Série Juvenis: conheça Mirna Marques

Redação Webrun | Atletismo · 15 out, 2014

O Webrun irá publicar uma série de reportagens sobre os atletas juvenis. A primeira é com Mirna Marques, 17 anos, atleta de alto rendimento.

Foi observando a mãe correr em um parque próximo a sua casa, em São Paulo, que Mirna Marques teve seu primeiro contato com o esporte. Com sete anos, chamou a atenção de um técnico que, além de treinar sua mãe, também começou a coordená-la.

Mirna soma duas vitórias no Sul-americano. Foto: Arquivo Pessoal Mirna soma duas vitórias no Sul-americano. Foto: Arquivo Pessoal

Com o apoio da família, fez sua estreia nas pistas em uma edição do Pão de Açúcar Kids prova de incentivo que acontece em algumas cidades do Brasil.

Foto: Arquivo Pessoal Foto: Arquivo Pessoal

Hoje, Mirna soma duas vitórias no Sul-americano, além de ser finalista da categoria 4×100 no Mundial Juvenil. Quem a vê assim, seguindo um ritmo de treino pesado visando as competições olímpicas, não imagina que, como toda mortal, também sofreu com as temidas mudanças no corpo durante a adolescência fato que a impediu de treinar por três anos.

Mas nem esse tempo em stand-by acabou com a obstinação da moça. Aos 15, decidiu que seria profissional e conseguiu um teste no Clube Pinheiros. A irmã, que sempre a acompanhava nas corridas desde pequena, também participou desta fase de adaptação, importante para ver se era possível tornarem-se atletas de alto rendimento.

Novamente, problemas físicos atrapalharam seus planos. Com algum tempo no Clube, Mirna Marques descobriu um cisto no ovário, que causava muita dor durante a corrida. Por recomendações médicas, teve que se afastar novamente, desta vez por quatro meses.

Foto: Arquivo Pessoal Foto: Arquivo Pessoal

Logo ao sair da clínica, quando recebeu o diagnóstico de que estava curada, ligou para o treinador. Mas um corte de verba na equipe a impediu de continuar no Clube, então foi orientada a procurar o Centro Olímpico.

Rotina

Mirna Marques acorda todos os dias às 06h30 e vai para o colégio, onde cursa o último ano do ensino médio. “Minha aula começa às 07h20 e termina às 12h40, por isso, sempre vou com a roupa de treino legging e top embaixo do uniforme e me troco no trajeto até minha casa”.

Ao chegar, almoça rápido e pega uma carona com a mãe até a estação, já que tem que estar no Centro Olímpico, na Avenida Ibirapuera, às 14h30. Às 17h30, o treino acaba e Mirna volta para casa, sempre de ônibus e metrô.

“Quando chego em casa, preciso fazer os trabalhos, lições e estudos necessários para a escola. Normalmente durmo às onze. Mas durante o treinamento pesado, não aguento nem até esse horário (rs)”, relata.

Foto: Arquivo Pessoal Foto: Arquivo Pessoal

Médica-atleta

Fazer faculdade está nos planos de Marques, mas se engana quem pensa que cursará Educação Física: a atleta sonha em tornar-se médica. “O atletismo agora é minha prioridade, e sei que posso realizar isto futuramente. Escolhi então, nos próximos anos, fazer o curso de enfermagem”.

Como não poderia deixar de ser, as Olimpíadas também fazem parte do seu sonho. “É para representar o Brasil nestes jogos que venho me esforçando, e vou me empenhar cada vez mais para realizar”, conta.

Quando questionada se deixou de viver alguma coisa importante por causa do esporte, a atleta de alto rendimento nega: “Nunca deixei de viver algo importante na minha vida por conta do esporte. Pelo contrário! O esporte me proporcionou coisas maravilhosas, como minha primeira viagem internacional. Em momento algum deixei de viver algo, passei por experiências incríveis e inesquecíveis devido ao atletismo. Acredito que serei eternamente grata por viver tudo que tenho vivido”.

Este texto foi escrito por: Camila Pissolito

Redação Webrun

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