Sirlene Pinho e Anderson Kiprono vencem Maratona do RJ

Redação Webrun | Maratona · 18 jul, 2010

Sirlene se emocionou na chegada (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)
Sirlene se emocionou na chegada (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)

Na manhã deste domingo (18/07) aconteceu a edição 2010 da Maratona Caixa da Cidade do Rio de Janeiro, prova que contou ainda com uma meia maratona e uma disputa de seis quilômetros, a Family Run. Sirlene Pinho venceu a prova principal entre as mulheres, enquanto no masculino Anderson Kiprono foi o mais rápido.

Rio de Janeiro – A Cidade Maravilhosa não amanheceu tão bonita quanto de costume, já que a frente fria que chegou à região nos últimos dias permaneceu, deixando o dia encoberto e com uma leve garoa. Mas São Pedro resolveu dar uma força e minutos antes da largada a garoa cessou e permitiu que elite e amadores aquecessem e se alongassem sem preocupações com o clima.

A largada aconteceu no Recreio dos Bandeirantes às 7h15 para a elite feminina e cadeirantes, que saíram em direção ao Aterro do Flamengo. Às 7h25 a multidão que aguardava o tiro de partida parou para ouvir o Hino Nacional Brasileiro, já que no momento em que o relógio marcou 7h30 o herói olímpico Vanderlei Cordeiro de Lima deu o sinal de saída.

Apesar de não ter chovido forte durante a prova, alguns trechos do percurso estavam alagados por conta do mal tempo que atingiu a cidade durante a semana. A água, aliada aos fortes ventos foram alguns dos fatores que dificultaram a vida dos competidores.

Durante quase toda a corrida os quenianos Anderson Kiprono e Stephan Kinyanjui se mantiveram na liderança, deixando para trás um segundo grupo, que passou a correr compactado até mais da metade do percurso. Anderson manteve o ritmo, mas Stephan aliviou um pouco a passada, fato que foi rapidamente percebido pelo brasileiro Adriano Bastos, que resolveu se desgarrar do grupo.

O heptacampeão da maratona da Disney teve êxito em sua caçada ao rival, mas pouco depois de assumir a segunda colocação, começou a sentir câimbras na parte posterior das duas coxas, o que o obrigou a diminuir o ritmo. Com isso, Anderson apenas administrou a passada para cruzar em primeiro com 2h19min54 e se tornar o primeiro atleta africano a vencer a Maratona carioca.

Superação – Bastos deu um sprint final para cruzar em segundo com 2h19min57, enquanto Stephan foi o terceiro com 2h20min19. “A prova estava muito competitiva, com brasileiros muito fortes e estou feliz com a vitória. O clima estava bom, mas o vento atrapalhou um pouco”, conta o campeão que veio de Eldoret e chegou às terras tupiniquins há apenas cinco dias.

Já Adriano, conta que se poupou do desgaste correndo atrás do pelotão e sem dar a cara ao vento. “Fiz uma prova mais estratégica e me impressionei do pelotão ter se mantido até o quilômetro 27. Na altura do quilômetro 35 eu e outros dois brasileiros conseguimos encostar nos africanos, mas infelizmente pela cãibra eu não consegui chegar no campeão”, explica. Ainda segundo ele, os 20ºC de temperatura média ajudaram na performance dele e dos demais atletas. “Tivemos o conforto da temperatura, mas a dificuldade do vento contra”.

Para Stephan, terceiro colocado, a prova também foi muito competitiva. “O brasileiro segundo colocado correu forte no final e foi difícil alcançá-lo quando ele me ultrapassou”, relata o queniano que veio de Nairóbi e também chegou ao Brasil há cinco dias. “Agora vou voltar para o meu país, treinar e competir de novo no Brasil daqui uns três meses”, completa.

Na disputa feminina a briga pelas primeiras posições do pódio não foi tão acirrada quanto no masculino, mas isso não significa que não houve emoção. Esse sentimento, aliás, não faltou para a campeã, Sirlene Pinho, que venceu de ponta a ponta com o tempo de 2h43min15.

Ao cruzar a linha de chegada, ela se ajoelhou e levou as mãos ao rosto, não conseguido esconder as lágrimas. “É muito difícil vencer uma maratona no Brasil. Eu sempre bato na trave, mas dessa vez saí determinada a vencer e graças a Deus consegui chegar em primeiro”. Ela conta ainda que tentou bater o recorde da prova. “Infelizmente não consegui, pois o vento contra estava muito forte e eu corri sozinha o tempo todo”. Agora ela pretende descansar um pouco, visitar a filha que mora em Santos e depois se dedicar ao índice pan-americano.

A segunda colocação ficou com Sueli Pereira Silva, que mora e treina em Goiás, ao marcar o tempo de 2h45min24. “Foi minha primeira vez aqui e consegui correr bem, principalmente porque o clima ajudou. Tentei pegar a Sirlene, não consegui, mas o vice está muito bom”, relata a fundista que pretende correr a Dez Milhas Garoto e a Meia Maratona do Rio.

Surpresa – O terceiro posto foi para Conceição Maria de Carvalho, que confessou ter ficado surpresa com o resultado final. “Depois de ter corrido provas nos últimos três finais de semana e ter encarado 15 horas de ônibus de Roraima, chegar entre as três melhores foi ótimo”. Como o grande objetivo da temporada é obter o primeiro lugar no Ranking Caixa/ CBAt, chegar em terceiro numa prova que acumula pontos já foi uma vitória, segundo ela.

A competição contou com 18 mil participantes, divididos na prova principal, meia maratona e Family Run (seis quilômetros). “A prova vem numa evolução constante”, ressalta Carlos Sampaio, o Carlinhos, um dos responsáveis pela organização. “Melhoramos a premiação, criamos um bônus para o recorde sul-americano e colocamos na prova materiais de ponta”, completa o diretor da Spiridon Eventos. “Temos boné e camiseta em tecido tecnológico, isotônico, gel de alta qualidade e estamos sempre melhorando para os atletas”, finaliza.

Este texto foi escrito por: Alexandre Koda

Redação Webrun

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