Cobertura_MadeiraUltra_2012

Carioca estreia em provas acima de meia com bom resultado na Ilha Madeira

Direto de Porto Moniz (Ilha da Madeira, Portugal) - A carioca Maria Isabel Silva mal sabia o que a esperava quando se inscreveu para os 25 quilômetros da Madeira Island Ultra Trail, prova que aconteceu no último domingo (09/06) na Ilha da Madeira, Portugal. Ela na verdade estava receosa em participar, já que nunca havia corrido mais do que 21 quilômetros, mas recebeu incentivo de um grupo de amigos que também participaria e resolveu seguir em frente.

Às vésperas da largada era hora de checar os equipamentos obrigatórios, tais como manta térmica, telefone celular, apito, entre outros itens, e submetê-los à inspeção dos organizadores. Em seguida, durante o congresso técnico, ela prestou atenção em cada palavra das orientações do diretor de prova, Nuno Gonçalves.

A largada aconteceu na região de Assobiadouros, a 1.410m de altitude, ao meio dia, com o sol dando as boas vindas aos competidores. Isabel e os demais seguiram para dois Postos de Controle: um no Fanal (a 1.150m de altitude no quilômetro 11) e outro na Ribeira da Janela, no quilômetro 19,5 a 32m de altitude.

Após enfrentar trilhas, ladeiras e muitos degraus, ela cruzou a linha de chegada com o tempo de 3h57min50, o que lhe rendeu o primeiro lugar na categoria. “Durante o XTerra de Ilhabela o pessoal me convenceu a vir e confesso que estava com muito medo”, relata a competidora da equipe Adevan Pereira. “Eu tinha receio de me perder, ou não conseguir completar, mas a prova estava super bem marcada e foi muito gostosa de fazer. Espero voltar ano que vem”, completa.

A vitória entre as mulheres ficou com a espanhola Elena Mouro, que fez o tempo de 2h45min10, seguida pela brasileira Claudia Cavalcante (3h22min47) e pela portuguesa Paula Sousa (3h27min49). Entre os homens o pódio foi todo português, com Leonardo Diogo em primeiro (2h12min19), seguido por Gilberto Gonçalves (2h24min10) e Carlos Moco (2h25min35).


Carioca estreia em provas acima de meia com bom resultado na Ilha Madeira

Corridas de Rua · 13 jun, 2012

Direto de Porto Moniz (Ilha da Madeira, Portugal) - A carioca Maria Isabel Silva mal sabia o que a esperava quando se inscreveu para os 25 quilômetros da Madeira Island Ultra Trail, prova que aconteceu no último domingo (09/06) na Ilha da Madeira, Portugal. Ela na verdade estava receosa em participar, já que nunca havia corrido mais do que 21 quilômetros, mas recebeu incentivo de um grupo de amigos que também participaria e resolveu seguir em frente.

Às vésperas da largada era hora de checar os equipamentos obrigatórios, tais como manta térmica, telefone celular, apito, entre outros itens, e submetê-los à inspeção dos organizadores. Em seguida, durante o congresso técnico, ela prestou atenção em cada palavra das orientações do diretor de prova, Nuno Gonçalves.

A largada aconteceu na região de Assobiadouros, a 1.410m de altitude, ao meio dia, com o sol dando as boas vindas aos competidores. Isabel e os demais seguiram para dois Postos de Controle: um no Fanal (a 1.150m de altitude no quilômetro 11) e outro na Ribeira da Janela, no quilômetro 19,5 a 32m de altitude.

Após enfrentar trilhas, ladeiras e muitos degraus, ela cruzou a linha de chegada com o tempo de 3h57min50, o que lhe rendeu o primeiro lugar na categoria. “Durante o XTerra de Ilhabela o pessoal me convenceu a vir e confesso que estava com muito medo”, relata a competidora da equipe Adevan Pereira. “Eu tinha receio de me perder, ou não conseguir completar, mas a prova estava super bem marcada e foi muito gostosa de fazer. Espero voltar ano que vem”, completa.

A vitória entre as mulheres ficou com a espanhola Elena Mouro, que fez o tempo de 2h45min10, seguida pela brasileira Claudia Cavalcante (3h22min47) e pela portuguesa Paula Sousa (3h27min49). Entre os homens o pódio foi todo português, com Leonardo Diogo em primeiro (2h12min19), seguido por Gilberto Gonçalves (2h24min10) e Carlos Moco (2h25min35).

André Guarisch se emociona ao completar os 55 km na Ilha da Madeira

Direto de Porto Moniz (Ilha da Madeira) - No último domingo (09/06) um grupo de 90 corredores topou o desafio de competir 55 quilômetros pelas trilhas e morros da Ilha da Madeira (Portugal) durante a quarta edição da Madeira Island Ultra Trail. Entre eles estava André Guarisch, corredor acostumado a grandes desafios, como ultramaratonas e triathlons na distância de Ironman.

Enquanto a competição principal (de 100 quilômetros) largou ao nível do mar, no município de Muchicho, o seleto grupo se alinhou na largada às 8h no Pico do Areeiro, um dos pontos mais altos da Ilha, a 1.690 metros de altitude. O sol iluminando as montanhas e o vento gelado que soprava aumentava a adrenalina dos participantes que contavam os segundos para o tiro de partida.

André se dizia tranquilo, mas ao mesmo tempo preocupado com a performance de sua esposa, Rosália, que se aventurava na distância maior. “Eu estou bem, mas alguém tem notícias dela?”, indagava o carioca. Tranquilizado ao saber que ela liderava a prova e estava bem fisicamente, ele finalmente se concentrou na sua prova.

Os corredores encararam uma leve subida no começo da e em seguida passaram por uma trilha que leva ao Pico Ruivo (1.770m de altitude), correndo sobre passarelas e passando por túneis encravados na rocha. “Cheguei a bater a cabeça na entrada do túnel, mas por sorte não aconteceu nada de grave”, lembra André.

Obstáculos - Ao lado de outros brasileiros, ele pouco a pouco foi vencendo os obstáculos naturais a cada Posto de Controle: Encumeada (quilômetro 17 a mil metros de altitude), Estanquinhos (quilômetro 28 a 1.580m), Chão da Ribeira (quilômetro 37 a 340m), Fanal (quilômetro 42 a 1.150m) e Ribeira da Janela (quilômetro 50,5 a 325m). Em alguns deles era possível obter coca cola, água, isotônico, além de comida como bolo, chocolate, laranja, canja, entre outros alimentos.

André se inscreveu em dezembro passado com a intenção de acompanhar a esposa nos 100 quilômetros, mas devido a problemas de saúde decidiu ser conservador e mudar de categoria. E foi uma boa escolha, segundo ele, pois apesar das dificuldades ele não se sentiu mal e cruzou a linha de chegada emocionado com a bandeira do Brasil em mãos.

Emoção - “Acho que todo mundo deveria fazer essa prova. O lugar é lindo, com muitos desafios e pensava em completar a qualquer custo, mesmo que fosse com 16 horas”, relata André que marcou 11h46min25 na chegada a Porto Moniz, ao nível do mar. “Eu fiquei preocupado com a Rosália o tempo todo, mas ela está de parabéns”. Visivelmente emocionado, ele não tinha palavras para descrever a felicidade de ter superado mais um desafio. “Só me lembro de ter sentido isso após meu primeiro Ironman”, conta com o fôlego já recuperado.

Além de ter se impressionado com as paisagens, ele também elogiou a organização e o espírito de solidariedade. “Tudo foi perfeito nos postos de controle. As pessoas te ajudavam a encher a mochila de hidratação, ofereciam comida, gostei muito”. Ele conta também que no penúltimo ponto descansou por cerca de 20 minutos até ter forças para seguir em frente. “Comi cinco canjas e bebi uma garrafa inteira de coca cola”.

Passado o momento de euforia, o casal seguiu para o hotel para um merecido descanso antes de planejar o próximo desafio.


André Guarisch se emociona ao completar os 55 km na Ilha da Madeira

Corrida de Montanha · 12 jun, 2012

Direto de Porto Moniz (Ilha da Madeira) - No último domingo (09/06) um grupo de 90 corredores topou o desafio de competir 55 quilômetros pelas trilhas e morros da Ilha da Madeira (Portugal) durante a quarta edição da Madeira Island Ultra Trail. Entre eles estava André Guarisch, corredor acostumado a grandes desafios, como ultramaratonas e triathlons na distância de Ironman.

Enquanto a competição principal (de 100 quilômetros) largou ao nível do mar, no município de Muchicho, o seleto grupo se alinhou na largada às 8h no Pico do Areeiro, um dos pontos mais altos da Ilha, a 1.690 metros de altitude. O sol iluminando as montanhas e o vento gelado que soprava aumentava a adrenalina dos participantes que contavam os segundos para o tiro de partida.

André se dizia tranquilo, mas ao mesmo tempo preocupado com a performance de sua esposa, Rosália, que se aventurava na distância maior. “Eu estou bem, mas alguém tem notícias dela?”, indagava o carioca. Tranquilizado ao saber que ela liderava a prova e estava bem fisicamente, ele finalmente se concentrou na sua prova.

Os corredores encararam uma leve subida no começo da e em seguida passaram por uma trilha que leva ao Pico Ruivo (1.770m de altitude), correndo sobre passarelas e passando por túneis encravados na rocha. “Cheguei a bater a cabeça na entrada do túnel, mas por sorte não aconteceu nada de grave”, lembra André.

Obstáculos - Ao lado de outros brasileiros, ele pouco a pouco foi vencendo os obstáculos naturais a cada Posto de Controle: Encumeada (quilômetro 17 a mil metros de altitude), Estanquinhos (quilômetro 28 a 1.580m), Chão da Ribeira (quilômetro 37 a 340m), Fanal (quilômetro 42 a 1.150m) e Ribeira da Janela (quilômetro 50,5 a 325m). Em alguns deles era possível obter coca cola, água, isotônico, além de comida como bolo, chocolate, laranja, canja, entre outros alimentos.

André se inscreveu em dezembro passado com a intenção de acompanhar a esposa nos 100 quilômetros, mas devido a problemas de saúde decidiu ser conservador e mudar de categoria. E foi uma boa escolha, segundo ele, pois apesar das dificuldades ele não se sentiu mal e cruzou a linha de chegada emocionado com a bandeira do Brasil em mãos.

Emoção - “Acho que todo mundo deveria fazer essa prova. O lugar é lindo, com muitos desafios e pensava em completar a qualquer custo, mesmo que fosse com 16 horas”, relata André que marcou 11h46min25 na chegada a Porto Moniz, ao nível do mar. “Eu fiquei preocupado com a Rosália o tempo todo, mas ela está de parabéns”. Visivelmente emocionado, ele não tinha palavras para descrever a felicidade de ter superado mais um desafio. “Só me lembro de ter sentido isso após meu primeiro Ironman”, conta com o fôlego já recuperado.

Além de ter se impressionado com as paisagens, ele também elogiou a organização e o espírito de solidariedade. “Tudo foi perfeito nos postos de controle. As pessoas te ajudavam a encher a mochila de hidratação, ofereciam comida, gostei muito”. Ele conta também que no penúltimo ponto descansou por cerca de 20 minutos até ter forças para seguir em frente. “Comi cinco canjas e bebi uma garrafa inteira de coca cola”.

Passado o momento de euforia, o casal seguiu para o hotel para um merecido descanso antes de planejar o próximo desafio.

Armando Teixeira fatura bi nos 100 km da Madeira com brasileiro em 3º

No último domingo (09/06) a quarta edição da Madeira Island Ultra Trail teve vitória feminina da brasileira Rosália Camargo e um pódio masculino com competidores de três países diferentes na distância maior (100 quilômetros). O português Armando Teixeira confirmou o favoritismo para faturar o segundo título, com o espanhol José Luiz Gallego em segundo e o brasileiro Manuel Lago em terceiro.

Direto de Porto Moniz (Ilha da madeira) - A largada da prova aconteceu no município de Muchicho, ao nível do mar. Inicialmente programada para acontecer na praça em frente ao fórum, a saída teve que ser rapidamente avançada alguns metros por conta de um festival medieval que atraiu centenas de pessoas fantasiadas com trajes típicos da época.

Os competidores atravessaram a praça devidamente vestidos com seus uniformes e munidos de suas mochilas, bastões de caminhada e outros apetrechos. As duas tribos se entreolhavam curiosas umas com as outras e, enquanto alguns atletas paravam para fotografar os medievais, os participantes do festival indagavam os ilustres visitantes sobre o que estava por acontecer.

Passado o momento de descontração, pontualmente à zero hora do dia nove os competidores largaram em direção ao município vizinho, Funduras, e partir de então teriam 26 horas para completar os 100 quilômetros. Logo de início o português Armando Teixeira tomou a dianteira, seguido de perto por seu companheiro de treino, Carlos Sá, outro favorito ao título.

Nos postos de Controle os competidores podiam se servir de alguns alimentos, tais como bolo, biscoito, sopa, queijo, entre outros, além de coca cola, água e isotônico. Enquanto Armando fazia pit stops rápidos, Carlos não tinha pressa e aproveitava bastante sua passagem pelos refúgios.

Brasileiro com nome lusitano - O brasileiro Manuel Lago vinha num ritmo crescente, ultrapassando alguns adversários e saindo do top 10 no primeiro posto para top 5 no segundo. Mantendo um ritmo forte e acelerando nos trechos possíveis de se correr forte, ele tinha como meta completar bem a disputa sem pensar em pódio.

O dia amanheceu por volta das 7h e proporcionou belas vistas aos competidores, com o sol iluminando as montanhas e as nuvens aparecendo logo abaixo. Após a metade da corrida, Armando continuava sem ter adversários, enquanto Carlos foi obrigado a abandonar por ter sentido um princípio de uma lesão.

No penúltimo Posto de Controle, a 1.150m de altitude, Manuel chegou debilitado pelo grande esforço feito nos últimos quilômetros, já que ele e os demais passaram por grandes variações de altimetria como Pico Ruivo (1.770m), Chão dos Louros (810m), Estanquinhos (1.580m) e Chão da Ribeira (340m). Assim como o personagem do desenho animado Popeye, que come espinafre para ganhar forças, o brasileiro tomou uma sopa mágica oferecida pelos staffs que serviu como um tônico para ele aumentar o ritmo no final.

Reta final - Armando foi soberano e cruzou a linha de chegada em primeiro com 12h49min55, mais de uma hora à frente do segundo colocado, o espanhol José Luis Gallego, que atingiu a meta com 14h11min45. “Houve inúmeras dificuldades, já que à noite a visão fica prejudicada nas trilhas. Tentei me manter equilibrado e sem quedas para, ao amanhecer, aproveitar as paisagens e aumentar o ritmo”, conta o vencedor. “A estratégia usada foi diminuir o ritmo nas subidas para compensar nas descidas”, completa o português que mora e treina no continente.

O segundo colocado, José Luis, afirma que essa foi uma das provas mais difíceis que ele já disputou. “Tinham trechos muito técnicos, tanto de descida como de subida, mas com paisagens espetaculares”. Ele comenta ainda sobre a parte de maior dificuldade, o Pico do Areeiro. “Tínhamos que praticamente escalar algumas partes e subir muito, mas consegui correr bem”.

Disputa acirrada - Após a festa para o campeão e vice, começava uma briga intensa pelo terceiro posto do pódio, entre o brasileiro Manuel Lago e o português Sidonio Freitas, atleta da Ilha da Madeira. Na página da competição no Facebook, brasileiros e portugueses torciam freneticamente e aguardavam ansiosos pelo resultado final.

Nos últimos quilômetros, já no trecho de asfalto, o então quarto colocado Manuel, avistou seu adversário à frente e concentrou todas as suas forças para acelerar e tentar uma ultrapassagem. A estratégia deu certo e ele foi coroado com o terceiro posto, ao marcar 15h10min23 contra 15h12min09 do lusitano Sidonio.

“O terceiro lugar foi uma surpresa, já que a minha expectativa era completar em 16h por conta dos resultados dos corredores ano passado”, relata Manuel. “Na véspera, ao conversar com a pessoa que marcou as trilhas, cheguei a aumentar a expectativa para 17 horas, mas consegui largar bem e fui correndo tranquilo”, relata o carioca que quebrou o dedo no quinto quilômetro. “Na parte final, quando vi que estava na briga, acelerei e consegui o terceiro lugar de bônus, já que o prêmio principal foi completar bem”.


Armando Teixeira fatura bi nos 100 km da Madeira com brasileiro em 3º

Corrida de Montanha · 11 jun, 2012

No último domingo (09/06) a quarta edição da Madeira Island Ultra Trail teve vitória feminina da brasileira Rosália Camargo e um pódio masculino com competidores de três países diferentes na distância maior (100 quilômetros). O português Armando Teixeira confirmou o favoritismo para faturar o segundo título, com o espanhol José Luiz Gallego em segundo e o brasileiro Manuel Lago em terceiro.

Direto de Porto Moniz (Ilha da madeira) - A largada da prova aconteceu no município de Muchicho, ao nível do mar. Inicialmente programada para acontecer na praça em frente ao fórum, a saída teve que ser rapidamente avançada alguns metros por conta de um festival medieval que atraiu centenas de pessoas fantasiadas com trajes típicos da época.

Os competidores atravessaram a praça devidamente vestidos com seus uniformes e munidos de suas mochilas, bastões de caminhada e outros apetrechos. As duas tribos se entreolhavam curiosas umas com as outras e, enquanto alguns atletas paravam para fotografar os medievais, os participantes do festival indagavam os ilustres visitantes sobre o que estava por acontecer.

Passado o momento de descontração, pontualmente à zero hora do dia nove os competidores largaram em direção ao município vizinho, Funduras, e partir de então teriam 26 horas para completar os 100 quilômetros. Logo de início o português Armando Teixeira tomou a dianteira, seguido de perto por seu companheiro de treino, Carlos Sá, outro favorito ao título.

Nos postos de Controle os competidores podiam se servir de alguns alimentos, tais como bolo, biscoito, sopa, queijo, entre outros, além de coca cola, água e isotônico. Enquanto Armando fazia pit stops rápidos, Carlos não tinha pressa e aproveitava bastante sua passagem pelos refúgios.

Brasileiro com nome lusitano - O brasileiro Manuel Lago vinha num ritmo crescente, ultrapassando alguns adversários e saindo do top 10 no primeiro posto para top 5 no segundo. Mantendo um ritmo forte e acelerando nos trechos possíveis de se correr forte, ele tinha como meta completar bem a disputa sem pensar em pódio.

O dia amanheceu por volta das 7h e proporcionou belas vistas aos competidores, com o sol iluminando as montanhas e as nuvens aparecendo logo abaixo. Após a metade da corrida, Armando continuava sem ter adversários, enquanto Carlos foi obrigado a abandonar por ter sentido um princípio de uma lesão.

No penúltimo Posto de Controle, a 1.150m de altitude, Manuel chegou debilitado pelo grande esforço feito nos últimos quilômetros, já que ele e os demais passaram por grandes variações de altimetria como Pico Ruivo (1.770m), Chão dos Louros (810m), Estanquinhos (1.580m) e Chão da Ribeira (340m). Assim como o personagem do desenho animado Popeye, que come espinafre para ganhar forças, o brasileiro tomou uma sopa mágica oferecida pelos staffs que serviu como um tônico para ele aumentar o ritmo no final.

Reta final - Armando foi soberano e cruzou a linha de chegada em primeiro com 12h49min55, mais de uma hora à frente do segundo colocado, o espanhol José Luis Gallego, que atingiu a meta com 14h11min45. “Houve inúmeras dificuldades, já que à noite a visão fica prejudicada nas trilhas. Tentei me manter equilibrado e sem quedas para, ao amanhecer, aproveitar as paisagens e aumentar o ritmo”, conta o vencedor. “A estratégia usada foi diminuir o ritmo nas subidas para compensar nas descidas”, completa o português que mora e treina no continente.

O segundo colocado, José Luis, afirma que essa foi uma das provas mais difíceis que ele já disputou. “Tinham trechos muito técnicos, tanto de descida como de subida, mas com paisagens espetaculares”. Ele comenta ainda sobre a parte de maior dificuldade, o Pico do Areeiro. “Tínhamos que praticamente escalar algumas partes e subir muito, mas consegui correr bem”.

Disputa acirrada - Após a festa para o campeão e vice, começava uma briga intensa pelo terceiro posto do pódio, entre o brasileiro Manuel Lago e o português Sidonio Freitas, atleta da Ilha da Madeira. Na página da competição no Facebook, brasileiros e portugueses torciam freneticamente e aguardavam ansiosos pelo resultado final.

Nos últimos quilômetros, já no trecho de asfalto, o então quarto colocado Manuel, avistou seu adversário à frente e concentrou todas as suas forças para acelerar e tentar uma ultrapassagem. A estratégia deu certo e ele foi coroado com o terceiro posto, ao marcar 15h10min23 contra 15h12min09 do lusitano Sidonio.

“O terceiro lugar foi uma surpresa, já que a minha expectativa era completar em 16h por conta dos resultados dos corredores ano passado”, relata Manuel. “Na véspera, ao conversar com a pessoa que marcou as trilhas, cheguei a aumentar a expectativa para 17 horas, mas consegui largar bem e fui correndo tranquilo”, relata o carioca que quebrou o dedo no quinto quilômetro. “Na parte final, quando vi que estava na briga, acelerei e consegui o terceiro lugar de bônus, já que o prêmio principal foi completar bem”.

Rosália Camargo faz história e vence 100 km na Ilha da Madeira

A brasileira Rosália Camargo fez história no último sábado (09/06) ao vencer os 100 quilômetros da Madeira Island Ultra Trail, competição com alto nível técnico que passou pelas montanhas da Ilha da Madeira com provas de 100, 55 e 25 quilômetros. Em sua estreia na distância, ela marcou 17h34min e foi a 16ª colocada na classificação geral, contando homens e mulheres.

Direto de Porto Moniz (Ilha da Madeira) - A largada da prova aconteceu ao nível do mar, no município de Muchico, às zero hora do dia nove (hora local, quatro horas a mais do que Brasília). Às doze badaladas do relógio, os 98 competidores que não viraram abóbora com o alinhamento dos ponteiros saíram em direção ao primeiro dos dez Postos de Controle, localizado no quilômetro 11 a 580 metros de altitude.

Rosália já começou na frente, mantendo um ritmo conservador e sem exagerar no esforço. Ao chegar ao posto ela e os demais competidores encontraram chá, café, coca cola, além de bolo, biscoitos e água para recarregar as mochilas de hidratação. Numa prova como essa a organização exige que os participantes carreguem uma mochila com diversos equipamentos obrigatórios, tais como manta térmica, apito, celular, lanterna de cabeça, luz de sinalização vermelha, entre outros itens.

No início da ultramaratona a segunda colocada era a belga Chantall Xhervelle, poucos minutos atrás da brasileira, situação que começou a mudar a partir dos trechos intermediários. Rosália usou sua experiência em provas maiores, como os dois XTerra 50 quilômetros de 2011 (Ilhabela e Mangaratiba), para não ter problemas como aconteceu nos 80 quilômetros do XTerra em abril deste ano.

Sempre tranquila e sorridente, ela foi ultrapassando os obstáculos naturais, até então seus únicos adversários. Ela chegou ao Posto de Controle número dois a 915 metros de altitude por volta das 3h30 (hora local), se hidratou e seguiu viagem morro abaixo até o próximo ponto, localizado a 850 metros de altitude.

O posto quatro estava montado a 1.595 metros acima do nível do mar, num local com ventos fortes e baixas temperaturas, algo que parecia não incomodar a carioca. Ela chegou por volta das 5h30, fez uma rápida pausa para repor as energias com canja e coca cola, já que a segunda colocada estava 40 minutos atrás.

Amanhecer - Ainda num trecho de subida do percurso, ela corria em trilhas acima das nuvens e teve a oportunidade de ver o sol nascendo, privilégio que durou pouco, já que a concentração tinha que ser máxima para evitar quedas e lesões. Ela seguiu forte nos outros Postos de Controle, o Pico Ruivo (1.770m), Chão dos Louros (810m), Estanquinhos (1.580m) e Chão da Ribeira (340m).

Na penúltima passagem, o Fanal (1.150m) ela chegou com uma torção no tornozelo, mas não quis parar para atendimento médico e ficou durante poucos minutos apenas para tomar um refrigerante e encher a mochila de hidratação com água. Ela estava horas frente da segunda colocada, mas não tinha essa informação e pensava estar a apenas 30 minutos de vantagem.

Pouco mais de uma hora depois ela já estava no último posto, o Ribeira da Janela, a 325m de altitude e com distância acumulada de 95,5 quilômetros. Ela quase passou direto, sem se hidratar, mas o português Bruno Silva, que estava ao seu lado, consegui convencê-la a tomar um pouco de água e coca cola antes de encarar o trecho final.

Chegada - Com muita dificuldade ela desceu uma centena de degraus até chegar ao asfalto da Rodovia, onde conseguiu imprimir um ritmo mais rápido até cruzar a linha de chegada na praça principal de Porto Moniz. Com a bandeira brasileira em mãos ela marcou 17h34min51 e vibrou muito. A segunda colocada, a belga Chantall Xhervelle chegou quase sete horas depois, com o tempo de 24h05min09.

“Essa é uma prova muito bonita e os portugueses são muito atenciosos e companheiros com a gente”, conta a campeã que assina o blog Vai Correndono Webrun. “Teve trechos muito técnicos que se eu não tivesse tido ajuda seria muito mais difícil. No Pico do Ruivo quis pegar o casaco na mochila e ele quase saiu voando. Mas novamente tive ajuda de outro corredor”, completa.

Apesar das paisagens deslumbrantes, Rosália teve medo de tirar os olhos da trilha para garantir que não pisaria em falso. “Há umas falésias impressionantes, então eu olhava de rabo de olho muito rápido. Até nas Levadas (canais de irrigação) foi complicado, porque do lado esquerdo há um precipício e o chão muitas vezes estava molhado”.

Apesar do zelo, ela confessa que no momento do amanhecer sobre as nuvens não resistiu e se deslumbrou com a natureza. “Já vi um vulcão, já velejei no mar, mas ver o sol nascer enquanto corria é uma das paisagens que acho que nunca vou ver igual na minha vida. Não tem explicação virar a noite correndo”. Com o resultado ela conseguiu pontos para disputar a sonhada Ultramaratona do Mont Blanc. “Estou feliz, missão cumprida 100%”, finaliza a corredora que deve fazer ainda esse ano os 50 quilômetros do XTerra Mangaratiba (RJ) e os 42 quilômetros do Asics Vila do Farol K42 Bombinhas (SC), ambas em agosto.


Rosália Camargo faz história e vence 100 km na Ilha da Madeira

Corrida de Montanha · 11 jun, 2012

A brasileira Rosália Camargo fez história no último sábado (09/06) ao vencer os 100 quilômetros da Madeira Island Ultra Trail, competição com alto nível técnico que passou pelas montanhas da Ilha da Madeira com provas de 100, 55 e 25 quilômetros. Em sua estreia na distância, ela marcou 17h34min e foi a 16ª colocada na classificação geral, contando homens e mulheres.

Direto de Porto Moniz (Ilha da Madeira) - A largada da prova aconteceu ao nível do mar, no município de Muchico, às zero hora do dia nove (hora local, quatro horas a mais do que Brasília). Às doze badaladas do relógio, os 98 competidores que não viraram abóbora com o alinhamento dos ponteiros saíram em direção ao primeiro dos dez Postos de Controle, localizado no quilômetro 11 a 580 metros de altitude.

Rosália já começou na frente, mantendo um ritmo conservador e sem exagerar no esforço. Ao chegar ao posto ela e os demais competidores encontraram chá, café, coca cola, além de bolo, biscoitos e água para recarregar as mochilas de hidratação. Numa prova como essa a organização exige que os participantes carreguem uma mochila com diversos equipamentos obrigatórios, tais como manta térmica, apito, celular, lanterna de cabeça, luz de sinalização vermelha, entre outros itens.

No início da ultramaratona a segunda colocada era a belga Chantall Xhervelle, poucos minutos atrás da brasileira, situação que começou a mudar a partir dos trechos intermediários. Rosália usou sua experiência em provas maiores, como os dois XTerra 50 quilômetros de 2011 (Ilhabela e Mangaratiba), para não ter problemas como aconteceu nos 80 quilômetros do XTerra em abril deste ano.

Sempre tranquila e sorridente, ela foi ultrapassando os obstáculos naturais, até então seus únicos adversários. Ela chegou ao Posto de Controle número dois a 915 metros de altitude por volta das 3h30 (hora local), se hidratou e seguiu viagem morro abaixo até o próximo ponto, localizado a 850 metros de altitude.

O posto quatro estava montado a 1.595 metros acima do nível do mar, num local com ventos fortes e baixas temperaturas, algo que parecia não incomodar a carioca. Ela chegou por volta das 5h30, fez uma rápida pausa para repor as energias com canja e coca cola, já que a segunda colocada estava 40 minutos atrás.

Amanhecer - Ainda num trecho de subida do percurso, ela corria em trilhas acima das nuvens e teve a oportunidade de ver o sol nascendo, privilégio que durou pouco, já que a concentração tinha que ser máxima para evitar quedas e lesões. Ela seguiu forte nos outros Postos de Controle, o Pico Ruivo (1.770m), Chão dos Louros (810m), Estanquinhos (1.580m) e Chão da Ribeira (340m).

Na penúltima passagem, o Fanal (1.150m) ela chegou com uma torção no tornozelo, mas não quis parar para atendimento médico e ficou durante poucos minutos apenas para tomar um refrigerante e encher a mochila de hidratação com água. Ela estava horas frente da segunda colocada, mas não tinha essa informação e pensava estar a apenas 30 minutos de vantagem.

Pouco mais de uma hora depois ela já estava no último posto, o Ribeira da Janela, a 325m de altitude e com distância acumulada de 95,5 quilômetros. Ela quase passou direto, sem se hidratar, mas o português Bruno Silva, que estava ao seu lado, consegui convencê-la a tomar um pouco de água e coca cola antes de encarar o trecho final.

Chegada - Com muita dificuldade ela desceu uma centena de degraus até chegar ao asfalto da Rodovia, onde conseguiu imprimir um ritmo mais rápido até cruzar a linha de chegada na praça principal de Porto Moniz. Com a bandeira brasileira em mãos ela marcou 17h34min51 e vibrou muito. A segunda colocada, a belga Chantall Xhervelle chegou quase sete horas depois, com o tempo de 24h05min09.

“Essa é uma prova muito bonita e os portugueses são muito atenciosos e companheiros com a gente”, conta a campeã que assina o blog Vai Correndono Webrun. “Teve trechos muito técnicos que se eu não tivesse tido ajuda seria muito mais difícil. No Pico do Ruivo quis pegar o casaco na mochila e ele quase saiu voando. Mas novamente tive ajuda de outro corredor”, completa.

Apesar das paisagens deslumbrantes, Rosália teve medo de tirar os olhos da trilha para garantir que não pisaria em falso. “Há umas falésias impressionantes, então eu olhava de rabo de olho muito rápido. Até nas Levadas (canais de irrigação) foi complicado, porque do lado esquerdo há um precipício e o chão muitas vezes estava molhado”.

Apesar do zelo, ela confessa que no momento do amanhecer sobre as nuvens não resistiu e se deslumbrou com a natureza. “Já vi um vulcão, já velejei no mar, mas ver o sol nascer enquanto corria é uma das paisagens que acho que nunca vou ver igual na minha vida. Não tem explicação virar a noite correndo”. Com o resultado ela conseguiu pontos para disputar a sonhada Ultramaratona do Mont Blanc. “Estou feliz, missão cumprida 100%”, finaliza a corredora que deve fazer ainda esse ano os 50 quilômetros do XTerra Mangaratiba (RJ) e os 42 quilômetros do Asics Vila do Farol K42 Bombinhas (SC), ambas em agosto.

Brasileiros “invadem” Ilha da Madeira para disputa de ultra em trilhas

Direto de Porto Moniz (Ilha da Madeira) - Há pouco mais de 500 anos um grupo de portugueses desembarcava em terras brasileiras para uma exploração que deu início à colonização das terras tupiniquins pela coroa do país europeu. Hoje, em pleno século XXI, são os brasileiros que “invadem” o país irmão, mais especificamente a Ilha da Madeira, para a disputa de uma ultramaratona em trilhas com distâncias de 25, 55 e 100 quilômetros, a Madeira Island Ultra Trail.

Na distância maior estão cinco brazucas, entre eles a blogueira do Webrun, Rosália Camargo

, que vai enfrentar a distância pela primeira vez. A largada será ao nível do mar, na cidade de Machico e progressivamente eles alcançarão o Pico do Areeiro, ponto culminante da Ilha com 1.800 metros de altitude até chegar novamente ao nível do mar no fim da disputa, na cidade de Porto Moniz.

O objetivo é atravessar a Ilha de sudeste a noroeste, passando por paisagens que incluem o ecossistema Laurissilva, considerado Patrimônio Natural da Unesco em 1999. Apesar da prova oferecer hidratação e até alguns pontos de comida, todos os atletas precisam obrigatoriamente levar uma mochila com equipamentos obrigatórios, tais como manta térmica, lanternas, apito, telefone celular, cantil, entre outros itens.

Expectativas - Essa é a principal prova da temporada para Rosália Camargo, que ganhou a inscrição de presente de seu marido, André. “Estou animada, resolvi escolher uma prova diferente para minha estreia nos 100 quilômetros e optei pela Madeira. Também é a oportunidade de viajar e conhecer um lugar diferente”, relata. Ela diz ainda que se animou em correr porque essa prova vale pontos para a Ultramaratona do Mont Blanc, que ela pretende correr em breve.

“Gostei também porque tem uma altimetria `suicida’”, brinca. Em abril passado ela competiu o XTerra Ilhabela com distância de 80 quilômetros como forma de treino para a Madeira e confessa que aprendeu muito com os problemas que teve. “O XTerra foi um ótimo treino. Aprendi o que não fazer por lá”, lembra a carioca que exagerou no esforço durante o começo da corrida e passou mal no meio da trilha.

O marido de Rosália, André, também estava inscrito para os 100 quilômetros, mas devido a contratempos teve que mudar para os 55. “Tive um problema de saúde em abril e resolvi mudar para poder acompanhar minha esposa e curtir o lugar também. Espero que dê tudo certo”.

Também inscrito nos 100 quilômetros está o experiente Manuel Lago, treinador carioca e acostumado a correr longas distâncias em terrenos acidentados. “A Madeira foi uma descoberta que fiz em 2011. Já vinha numa paixão pelas ultra trails e o objetivo é pegar o máximo de experiência possível nessas provas ao redor do mundo para poder trabalhar com isso em palestras e treinamento. É um mercado que está crescendo muito”.

Assim como Rosália, ele busca pontos para competir no Mont Blanc e resolveu aliar o feriado de Corpus Christi com uma viagem para conhecer a região e participar da Ultramaratona. “Coloquei na minha lista de objetivos para este ano, junto com o Cruce de Los Andes e o Mont Blanc 166 km. Como não fui sorteado para a prova francesa, troquei por uma na Inglaterra de 160 quilômetros”.

Quem também resolveu correr os 55 quilômetros foi Rodrigo Londres, que é treinado por Manuel. “Tenho um treinador que é maluco e que consegue tirar de mim coisas que nem eu achava possível. Essa prova é um desafio, uma superação. Adoro trilha, poder olhar para a natureza”. Ele conta que será sua primeira prova de longa distância, já que nem maratonas tradicionais ele fez ainda. “O caminho natural seria fazer uma maratona antes, mas acabei pulando e meu objetivo é completar bem”.

A disputa principal tem um tempo máximo de conclusão de 26 horas, a intermediária 16 e a menor 12 horas.


Brasileiros “invadem” Ilha da Madeira para disputa de ultra em trilhas

Ultra Maratona · 07 jun, 2012

Direto de Porto Moniz (Ilha da Madeira) - Há pouco mais de 500 anos um grupo de portugueses desembarcava em terras brasileiras para uma exploração que deu início à colonização das terras tupiniquins pela coroa do país europeu. Hoje, em pleno século XXI, são os brasileiros que “invadem” o país irmão, mais especificamente a Ilha da Madeira, para a disputa de uma ultramaratona em trilhas com distâncias de 25, 55 e 100 quilômetros, a Madeira Island Ultra Trail.

Na distância maior estão cinco brazucas, entre eles a blogueira do Webrun, Rosália Camargo

, que vai enfrentar a distância pela primeira vez. A largada será ao nível do mar, na cidade de Machico e progressivamente eles alcançarão o Pico do Areeiro, ponto culminante da Ilha com 1.800 metros de altitude até chegar novamente ao nível do mar no fim da disputa, na cidade de Porto Moniz.

O objetivo é atravessar a Ilha de sudeste a noroeste, passando por paisagens que incluem o ecossistema Laurissilva, considerado Patrimônio Natural da Unesco em 1999. Apesar da prova oferecer hidratação e até alguns pontos de comida, todos os atletas precisam obrigatoriamente levar uma mochila com equipamentos obrigatórios, tais como manta térmica, lanternas, apito, telefone celular, cantil, entre outros itens.

Expectativas - Essa é a principal prova da temporada para Rosália Camargo, que ganhou a inscrição de presente de seu marido, André. “Estou animada, resolvi escolher uma prova diferente para minha estreia nos 100 quilômetros e optei pela Madeira. Também é a oportunidade de viajar e conhecer um lugar diferente”, relata. Ela diz ainda que se animou em correr porque essa prova vale pontos para a Ultramaratona do Mont Blanc, que ela pretende correr em breve.

“Gostei também porque tem uma altimetria `suicida’”, brinca. Em abril passado ela competiu o XTerra Ilhabela com distância de 80 quilômetros como forma de treino para a Madeira e confessa que aprendeu muito com os problemas que teve. “O XTerra foi um ótimo treino. Aprendi o que não fazer por lá”, lembra a carioca que exagerou no esforço durante o começo da corrida e passou mal no meio da trilha.

O marido de Rosália, André, também estava inscrito para os 100 quilômetros, mas devido a contratempos teve que mudar para os 55. “Tive um problema de saúde em abril e resolvi mudar para poder acompanhar minha esposa e curtir o lugar também. Espero que dê tudo certo”.

Também inscrito nos 100 quilômetros está o experiente Manuel Lago, treinador carioca e acostumado a correr longas distâncias em terrenos acidentados. “A Madeira foi uma descoberta que fiz em 2011. Já vinha numa paixão pelas ultra trails e o objetivo é pegar o máximo de experiência possível nessas provas ao redor do mundo para poder trabalhar com isso em palestras e treinamento. É um mercado que está crescendo muito”.

Assim como Rosália, ele busca pontos para competir no Mont Blanc e resolveu aliar o feriado de Corpus Christi com uma viagem para conhecer a região e participar da Ultramaratona. “Coloquei na minha lista de objetivos para este ano, junto com o Cruce de Los Andes e o Mont Blanc 166 km. Como não fui sorteado para a prova francesa, troquei por uma na Inglaterra de 160 quilômetros”.

Quem também resolveu correr os 55 quilômetros foi Rodrigo Londres, que é treinado por Manuel. “Tenho um treinador que é maluco e que consegue tirar de mim coisas que nem eu achava possível. Essa prova é um desafio, uma superação. Adoro trilha, poder olhar para a natureza”. Ele conta que será sua primeira prova de longa distância, já que nem maratonas tradicionais ele fez ainda. “O caminho natural seria fazer uma maratona antes, mas acabei pulando e meu objetivo é completar bem”.

A disputa principal tem um tempo máximo de conclusão de 26 horas, a intermediária 16 e a menor 12 horas.

Inscrição para Ultra na Ilha da Madeira encerra nesta segunda (30/04)

Ultra Maratona · 27 abr, 2012

A Ilha da Madeira, em Portugal, receberá no dia nove de junho uma ultramaratona com distância de 100 quilômetros pelas trilhas e montanhas da região, a Madeira Island Ultra Trai. A inscrição para a disputa pode ser feita até a próxima segunda-feira (30/04) e, até o momento, vários brasileiros já garantiram vaga.

Além da prova principal, haverá ainda duas competições menores, de 55 e 25 quilômetros, todas a serem disputadas de forma individual e com tempo máximo de conclusão de 26, 16 e 12 horas respectivamente. A organização está a cargo do Clube de Montanha do Funchal (o equivalente à Corpore em São Paulo), entidade sem fins lucrativos que organiza diversos eventos no país.

Este ano o percurso vai largar da cidade de Machico e chegará a Porto Moniz. As inscrições custam 90 euros (R$ 224) para os 100 quilômetros, 60 (R$ 150) para os 55 e 30 (R$ 75) para os 25 quilômetros e podem ser feitas no site oficial, o www.madeiraultratrail.com.

Confira a seguir um vídeo promocional sobre a prova: