Aferição

Confira a história do sistema atual de aferição

Corridas de Rua · 21 set, 2007

Saiba como é feita atualmente a medição de percursos

Atualmente o sistema utilizado para se medir e aferir a distância correta de uma prova é o Jones Counter, inventado pelo americano Alan Jones. Confira a história do projeto, desde sua criação, passando por sua evolução e finalmente a produção em larga escala.

São Paulo - Em 1970 Alan Jones desconfiou da quilometragem de uma prova em que costumava correr e resolveu arrumar um meio para medir o trajeto. Ele calibrou o odômetro de seu carro e depois fez o percurso e constatou que a distância era de 18 quilômetros em vez dos prometidos 19.

A corrida era organizada por uma igreja e, com a saída do padre que a dirigia, seus sucessores não quiseram continuar a promovê-la, fato que levou Alan e alguns amigos a organizar o evento. Eles então tinham o desafio de medir corretamente o trajeto para receber a aprovação do órgão regulamentador dos Estados Unidos.

Inspiração - Jones leu um artigo publicado na revista Runner’s World no qual Ted Corbitt, diretor da USA Track And Field, o órgão governamental que regulas as corridas de rua nos Estados Unidos, explicava os processos de medição utilizando um odômetro e uma bicicleta. Ele recebeu do amigo Tom Young um contador utilizado em computadores da IBM que servia para medir a quantidade de horas que ele havia sido utilizado, aparelho que Jones acoplou a um odômetro e integrou o artefato à roda dianteira de sua bicicleta.

Após várias tentativas de acertar a correta calibragem do aparelho, ele recebeu o aval de Ted Corbitt, para afirmar que sua medição da corrida era oficial. Ted percebeu a engenhosidade de Jones e, diante da necessidade de distribuir aparelhos para os organizadores de prova, encomendou alguns “Jones Counter”.

Em uma primeira tentativa de se criar um manual de instruções para a montagem de todas as peças do aparelho, Ted disse a Jones que a complexidade era muito grande e pediu que ele tentasse ser mais didático. Após um série de tentativas finalmente começou a produção em série do aparelho.

“Ted encomendou 15 unidades e eu venderia as outras 15. Meu filho de nove anos, que tinha muita habilidade motora, se propôs a ajudar e eu pagava um dólar por cada aparelho que ele auxiliasse na montagem”. O primeiro foi vendido em 29 de setembro de 1973 e, sob o preço de US$ 8,25 cada, até o fim do ano os 30 kits foram comercializados.

A partir daí o que se viu foi uma espécie de mina de ouro, já que as encomendas não paravam de chegar. De acordo com o próprio Alan Jones, em 1974 foram vendidas 52 unidades, em 1975 foram 78, em 1976 foram 92 e assim progressivamente até o pico de 452 em 1978.

Com o passar do tempo seu filho Clain começou a tomar à frente dos negócios cada vez mais até que Alan se afastou por completo. Entre os milhares de pedidos que chegavam a cada dia, até comitês olímpicos, como o de Montreal (Canadá) solicitaram algumas unidades.

A medida em que Clain se aproximava da idade universitária, Alan percebeu a necessidade de alguém administrar profissionalmente as vendas, fato que aconteceu com a compra do negócio por Allan Steinfeld, presidente New York Road Runners Club (maior clube de corredores de Nova York, uma espécie de Corpore americana).

Até hoje o NYRR possui os direitos sobre o aparelho, mas a família Jones está sempre de olho para saber como anda a produção. “Quando ouvimos que 13 voluntários aferiram a maratona da Olimpíada de Los Angeles, perguntamos quantos dos nossos aparelhos haviam sido utilizados e a resposta foi enfática: Como assim? Todos, qual outro aparelho de medição existe?”, ressalta Alan.

Remodelagem - Desde o início do projeto o aparelho fora batizado de Jones Course Measuring Device (Aparelho de medição de percursos), mas com o tempo ele foi rebatizado de Clain Jones Counter (Contador Clain Jones), mesmo sendo produzido pelos responsáveis do NYRR. Claim se formou em engenharia de agricultura pela Universidade de Cornell, em Ithaca, Nova York e fez pós em Engenharia de Meio Ambiente na Universidade de Washington, em Seattle.

Em 1990, Paul Oerth fez algumas modificações no aparelho, eliminando os fios que seguravam as duas partes do artefato e as juntou, fato pelo qual foi rebatizado de Jones/Oerth Counter (Contador Jones/ Oerth).

Atualmente há um fórum na internet para discutir assuntos relacionados ao contador, incluindo novos designs, melhorias, entre outros assuntos. De acordo com Oerth, os preços atuais são US$ 80 o contador de cinco dígitos e US$ 90 o de seis dígitos para pedidos nos Estados Unidos e US$ 90 mais frete e US$ 100 mais frete para pedidos internacionais.

Os trabalhos de Jones e seu filho foram um aperfeiçoamento do método utilizado pelo britânico John Jewell, que inicialmente utilizou a bicicleta de Arthur Newton, um importante ultramaratonista da Inglaterra, radicado na África do Sul. O sistema foi publicado em um artigo em junho de 1961 e passou a ser amplamente utilizado no país Bretão.


Confira a história do sistema atual de aferição

Corridas de Rua · 21 set, 2007

Saiba como é feita atualmente a medição de percursos

Atualmente o sistema utilizado para se medir e aferir a distância correta de uma prova é o Jones Counter, inventado pelo americano Alan Jones. Confira a história do projeto, desde sua criação, passando por sua evolução e finalmente a produção em larga escala.

São Paulo - Em 1970 Alan Jones desconfiou da quilometragem de uma prova em que costumava correr e resolveu arrumar um meio para medir o trajeto. Ele calibrou o odômetro de seu carro e depois fez o percurso e constatou que a distância era de 18 quilômetros em vez dos prometidos 19.

A corrida era organizada por uma igreja e, com a saída do padre que a dirigia, seus sucessores não quiseram continuar a promovê-la, fato que levou Alan e alguns amigos a organizar o evento. Eles então tinham o desafio de medir corretamente o trajeto para receber a aprovação do órgão regulamentador dos Estados Unidos.

Inspiração - Jones leu um artigo publicado na revista Runner’s World no qual Ted Corbitt, diretor da USA Track And Field, o órgão governamental que regulas as corridas de rua nos Estados Unidos, explicava os processos de medição utilizando um odômetro e uma bicicleta. Ele recebeu do amigo Tom Young um contador utilizado em computadores da IBM que servia para medir a quantidade de horas que ele havia sido utilizado, aparelho que Jones acoplou a um odômetro e integrou o artefato à roda dianteira de sua bicicleta.

Após várias tentativas de acertar a correta calibragem do aparelho, ele recebeu o aval de Ted Corbitt, para afirmar que sua medição da corrida era oficial. Ted percebeu a engenhosidade de Jones e, diante da necessidade de distribuir aparelhos para os organizadores de prova, encomendou alguns “Jones Counter”.

Em uma primeira tentativa de se criar um manual de instruções para a montagem de todas as peças do aparelho, Ted disse a Jones que a complexidade era muito grande e pediu que ele tentasse ser mais didático. Após um série de tentativas finalmente começou a produção em série do aparelho.

“Ted encomendou 15 unidades e eu venderia as outras 15. Meu filho de nove anos, que tinha muita habilidade motora, se propôs a ajudar e eu pagava um dólar por cada aparelho que ele auxiliasse na montagem”. O primeiro foi vendido em 29 de setembro de 1973 e, sob o preço de US$ 8,25 cada, até o fim do ano os 30 kits foram comercializados.

A partir daí o que se viu foi uma espécie de mina de ouro, já que as encomendas não paravam de chegar. De acordo com o próprio Alan Jones, em 1974 foram vendidas 52 unidades, em 1975 foram 78, em 1976 foram 92 e assim progressivamente até o pico de 452 em 1978.

Com o passar do tempo seu filho Clain começou a tomar à frente dos negócios cada vez mais até que Alan se afastou por completo. Entre os milhares de pedidos que chegavam a cada dia, até comitês olímpicos, como o de Montreal (Canadá) solicitaram algumas unidades.

A medida em que Clain se aproximava da idade universitária, Alan percebeu a necessidade de alguém administrar profissionalmente as vendas, fato que aconteceu com a compra do negócio por Allan Steinfeld, presidente New York Road Runners Club (maior clube de corredores de Nova York, uma espécie de Corpore americana).

Até hoje o NYRR possui os direitos sobre o aparelho, mas a família Jones está sempre de olho para saber como anda a produção. “Quando ouvimos que 13 voluntários aferiram a maratona da Olimpíada de Los Angeles, perguntamos quantos dos nossos aparelhos haviam sido utilizados e a resposta foi enfática: Como assim? Todos, qual outro aparelho de medição existe?”, ressalta Alan.

Remodelagem - Desde o início do projeto o aparelho fora batizado de Jones Course Measuring Device (Aparelho de medição de percursos), mas com o tempo ele foi rebatizado de Clain Jones Counter (Contador Clain Jones), mesmo sendo produzido pelos responsáveis do NYRR. Claim se formou em engenharia de agricultura pela Universidade de Cornell, em Ithaca, Nova York e fez pós em Engenharia de Meio Ambiente na Universidade de Washington, em Seattle.

Em 1990, Paul Oerth fez algumas modificações no aparelho, eliminando os fios que seguravam as duas partes do artefato e as juntou, fato pelo qual foi rebatizado de Jones/Oerth Counter (Contador Jones/ Oerth).

Atualmente há um fórum na internet para discutir assuntos relacionados ao contador, incluindo novos designs, melhorias, entre outros assuntos. De acordo com Oerth, os preços atuais são US$ 80 o contador de cinco dígitos e US$ 90 o de seis dígitos para pedidos nos Estados Unidos e US$ 90 mais frete e US$ 100 mais frete para pedidos internacionais.

Os trabalhos de Jones e seu filho foram um aperfeiçoamento do método utilizado pelo britânico John Jewell, que inicialmente utilizou a bicicleta de Arthur Newton, um importante ultramaratonista da Inglaterra, radicado na África do Sul. O sistema foi publicado em um artigo em junho de 1961 e passou a ser amplamente utilizado no país Bretão.

Saiba como é feita a aferição de um percurso

Corridas de Rua · 21 set, 2007

Conheça a história do atual medidor de percursos

Todas as competições, para serem reconhecidas oficialmente pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) devem passar por um sistema rigoroso de aprovações pelos oficiais, o que inclui a medição e aferição do percurso. A análise é feita utilizando-se um aparelho chamado Jones Counter.

Depois que a empresa organizadora obtém a liberação do percurso pelas entidades de trânsito locais, inicia-se o processo de medição. Inicialmente deve ser montado um mapa preliminar do trajeto com detalhes de interesse, como áreas de concentração, largada e chegada, pontos de retorno, balizamentos, bloqueios, entre outros detalhes.

A medição da distância com um odômetro de carro ou motocicleta gera uma margem de erro de aproximadamente 10% na quilometragem, de acordo com informações da CBAt, mas serve como informação preliminar para o medidor. É importante ressaltar que as corridas nacionais devem ser aferidas por um medidor nível A ou B do sistema de classificação da CBAt, da Federação internacional (Iaaf) ou da Associação Internacional de Maratonas (Aims).

Procedimentos - Após negociação de remuneração do medidor indicado por tabela da CBAt, além dos gastos com viagem e hospedagem, o profissional inicia a aferição através do aparelho Jones Counter fixado na roda dianteira de uma bicicleta Caloi 10. Com base nas informações preliminares ele decide a melhor maneira de se medir o percurso e, durante todo o trabalho, ele deverá ter escolta policial de trânsito.

A medição inclui os seguintes procedimentos, oficializados pela CBAt em conformidade com as normas da Iaaf e da Aims:

  • Vistoria e avaliação preliminar do percurso estabelecido pela organização da prova;

  • Escolha de um local de aproximadamente 300 metros medido com trena de aço para a calibragem dos aparelhos em local pouco movimentado;

  • Efetivação da medição e cálculos posteriores, com marcação dos quilômetros com tinta acrílica de piso e locação da largada e chegada com pinos de aço;

  • Elaboração de um mapa esquemático que contenha a identificação de todos os pontos relevantes do percurso, como os pontos de retorno, listagem e descrição dos quilômetros, detalhes da largada, chegada, entre outros detalhes importantes;

  • Confecção de um relatório que descreva o percurso de acordo com a classificação da Iaaf/ Aims, como sendo de loop, ponto a ponto, ida e volta, etc; cálculo do desnível e separação entre a largada e a chegada;

  • Estabelecimento de um perfil altimétrico do percurso com a altitude em metros referida a cada quilômetro, além dos pontos de largada e chegada.

    O medidor durante o trabalho irá confirmar as distâncias intermediárias e a marcação de quilômetros estabelecidos previamente e realizará pequenos ajustes. Caso necessário, ele indicará extensões ou áreas externas para o ajuste da distância total.

    A medição será feita de forma a se pedalar sempre pelo caminho mais curto para a obtenção da distância final, tangenciando as curvas, ou seja, tomar as trajetórias em linha reta entre as curvas. A hora ideal para o trabalho deverá ser pela manhã, ocasião em que há iluminação suficiente e pouco trânsito e a velocidade média da bicicleta deve ser de 16 quilômetros por hora.


  • Saiba como é feita a aferição de um percurso

    Corridas de Rua · 21 set, 2007

    Conheça a história do atual medidor de percursos

    Todas as competições, para serem reconhecidas oficialmente pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) devem passar por um sistema rigoroso de aprovações pelos oficiais, o que inclui a medição e aferição do percurso. A análise é feita utilizando-se um aparelho chamado Jones Counter.

    Depois que a empresa organizadora obtém a liberação do percurso pelas entidades de trânsito locais, inicia-se o processo de medição. Inicialmente deve ser montado um mapa preliminar do trajeto com detalhes de interesse, como áreas de concentração, largada e chegada, pontos de retorno, balizamentos, bloqueios, entre outros detalhes.

    A medição da distância com um odômetro de carro ou motocicleta gera uma margem de erro de aproximadamente 10% na quilometragem, de acordo com informações da CBAt, mas serve como informação preliminar para o medidor. É importante ressaltar que as corridas nacionais devem ser aferidas por um medidor nível A ou B do sistema de classificação da CBAt, da Federação internacional (Iaaf) ou da Associação Internacional de Maratonas (Aims).

    Procedimentos - Após negociação de remuneração do medidor indicado por tabela da CBAt, além dos gastos com viagem e hospedagem, o profissional inicia a aferição através do aparelho Jones Counter fixado na roda dianteira de uma bicicleta Caloi 10. Com base nas informações preliminares ele decide a melhor maneira de se medir o percurso e, durante todo o trabalho, ele deverá ter escolta policial de trânsito.

    A medição inclui os seguintes procedimentos, oficializados pela CBAt em conformidade com as normas da Iaaf e da Aims:

  • Vistoria e avaliação preliminar do percurso estabelecido pela organização da prova;

  • Escolha de um local de aproximadamente 300 metros medido com trena de aço para a calibragem dos aparelhos em local pouco movimentado;

  • Efetivação da medição e cálculos posteriores, com marcação dos quilômetros com tinta acrílica de piso e locação da largada e chegada com pinos de aço;

  • Elaboração de um mapa esquemático que contenha a identificação de todos os pontos relevantes do percurso, como os pontos de retorno, listagem e descrição dos quilômetros, detalhes da largada, chegada, entre outros detalhes importantes;

  • Confecção de um relatório que descreva o percurso de acordo com a classificação da Iaaf/ Aims, como sendo de loop, ponto a ponto, ida e volta, etc; cálculo do desnível e separação entre a largada e a chegada;

  • Estabelecimento de um perfil altimétrico do percurso com a altitude em metros referida a cada quilômetro, além dos pontos de largada e chegada.

    O medidor durante o trabalho irá confirmar as distâncias intermediárias e a marcação de quilômetros estabelecidos previamente e realizará pequenos ajustes. Caso necessário, ele indicará extensões ou áreas externas para o ajuste da distância total.

    A medição será feita de forma a se pedalar sempre pelo caminho mais curto para a obtenção da distância final, tangenciando as curvas, ou seja, tomar as trajetórias em linha reta entre as curvas. A hora ideal para o trabalho deverá ser pela manhã, ocasião em que há iluminação suficiente e pouco trânsito e a velocidade média da bicicleta deve ser de 16 quilômetros por hora.