Maratona · 23 abr, 2012
A Maratona de Londres, disputada no domingo (22/04) registrou uma fatalidade. A cabeleireira inglesa Claire Squires sucumbiu na altura do St. James Park, já com mais de 40 quilômetros de prova percorridos.
Claire, de 30 anos, tinha um histórico de práticas esportivas por causas nobres: ela já tinha subido o Monte Kilimanjaro (ponto mais alto da África, na Tanzânia) para arrecadar fundos para a Associação de ex-membros da Força Aérea Britânica.
No domingo, corria a prova na capital inglesa para levantar doações para a Samaritans, serviço de suporte emocional para pessoas em momentos de dificuldade, como intenção de suicídio. Ela tinha arrecadado cerca de 500 libras esterlinas para a organização (cerca de R$ 1.500,00) antes da prova.
Após a notícia de sua morte, as doações já alcançaram mais de 80 mil libras (mais de R$ 243.000,00). Sua página no JustGiving.com conta com a declaração Estou correndo a Maratona de Londres para a Samaritans porque eles continuamente apoiam os outros.
A CEO da Samaritans, Catherine Johnstone, declarou apoio aos familiares de Claire e agradeceu todas as doações. Agradecemos o que fazem todos os nossos maratonistas. É com os seus esforços que somos capazes de oferecer nosso serviço, vital para as pessoas que não tem a quem recorrer, declarou.
Desde a primeira Maratona de Londres, em 1981, dez mortes foram registradas na prova, cinco de problemas coronários aparentemente ignorados pelos corredores. Quatro destes incidentes são decorrentes de disfunções gravíssimas no coração.
Com informações do Daily Mail.
Maratona · 22 abr, 2012
Os quenianos Wilson Kipsang e Mary Keitany venceram a Maratona de Londres neste domingo (22/04), com grande desempenho. Os brasileiros Marílson Gomes e Solonei Rocha também correram a prova londrina, terminando em oitavo e décimo-oitavo, respectivamente.
Com o resultado, Marílson ratifica sua classificação para a Maratona dos Jogos Olímpicos em agosto, enquanto Solonei fica de fora. Apesar de ter feito tempo dentro do índice, sua marca é até o momento apenas a quinta entre os brasileiros, e apenas três vão aos Jogos - o prazo para a conquista do índice é 29 de abril.
Keitany faz melhor marca do ano- A temperatura de 9°C na largada feminina (às 9h locais) era um indicativo de boas marcas. Conhecida por correr forte, sem se poupar, Mary Keitany deixou a prova correr até a metade desta vez.
A alemã Irina Mikitenko tentou acompanhar o pace das coelhas (marcadoras de ritmo), mas logo caiu. A etíope Ejegayehu Dibaba também chegou a liderar, mas não aguentou e abandonou a prova.
Depois dos 21 quilômetros, Keitany começou a forçar e foi seguida apenas pelas compatriotas Edna Kiplagat, Florence Kiplagat e Priscah Jeptoo. Não demorou para que apenas Keitany e Edna ficassem à frente, e a primeira pisou fundo para se tornar a maratonista africana mais rápida de todos os tempos e a terceira maratonista mais rápida da história, atrás apenas de Paula Radcliffe e Liliya Shobukhova.
Sua marca, de 2h18min37, é também a melhor do ano e a credencia como uma das favoritas para a disputa da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos. Edna foi a segunda e Priscah que é a atual vencedora da São Silvestre a terceira.
Kipsang força coelhos- A prova masculina teve diversos pontos altos. Entre eles, a pressão exercida pelos quenianos nos coelhos. Primeiro Patrick Makau recordista mundial ultrapassou os dois marcadores, sinalizando que eles corriam abaixo do pace projetado.
Depois, Wilson Kipsang (que detém o segundo melhor tempo da história, quatro segundos abaixo do de Makau) passou a correr ao lado dos dois, pressionando-os a acelerar. Makau, no entanto, não aguentou o próprio ritmo forte que impôs aos marcadores e abandonou a prova o que pode lhe custar uma vaga nos Jogos Olímpicos.
Na metade final, apenas o queniano Abel Kirui (bicampeão mundial) e o etíope Feyisa Lilesa brigavam pela ponta com Kipsang. Na altura dos 35 quilômetros, Kipsang se desgarrou e partiu para a vitória, sozinho, em 2h04min44, segunda melhor marca do ano e resultado que certamente o garante nas Olimpíadas.
Show de Lel- Kirui e Lilesa perderam forças e foram ultrapassados por diversos corredores nos momentos finais. Tsegaye Kebede, da Etiópia, parecia ter o segundo lugar garantido quando Martin Lel tricampeão em Londres, bicampeão em Nova York e quarto na última São Silvestre acelerou como um velocista para ficar com a segunda colocação, mesmo lugar de 2011.
Confira os resultados da Maratona de Londres 2012:
Masculino
Feminino
No domingo, 22/04, a capital inglesa recebe a 32ª Maratona de Londres, segunda prova em 2012 do Circuito WMM World Marathon Majors, as maiores maratonas do mundo. Esta prova tem todos os ingredientes necessários para ser classificada como imperdível, comparável apenas às duas maratonas olímpicas em agosto. Veja os motivos!
Jogos Olímpicos- O local é o mesmo onde serão disputadas as maratonas mais importantes do ano, as das Olimpíadas (05 e 12/08). Apesar de o percurso não ser exatamente o mesmo, boa parte dos trechos que margeiam o Rio Tâmisa faz parte tanto da prova de domingo como das de agosto.
Só o fato de correr em solo olímpico já deve empolgar os maratonistas e, além disso, a apenas uma semana do término do prazo nacional para a obtenção do índice, Solonei Rocha deve correr forte para assegurar sua vaga nos Jogos de Londres.
Brasileiros- O Brasil leva para a Inglaterra dois dos seus melhores maratonistas em atividade. Marílson Gomes já está classificado para os Jogos Olímpicos, por critério técnico da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt).
No entanto, não completou nenhuma maratona abaixo do índice no período especificado pela CBAt (setembro de 2011 a abril de 2012). Se correr como em 2011, quando fez na prova londrina a melhor marca de sua carreira (2h06), Marílson calará os críticos que afirmam que a CBAt mudou as regras depois que o prazo para a obtenção do índice estava em jogo.
Já Solonei Rocha, campeão da Maratona dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara em 2011, precisa completar a prova em Londres abaixo de 2h12, tempo que Franck Caldeira fez em Milão no dia 15 de abril. Franck é hoje o terceiro e último, já que só três se classificam por país da lista masculina brasileira, que tem Marílson e Paulo Roberto de Almeida Paula (com 2h11).
A briga queniana- O Quênia elegeu seis maratonistas como pré-classificados para as três vagas olímpicas. Quatro deles correrão em Londres: Emmanuel Mutai (atual vencedor da prova e do circuito WMM), Patrick Makau (atual recordista mundial, com 2h03min38), Wilson Kipsang (segundo melhor tempo da história, 2h03min42) e Abel Kirui (bicampeão mundial de Maratona, em 2009 e 2011).
Com o abandono de Geoffrey Mutai em Boston (16/04) e apenas um terceiro lugar de Moses Mosop na Maratona de Roterdã (15/04), provavelmente é da Maratona de Londres que sairão os representantes do Quênia nas Olimpíadas. Bicampeão de Londres, Nova York e quarto colocado na última São Silvestre, Martin Lel é outro queniano que corre a prova.
Elite feminina- Já garantidas na Olimpíada, as duas maratonistas mais rápidas da história estarão ausentes, a britânica Paula Radcliffe e a russa Liliya Shobukhova. O destaque fica pela presença da atual campeã da prova e maior expoente queniana da modalidade, Mary Keitany.
Keitany é conhecida pelo seu estilo agressivo de correr, sem poupar esforços o que lhe custou uma vitória na Maratona de Nova York 2011. Bicampeã do WMM, a alemã Irina Mikitenko deve dar trabalho para a queniana em Londres.
Outros nomes fortes na prova feminina são a romena Constantina Dita (atual campeã olímpica), Priscah Jeptoo (vencedora da última São Silvestre) e a italiana Nadia Ejjafini (quarta na última São Silvestre). A Maratona de Londres será transmitida no Brasil pelo canal de TV por assinatura Sportv, a partir de 5h00 de domingo (horário de Brasília).
Maratona · 20 abr, 2012
No domingo, 22/04, a capital inglesa recebe a 32ª Maratona de Londres, segunda prova em 2012 do Circuito WMM World Marathon Majors, as maiores maratonas do mundo. Esta prova tem todos os ingredientes necessários para ser classificada como imperdível, comparável apenas às duas maratonas olímpicas em agosto. Veja os motivos!
Jogos Olímpicos- O local é o mesmo onde serão disputadas as maratonas mais importantes do ano, as das Olimpíadas (05 e 12/08). Apesar de o percurso não ser exatamente o mesmo, boa parte dos trechos que margeiam o Rio Tâmisa faz parte tanto da prova de domingo como das de agosto.
Só o fato de correr em solo olímpico já deve empolgar os maratonistas e, além disso, a apenas uma semana do término do prazo nacional para a obtenção do índice, Solonei Rocha deve correr forte para assegurar sua vaga nos Jogos de Londres.
Brasileiros- O Brasil leva para a Inglaterra dois dos seus melhores maratonistas em atividade. Marílson Gomes já está classificado para os Jogos Olímpicos, por critério técnico da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt).
No entanto, não completou nenhuma maratona abaixo do índice no período especificado pela CBAt (setembro de 2011 a abril de 2012). Se correr como em 2011, quando fez na prova londrina a melhor marca de sua carreira (2h06), Marílson calará os críticos que afirmam que a CBAt mudou as regras depois que o prazo para a obtenção do índice estava em jogo.
Já Solonei Rocha, campeão da Maratona dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara em 2011, precisa completar a prova em Londres abaixo de 2h12, tempo que Franck Caldeira fez em Milão no dia 15 de abril. Franck é hoje o terceiro e último, já que só três se classificam por país da lista masculina brasileira, que tem Marílson e Paulo Roberto de Almeida Paula (com 2h11).
A briga queniana- O Quênia elegeu seis maratonistas como pré-classificados para as três vagas olímpicas. Quatro deles correrão em Londres: Emmanuel Mutai (atual vencedor da prova e do circuito WMM), Patrick Makau (atual recordista mundial, com 2h03min38), Wilson Kipsang (segundo melhor tempo da história, 2h03min42) e Abel Kirui (bicampeão mundial de Maratona, em 2009 e 2011).
Com o abandono de Geoffrey Mutai em Boston (16/04) e apenas um terceiro lugar de Moses Mosop na Maratona de Roterdã (15/04), provavelmente é da Maratona de Londres que sairão os representantes do Quênia nas Olimpíadas. Bicampeão de Londres, Nova York e quarto colocado na última São Silvestre, Martin Lel é outro queniano que corre a prova.
Elite feminina- Já garantidas na Olimpíada, as duas maratonistas mais rápidas da história estarão ausentes, a britânica Paula Radcliffe e a russa Liliya Shobukhova. O destaque fica pela presença da atual campeã da prova e maior expoente queniana da modalidade, Mary Keitany.
Keitany é conhecida pelo seu estilo agressivo de correr, sem poupar esforços o que lhe custou uma vitória na Maratona de Nova York 2011. Bicampeã do WMM, a alemã Irina Mikitenko deve dar trabalho para a queniana em Londres.
Outros nomes fortes na prova feminina são a romena Constantina Dita (atual campeã olímpica), Priscah Jeptoo (vencedora da última São Silvestre) e a italiana Nadia Ejjafini (quarta na última São Silvestre). A Maratona de Londres será transmitida no Brasil pelo canal de TV por assinatura Sportv, a partir de 5h00 de domingo (horário de Brasília).
Maratona · 12 dez, 2011
A organização da Maratona de Londres divulgou, nesta segunda-feira (12/12), os nomes que integrarão a elite feminina na prova de 2012, em 22 de abril. A lista traz as melhores fundistas da atualidade, como a queniana Mary Keitany vencedora em 2011, recordista mundial da meia maratona e que correu em pace de recorde mundial na Maratona de Nova York, antes de diminuir o ritmo e chegar em terceiro.
Além de Keitany, estarão presentes mais três quenianas em busca da vaga olímpica. Edna Kiplagat é outra com currículo impressionante, atual campeã mundial e vencedora da Maratona de Nova York em 2010.
Priscah Jeptoo, vice-campeã mundial e campeã da Maratona de Paris neste ano, e Florence Kiplagat, vencedora da Maratona de Berlim em setembro, completam a lista de compatriotas da atual ganhadora da prova. Seis etíopes também estarão presentes, em busca de vaga nos Jogos Olímpicos da capital britânica, apenas quatro meses depois.
A bicampeã da Maratona de Paris, Atsede Baysa, lidera a lista das fundistas da Etiópia. Ejegayehu Dibaba (vice-campeã em Chicago 2011), Aberu Kebede (campeã em Berlim 2010), Korene Jelila (vencedora de Toronto 2011) e Bezunush Bekele (quarta em Londres 2011 e no Mundial) também estarão na briga pelas três vagas de seu país.
Europeias- Além das africanas, está em destaque a participação da alemã Irina Mikitenko, campeã da prova em 2008 e 2009, e bicampeã do circuito WMM (maratonas mais importantes do mundo). Atual campeã olímpica, a romena Constantina Dita é outro grande nome europeu confirmado.
Esta é uma das mais talentosas escalações que já tivemos e com tantas vagas olímpicas para decidir, tenho certeza que veremos uma corrida fantástica, afirma o diretor da prova, Dave Bedford. A ausência fica por conta da atual recordista mundial e dona da casa, Paula Radcliffe.
A britânica está confirmada assim como Mara Yamauchi como representante do Reino Unido nos Jogos Olímpicos e deverá se poupar da maratona em abril. No entanto, uma das três vagas segue em aberto e deverá ser decidida na prova.
A batalha britânica pela vaga olímpica feminina será um ponto intrigante da corrida do próximo ano, conta Bedford. Com os Jogos Olímpicos se aproximando, o incentivo para os maratonistas britânicos não poderia ser maior, finaliza.
Maratona · 17 abr, 2011
Com exceção das Olimpíadas de 2012, no Reino Unido, a Maratona de Londres é o evento de maior contribuição para a economia da região. O evento gera mais de 100 milhões de libras esterlinas (R$ 257 milhões) no país de Shakeaspere, de acordo com Pesquisadores da Indústria de Esportes do Centro de Investigação da Universidade Sheffield Hallam.
Só na capital londrina, as despesas dos corredores da maratona, dos espectadores, da organização e dos visitantes somaram 31,7 milhões de libras esterlinas (R$ 81.473 milhões). Para chegar a esse resultado, os estudiosos entrevistaram milhares de pessoas e empresas antes, durante e após o evento de 2010.
"A Maratona de Londres continua a ser uma jóia no calendário esportivo, um dos maiores eventos de participação em massa no país. Além de ser um excelente espetáculo esportivo, o negócio é bem sucedido comercialmente", diz o relatório. Para o chefe-executivo da disputa, Nick Bitel, a pesquisa prova o que todos já sabiam. A contribuição da maratona é positiva não só para a economia de Londres, mas também para a economia do Reino Unido como um todo.
Ainda de acordo com Nick, nos últimos dez anos, a maratona registrou um impacto 60% maior na economia, já que a cada ano o evento atrai milhares de pessoas para a capital, aumentando os gastos em várias áreas. Ano passado, os setores de hotelaria e alimentação registraram uma movimentação de 13,2 milhões de moeda inglesa (quase R$ 34 milhões).
Só os corredores e espectadores gastaram mais de 45 milhões de libras no Reino Unido (R$115. 656 milhões) sendo que, deste valor, 18 milhões (R$ 46 262 milhões) foram somente os custos que os participantes tiveram durante suas preparações. Isso equivale a um gasto médio de 452 libras (R$ 1.161 mil) para cada corredor (compra de tênis e inscrições para outras corridas teste).
Já os espectadores, incluindo os amigos e familiares dos corredores, gastaram 4,9 milhões com hospedagem (R$ 12.593 milhões) e 8,2 milhões com alimentação (R$ 21.075). As instituições de caridade do Reino Unido também foram beneficiadas com o direcionamento de 50 milhões (R$ 128.506) ano passado, o que representa o dobro do valor arrecadado em 2000.
Além disso, o saldo comercial do Reino Unido também lucrou 3,85 (R$ 7.928 Milhões) com exportação líquida, graças aos gastos relacionados aos visitantes estrangeiros. Também houve aquecimento com acordos de direitos televisivos, cerca de um milhão de libras (R$2.570).
Os pesquisadores apontam também que o domingo da prova foi o "dia mais movimentado do ano para mais de dois terços das lojas de conveniência e mais de três quartos dos Cafés. Para o prefeito de Londres, Boris Johnson , a maratona é um evento verdadeiramente global, capaz de proporcionar um dia espetacular para duas milhões de pessoas.
O Ministro dos Esportes e as Olimpíadas, Hugh Robertson, é outra autoridade inglesa que considera a prova uma oportunidade perfeita para mostrar o quanto a cidade é maravilhosa e relembrar a quantidade de dinheiro arrecadado para uma série de instituições de caridade. A Maratona de Londres faz parte do Circuito das Maiores Maratonas do Mundo (World Majors Marathon - WMM), que também incluí as provas de Boston, Chicago, Berlim e Nova York.
Maratona · 17 abr, 2011
O dia foi dos quenianos na Maratona de Londres, disputada neste domingo (17/04) na capital inglesa, já que Emmanuel Mutai e Mary Keitany venceram com 2h04min40 e 2h19min19. Quem também fez bonito foi o brasileiro Marílson Gomes dos Santos, que chegou em quarto com o tempo de 2h06min34 e obteve seu recorde pessoal.
Mutai garantiu o recorde do percurso com uma performance que deixou o campeão de 2010, Tsegaye Kebede, comendo poeira. Ano passado ele havia chegado em segundo, mas desta vez abriu a partir do quilômetro 32 e concluiu o percurso com um tempo 30 segundos mais rápido que o antigo recorde, de Sammy Wanjiru.
Desde que corro em Londres cheguei duas vezes em quarto e fui vice ano passado, lembra o corredor de 26 anos, que também foi prata no mundial e na Maratona de Nova York, ano passado. Esse ano voltei e meus sonhos se tornaram realidade. Eu sempre quis vencer uma grande maratona e desta vez eu consegui, completa o corredor que se tornou o quarto homem mais rápido da história.
O tricampeão da prova, Martin Lel, voltou às disputas de 42 quilômetros como vice, numa chegada acirrada com o campeão de Berlim 2010, Patrick Makau. Os dois marcaram o mesmo tempo, 2h05min45, marca que é 30 segundos acima do recorde pessoal de Martin. O ex-campeão teve uma performance surpreendente, já que foi anunciado no field três semanas antes e não disputava uma maratona desde a Olimpíada de Pequim 2008.
Mulheres - Mary Keitany também teve que acelerar para deixar para trás a defensora do título, Liliya Shobukhova, da Rússia e se igualou a Irina Mikitenko como a quarta mulher mais rápida da história. Depois de detonar o recorde mundial de meia maratona no começo do ano, a queniana finalizou Londres com um tempo 10 minutos abaixo de seu recorde pessoal.
Shobukhova teve que brigar até os momentos finais com Edna Kiplagat para garantir o segundo lugar (2h20min15), deixando para a vencedora de Nova York ano passado o terceiro lugar, com 2h20min46.
Entre os cadeirantes, David Weir fez história ao se tornar o primeiro homem a faturar cinco títulos, desta vez com 1h30min05, a frente do suíço Heinz Frei. A americana McGrory deixou para trás Shelly Woods e venceu com 1h46min31.
Marílson - O brasileiro Marílson Gomes dos Santos, bicampeão da Maratona de Nova York, baixou em mais de dois minutos seu recorde pessoal (2h08min37), obtido em 2007 também na prova inglesa. Eu estou muito feliz. Queria muito essa marca porque eu sabia que as 2h08 não eram para mim. Eu sabia que tinha condições. nessa maratona, que é mais rápida que a de Nova York", conta o fundista.
Marílson chegou a correr no pelotão de frente com os africanos, mas preferiu segurar o ritmo no momento em que eles abriram, para evitar uma quebra no fim da prova. Senti cansaço nos dois quilômetros finais e aí percebi que tinha feito a coisa certa. Se eu tivesse insistido, talvez minha marca não tivesse saído. Foi uma prova muito boa", enfatiza o brasiliense radicado em São Caetano do Sul (SP).
O treinador do atleta, Adauto Domingues, comemorou o resultado e diz que ainda vai definir o calendário do segundo semestre. A ideia seria disputar a Maratona de Berlim, também de percurso rápido, caso o recorde pessoal não fosse obtido, mas agora ainda haverá um planejamento sobre o futuro.
Maratona · 25 abr, 2010
O etíope Tsegaye Kebede passou da prata para o ouro no período de um ano, visto que em 2009 ele havia faturado o título da Maratona de Londres e esse ano fez de tudo para chegar em primeiro. A estratégia deu certo e ele cruzou a linha de chegada com o tempo de 2h05min19, enquanto no feminino Liliya Shobukhova foi a primeira russa a faturar o título da prova inglesa. Ela marcou 2h22min.
O brasileiro Marílson Gomes dos Santos estava no pelotão de elite e antes da largada tinha como objetivo bater seu recorde pessoal na distância e fazer um tempo sub 2h08min37. Ao final da disputa, ele foi o sexto colocado ao completar os 42 quilômetros com 2h08min46.
Campeão O vencedor, Tsegaye Kebede, ostenta em seu currículo o bronze olímpico e do mundial e agora leva para casa a primeira vitória numa etapa do Circuito das Maiores Maratonas do Mundo (World Marathon Majors). Ele foi o primeiro não queniano a conquistar o primeiro lugar desde 2003, ocasião da vitória de seu compatriota Gezahegne Abera.
Fui segundo ano passado, então a vitória desta vez foi boa, relata Kebede. Talvez ano que vem eu possa correr 2h04. Eu pensei que fosse bater o recorde do percurso, mas a chuva dificultou muito, completa. A segunda posição foi para o queniano medalha de prata no mundial, Emmanuel Mutai (2h06min23) e a terceira para o marroquino Jaouad Gharib (3h06min55).
A vitória do etíope foi uma surpresa, já que o grande favorito ao título era o queniano Samuel Wanjiru, que chegou a declarar que se ele não vencesse, Kebede seria provavelmente o destaque. Wankiru apenas não contava com um problema no joelho que o obrigou a abandonar a disputa no quilômetro 27, sua primeira desistência em seis maratonas.
Eu estava confiante na vitória, mas a gente não pode prever o que vai acontecer com o corpo, relata o queniano. Eu comecei a sentir dores no quilômetro 20 e depois só piorou. Cheguei a cogitar cruzar entre os 10 melhores, mas preferi não me prejudicar ainda mais, completa.
Entre as mulheres, Liliya (campeã em Chicago2009) fez história ao se tornar a primeira russa a vencer a competição, graças também à falta de sorte da favorita, a alemã Irina Mikitenko, que abandonou a disputa. Após o quilômetro 17 ela sentiu uma lesão e não continuou no percurso.
A campeã liderou durante quase todo o percurso e deixou para trás sua compatriota Inga Abitova, que chegou com 2h22min19, seu recorde pessoal em mais de três minutos. A etíope Aselefech Mergia, bronze no mundial, foi a terceira colocada com 2h22min38.
Maratona · 22 abr, 2010
Marílson Gomes dos Santos disputa no próximo domingo (25/04) a Maratona de Londres e o objetivo do atleta é conquistar o melhor tempo de sua carreira na competição. "É uma prova rápida, com um percurso totalmente plano, que permite a obtenção de tempos. O Marílson vai tentar bater a melhor marca pessoal dele", revela o técnico Adauto Domingues. O recorde pessoal do fundista para os 42 quilômetros é de 2h08min37, feito em Londres em 2007.
O corredor de 32 anos é bicampeão da Maratona de Nova York (2006 e 2008), recordista sul-americano dos cinco mil metros e dos 10 mil metros. Hoje, ele está recuperado das lesões que o atrapalharam na última temporada e bem preparado depois das últimas três semanas treinando na altitude de Campos do Jordão. "Não me prendo muito ao fato do quanto posso fazer em termos de tempo, mas planejei fazer uma prova rápida. Vou tentar dosar bem a prova para alcançar o que planejamos", conta.
Na preparação para Londres, Marílson correu a Meia Maratona de Nova York em março e ficou em nono lugar, com o tempo de 1h02min57. O desempenho foi considerado positivo pelo técnico Adauto Domingues.
Maratona · 02 dez, 2009
As estrelas Sammy Wanjiru, do Quênia, e Irina Mikitenko, da Alemanha, retornarão à Maratona de Londres em 25 de abril do ano que vem para defender o título num dos pelotões mais fortes em 29 anos de história. Enquanto Wanjiru tentará fazer bonito mais uma vez após o recorde do percurso ano passado, Mikitenko tentará se tornar a segunda mulher a vencer três edições consecutivas e se igualar à sua compatriota German Katrin Dorre (1992 a 1994).
Apesar de possuir o tempo de 2h05min10 como melhor tempo na carreira, ele será apenas o terceiro mais rápido no field masculino, que inclui nada menos do que seis corredores que já correram mais rápido do que 2h05min30. Entre eles estão os quenianos Abel Kirui, campeão da Maratona no Mundial de Berlim esse ano, e Martin Lel, tricampeão de Londres, além de Tsegaye Kebede, bronze na Olimpíada e no Mundial. Também estará na disputa Jaouad Gharib, do Marrocos, ex-bicampeão mundial e terceiro em Londres ano passado.
Um dos grandes destaques será talvez o queniano Duncan Kibet, segundo mais rápido da história na maratona com o tempo de 2h04min27 graças à sua vitória em Rotterdam este ano. Ele fará sua estreia na disputa, assim como Abel Kirui.
Estou feliz por voltar a Londres, comenta Wanjiru, de 23 anos, que este ano venceu o prêmio das Maiores Maratonas do Mundo (World Marathon Majors). Farei o melhor para defender o título depois de trabalhar tão duro para vencer a última edição, ressalta. Londres sempre tem os melhores atletas, mas a presença de Duncan, Abel e Martin será ainda mais forte, completa.
Haverá muitos outros bons entre os 16 da elite, incluindo o queniano Emmanuel Mutai, sub 2h07 e prata no Mundial de Berlim, além do bicampeão da Maratona de Nova York, o brasileiro Marílson Gomes dos Santos. Dois atletas da Eritreia, Yonas Kifle, e o tricampeão mundial de Meia, Zersenay Tadese, também buscarão boas colocações. Os asiáticos serão representados pelos gêmeos Yuko e Takayuki Matsumiya e Yusei Nakao.
A esperança britânica de uma boa apresentação em casa está nos ombros de Dan Robinson, medalha de prata nos Jogos Commonwealth e de Andrew Lemoncello, ex-atleta de barreiras que fará sua estreia na distância.
Mulheres - Na prova feminina as disputas também serão acirradas. Enquanto Mikitenko entrará com seu recorde alemão de 2h19min19, ela terá forte oposição da romena Constantina Dita, atual campeã olímpica. A britânica Mara Yamauchi também será uma pedra no sapato, já que ano passado ela chegou em segundo em Londres, um minuto atrás da campeã e com a melhor marca na carreira de 2h23min12.
Meu objetivo é vencer a Maratona de Londres pela terceira vez e me igualar ao recorde de Katrin, relata Mikitenko de 37 anos. Eu amo correr em Londres e estou determinada a estar em boa forma e pronta para o desafio, mas sei que será complicado pelas fortes adversárias.
Entre as 19 competidoras da elite, seis quebraram a marca de 2h22, enquanto 12 já correram mais rápido do que 2h25. A medalhista olímpica em Atenas, Deena Kastor, é a segunda mais rápida do field e tentará repetir o feito de 2006, ocasião em que venceu com 2h19min36, recorde americano.
A medalhista de prata em Nova York, Lyudmila Petrova, é a terceira mais rápida. Ela é uma das cinco russas de peso junto com a veterana Svetlana Zakharova, três vezes vice em Londres e Liliya Shobukhova, campeã de Chicago em 2009, atual terceira em Londres e Inga Abitova, recém campeã da Maratona de Yokohama.
Um grupo de cinco etíopes rápidas também aparece como destaque. São elas a campeã de Berlim Atsede Habtamu, a campeã de Dubai em 2009 Bezunesh Bekele, a medalhista de bronze no Mundial, Mergia Aselefech, além da ex-campeã de Paris Magarsa Assale Tafa.
As asiáticas terão como nomes fortes a campeã mundial Bai Xue, da China, junto com a medalhista de prata no mundial Yoshimi Ozaki e sua colega de equipe no time japonês Yukiko Akaba. Duas Neo Zelandesas, Kim Smith e Fiona Docherty, além da sul-africana Tanith Maxwell completam o field.
Estamos honrados em dar as boas vindas aos nossos dois campeões para encabeças provas de alta qualidade, comenta David Bedford, diretor da competição. Os dois pelotões são os melhores que tivemos em 29 anos de história e tenho certeza que vão produzir duas disputas ótimas para o público, completa.
Maratona · 24 mar, 2009
Faltando quase um mês para a realização da Maratona de Londres (26 de abril) os organizadores anunciaram que um total de três corredores de elite não estarão no field devido a problemas de saúde. A britânica Paula Radcliffe integra a lista, já que havia anunciado anteriormente sua não participação em decorrência de um dedo do pé quebrado durante os treinos de altitude no Novo México.
A recordista da categoria, com 2h15min25 já havia deixado a prova fora de seu calendário ano passado por uma lesão no tendão. Essa semana mais dois nomes foram tirados da lista, entre eles o da também britânica Jo Pavey, de 35 anos, bronze na Copa do Mundo de 2002 nos 5.000m e que faria sua esteia nos 42,1 quilômetros.
Com três participações olímpicas pela Grã Bretanha competindo nos 1.500m; 5.000m e 10 mil metros, ano passado ela estabeleceu sua melhor marca nos 10 mil em Pequim ao completar com 31min12seg30. Sua desistência deve-se ao fato de estar grávida, o que deixa Mara Yamauchi como a grande esperança da Inglaterra por um lugar ao pódio.
Já no pelotão masculino o olímpico Viktor Röthlin, que quebrou duas vezes o recorde nacional para a Suíça com 2h07min23, foi diagnosticado com embolia pulmonar e pneumonia. Bronze no Mundial de 2007 com 2h17min25, ele foi o sexto colocado em Pequim com 2h10min35 e adoeceu durante treinamento no Quênia. Sua recuperação deve levar pelo menos um mês e ele ainda corre o risco de ficar de fora do Mundial em agosto próximo.
Alimentação · 17 jun, 2026
Saúde · 17 jun, 2026
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