sono, irritabilidade e perda de consciência.

Outro fato que demonstra bem o efeito negativo do calor e umidade relativa do ar, é o resultado dos atletas vencedores. A queniana Lydia Cheromey, que se sagrou tricampeã da prova com vitórias em 1999 e 2000 completou os 15 quilômetros em 53min01seg, seis minutos acima da sua melhor marca de 47min02seg, estabelecido na Holanda (em percurso plano) e temperatura abaixo dos 10 graus. Com o resultado deste ano, Cheromey seria a quarta colocada na São Silvestre de 2003. Já no masculino, não foi diferente, Robert Cheruiyot do Quênia que garantiu o bi-campeonato com 44min43seg , não passaria de um sétimo lugar na edição de 2003.

Wanderlei de Oliveira, 45, maratonista, é técnico de atletismo, participa da Corrida Internacional de São Silvestre desde 1978, foi o comentarista da prova masculina na TV Gazeta.

Dobradinha queniana na São Silvestre

São Paulo - A 80ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre teve dobradinha queniana. Os atletas Robert Cheruiyot (44:43) e Lydia Cheromei (53:01) foram os vencedores da prova mais tradicional do Brasil. A dupla confirmou o favoritismo e garantiu mais um troféu da São Silvestre. Isto porque ambos já venceram a prova anteriormente. Cheruiyot havia conquistado o lugar mais alto da competição em 2002 e Cheromei em 1999 e 2000.

Se para os espectadores a prova parecia fácil, para os campeões a corrida foi difícil. “O calor dificultou a prova e eu não gostei do meu tempo final, queria chegar com menos de 50 minutos”, revela Cheromei. “Mesmo assim estou feliz por ganhar”, acrescenta.

Mas a festa não foi só do Quênia. O pódio feminino foi composto por três atletas brasileiras. Lucelia Peres foi a segunda colocada, com o tempo de 54:18, seguida por Adriana da Silva (54:20), a “Adrianinha”, que realizou um sonho de infância. ”Desde os 12 anos eu queria subir no pódio da São Silvestre e hoje isso aconteceu”, conta Adriana da Silva. A quarta colocação ficou para a queniana Peninah Cheruto (55:11) e o quinto lugar para a baiana Marily dos Santos, com 55:36.

Entre os homens o único brasileiro que subiu ao pódio foi Clodoaldo Gomes da Silva. Ele ultrapassou o adversário queniano nos últimos metros da prova e garantiu a quinta colocação no tempo de 45:41. A São Silvestre foi a terceira prova do ano para o brasileiro que se recupera de uma contusão. “Essa foi uma prova de recuperação porque em janeiro estava com uma tendinite no pé”, conta. “Mas a esperança é a última que morre e chegar em quinto lugar é na minha situação o mesmo que vencer”, acrescenta com sorriso no rosto.

O segundo lugar masculino ficou para o etíope, que correu pela Austrália, Sisay Bezabeh, com 45:06. Já a terceira posição foi para o queniano irmão de Cheruiyot, Stephen Biwot (45:28) seguido pelo compatriota Benson Barus.

Amadores - Além dos atletas de elite cerca de 15 mil pessoas participaram da São Silvestre. Mesmo no último dia do ano muitos corredores não fraquejaram em correr 15km de prova numa temperatura média de 30 graus.

Muitos correram fantasiados, mas quase ninguém correu no estado de Joseane dos Santos de Oliveira , gravida de seis meses. Aos 32 anos Joseane participa pela 15ª vez da prova. “Todo ano eu participo da prova e eu não ia ficar de fora só porque estou grávida”, revela.

Paradesportos - Quinze minutos antes da largada feminina foi a vez dos atletas portadores de deficiência física. O grupo largou antes. E o triathleta santista, Pauê, estava presente na corrida por um único motivo. Ele perdeu as duas pernas há quatro anos e hoje usa prôtese.

“Essa é minha primeira São Silvestre e meu intuito aqui é incentivar o esporte para deficientes físicos. E com isso alavancar a categoria que prospera no país fazendo que o esporte paraolímpico se torne referência para aqueles que tem algum tipo de deficiência”, finaliza Pauê.


Dobradinha queniana na São Silvestre

Corridas de Rua · 31 dez, 2004

São Paulo - A 80ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre teve dobradinha queniana. Os atletas Robert Cheruiyot (44:43) e Lydia Cheromei (53:01) foram os vencedores da prova mais tradicional do Brasil. A dupla confirmou o favoritismo e garantiu mais um troféu da São Silvestre. Isto porque ambos já venceram a prova anteriormente. Cheruiyot havia conquistado o lugar mais alto da competição em 2002 e Cheromei em 1999 e 2000.

Se para os espectadores a prova parecia fácil, para os campeões a corrida foi difícil. “O calor dificultou a prova e eu não gostei do meu tempo final, queria chegar com menos de 50 minutos”, revela Cheromei. “Mesmo assim estou feliz por ganhar”, acrescenta.

Mas a festa não foi só do Quênia. O pódio feminino foi composto por três atletas brasileiras. Lucelia Peres foi a segunda colocada, com o tempo de 54:18, seguida por Adriana da Silva (54:20), a “Adrianinha”, que realizou um sonho de infância. ”Desde os 12 anos eu queria subir no pódio da São Silvestre e hoje isso aconteceu”, conta Adriana da Silva. A quarta colocação ficou para a queniana Peninah Cheruto (55:11) e o quinto lugar para a baiana Marily dos Santos, com 55:36.

Entre os homens o único brasileiro que subiu ao pódio foi Clodoaldo Gomes da Silva. Ele ultrapassou o adversário queniano nos últimos metros da prova e garantiu a quinta colocação no tempo de 45:41. A São Silvestre foi a terceira prova do ano para o brasileiro que se recupera de uma contusão. “Essa foi uma prova de recuperação porque em janeiro estava com uma tendinite no pé”, conta. “Mas a esperança é a última que morre e chegar em quinto lugar é na minha situação o mesmo que vencer”, acrescenta com sorriso no rosto.

O segundo lugar masculino ficou para o etíope, que correu pela Austrália, Sisay Bezabeh, com 45:06. Já a terceira posição foi para o queniano irmão de Cheruiyot, Stephen Biwot (45:28) seguido pelo compatriota Benson Barus.

Amadores - Além dos atletas de elite cerca de 15 mil pessoas participaram da São Silvestre. Mesmo no último dia do ano muitos corredores não fraquejaram em correr 15km de prova numa temperatura média de 30 graus.

Muitos correram fantasiados, mas quase ninguém correu no estado de Joseane dos Santos de Oliveira , gravida de seis meses. Aos 32 anos Joseane participa pela 15ª vez da prova. “Todo ano eu participo da prova e eu não ia ficar de fora só porque estou grávida”, revela.

Paradesportos - Quinze minutos antes da largada feminina foi a vez dos atletas portadores de deficiência física. O grupo largou antes. E o triathleta santista, Pauê, estava presente na corrida por um único motivo. Ele perdeu as duas pernas há quatro anos e hoje usa prôtese.

“Essa é minha primeira São Silvestre e meu intuito aqui é incentivar o esporte para deficientes físicos. E com isso alavancar a categoria que prospera no país fazendo que o esporte paraolímpico se torne referência para aqueles que tem algum tipo de deficiência”, finaliza Pauê.

CET monta esquema de trânsito para a São Silvestre

Corridas de Rua · 31 dez, 2004

Depois de muita preparação, esforço e treino 15 mil atletas do país e também do mundo irão participar hoje da mais tradicional corrida de rua do Brasil: a São Silvestre. A prova disputada sempre no último dia do ano em São Paulo começa na Av. Paulista, com largada da categoria feminina às 15h15 e masculina ás 17 horas, em frente ao Masp.

Ao todo os atletas percorrem 15 km de descidas e subidas. Eles passam pela rua Consolação, Av. São João, sobem o elevado Costa e Silva, conhecido também por “Minhocão”. Seguem pelo largo São Francisco, Viaduto do Chá e antes de cruzar a linha de chegada sobem a Av. Brigadeiro Luís Antônio, que foi considerada pelos corredores quenianos o trecho mais difícil da competição, e depois completam a prova na Av. Paulista.

E para a realização da São Silvestre ruas e avenidas do percurso da prova estarão interditadas pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) a partir das 14 horas de hoje até o final da corrida. Já a Av. Paulista estará fechada para a circulação de automóveis a partir do meio-dia até às 5 horas do dia primeiro de janeiro, por causa do réveillon. Portanto a melhor opção para chegar na Av. Paulista é o metrô.

Além disso, a prova terá ambulâncias e um hospital próximo da chegada para atender os atletas. E para a segurança de todos 2.740 policiais serão distribuídos pelos 15 km da prova.

Brasileiros querem superar os quenianos

Amanhã é o dia da tão esperada Corrida de São Silvestre. Cerca de 15 mil pessoas irão correr 15 km de prova no último dia do ano. E a elite brasileira está disposta a brigar por um lugar no pódio. Os atletas Rômulo Wagner, Paulo Vitor Lunkes e Alex Januário estão otimistas.

Em entrevista coletiva na capital paulista Rômulo falou que treinou bastante para a corrida. “Treinei na Colômbia em altitude e sinto que estou bem preparado”, conta o atleta que foi o vice-campeão da São Silvestre em 2003. “Se o atleta entra na prova com a intenção de ganhar, pode até chover canivete que ele ganha”, brinca Rômulo que não deixou dúvidas de que amanhã ele entrará na corrida para vencer.

Para Alex Januário os quenianos são os melhores do mundo, mas isso só faz aumentar a vontade dele de supera-los. ”Os quenianos são as estrelas do atletismo e nós buscamos supera-los sempre”, revela.

Entre as mulheres estarão representando o Brasil Maria Zeferina Baldaia, Adriana Aparecida da Silva, Adriana de Souza e Marily dos Santos. O time feminino pretende correr dessa vez em pelotão. “Eu acho que se as brasileiras correrem juntas até o quilômetro 12, antes da subida da Brigadeiro, nós teremos chances de conquistar muitos lugares no pódio”, conta Baldaia com as unhas pintadas em homenagem ao Brasil e a São Silvestre.

Todas elas treinaram esse ano visando a São Silvestre e durante a coletiva em São Paulo o grupo ficou surpreso com uma revelação de um jornalista peruano. Ele contou para as corredoras que elas serviam de exemplo para muitas meninas peruanas que sonham com a carreira de atleta. “Saber que somos exemplos é muito bom porque é um incentivo a mais para continuar correndo e encontrar força nas horas de dificuldade”, revela Adriana Silva.

A largada feminina da prova acontece amanhã às 15h e a masculina às 17h. A Corrida de São Silvestre será transmitida ao vivo pela Rede Globo e provavelmente terá uma boa briga entre Brasil e Quênia.


Brasileiros querem superar os quenianos

Corridas de Rua · 30 dez, 2004

Amanhã é o dia da tão esperada Corrida de São Silvestre. Cerca de 15 mil pessoas irão correr 15 km de prova no último dia do ano. E a elite brasileira está disposta a brigar por um lugar no pódio. Os atletas Rômulo Wagner, Paulo Vitor Lunkes e Alex Januário estão otimistas.

Em entrevista coletiva na capital paulista Rômulo falou que treinou bastante para a corrida. “Treinei na Colômbia em altitude e sinto que estou bem preparado”, conta o atleta que foi o vice-campeão da São Silvestre em 2003. “Se o atleta entra na prova com a intenção de ganhar, pode até chover canivete que ele ganha”, brinca Rômulo que não deixou dúvidas de que amanhã ele entrará na corrida para vencer.

Para Alex Januário os quenianos são os melhores do mundo, mas isso só faz aumentar a vontade dele de supera-los. ”Os quenianos são as estrelas do atletismo e nós buscamos supera-los sempre”, revela.

Entre as mulheres estarão representando o Brasil Maria Zeferina Baldaia, Adriana Aparecida da Silva, Adriana de Souza e Marily dos Santos. O time feminino pretende correr dessa vez em pelotão. “Eu acho que se as brasileiras correrem juntas até o quilômetro 12, antes da subida da Brigadeiro, nós teremos chances de conquistar muitos lugares no pódio”, conta Baldaia com as unhas pintadas em homenagem ao Brasil e a São Silvestre.

Todas elas treinaram esse ano visando a São Silvestre e durante a coletiva em São Paulo o grupo ficou surpreso com uma revelação de um jornalista peruano. Ele contou para as corredoras que elas serviam de exemplo para muitas meninas peruanas que sonham com a carreira de atleta. “Saber que somos exemplos é muito bom porque é um incentivo a mais para continuar correndo e encontrar força nas horas de dificuldade”, revela Adriana Silva.

A largada feminina da prova acontece amanhã às 15h e a masculina às 17h. A Corrida de São Silvestre será transmitida ao vivo pela Rede Globo e provavelmente terá uma boa briga entre Brasil e Quênia.

Edgard Freire comemora 50 anos de um vice-campeonato na São Silvestre

A história de Edgard Freire no esporte começou em 1953, quando viu um anúncio de um clube no jornal selecionando atletas para compor sua equipe de atletismo. Ainda que o futebol fosse na época seu esporte favorito, o recorde mundial de Ademar Ferreira da Silva no salto triplo nos Jogos Olímpicos 1952 acabou lhe mostrando um caminho a ser seguido. E o fato de vencer praticamente todas as provas que participava quando servia o Exército era motivo mais do que suficiente para acreditar que o atletismo era a escolha certa para alguém que corria atrás da fama.

As primeiras provas logo mostraram que o sonho de Edgard estava bem perto da realidade. Em 1954, seu nome já estampava as páginas dos jornais com um honroso segundo lugar na Corrida Internacional de São Silvestre, melhor qualificação de um brasileiro depois que a prova foi aberta à participação estrangeira.

Edgard participou ainda de sul-americanos e pan-americanos e só não representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de 1956 porque se machucou às vésperas das eliminatórias. Isso sem contar que foi o primeiro atleta brasileiro a quebrar a barreira dos 15 minutos nos 5.000 metros, em 1963, com 14min55s, prova que lhe rendeu o recorde brasileiro, além de ser recordista sul-americano e brasileiro do revezamento 4 X 1.500 metros no mesmo ano.

Mas aquele que sempre foi reconhecido como a "Locomotiva Paulista" deixou o atletismo no auge da carreira, em 1963, para retomar os estudos. Fez supletivo e, aos 42 anos, prestou vestibular para Biomedicina. Seis anos depois estava formado e já dando aulas de Fisiologia para o curso de Medicina e Enfermagem, Ortóptica e Fonoaudiologia da Universidade Federal de São Paulo. Aos 58 anos, tornou-se mestre e passou então a ministrar aulas para o curso de pós-graduação da mesma universidade, atividade que mantém até hoje.

A história do mito Edgard Freire no atletismo bem que poderia parar nos anos 60. Mas uma iniciativa do Centro de Medicina da Atividade Física e do Esporte (Cemafe), em parceria com o Grupo Pão de Açúcar, em 1994, trouxe-o de volta num projeto científico na época um tanto quanto audacioso: provar que alguém com 64 anos, levando uma vida completamente sedentária há 30 anos, poderia enfrentar o desafio de correr uma maratona. Cercado de todos os cuidados possíveis e sob a orientação de profissionais experientes (como Turíbio de Leite Barros, Renato Lotufo e Wanderlei de Oliveira), um ano depois, em 1995, Edgard completou sua primeira maratona em Nova York, como o tempo de 4h32. De lá para cá, correu mais seis maratonas, cinco São Silvestre e é destaque na categoria em todas as corridas de que participa.

Em 1999, em comemoração ao 30º aniversário da Maratona de Nova York, Edgard foi escolhido pela organização do evento para carregar a bandeira brasileira na solenidade de abertura do evento, na frente da sede da ONU.

Hoje, Edgard, aos 75 anos, atleta patrocinado do Pão de Açúcar, corre esta edição comemorado os 50 anos do vice-campeonato da São Silvestre, conquistado em 1954. Edgard foi por três vezes o melhor brasileiro na prova (em 1953 foi o quinto, em 1954 o segundo e 1957 o sétimo).


Edgard Freire comemora 50 anos de um vice-campeonato na São Silvestre

Corridas de Rua · 30 dez, 2004

A história de Edgard Freire no esporte começou em 1953, quando viu um anúncio de um clube no jornal selecionando atletas para compor sua equipe de atletismo. Ainda que o futebol fosse na época seu esporte favorito, o recorde mundial de Ademar Ferreira da Silva no salto triplo nos Jogos Olímpicos 1952 acabou lhe mostrando um caminho a ser seguido. E o fato de vencer praticamente todas as provas que participava quando servia o Exército era motivo mais do que suficiente para acreditar que o atletismo era a escolha certa para alguém que corria atrás da fama.

As primeiras provas logo mostraram que o sonho de Edgard estava bem perto da realidade. Em 1954, seu nome já estampava as páginas dos jornais com um honroso segundo lugar na Corrida Internacional de São Silvestre, melhor qualificação de um brasileiro depois que a prova foi aberta à participação estrangeira.

Edgard participou ainda de sul-americanos e pan-americanos e só não representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de 1956 porque se machucou às vésperas das eliminatórias. Isso sem contar que foi o primeiro atleta brasileiro a quebrar a barreira dos 15 minutos nos 5.000 metros, em 1963, com 14min55s, prova que lhe rendeu o recorde brasileiro, além de ser recordista sul-americano e brasileiro do revezamento 4 X 1.500 metros no mesmo ano.

Mas aquele que sempre foi reconhecido como a "Locomotiva Paulista" deixou o atletismo no auge da carreira, em 1963, para retomar os estudos. Fez supletivo e, aos 42 anos, prestou vestibular para Biomedicina. Seis anos depois estava formado e já dando aulas de Fisiologia para o curso de Medicina e Enfermagem, Ortóptica e Fonoaudiologia da Universidade Federal de São Paulo. Aos 58 anos, tornou-se mestre e passou então a ministrar aulas para o curso de pós-graduação da mesma universidade, atividade que mantém até hoje.

A história do mito Edgard Freire no atletismo bem que poderia parar nos anos 60. Mas uma iniciativa do Centro de Medicina da Atividade Física e do Esporte (Cemafe), em parceria com o Grupo Pão de Açúcar, em 1994, trouxe-o de volta num projeto científico na época um tanto quanto audacioso: provar que alguém com 64 anos, levando uma vida completamente sedentária há 30 anos, poderia enfrentar o desafio de correr uma maratona. Cercado de todos os cuidados possíveis e sob a orientação de profissionais experientes (como Turíbio de Leite Barros, Renato Lotufo e Wanderlei de Oliveira), um ano depois, em 1995, Edgard completou sua primeira maratona em Nova York, como o tempo de 4h32. De lá para cá, correu mais seis maratonas, cinco São Silvestre e é destaque na categoria em todas as corridas de que participa.

Em 1999, em comemoração ao 30º aniversário da Maratona de Nova York, Edgard foi escolhido pela organização do evento para carregar a bandeira brasileira na solenidade de abertura do evento, na frente da sede da ONU.

Hoje, Edgard, aos 75 anos, atleta patrocinado do Pão de Açúcar, corre esta edição comemorado os 50 anos do vice-campeonato da São Silvestre, conquistado em 1954. Edgard foi por três vezes o melhor brasileiro na prova (em 1953 foi o quinto, em 1954 o segundo e 1957 o sétimo).

Quenianos favoritos para SS já estão no Brasil

Quatro atletas de peso do Quênia já estão no Brasil para participarem da Corrida Internacional de São Silvestre. Hoje (29) em entrevista coletiva na capital paulista, os quenianos Robert Cheruiyot, Lawrence Kiprotich, John Guaco e Lydia Cheromei mostraram o porque de serem os favoritos da corrida mais tradicional do país.

Campeão da Maratona de Boston 2003 e da São Silvestre em 2002, Robert Cheruiyot, quer ser novamente o vencedor da corrida brasileira. No ano passado o queniano não conseguiu o bicampeonato da São Silvestre. ”Em 2003 eu errei nos cálculos, sai muito rápido e me cansei no final”, conta Cheruiyot. “Mas agora vai ser diferente”, acrescenta.

Para os atletas Lawrence Kiprotich, vencedor da Volta da Pampulha 2004 e John Guaco, campeão da Meia Maratona do Rio de Janeiro em 2000, a dificuldade da prova está no percurso. “Eu não gosto de corrida com muitas descidas e subidas, prefiro percursos planos”, revela Guaco. Indagado se ele é o favorito da prova Guaco responde: “essa é uma prova que não tem favoritos todo mundo pode ganhar. Todos que correm são os meus adversários”.

A única mulher que estava na coletiva era Lydia Cheromei que volta para a São Silvestre depois de três anos. Desde que conquistou o bicampeonato da prova brasileira (1999 e 2000), a queniana se afastou do esporte por problema familiares.

Esse ano ela voltou com tudo e atualmente é considerada a corredora mais rápida do mundo na distância de 15 quilômetros. Diferente do compatriota, Lydia, se considera a favorita. ”Eu sou a favorita para ganhar a prova, mas a pressão é grande”, finaliza.


Quenianos favoritos para SS já estão no Brasil

Corridas de Rua · 29 dez, 2004

Quatro atletas de peso do Quênia já estão no Brasil para participarem da Corrida Internacional de São Silvestre. Hoje (29) em entrevista coletiva na capital paulista, os quenianos Robert Cheruiyot, Lawrence Kiprotich, John Guaco e Lydia Cheromei mostraram o porque de serem os favoritos da corrida mais tradicional do país.

Campeão da Maratona de Boston 2003 e da São Silvestre em 2002, Robert Cheruiyot, quer ser novamente o vencedor da corrida brasileira. No ano passado o queniano não conseguiu o bicampeonato da São Silvestre. ”Em 2003 eu errei nos cálculos, sai muito rápido e me cansei no final”, conta Cheruiyot. “Mas agora vai ser diferente”, acrescenta.

Para os atletas Lawrence Kiprotich, vencedor da Volta da Pampulha 2004 e John Guaco, campeão da Meia Maratona do Rio de Janeiro em 2000, a dificuldade da prova está no percurso. “Eu não gosto de corrida com muitas descidas e subidas, prefiro percursos planos”, revela Guaco. Indagado se ele é o favorito da prova Guaco responde: “essa é uma prova que não tem favoritos todo mundo pode ganhar. Todos que correm são os meus adversários”.

A única mulher que estava na coletiva era Lydia Cheromei que volta para a São Silvestre depois de três anos. Desde que conquistou o bicampeonato da prova brasileira (1999 e 2000), a queniana se afastou do esporte por problema familiares.

Esse ano ela voltou com tudo e atualmente é considerada a corredora mais rápida do mundo na distância de 15 quilômetros. Diferente do compatriota, Lydia, se considera a favorita. ”Eu sou a favorita para ganhar a prova, mas a pressão é grande”, finaliza.

Dez quenianos de elite devem participar da São Silvestre

Corridas de Rua · 28 dez, 2004

A Corrida Internacional de São Silvestre é conhecida como a mais tradicional corrida de rua do Brasil. Além disso, a prova é a última do ano e sempre recebe uma legião de quenianos em busca do primeiro lugar. E esse ano não vai ser diferente.

Já foram confirmados a presença dos atletas Robert Cheruiyot, campeão da Maratona de Boston 2003 e da São Silvestre em 2002; Lawrence Kiprotich, vencedor da Volta da Pampulha 2004; Mathew Cheboi; Benso Cherono, nono colocado na São Silvestre do ano passado; Benson Barus; Stephen Biwott e John Guaco.

Entre as quenianas participarão da prova Lydia Cheromei, bicampeã da São Silvestre em 1999 e 2000, além de ser a corredora mais rápida do mundo na distância (15 km) em 2004; Teresia Kipchumba e Peninah Limakori.

Alguns desses atletas já estão no Brasil, outros devem desembarcar até amanhã (29) na capital paulista. A presença dos quenianos e também de outros estrangeiros na prova faz aumentar a disputa pelo pódio entre estrangeiros e brasileiros. Até o fim da semana alguns dos principais atletas da São Silvestre devem participar de uma coletiva para a imprensa.

São Silvestre promove ciclo de palestras para os corredores

Corridas de Rua · 28 dez, 2004

Os dias que antecedem a São Silvestre são dias de palestras para os participantes da corrida mais tradicional do país. Segundo os organizadores da prova, entre os dias 27 e 30 de dezembro serão realizadas palestras gratuitas para os inscritos da corrida.

Os temas são variados e mudam conforme o dia da semana. Hoje (28) os interessados poderão conferir uma palestra sobre os problemas ortopédicos da corrida. Amanhã (29) o tema será “treinamento para corrida com informações úteis para atletas que não contam com orientação especializada em sua preparação”. E no último dia (30) os inscritos poderão assistir uma palestra sobre os aspectos médicos ligados à corrida.

Todas essas paletas são realizadas no Cine Gazetão, 1º andar do prédio da Gazeta, que fica na avenida Paulista, número 900. O início é sempre às 20 horas com duração média de 1h30. Para participar basta comparecer no dia e horário da palestra de seu interesse.

Kits para São Silvestre já podem ser retirados

Corridas de Rua · 27 dez, 2004

Os inscritos da 80ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre devem ficar atentos para as datas de retiradas dos kits. A partir de hoje (27) os participantes devem pegar o kit necessário para a prova do dia 31 no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.

O ginásio fica na Rua Manuel da Nóbrega, número 1371. O horário de funcionamento é das 10h às 18h. As pessoas inscritas devem retirar o seu kit até o dia 30 de dezembro, próxima quinta-feira.