Você já deve ter visto algum atleta usando uma fita colorida em determinada parte do corpo durante uma competição ou até mesmo nos treinos de corrida. A bandagem elástica funcional pode ser encontrada em diversas cores, como a rosa, azul e amarela. Mas a dúvida é: ela é realmente terapêutica ou seus resultados não passam de mero efeito psicológico?
O objetivo principal da aplicação da bandagem é ativar ou inibir músculos específicos. Foto: Andre Bonn/FotoliaA aplicação destas bandagens com elasticidade tem como objetivo principal ativar ou inibir músculos específicos, de acordo com a técnica que se usa, por um estímulo proprioceptivo na pele. É muito utilizada também para estimular a drenagem de tecidos mais superficiais, explica o fisioterapeuta e colunista do Webrun, Claudio Cotter.
O especialista usa técnicas de liberação miofascial (músculos e fáscias) há mais de 15 anos e afirma que essa técnica da bandagem pode servir como complemento de sua terapia. Claudio ainda conta que alguns pacientes acabam passando com ele somente uma vez por semana e podem ficar com a fita por até cinco dias. Essa leve tração provocada pela bandagem na pele gera micromovimentos constantes nos tecidos adjacentes e subjacentes que são capazes não só de estimular a drenagem, mas também de melhorar o deslizamento entre estes tecidos, diz.
Na prevenção e tratamento de lesões, a bandagem auxilia na intensificação de estímulos de drenagem, mobilização tecidual e estabilização. É importante destacar que a pele de idosos e de crianças costuma ser mais sensível, por isso o cuidado deve ser redobrado durante a aplicação. Devem ser aplicadas sempre com a pele bem limpa e respeitando a biomecânica, por isso que é importante fazer apenas com profissionais bem treinados, orienta Claudio.
Para aplicar a bandagem, é imprescindível sempre procurar um profissional com experiência. Foto: Photographee.eu/FotoliaO fato é que a utilização da bandagem ainda é muito discutida e não tem como garantir que seja realmente eficiente para um esportista. Às vezes o que funciona para um atleta não tem o mesmo resultado em outro. O problema é quando começamos a buscar o milagre em determinada técnica, pois não existe bandagem nem órtese (tala) que seja capaz de estabilizar uma articulação, finaliza.
Confira as dicas do fisioterapeuta sobre os cuidados gerais sobre aplicação, conservação e retirada da bandagem:
Este texto foi escrito por: Denise Duarte